Espíritas, mostrem onde está minha ignorância sobre a Doutrina no diálogo abaixo?

Amigos espíritas, me mostrem o quanto eu preciso ler, ler, ler, estudar, estudar, estudar a doutrina e deixar de ter preconceito com base no que eu demonstro neste diálogo entre um espírita e um visitante:

- Bom dia, amigo. Você está aqui para conhecer a são doutrina do espiritismo?

- Sim, fiquei curioso e vim conhecer.

- Excelente, faz bem. Em que você acredita? Pra onde você vai depois da morte?

- Sei lá. Tem algo depois, é? Eu achava que não.

- Claro que tem. Onde já se viu, 70, 80 anos e acabou? Não é muito pouco?

- Sim, acho...

- Seu corpo pode morrer, mas seu espírito é eterno.

- Opa, então dá pra aproveitar bastante!

- Como assim?

- Aproveitar, ué. Na vida, eu busco ter o máximo de prazer. Não é pra isso que a gente tá aqui?

- Hã, bem, prazer não é pecado, mas e o bem? E os valores morais? Você é um cara bom?

- Eu...

- Ajuda os necessitados?

- Não.

- Já roubou alguma coisa?

- Bem, desviei uma graninha...

- Trai a mulher?

- Só algumas vezes, mas eu tava carente...

- É bom você saber que a outra vida não é pra se esbaldar. Bem, nem esta. É pra se aprimorar moralmente. Se você vive como se não houvesse bem e mal, há consequências...

- Eu vou pro inferno!!!!???

- Não, zé mané. Isso é coisa de religiões primitivas, do tempo em que era preciso uma linguagem simplória e assustadora pra controlar as pessoas. Não faz sentido punir alguém eternamente pelo que fez em 60, 70 anos.

- Ufa.

- Mas é claro que você não escapa na maciota. Deus é infinitamente justo. E ele quer que você aprenda. Portanto, o mal que você fizer se transformará em sofrimento e provações na outra vida. Tudo com fins didáticos. Se você era vaidoso, pode nascer feio. Se era apegado ao dinheiro, nasce na favela. E assim vai.

- Puxa, o negócio é sério... e se eu fizer o bem?

- Aí, você já aprendeu, né? Não precisa mais sofrer. Sua condição vai melhorando.

- Caramba... obrigado por me avisar. De agora em diante, vou parar de fazer coisas erradas, vou fazer o bem e ajudar os outros...

- Op-op-op-opa!

- Que foi?

- Você está com medo do que vai te acontecer?

- Um pouco.

- É por isso que vai fazer o bem?

- Bem, eu...

- Não vale. Isso não pode. Se você for fazer o bem só pra ser recompensado ou por medo da punição, não vale. Você não vai evoluir assim.

- Mas você não disse que tem consequências?

- Disse, mas não pode ser por causa delas que você faz o bem. Eu só te avisei. Mas e escolha é sua. Livre arbítrio total. Só vale o que você fizer por pureza de coração, não por medo das consequências.

- Mas, então, por que você me avisou?????

Atualizada:

Caroline Munoz: obrigado, mas eu pedi pra me mostrar minha ignorância em relação ao espiritismo, não ao cristianismo.

2 atualizadas:

Alexandre Costa: exatamente! O espiritismo diz: "Não fique achando que, quando você morrer, vai tudo acabar e ficar por isso mesmo. Se você fizer o mal, tem consequência, tá? Mas, na hora de tomar suas decisões, ignore tudo o que eu disse, finja que as consequências não existem, não decida com base nelas, OK?"

Então, por que o espiritismo diz que o conhecimento das leis espirituais faz as pessoas serem mais morais?

3 atualizadas:

mrarduin: poderia, por favor, dizer algo diferente do que eu disse?

4 atualizadas:

Messias:

1) o autor desse texto sou eu

2) não são ideias pré-concebidas, são pós-concebidas, uma vez que eu ouvi de um espírita hoje mesmo, e de outros espíritas em outras ocasiões, que o bem deve ser feito sem ser por medo das consequências ou por desejo de recompensa

3) essa insistência de vocês espíritas em abrir a mente, ir desarmado, quer dizer, em outras palavras: "vá disposto a ser convencido, não procure as incoerências, e você entenderá o que a doutrina é de verdade. Pois, enquanto, você não concordar, é porque não entendeu." Nem te passa pela cabeça que alguém pode entender, discordar e questionar.

