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Qual é o conceito de paixão e de amizade na filosofia ?

2 Respostas

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  • Há 1 década
    Resposta favorita

    A palavra "filosofia" (do grego ) resulta da união de outras duas palavras: "philia" (φιλία), que significa "amizade", "amor fraterno" e respeito entre os iguais e "sophia" (σοφία), que significa "sabedoria", "conhecimento". De "sophia" decorre a palavra "sophos" (σοφός), que significa "sábio", "instruído".

    Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber.

    Não há filosofia sem paixão, sem criatividade, sem irreverência sob o risco de se transformar em saber doutoral e estéril. No entanto não há verdadeira paixão sem filosofia, isto é, sem organização e profundidade sob o risco de se converter em sentimento fútil e espúrio.

    A filosofia romântica (Schelling) exalta a paixão como um desejo de fusão e realização da personalidade em outra coisa além de si ("identidade absoluta"): a paixão revelaria o fundo do indivíduo, sua realidade infinita, única capaz de apreender a infinidade do mundo. Contudo, essa identidade entre nós e o mundo, no sentimento da Natureza, não chega a realizar-se efetivamente e a subsistir além de um instante: nesses mesmos filósofos românticos, o fundo de toda a reflexão apaixonada é a "nostalgia" ("Sehnsucht"). Em psicologia, a paixão opõe-se à ação; na moral, ela se opõe à razão, como o desmando à temperança.

    Para Platão, a Paixão seria o desejo voltado exclusivamente para o mundo das sombras, abandonando-se a busca da realidade essencial. Aristóteles afirmava já que “o ser positivo” não é um modo simples de ser, pois umas vezes significa uma corrupção por um contrário e, outras vezes, a preservação de algo que está em potência (Da Alma). Nestes casos, a paixão não significa necessariamente uma perturbação; em suma, a a alteração e a perturbação não são necessariamente sinônimos. Foram os estoicos que estudaram as paixões especialmente como perturbação e, por conseguinte, como algo que deve ser eliminado por meio da razão, a qual atua com o fim de libertar o ânimo das paixões e de dar-lhe liberdade. Para os estoicos, as paixões estão contra a natureza porque seguir a natureza é o mesmo que seguir a razão.

    Muitos escolásticos entenderam que as paixões eram certas energias básicas que, em princípio, podem encontrar-se quer nos animais quer nos homens, mas que, nestes últimos, têm um caráter especial, porquanto têm ou podem ter um valor moral. Isto não significa que as paixões se encontrem exclusivamente no plano dos apetites. Por um lado, a faculdade de pensar julga acerca de um objeto, indicando, a seu ver, se é bom ou mau, e a paixão opera sobre esse juízo. Por outro lado, a paixão é encaminhada pela vontade. A intervenção das faculdades de pensar e de querer é que outorgam às paixões o seu caráter moral. A paixão, na filosofia estóica, é sempre e substancialmente má; pois é movimento irracional, morbo e vício da alma - quer se trate de ódio, quer se trate de piedade. De tal forma, a única atitude do sábio estóico deve ser o aniquilamento da paixão, até a apatia. O ideal ético estóico não é o domínio racional da paixão, mas a sua destruição total, para dar lugar unicamente à razão: maravilhoso ideal de homem sem paixão, que anda como um Deus entre os homens.

    A amizade é, pois uma virtude extremamente necessária à vida. Mesmo que possuamos diversos bens, riqueza, saúde, poder, ainda assim, não será suficiente para nossa realização plena, pois nos falta a essencial e indispensável amizade. Na ética aristotélica, quanto mais influência e poder manipular um homem mais necessidade ele terá de ter amigos.

    Mais que sustentada por um bom sentimento, a amizade comporta uma ética. “A amizade é uma forma de amor” (Alberoni, 1993). Não um amor qualquer, mas um processo adulto e sofisticado (Gikovate, 1996), elaborado, revisado e reforçado pelas circunstâncias que a vida nos ensina. É um vínculo que faz bem aos envolvidos, fornecendo o caminho para a sabedoria e a felicidade, tal como pensavam os gregos antigos. Também as recentes pesquisas indicam os que possuem amigos como sendo mais saudáveis mais felizes ou, pelo menos, levando a vida com melhor sentido.

    • Sócrates, no seu tempo, já sinalizava para seus discípulos que “os maus não podem amar uns aos outros”. Esse tipo de vínculo só pode existir entre homens de bem e entre homens dedicados à sabedoria (Cícero (1997: p. 83, 120), que, como sabemos nada tem a ver com aqueles que são dedicados ao conhecimento científico ou à luta por uma causa política ou ideológica. Em nosso artigo anterior, não somente distinguimos a amizade das pseudo-amizades como sinalizamos que na militância (política, religiosa, etc.) não existe espaço para a amizade autêntica.

    • Para além da questão ética, Descartes distinguiu a afeição e a devoção da amizade. É afeição – e não amizade – quando apreciamos algo, por exemplo, uma flor, uma ave, um animal. “Apreciamos neles algo menos que a nós mesmos”. Devoção é oposto da afeição, isto é, temos devoção a alguém que ocupa uma posição superior a nós. Temos devoção a nossos

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  • norden
    Lv 4
    Há 3 anos

    O amor, ah o amor é lindo, como quero um diua sentir isso outra vez, como é bom ter o coração ocupado, mistérios da alma se descobrem quando sentimos o amor, ele é o maior sentimento que podemos sentir, ele é a cura da dor, ele é a vitamina pra alma, ele nos sacia da fome de viver, ele nos alimenta e nos refresca a mente, por ele cometemos muitas loucuras, sem ele as loucuras fazem falta na nossa vida, sem ele perdemos a vontade de acordar, de conquistar.

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