Dê continuidade a esse conto, desenvolva a história, crie um conflito que prenda o leitor, que culmine em um clímax interessante/empolgante.?

Produza um desfecho para ele. Não se esqueça de que, no conto, sempre temos duas histórias a serem contadas, uma aparente e outra oculta, escondida para que o leitor entre no jogo e seja seduzido a desvendá-la:

A primeira só


        Marina Colasanti



Era linda, era filha, era única. Filha de rei. Mas de que adiantava ser princesa se não tinha com quem brincar? Sozinha, no palácio, chorava e chorava.
Não queria saber de bonecas, não queria saber de brinquedos. Queria uma amiga para gostar. De noite o rei ouvia os soluços da filha. 

De que adiantava a coroa se a filha da gente chora à noite? 

Decidiu acabar com tanta tristeza.
[...]

3 Respostas

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  • Há 1 mês
    Resposta favorita

    [...]e deu-lhe como companhia a filha de uma de suas criadas. Durante certo tempo, as duas meninas brincaram pelos corredores do palácio. Mas a alegria durou pouco. A princesa, criada sozinha e com toda a pompa que a riqueza podia oferecer, nunca havia aprendido a dividir. Com o tempo, as meninas começaram a se desentender entre si, e o rei, irritado com as discussões entre as crianças, separou-as de vez.

    A princesa, no entanto, continuou a se lamentar pela sua solidão. Desesperado, o rei foi até a cabana da feiticeira local daquela região, a fim de que esta resolvesse seu problema. Por uma significativa quantidade de ouro, a feiticeira criou uma boneca de madeira e soprou nela o fôlego de vida. No mesmo instante, a boneca falou e se moveu, como se tivesse mente própria. O rei, muito feliz com aquele milagre, levou a boneca ao seu palácio e deu-a à sua filha. Aquele brinquedo, diferentemente das crianças humanas, não reclamava ou tinha emoções complexas. Era fácil de lidar. E a princesa se deu muito bem com sua nova amiga.

    O tempo, passou. O rei morreu. A princesa cresceu e tornou-se rainha. Porém, não importava o quanto os anos passassem, a jovem rainha ainda carregava a sua boneca de madeira para onde quer que fosse. Os criados sentiam calafrios quando, tarde da madrugada, ouvia-se os passos da rainha de um lado para o outro no palácio, acompanhados pelos sussurros da voz aguda daquela boneca. A marionete de madeira assustava a todos com seu eterno sorriso bizarro e seus penetrantes olhos de vidro. Ela se escondia nos cantos do palácio e observava silenciosamente a todos. Engatinhava de quatro pelos corredores como uma fera à caça, e não era raro que, as vezes, cadáveres de pequenos animais dos arredores do palácio fossem encontrados mortos e ensanguentados nas janelas.

    A cada dia que passava, mais e mais obcecada com aquela boneca ficava a rainha. Os olhos dela ficaram fundos, sua pele, pálida. Ela tinha impetos de choro durante o dia, e à noite gritava e perumbalava por todo o palácio com aquela marionete. Já não frequentava mais a igreja e era agressiva com as crianças, com os idosos e até mesmo com sua própria família.

    Um belo dia. Quando uma das criadas ia buscar água no poço do pátio do palácio, algo terrível aconteceu. A criada desceu as escadas e abafou um susto ao ver o que havia ali. Morta e ensanguentada no chão, com o rosto deformado por uma queda, encontrava-se a rainha. Ela provavelmente havia caído da janela de seu quarto, na torre mais alta do palácio. Provavelmente... Mas... A boneca não estava com ela. A marionete foi procurada por todos os criados em várias partes do palácio. Alguns julgaram que tivesse ido embora ou sido destruída. Porém, foi quando um criado chegou à sala do trono, que a boneca foi encontrada. Lá estava ela, sentada no trono da rainha, com as mesmas roupas de sua proprietária, uma coroa em sua cabeça, as mãos de madeira manchadas de sangue, e aquele eterno sorriso largo em seu rosto...

  • Ratrup
    Lv 4
    Há 1 mês

    O rei sacou um punhal e decidiu dar um fim por conta própria naquele som que o irritava tanto todas as noites, matando brutalmente a pobre princesa em um ato de raiva e loucura, após ver o que tinha feito o rei ficou aterrorizado consigo mesmo, se suicidando na mesma noite. Com a notícia se espalhando, nações inimigas acharam que seria o momento certo para atacar o reino, que estava desestabilizado por tal tragédia. Cabe ao próximo herdeiro do trono na linha de sucessão combater as invasões e ao mesmo tempo lidar com aquela trágica noite que o abalou muito.

  • Sófia
    Lv 6
    Há 1 mês

    Doaram a filha a um casal de fidalgos que não podiam ter filhos, e foram rumo às Américas numa viagem de 6 meses de navio.

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