Portanto, veja se dá uma resposta satisfatória à seguinte pergunta: imagine que eu não conheço as leis espirituais. Daí, passo a conhecer. De que forma eu me torno melhor moralmente por causa disso?

5 atualizadas:

Messias: ou você não respondeu ou eu não entendi onde está a sua resposta. Li, reli, reli e não consegui ver. Vamos fazer um teste: você tenta ser mais claro e eu tento entender com mais afinco.

6 atualizadas:

Ah, tá, agora comecei a entender o que você entendeu do texto.

Não, não tem nada a ver com fuga de responsabilidade. Quem está dizendo que o conhecimento do espiritismo traz responsabilidades é você. A história do esquimó é como se fosse uma sacanagem do padre, que jogou nele um peso ao contar a verdade. Eu estou questionando a utilidade de se contar essa verdade. O cara, no final do texto, pergunta "isso tudo serviu pra quê?" Qual é o efeito moralizante do espiritismo se o espiritismo deve ser esquecido na hora de se tomar decisões morais?

Pra usar uma história ilustrativa: suponha que eu te encontro lavando a calçada com mangueira.

- Ei, rapaz, vamos parar com o desperdício.

- Mas o que que tem? É só água.

- Só água? É água do sistema público, é água potável! Ela é bombeada do rio, passa por uma série de etapas, são colocados produtos químicos e ela sai boa pra beber. Isso tudo tem um custo. E você jogando essa água pelo chão.

- Puxa, foi mal, vou parar...

- Como assim?

7 atualizadas:

- Ué, você me mostrou o verdadeiro custo do meu desperdício...

- Não, você não pode parar por causa de uma informação técnica como essa. Tem que parar porque você não quer e não gosta de desperdiçar água.

- Então, pra que me serviu saber isso?

Entendeu a (falta de) lógica?

8 atualizadas:

Ah, e obrigado pela consideração e pela tentativa de esclarecimento.

9 atualizadas:

Allysohnn Vieras: boas suas colocações. Você mostra que entendeu o que eu disse. E a sua opinião não se choca com a minha. Esse processo de se tornar mais moral que você descreveu no último parágrafo, eu poderia chamar, sem ser pejorativo, de condicionamento. Não duvido da sua existência. E, realmente, não funciona para quem tem postura crítica.

10 atualizadas:

Messias: você também mostra que entendeu melhor o que eu disse. Não, você não me acrescentou dúvidas. Eu posso concordar com tudo o que você disse, até porque, como você mesmo notou, a necessidade do espiritismo não aparece em lugar nenhum aí. Realmente, a prática do bem dá uma satisfação que pode ser desfrutada quer esta vida seja a única quer não, e toda pessoa de bem deveria notar isso. A única discordância prática entre nós parece ser sobre dar crédito ou não às supostas palavras de gente morta. Eu também não acho que a reencarnação é necessária para explicar nada relacionado a defeitos de nascença, mas será que eu e você vamos discordar quanto ao que deve ser feito com essas pessoas?

11 atualizadas:

João Nascimento: aponte uma, só uma frase minha que mostra algum ponto incorreto da doutrina e eu corrijo. Mas, antes, leia as respostas dos seus colegas dizendo que não viram preconceito ou ignorância da minha parte e leia melhor o diálogo pra pensar bem.

Quanto a esse livrinho, eu o considero o melhor pra entender o espiritismo porque eu não tenho que passar pelos devaneios relativos a outros mundos, e sim ir direto aos questionamentos. O diálogo com o cético foi o que eu li com mais atenção (o do padre, por exemplo, tinha coisas sobre vida após a morte que não me interessam) e, se você pegar o exemplar da minha noiva, verá os rabiscos a lápis que eu fiz constestando Kardec. Não deixei uma afirmação dele de pé.

12 atualizadas:

Vicente Do livro: pelo visto, você está 100% de acordo comigo.

13 atualizadas:

Vicente Do livro: pelo visto, você está 100% de acordo comigo.

14 atualizadas:

João: como assim? A sua crítica não é de conteúdo, mas sim literária? É relativa ao estilo de escrita? Se sim, seja mais específico, poxa, se não sua crítica não vai produzir melhoria nenhuma. Eu aceito críticas literárias, mesmo não sendo esse o foco.

13 Respostas

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  • Há 1 década
    Melhor resposta

    Caro Fernando S,

    Porque esta Kardecfobia que vem apresentando na lista a tempos?

