Sobre Amar, verbo intransitivo. De mario de andrade. Me ajudem?

1- Desenvolva, em aproximadamente 10 linhas, o enredo da obra.

2- Analise a forma como as cenas são narradas. Que posição assume o narrador em face das personagens? Ele se mantém neutro ou comenta o que está narrando? Justifique sua resposta com passagens do livro.

3- Analise a linguagem usada por Mário de Andrade _ o vocabulário, a ortografia, a sintaxe, apontando em que aspectos ele se afasta da linguagem tradicional.

4- O núcleo da narrativa é o idílio. Explique essa afirmação.

5- Compare, através de análise detalhada, as figuras femininas de Laura e de Elza.

6- A profissão de Fraülein Elza não a impedia de acalentar, aos 35 anos, um romântico ideal de amor. Discuta a afirmativa.

7- Segundo o próprio Mário de Andrade, AMAR,VERBO INTRANSITIVO é um livro “gordo de freudismo”. Carlos não passa de um burguês chatíssimo do século passado. Comente essa passagem.

8- Desenvolva a ideia apresentada abaixo:

AMAR, VERBO INTRANSITIVO é um romance que penetra fundo na estrutura familiar da burguesia paulistana, sua moral e seus preconceitos, ao mesmo tempo em que trata dos sonhos e da adaptação dos imigrantes à agitada Paulicéia.

9-Justifique o título do romance.

10- Baseado em argumentação coerente, desenvolva sua opinião sobre a obra lida.

obrigada!!

1 Resposta

Classificação
  • Tati
    Lv 7
    Há 9 anos
    Melhor resposta

    Oi!

    1) Enredo

    Acordo entre Sousa Costa e Elza: A lição de amor

    A primeira cena do livro nos apresenta os entendimentos de Sousa Costa, pai de Carlos, e Elza, ou seja, Fräulein (pronuncia-se Fróilain, senhorinha). Elza insiste em que a mãe do menino também deveria saber os termos do acordo que ambos estavam fazendo:

    "- Desculpe-me insistir. É preciso avisá-la. Não me agradaria ser tomada por aventureira, sou séria. E tenho 35 anos, senhor. Certamente não irei se sua esposa não souber o que vou fazer lá. Tenho uma profissão que uma fraqueza me permitiu exercer, nada mais nada menos, é uma profissão."

    Elza, foi, enfim, para a casa de Sousa Costa, onde há tempos já trabalhava um criado japonês. Ela ganharia oito contos. Seus primeiros pensamentos apalpando o futuro:

    "Ganhava mais oito contos... Se o estado da Alemanha melhorasse, mais um ou dois serviços e podia partir. E a casinha sossegada... Rendimento certo, casava." Uma das coisas que logo estranhou, foi a vacilação na pontualidade das pessoas. Depois, ela ouvirá um refrão que vai se repetir ao longo do livro:

    "- Mamãe! Mamãe! Olhe o Carlos!" - Era o menino, importunando sua irmã. Isto o mostra, de certa forma, numa fase pré-adolescente. "Se rindo do chuvisco dos tapinhas, carregando a irmã no braço esquerdo. Carlos ofereceu a mão livre à moça. Voz Paulista, certa de chegar ao fim da frase. Olhos francos investigando.

    - Bom dia. A senhora é a governanta, é?

    Ela sorriu, escondendo a irritação.

    - Sou (...)

    Elza consolava a pecurrucha, com meiguice emprestada. Não sabia ter meiguice. Mais questão de temperamento que de raça, não me venha dizer que os alemães são ríspidos. Tolice! Conheci!. (...)

    Elza é filho chegando do sítio ou mãe que volta de Caxambu. Membro que faltava e de novo cresce. Começara como quem recomeça, e a tranqüilidade aplainou logo a existência dos Sousa Costas, extraindo as últimas lascas da desordem, polindo os engruvinhamentos do imprevisto."

    O Imaginário de Elza:

    Homem da Vida, Homem do Sonho

    Elza, governanta e professora, fazia passeios curtos com as crianças, tomava de cada uma as lições, levava-os ao cinema. O narrador observa que os alemães têm vocação para a vida regrada.

    Sousa Costa, chefe da família, descendia de portugueses. Tinha fábrica de tecidos no Brás e por desfastio se dedicava a criação do gado caracu. Sua mulher, mais alta que ele, era dona Laura.

    Fräulein Elza tem as primeiras impaciências com a indolência de Carlos no aprendizado do alemão. Fräulein lia demais. Como definir o espírito do alemão? "No filho da Alemanha tem dois seres: o alemão propriamente dito, homem do sonho e homem da vida, espécie prática do homem do mundo que Sócrates se dizia". O primeiro é religioso, ou filósofo, ou idealista. Já o segundo é prático, e se adapta a qualquer situação. "Culpa de um, culpa de outro, tornavam a vida insuportável na Alemanha. Mesmo antes de 14 a existência arrastava difícil lá. Fräulein se adaptou. Veio para o Brasil, Rio de janeiro (...) Agora tinha que viver com os Sousa Costas." No intervalo desses comentários, o narrador aproveita para ponderar que a culpa da guerra também a tinham os demais países da Europa: "... convenha comigo que todos esses europeus foram uns grandessissímos canalhões."

    2) http://www.slideshare.net/mariainesvitorino/amar-v...

    4) O núcleo da narrativa é o idílio, a história de amor.

    10) http://www.coladaweb.com/resumos/amar-verbo-intran...

    8) http://www.professorpaulinho.com.br/Biografia_dos_...

    Fim

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