Alzheimer: Posso recorrer ao estado para custear uma internação em uma clinica?

Minha mãe, 73 anos, tem alzheimer e necessita de cuidados 24hrs/dia. Sou filho unico e desde que a minha mãe foi diagnosticada com essa doença há 5 anos atrás, tive que parar de trabalhar para cuida-la. Mas devido a questões financeiras que estão ficando cada dia mais dificeis, eu preciso voltar a trabalhar.

Porém minha mãe não pode em hipótese alguma ficar sozinha e pensei então em deixa-la durante o dia em uma clinica particular para assim eu poder ir trabalhar.

Há clinicas gratuitas também, além das particulares aqui na minha cidade, porém devido a registros de maus tratos e casos mais graves nessas clinicas gratuitas, não quero deixar minha mãe em uma clinica dessas onde eu não vou estar seguro de que minha mãe será bem tratada. Por isso pensei na busca de clinicas particulares onde o tratamento é mais seguro. 

Então quero saber se posso recorrer ao estado para pagar esse tratamento clinico, pois minha mãe com seu salário minimo não tem condições de pagar um serviço desses e muito menos eu, pois parei de trabalhar para cuidá-la. Alguém por gentileza, tem alguma informação util sobre isso? Será que consigo recorrer ao estado para pagar um tratamento clinico desses?

1 Resposta

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  • Há 1 mês
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    Caro colega

    Em tese, ainda não seria possível forçar o Estado pagar uma clínica particular. Isso somente seria possível se não tivesse instituição público para tal fim (na sua cidade), ou, existindo ela, nos casos de fechamento, insalubridade e maus tratos confirmados, no qual, geraria a interdição do Estado. Quando não há nada provado, mas, apenas boatos, nesse caso não seria possível forçar o pagamento de clínica particular.

    Eventuais problemas deve ser relatado à administração. Se  tiver provas, como por exemplo, gravações, melhor ainda para poder comprovar a alegação.

    Por fim, não se pode confundir as clínicas de atendimento comparando a eficácia dos remédios. Por exemplo, algumas doenças tem escala de gravidade, no qual, alguns medicamentos são mais eficientes, e, por consequência, mais caros. Geralmente, os Estados não cobrem todos eles. Se existir atestado e comprovação médica para tomar somente tal remédio diante a eficácia no caso concreto, a família precisa buscar o Judiciário para forçar a compra. Na maioria das vezes conseguem, por se tratar de caso específico e comprovado. Mas, com relação a cuidados em clínica, isso é raro e não tenho conhecimento dessa alteração.

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