Anônimo
Anônimo perguntou em Família e RelacionamentosDivórcio · Há 3 meses

O que acontece se uma pessoa recusar a assinar divórcio?

Se minha mulher pede o divórcio e eu não quiser assinar, ela leva para a justiça. O juiz me forçaria a assinar? E se eu não assinar mesmo assim? Vou para a cadeia?

5 Respostas

Classificação
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    Lv 6
    Há 3 meses

    Vai pro Juiz ai ele decide 

  • Anônimo
    Há 3 meses

    O divórcio litigioso é quando o casal discorda sobre uma ou algumas questões pertinentes ao divórcio, como partilha de bens, pensão, guarda de filhos, ou ainda por uma das partes não querer o divórcio. É um processo judicial e é decidido por um Juiz de Direito. Como todo processo judicial haverá autor (quem pede o divórcio) e réu (contra quem é pedido o divórcio) e cada um terá um advogado próprio que poderá ser particular ou da defensoria pública.

    No litigioso será, antes de qualquer discussão, decidido pelo juiz o pagamento de eventual pensão para os filhos ou para o cônjuge necessitado. Chama-se alimentos provisionais (provisionais para a mulher ou provisório para o filho) e existem para garantir a subsistência de quem necessita durante o curso do processo judicial, o qual poderá perdurar por anos até que seja concluído. Assim, os alimentos provisionais são decididos de imediato e duram todo o curso do processo.

    Depois desse procedimento inicial, será discutido sobre a divisão do patrimônio do casal, moradia e guarda dos filhos, as pensões definitivas, a alteração do nome de casado, a guarda dos filhos e algumas outras questões, mas isso pode levar muito tempo em decorrência dos inúmeros procedimentos cabíveis e a própria morosidade do Poder Judiciário.

    “O divórcio litigioso deve acontecer somente com última alternativa, esgotadas todas as possibilidades e tentativas de uma resolução consensual”, recomenda o advogado.

    Quais são as custas a serem pagas?

    O divórcio judicial, seja ele consensual ou litigioso, implica no obrigatório pagamento das custas processuais, que são as taxas cobradas pelo Poder Judiciário e obrigatórias em qualquer processo judicial e definidas por cada Estado da Federação. Em processos de divórcio, no Estado de São Paulo, por exemplo, as custas dependem do valor dos bens objeto de partilha e são definidas pena Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (UFESP (em 2014, cada UFESP = R$ 20,14). Haverá também custas com citação, oficial de justiça e mandato judicial, as quais somam em média R$ 53,12.

    Os Divórcios Extrajudiciais, aqueles realizados em cartório, implicam em despesa cobrada pelo cartório, relativo à escritura pública, e possui valor progressivo de acordo com o valor total dos bens que serão partilhados. O valor da escritura, no Estado de São Paulo, vai de R$ 201,40 até R$ 31.725,05, dependendo do valor total do patrimônio envolvido.

    Segundo Montemurro, é importante ressaltar que, dependendo do valor do patrimônio, pode parecer mais vantajoso financeiramente o divórcio judicial e por outras vezes o extrajudicial.

  • Anônimo
    Há 3 meses

    Se ela não quer, paciência.

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  • Há 3 meses

    Ela vai para justiça e o juiz anula o casamento e no documento de divórcio ele coloca que você se recusou a separar. Mas, em todo caso a separação ocorre, a mulher tem causa ganha. Boa noite.

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