Casamento - O grande equívoco de viver um para o outro. Um sempre "morre"?

Na questão tão grave da vida como é o casamento, que deveria ser tratado como o rito de passagem mais importante da vida de alguém, as pessoas casam, como se comprassem um veículo, como se adquirissem um terreno, como se optassem por uma faculdade, etc. O casamento deveria ser ensinado nas escolas, não somente... mostrar mais Na questão tão grave da vida como é o casamento, que deveria ser tratado como o rito de passagem mais importante da vida de alguém, as pessoas casam, como se comprassem um veículo, como se adquirissem um terreno, como se optassem por uma faculdade, etc.

O casamento deveria ser ensinado nas escolas, não somente casamento, mas educação para tudo.
Vemos algo interessante, o sujeito casa e engorda, mas isso é líquido e certo, casou engordou. A mulher casa e já anda desleixada, com lenço na cabeça, já não liga para nada, somente para sua família, como se ela fosse uma bolha no mundo, apartada de tudo e todos, algo isolado por um campo de força. Adeus preocupação com ginástica, com leituras, com cinemas e teatros, adeus viagens, adeus passeios, almoço fora, amigos antigos, adeus.
Aquela vidinha de mer-da, só voltada para a economia, para trocar um móvel, para trocar o carro, ele gordão parecendo um buda, ela parecendo a empregada da empregada.
Para que buscar novidades, boa aparência, ufa!. Acabou aquilo de quando namorados, agora não se precisa arrumar nada, um já conhece o outro mesmo, solta-se pum na cara do outro, usa-se o vaso com a porta aberta, falando da fatura do cartão, de Joãozinho que está todo ca-ga-do e que traga o pão quando voltar e toda feiosa e desarrumada. Ele arrumado por força do trabalho, não fosse isso nem barba faria, de ressaca, sai de casa como de uma prisão domiciliar.
Ela olha na tv aquele cara bonitão, malhadão e já entra em salas de bate-papo e conhece alguém e já começa uma traição virtual. De mentiras e enganos, um dia acontece, o te-são fala mais alto e já era casamento.
Ele no escritório vê as belas coxas da secretária, que lhe abre um sorrisão com aquele batom cor de carne e diz que ele precisa malhar, que ele é até bonito, etc. E almoçam juntos, carona, uma risadinha, um abraço e ... adeus casamento.

O casamento acaba, é como chama, já dizia Vinicius. Mas se não o oxigenamos, se casamos para ter um(a) refém sob nossa mira, se voltamos para casa como quem se entrega à polícia, se o cônjuge não consegue ser quem é, se há cobranças e podas, se há restrições, cláusulas e clausura, estelas de domínio e posse. Se se casa não para viver uma vida à dois, mas para dois viverem dentro de uma vida apertada, comprimida, asfixiada, como se o casal dormisse numa cama de solteiro. Pronto, a própria cama deveria sugerir algo, é para duas pessoas e duas pessoas desiguais, que se uniram, não para se amalgamarem, mas para interagirem nas suas diferenças, procurando encontrar nisso, o melhor, o consenso, a soma, a excelência da permuta.

O casamento engana, muitos imaginam que casamento seja o superlativo de namoro e nada tem que ver com aquele. Casamento é um encontro de dois seres livres que adoram a liberdade de poder aprisionar, e aprisionando, também de sentinela, fica preso(a).

Enfim, o casamento, eu acho, é a decisão mais importante na vida e as pessoas não sabem dele, é um desconhecido, um fantasma que se ouviu falar. Falo de casamento, qualquer união estável.

Portanto, vejo jovens, adolescentes mesmo, casando, que absurdo. E, é como disse, acaba o cuidado por si mesmo(a), há o descuido, o relaxamento, a vida dedicada à família e o casamento que deveria abençoar dois livres, algema dois condenados confusos, ciumentos, inseguros.
Se um insiste em se arrumar, ter algum donaire, andar bem-apessoado(a), está traindo, tem alguém, procura aventuras extraconjugais. Então há um tácito acordo que ambos serão rotos e molambentos e quanto mais suas aparências não despertem nenhum interesse em quem quer que seja, aí sim, está a garantia da família estruturada e hermeticamente inacessível.

Um perfume?. Nada, adoro seu cheiro natural. Brinco?. Que nada, adoro você assim, como Deus lhe fez.

E sejam felizes até que a morte os separe !. E a morte do relacionamento cumpre e separa mesmo.

Vejam essa pergunta que fiz há 3 anos e minha conta foi excluída. É bem legal e pertinente ao assunto:

http://br.answers.yahoo.com/question/ind...

Abração e bom FDS.
Atualizar: David Sousa, minhas perguntas são para quem curte ler.
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