Juju
Lv 5
Juju perguntou em Artes e HumanidadesHistória · Há 8 anos

Quando começou a urbanização da cidade do rio de janeiro?

Começou com o estabelecimento das capitanias hereditárias, com a chegada da familia real no brasil ou apenas apos o século XX?

53 Respostas

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  • Anônimo
    Há 8 anos
    Melhor resposta

    Na verdade, a urbanização da cidade RJ começou com a vinda da família real para o Brasil e com a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves(região no sul de Portugal). Nessa época(1808), o Brasil se tornou sede desse reino unido, vez que Portugal estava sendo invadido pelas tropas francesas de Napoleão. A Família Real se instalou na capital da colônia(Brasil), que se tornou a capital do reino português. Esta cidade, Rio de Janeiro, substituiu a antiga capital, Lisboa. A Família Real, acostumada ao luxo da antiga capital europeia, Lisboa, trouxe para o Brasil o luxo português:

    foi uma fase em que a cidade foi pintada de branco (ela toda), as ruas foram limpas (vez que os lixos eram jogados na rua), e foram criados teatros para entreter a corte, a Biblioteca Nacional, com cerca de 18 mil volumes trazidos da Biblioteca de Lisboa. Foi criado o jardim botânico, e deu início à construção de casas nobres e palácios na vila real, Petrópoles. Também foi criado o Banco do Brasil, que existe até hoje. Outra coisa relevante foi que, a coroa fugiu às pressas e não tinha dinheiro para sequer pavimentar uma rua com paralelepípedos, por isso, houve a maior venda de títulos de nobreza da história portuguesa, onde os brasileiros ricos viravam nobres cedendo parte de suas riquezas para financiar os que já nasceram nobres. Isso foi também o pontapé inicial para a independência do Brasil, pois o Brasil de colônia a sede do poderio português; nessa época o Brasil pode tomar decisões para o Brasil no próprio Brasil, pode negociar com outros países(principalmente a Inglaterra, que financiou a fuga portuguesa), e, no futuro, levou à independência de fato, poucos anos depois. A Cidade do Rio de Janeiro se promoveu indo de capital colonial, correspondente hoje a uma capital de estado (o que ela é atualmente), até o posto de capital do Brasil, Portugal e Algarves. Por isso sua urbanização se deu tão rápido.

    Mais detalhadamente, leia o livro 1808, ele aborda este período de nossa história.

    Fonte(s): livro 1808, minhas aulas de história na faculdade.
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  • Há 8 anos

    Quando o rei de Portugal veio ao Brasil fugindo de Napoleão.

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  • ?
    Lv 7
    Há 6 anos

    Na verdade, a urbanização da cidade RJ começou com a vinda da família real para o Brasil e com a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves(região no sul de Portugal). Nessa época(1808), o Brasil se tornou sede desse reino unido, vez que Portugal estava sendo invadido pelas tropas francesas de Napoleão. A Família Real se instalou na capital da colônia(Brasil), que se tornou a capital do reino português. Esta cidade, Rio de Janeiro, substituiu a antiga capital, Lisboa. A Família Real, acostumada ao luxo da antiga capital europeia, Lisboa, trouxe para o Brasil o luxo português:

    foi uma fase em que a cidade foi pintada de branco (ela toda), as ruas foram limpas (vez que os lixos eram jogados na rua), e foram criados teatros para entreter a corte, a Biblioteca Nacional, com cerca de 18 mil volumes trazidos da Biblioteca de Lisboa. Foi criado o jardim botânico, e deu início à construção de casas nobres e palácios na vila real, Petrópoles. Também foi criado o Banco do Brasil, que existe até hoje. Outra coisa relevante foi que, a coroa fugiu às pressas e não tinha dinheiro para sequer pavimentar uma rua com paralelepípedos, por isso, houve a maior venda de títulos de nobreza da história portuguesa, onde os brasileiros ricos viravam nobres cedendo parte de suas riquezas para financiar os que já nasceram nobres. Isso foi também o pontapé inicial para a independência do Brasil, pois o Brasil de colônia a sede do poderio português; nessa época o Brasil pode tomar decisões para o Brasil no próprio Brasil, pode negociar com outros países(principalmente a Inglaterra, que financiou a fuga portuguesa), e, no futuro, levou à independência de fato, poucos anos depois. A Cidade do Rio de Janeiro se promoveu indo de capital colonial, correspondente hoje a uma capital de estado (o que ela é atualmente), até o posto de capital do Brasil, Portugal e Algarves. Por isso sua urbanização se deu tão rápido.

