É verdade que os teólogos adotaram os conceitos de filósofos pagãos para formular a doutrina da alma imortal?

O Dicionário Enciclopédico da Bíblia (em francês) diz: “O conceito de imortalidade é produto do pensamento grego.” A Enciclopédia Judaica afirma: “A crença na imortalidade da alma chegou aos judeus através do contato com o pensamento grego e principalmente através da filosofia de Platão, seu principal expoente”,... mostrar mais O Dicionário Enciclopédico da Bíblia (em francês) diz: “O conceito de imortalidade é produto do pensamento grego.” A Enciclopédia Judaica afirma: “A crença na imortalidade da alma chegou aos judeus através do contato com o pensamento grego e principalmente através da filosofia de Platão, seu principal expoente”, que viveu no quarto século antes de Cristo. Platão cria no seguinte: “A alma é imortal e imperecível, e nossas almas realmente existirão num outro mundo!” — Os Diálogos de Platão (em inglês).

Quando foi que essa filosofia pagã se infiltrou no cristianismo? A Nova Enciclopédia Britânica diz: “A partir de meados do 2.° século AD, os cristãos que tinham conhecimentos de filosofia grega passaram a sentir a necessidade de expressar a sua fé em termos desta, tanto para sua própria satisfação intelectual como para converter pagãos instruídos. A filosofia que mais lhes convinha era o platonismo.” Assim, como diz a Britânica, “os primitivos filósofos cristãos adotaram o conceito grego da imortalidade da alma”. Mesmo o Papa João Paulo II reconheceu que a doutrina da alma imortal incorpora “teorias de certas escolas de filosofia grega”. Mas, a aceitação de teorias da filosofia grega significava que a cristandade abandonara a verdade simples expressa em Gênesis 2:7: “O homem veio a ser uma alma vivente.”

No entanto, o ensino da alma imortal remonta a muito mais do que a Platão. No livro A Religião de Babilônia e Assíria, de Morris Jastrow (em inglês), lemos: “O problema da imortalidade . . . mereceu séria atenção dos teólogos babilônicos. . . . A morte era uma passagem para outro tipo de vida.” Também, o livro Religião Egípcia (em inglês), de Siegfried Morenz, declara: “Os primitivos egípcios consideravam a vida após a morte simplesmente como a continuação da vida na terra.” A Enciclopédia Judaica observa a conexão com essas antigas religiões e com Platão quando diz que Platão foi levado ao conceito da alma imortal “através dos mistérios órficos e eleusinos nos quais os conceitos babilônicos e egípcios se achavam estranhamente fundidos”.

Portanto, o conceito da alma imortal é antigo. De fato, suas raízes remontam ao raiar da história humana! Depois de Adão ter sido informado de que morreria se desobedecesse a Deus, expressou-se à esposa de Adão, Eva, um conceito oposto. Foi-lhe dito: “Positivamente não morrereis.” Lançaram-se aqui as sementes da doutrina da alma imortal. E, desde então, uma cultura após outra adotou o conceito pagão de ‘realmente não morrerás, mas continuarás a viver’. Isto inclui a cristandade, que levou seus seguidores à apostasia em oposição aos propósitos e a vontade de Deus. — Gênesis 3:1-5; Mateus 7:15-23; 13:36-43; Atos 20:29, 30; 2 Tessalonicenses 2:3, 7.
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