    Se tem as suas convicções e está firme nelas, deveria ter mais confiança de que sua certeza sobrevaleceria sem precisar ficar distorcendo a convicção alheia.

    Ora, Vc pergunta onde deve estudar mais para entender o tema, então lhe digo que se continuar nas idéias pré-concebidas em que está imbuído, é melhor largar os livros do espiritismo e procurar o que lhe convém, pois na forma negativa em que parece estar estudando, não terá condição de apreender absolutamente nada de proveitoso. Primeiro evacue a mente, e somente depois busque ler alguma doutrina ou filosofia, senão jamais conseguirá compreender absolutamente nada, e continuará assim espalhando falsos conceitos sobre o que não conhece, ampliando não só a sua como também a ignorância alheia!

    Veja bem, o autor deste texto que nos trás nada mais fez do que pegar emprestado um conceito sobre as complicações da igreja com a eternidade das penas para quem não conhece a bíblia, e fazer uma tosca modificação querendo invalidar a evolução humana, pois no teor do texto em referencia, quando se indaga “porque me disse isto então?” está totalmente fora do conceito entendimento espírita. Porque se a responsabilidade aumenta na medida em que se tem um maior conhecimento e discernimento, aumenta-se também o grau evolutivo, expandindo a consciência. Ou seja, permanecer estacionário e preso aos instintos inferiores ou buscar um maior aperfeiçoamento íntimo libertando-se da ignorância em que valoriza-se antes de tudo os prazeres imediatos em detrimento de uma moral mais elevada, onde a satisfação alheia seria também a nossa, pondo abaixo os sentimentos de ciúmes, inveja, egoísmo, orgulho etc...

    Mas enquanto Vc estiver com a mente fechada em idéias pré-concebidas, não tem estudos nem opiniões que vão lhe trazer algum entendimento.

    Ressaltando, para não haver mal entendido, sua ignorância sobre o espiritismo está em não conceber a evolução espiritual, e assim dissimular tentando adaptar o texto sobre o inferno, a eternidade das penas, em um estado estacionário evolutivo!

    Um Fraterno Abraço, Paz e Luz!!!

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    Fernando,

    Já lhe dei suas respostas. Se não está com idéias pré-concebidas, porque será então que não viu?

    1) Se o autor do texto é Vc, e dizendo já ter estudado muito o espiritismo, então com certeza já deveria saber o que lhe expus sobre evolução e estado estacionário. Releia o que lhe escrevi.

    2) Tudo que se faz visando recompensas é mercantilismo, bem diferente do que ensina a Doutrina Espírita

    3) Não é ir desarmado, mas ser imparcial, o que está lhe faltando, prova maior é esta historinha que nos trouxe, que sendo verídica, saberia Vc desvendar perfeitamente conforme diz tanto ter estudado a Doutrina.

    Se tivesse realmente entendido a Doutrina, saberia que seu estudo nos conduz não a recompensas exteriores, mas a uma evolução íntima, no depurar os sentimentos, como já lhe disse acima: “pondo abaixo os sentimentos de ciúmes, inveja, egoísmo, orgulho etc...”

    Abração,

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    Compreendo o texto com dois tópicos consideráveis:

    1 – Ao frisar que o bem deve ser feito sem buscar recompensas.

    Isto deve ser entendido que devemos buscar depurar nossos sentimentos, e assim praticar o bem será apenas um reflexo do íntimo de cada um, e não uma “causa” para estados melhores no futuro.

    2 – Quando ao final do texto, a pessoa questiona “Então porque Vc me avisou???”. Este questionamento induz a pensar que seria melhor nada saber para não ter maiores responsabilidades.

    Esta posição, como te falei, é um questionamento antigo sobre as complicações da Igreja com a eternidade das penas. Neste assunto temos uma interessante história sobre um caçador esquimó e um padre missionário que após apresentar-lhe a bíblia e os conceitos de céu e inferno eterno, o esquimó lhe pergunta: “Se eu não soubesse nada sobre Deus e o pecado, iria para o inferno?”. “Não”, diz o padre, “Se Vc não soubesse nada, não iria.” No que rebate o esquimó: ‘Então, porque me contou?”

    A situação é bem diferente, pois enquanto um tenta justificar a danação eterna, derivada de uma única vida. A segunda, sobre o espiritismo, se refere a um estado estacionário ao esquivar-se de buscar conhecimentos.