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  • Anônimo
    Há 8 anos

    A cidade do Rio de Janeiro tinha cerca de 700 mil habitantes em 1904. Desde o início do século 19, manteve-se como a maior cidade do país. Com exceção de seus palacetes de Botafogo e Laranjeiras, era cortada por ruas estreitas e vielas, onde se erguiam prédios e imensos cortiços.

    Nos morros, amontoados de barracos formavam as primeiras favelas. Nas áreas pantanosas, ocorriam epidemias de febre tifóide, varíola e febre amarela. O mau cheiro era insuportável, principalmente com o calor.

    Uma reformulação do Rio de Janeiro foi concebida para tornar a cidade semelhante às metrópoles européias e agradável para sua elite. Abrir largas avenidas, erradicar as doenças, derrubar os cortiços e sobretudo empurrar para longe a massa pobre, negra e mestiça eram os desejos da população elegante do município.

    Durante o governo de Rodrigues Alves (1902-1906), cortiços foram derrubados, dando lugar a belas praças, charmosos jardins, largas avenidas e vistosos palacetes. O Rio iria tornar-se a "cidade maravilhosa".

    O resultado foi a deterioração das condições de vida dos trabalhadores. O preço dos aluguéis subiu, e a população mais pobre foi removida do centro para áreas mais distantes. Nos morros, as favelas proliferavam.

    Em 9 de novembro de 1904, o governo decretou a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. O jovem dr. Oswaldo Cruz comandava a campanha. O anúncio provocou uma onda de protestos que culminou na chamada Revolta da Vacina. Nos dias seguintes, populares levantavam-se no espaço público recém-urbanizado incitando à rebelião. A polícia era recebida a pedradas. A multidão circulava ruidosamente pelas largas avenidas, pelos belos jardins, diante das suntuosas mansões.

    O espaço público era ocupado, à força, pelos manifestantes. A fúria se voltava contra automóveis, bondes, delegacias, postes de iluminação, calçamentos. O governo perdeu o controle da capital, só retomado com a repressão do Exército, da Marinha e da Guarda Nacional. A revolta tornou-se epidêmica.

    Para a maior parte da população, vítima de seu alheamento das decisões políticas, de uma modernização autoritária que desalojava os moradores e expulsava-os das regiões centrais, de um poder público que agravava cada vez mais suas condições de vida e não lhes oferecia nenhum tipo de assistência, a vacinação representava uma espécie de violação de seus próprios corpos.

    Muitos pensavam que se tratava de uma política de extermínio da população pobre. Delírios febris?

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  • A cidade do Rio de Janeiro tinha cerca de 700 mil habitantes em 1904.

    Em 9 de novembro de 1904, o governo decretou a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. O jovem dr. Oswaldo Cruz comandava a campanha. O anúncio provocou uma onda de protestos que culminou na chamada Revolta da Vacina. Nos dias seguintes, populares levantavam-se no espaço público recém-urbanizado incitando à rebelião. A polícia era recebida a pedradas. A multidão circulava ruidosamente pelas largas avenidas, pelos belos jardins, diante das suntuosas mansões.

    O espaço público era ocupado, à força, pelos manifestantes. A fúria se voltava contra automóveis, bondes, delegacias, postes de iluminação, calçamentos. O governo perdeu o controle da capital, só retomado com a repressão do Exército, da Marinha e da Guarda Nacional. A revolta tornou-se epidêmica.

