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Anônimo
Anônimo perguntou em Artes e HumanidadesFilosofia · Há 9 meses

Você concorda ou discorda das idéias de Nicolau Maquiavel?

4 Respostas

Classificação
  • Há 9 meses

    Não concordo, nem discordo...

    Muito pelo contrário! ;)

    Boa noite e boa sorte! ;)

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  • Newton
    Lv 7
    Há 9 meses

    Tudo tem o seu tempo certo. Na época dele era uma coisa, hoje é outra. Nicolau Maquiavel foi um gênio na sua época. Hoje a coisa é outra. veja que já se tronou dito popular alguém falar de ideia maquiavelica.

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  • Há 9 meses

    Existe um Antes de O príncipe e um Depois de O príncipe.

    O Antes do príncipe: As obras políticas medievais e renascentistas, operam num mundo exclusivamente cristão. Isso significa que para todas elas, a relação entre política e religião é um dado de que não podem escapar. Viviam, na Idade Média, umbilicalmente ligadas como irmãs siamesas. O método de conhecimento, dessa época (a maneira de pensar em descobrir a verdade em torno de algo) era primeiro da imaginação (deus-natureza-razão) e depois a observação (a experiência real). As teorias medievais são ou diretamente teocráticas, ou indiretamente teocráticas. Diretamente: O poder pertence somente a Deus, que concede a alguém por um favor especial; Indiretamente: A origem do poder está na natureza social do homem, mas o fundamento último do poder político encontra-se na lei divina revelada. Os renascentistas recusavam a ideia de o poder político ser direto, ou seja, de provir de Deus como favor especial como se encontra determinado pela lei divina. Contudo, embora recusem os renascentistas, a teocracia não podia recusar uma outra ideia cristã: a de que o poder político só é legítimo se for justo e se estiver de acordo com a vontade de Deus e a Providência divina. Assim, elementos da teologia continuam presente na formulação teórica da política. São exemplos: que o fundamento da política encontra-se em Deus; que a política é una e indivisa voltada ao bem comum e a justiça - que a boa política é feita por uma comunidade harmoniosa, pacífica e ordeira, e que lutas, conflitos e divisões são vistos como perigos, frutos de homens perversos e sediosos, que devem ser afastados da comunidade e do poder (prestar atenção que é a imaginação que prevalece antes da observação da experiência). Coloca-se a oposição aos regimes políticos entre justos-legítimos e injustos-ilegítimos, pondo a monarquia e a aristocracia entre os primeiros e conquista e usurpação entre os segundo, classificando-os como tirânicos, contrários à vontade de Deus, obra de um governante vicioso e perverso. A figura do Bom governo representada pelo príncipe virtuoso e da racionalidade, portador da justiça e da harmonia e da indivisão da comunidade. Como dissemos acima, isso é o método "Antes do príncipe", que privilegia a imaginação antes da observação real, da experiência fática. Tudo gira em torno da divindade. Comparada a esses traços da tradição política, a obra de Maquiavel é demolidora e revolucionária. Com ela, nasce o pensamento político moderno.

    Aí vem, o Depois do Príncipe: Enganam-se os leitores que acham que o termo "maquiavélico", tem sentido pejorativo como aquele que age secretamente nos bastidores do poder, mantendo-se suas intenções desconhecidas aos cidadãos, que afirma que os fins justificam os meios imorais, violentos e perversos para conseguir o que quer, enfim a cartilha do mal político, o que em nossa cultura é considerado "diabólico". O que teria escrito Maquiavel para gente que nunca leu sua obra e que nem sabe que ele existiu um dia, fale em maquiavélico ou maquiavelismo?

    Bem, em primeiro, mudam-se as peças do tabuleiro do pensamento: pelo O príncipe, prevalece, em primeiro: a observação do conhecimento real e depois: a imaginação (acomodação das circunstância de como fazer a política e permanecer no poder) Dependendo de como comporta o real (não há uma comunidade homogênea, mas sim a assimetria - o desejo dos grandes em oprimir e comandar e o desejo dos povos em não ser oprimido e não ser comandado), faz se o uso da imaginação (conceitos de Maquiavel), política: uso da força - que é um atributo dos animais, contudo, não sendo a lei suficiente para controlar as multidões, é preciso fazer o uso dela; fazer um bem grande e depois em conta gota fazer um mal pouco a pouco, para permanecer no poder (muitos políticos atuais adotam essa medida) etc.

    Sendo o objetivo do Estado a sua segurança e engrandecimento, pode e deve o Príncipe, que o encarna, infringir os preceitos morais, nas relações internas e internacionais, considerando lícito tudo o que favorece o governo, porque dizia Nicolau - “os regimes não se mantêm com "padres nossos...". Não via na política senão um jogo de forças, no qual todos os meios de luta são bons ou louváveis, porque se trata de defender, proteger e salvar o Estado, único abrigo que jamais tenham os homens criado para a defesa de seus bens materiais e espirituais. "Se os homens fossem melhores - adverte mais de uma vez - não precisaríeis da força, nem da fraude". Com Maquiavel nasce a nova concepção da política moderna, nasce o Estado, nasce, também, a geopolítica dos Estados.

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  • Há 9 meses

    Eu concordo mesmo é com Friedrich Nietzsche. Ele sim sabe o que fala, e concordo com o pensamento dele

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