O Universo é aleatório?

Nossa fé é prisioneira do nosso "Ego" e dessa forma constrói as coisas ao seu feitio. O homem como um copo de água do Oceano tem suas propriedades equivalentes, mas em menor proporção do que o Universo das matérias e o Universo das mentes, assim encerrando a sua similaridade ou semelhança, já que pelo... mostrar mais Nossa fé é prisioneira do nosso "Ego" e dessa forma constrói as coisas ao seu feitio.

O homem como um copo de água do Oceano tem suas propriedades equivalentes, mas em menor proporção do que o Universo das matérias e o Universo das mentes, assim encerrando a sua similaridade ou semelhança, já que pelo Universo surgiu, vive e pensa.
Por isso, sente intuitivamente que é resultado de uma ação engendrada com propósitos similares àqueles que emana através do próprio "Ego" individualista.

Essa "Arca" chamada "corpo físico" que contém todos os resquícios evolucionários pelos quais passamos, salvou a melhor parte de cada projeção ou aparente tentativa de a Natureza buscar o caminho final.
Como num aparelho de TV onde o néscio vê apenas a imagem, os componentes que a geram ficam "in abscôndito" e o leigo mal supõe a sua utilidade, pois entende apenas a imagem final que lhe é externa. Mas, percebe que há algo que a gera, algo operante que vai além da sua compreensão.
Na vida acontece o mesmo, pois ao perceber a sua Natureza distinta pelo pensamento, o homem começa a elucubrar a sua indentidade trans-física. Com isso, gera o mito de que tem uma proteção ou escudo divino ou natural que o protege, sendo capaz de ver na desgraça alheia um milagre para si.
Vemos então, pela história, a narrativa daqueles que sobreviveram narrando sobre outro tanto ou mais de mortes daqueles que não escaparam. Cada um passa a se encarar como estando do lado dos que escaparam e nunca dos que pereceram. Dessa forma, mesmo sucumbindo da mesma forma que as miríades anteriores, cultuam a idéia de que são protegidos por algo divino.

Se os mortos falassem, contariam sua narrativas muito mais numerosas mostrando que não há privilégio e que maioria "dança". Assim, o mundo teria a idéia correta de que a verdade não está na língua dos viventes, mas dos que já se ausentaram. Mas os mentirosos que viveram mistificaram suas narrativas e fizeram crentes aos demais que ainda com a sentença de morte decretada, tombarão se pensando vivos.

Dessa sutil relação entre o medo de morrer e as narrativas da minoria surge a cultura do absurdo, onde várias coisas incertas se tornam certas, assim o homem reza para ser agraciado com a sorte de permanecer vivo e próspero, mal percebendo que quando assim o faz, acaba por desejar o limbo para seu semelhante.
Um jogador de um lado ora para ser protegido e o outro do outro, idem! Que Deus seria esse que protegeria um filho numa peleja contra outro?

Obviamente esse ato egoísta aliado à ignorância cria em diversas esferas de pensamento um "sapato alto", porém ninguém sabe o que vai acontecer.

Se é ruim, é por que Deus quis; se é bom é por que é bênção e Deus é transformado num palhaço da vontade humana.

Será que é tão difícil ver que tudo é aleatório ou temos algo que nos protege além da prudência?

Eu não acredito num Deus canalha, mas numa Natureza justa e as Leis dela estão aí e todo aquele que as seguir estará mais vivo e menos morto.

Como sempre, agradeço às respostas dos meus colegas, expressão da inteligência e dignidade humanas, dizendo ainda que se não escolhidos com a MR, isso nada tem a ver com a chance de exposição das suas idéias, pois assim como na vida, o maior prêmio não está no destaque ou objetivo, mas no viver o momento ou trilhar o caminho.
Atualizar: Dannillo
Interessante tua colocação, mas depende do que você entende por Universo e outros conceitos.
O teu esforço é baseado por sobre teorias ainda não definitivas e totalmente conclusivas, mas a verdade deve ser encarada através de ideias que vão além dos nossos conceitos limitados.
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