    O resultado foi a deterioração das condições de vida dos trabalhadores. O preço dos aluguéis subiu, e a população mais pobre foi removida do centro para áreas mais distantes. Nos morros, as favelas proliferavam.

    Após a transferência da Capital Federal para Brasília em 1960, o Rio até 1975 foi transformado numa cidade-estado com o nome de Estado da Guanabara. Ocorreu então a fusão com o antigo Estado do Rio de Janeiro em 15 de março de 1975, e em 23 de julho foi promulgada a Constituição do Estado do Rio de Janeiro.

    Em 1992, sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUCED), mais conhecida como Rio-92, ou ECO-92 – a primeira reunião internacional de peso a se realizar após o fim da Guerra Fria, com a presença de delegações de 175 países.

    Foi sede dos Jogos Pan-Americanos de 2007, ocasião à qual realizou investimentos em estruturas esportivas (incluindo a construção do novo Estádio Olímpico João Havelange) e nas áreas de transportes, segurança pública e infra-estrutura urbana.

    Fonte(s): meu blog → redreaam.blogspot.com.br
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  • Anônimo
    Há 8 anos

    quem odeia o restart positiva ai!!

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  • Há 8 anos

    aff so procurar no google! quem odeia o JUSTIN BIEBER dá joinha^^

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  • Há 8 anos

    Com a chegada da família Real!

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  • Anônimo
    Há 8 anos

    1808 na chegada da familia real

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  • Anônimo
    Há 8 anos

    A cidade do Rio de Janeiro tinha cerca de 700 mil habitantes em 1904. Desde o início do século 19, manteve-se como a maior cidade do país. Com exceção de seus palacetes de Botafogo e Laranjeiras, era cortada por ruas estreitas e vielas, onde se erguiam prédios e imensos cortiços.

    Nos morros, amontoados de barracos formavam as primeiras favelas. Nas áreas pantanosas, ocorriam epidemias de febre tifóide, varíola e febre amarela. O mau cheiro era insuportável, principalmente com o calor.

    Uma reformulação do Rio de Janeiro foi concebida para tornar a cidade semelhante às metrópoles européias e agradável para sua elite. Abrir largas avenidas, erradicar as doenças, derrubar os cortiços e sobretudo empurrar para longe a massa pobre, negra e mestiça eram os desejos da população elegante do município.

    Durante o governo de Rodrigues Alves (1902-1906), cortiços foram derrubados, dando lugar a belas praças, charmosos jardins, largas avenidas e vistosos palacetes. O Rio iria tornar-se a "cidade maravilhosa".

    O resultado foi a deterioração das condições de vida dos trabalhadores. O preço dos aluguéis subiu, e a população mais pobre foi removida do centro para áreas mais distantes. Nos morros, as favelas proliferavam.

    Em 9 de novembro de 1904, o governo decretou a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. O jovem dr. Oswaldo Cruz comandava a campanha. O anúncio provocou uma onda de protestos que culminou na chamada Revolta da Vacina. Nos dias seguintes, populares levantavam-se no espaço público recém-urbanizado incitando à rebelião. A polícia era recebida a pedradas. A multidão circulava ruidosamente pelas largas avenidas, pelos belos jardins, diante das suntuosas mansões.

    O espaço público era ocupado, à força, pelos manifestantes. A fúria se voltava contra automóveis, bondes, delegacias, postes de iluminação, calçamentos. O governo perdeu o controle da capital, só retomado com a repressão do Exército, da Marinha e da Guarda Nacional. A revolta tornou-se epidêmica.

    Para a maior parte da população, vítima de seu alheamento das decisões políticas, de uma modernização autoritária que desalojava os moradores e expulsava-os das regiões centrais, de um poder público que agravava cada vez mais suas condições de vida e não lhes oferecia nenhum tipo de assistência, a vacinação representava uma espécie de violação de seus próprios corpos.

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