    Caro Fernando, desculpe se não estou conseguindo ser mais claro na questão, na verdade já estou perdendo o fio da meada em onde Vc está tendo dúvidas, pois até mesmo concluiu em suas palavras que o bem deve ser feito sem buscar recompensas, o que inicialmente, em minha falta de atenção passou despercebido, e achei acertado.

    Desculpe-me também se fui intolerante em algumas palavras acima, pois mesmo não partilhando dos mesmos pensamentos, Vc tem toda a minha consideração!

    Abração e Boa Noite!!!

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    Fernando,

    Não é bem assim. Em primeiro lugar, temos de compreender que o espiritismo é uma coisa, os espíritas são outra bem diferente. Não aconselho ninguém a levar as opiniões alheias como perfeito entendimento da Doutrina, nem as minhas, é claro! Mas a troca de opiniões tem a utilidade de se buscar mais bases racionais para quaisquer filosofias que estejamos estudando. Opiniões pessoais devem ser analisadas tão somente pela razão, buscando direções a seguir, pois que o entendimento verdadeiro deve vir do intimo de cada um, e jamais aceito por meras palavras escritas, sob risco de se cair em dogmatismos.

    Sou espírita, mas não aceito Kardec apenas porque está escrito ou ditado pelos espíritos, mas sim porque me satisfaz a lógica e a razão, mas aí vai de acordo com o pensamento de cada um.

    São vários pontos que explicar aqui tornaria o texto imenso e incompleto. Poderia citar a reencarnação porque é a única que explica as desigualdades físicas, morais e sociais da humanidade, corroborado por inúmeras evidências demonstradas através de pesquisas como as de Ian Stevenson, Hernani Guimaraes Andrade e muitos outros. Além experiências íntimas que cada um acaba tendo uma hora ou outra.

    Esclarecido isto, e voltando ao tema em questão, não acho coerente um diálogo de dez minutos querendo expor a um iniciante uma doutrina que leva tempos de estudos para ser bem compreendida. Tem de haver o cuidado para não se derramar um balde de água fria na cabeça quando se precisa beber apenas um copo de água. Me entende? Tentar resumir uma doutrina desta forma, é claro que se torna ilógico!

    Como Vc vem questionando em outras perguntas, afirmo que a Doutrina não trás nada de novo, apenas amplia o esclarecimento, tanto é que na questão 621 do Livro dos Espíritos, onde se é perguntado aonde se encontra a Lei de Deus, temos a resposta: “Na consciência”. Ou seja, a exposição do espiritismo é uma forma de conduzir ao íntimo de cada um, no saber agir por livre consciência sem causar dano íntimo ou ao próximo, e sabendo agir desta forma, independente de qual segmento religioso ou doutrinário que se segue, estará sendo, mesmo que não se queira, mais espírita do que muitos que sabem até mesmo o que Kardec tomava de café da manha e decoram suas obras qual uma bíblia onde se acredita apenas porque está escrito, desconsiderando as bases racionais.

    Dito isto, e falando como mera opinião pessoal, vejo carência na condução de tal diálogo, pois que deve-se ensinar que o bem produz não recompensas exteriores, mas que não é por isto que não tenha valor, porque ajudar o próximo traz-nos uma satisfação íntima de imediato, e é nesta satisfação em que vamos depurando nossos sentimentos, cada vez mais voltado à Paz, ao Bem, ao Amor, à Fraternidade. Sentimentos que são mais importantes do que qualquer “forma” doutrinária.

    Já sei, vai dizer que então não precisamos do Espiritismo rsrs.. De fato, se todos possuíssemos estes nobres sentimentos, não haveria a mínima necessidade, nem de fazer o bem, porque o mal não existiria, nem teríamos pessoas necessitadas e sofrendo. Mas não é isto o que ocorre, basta ver as tantas atrocidades que são praticadas no mundo.

    Acho que já lhe estendi por demais a resposta, e talvez tenha lhe trago mais dúvidas do que esclarecimentos. Mas espero que algo possa lhe ser útil. E se quiser continuar, vamos falando aos poucos em outras questões, só peço paciência porque minha participação é um pouco escassa no YR, devido aos tantos afazeres que me "acorrentam" os pés rsrs...

    Um Grande Abraço,

  • Há 1 década

    Olha, no diálogo que você demonstrou, o visitante foi procurar o espírita para saber a cerca dessa doutrina, nada mais natural do que a pessoa explicar a cerca da mesma. Na útima pergunta o vistante quer saber por que o outro lhe avisou tudo aquilo, estranho, pois foi ele mesmo que quis saber. Realmente não há o que ser dito, foi só um "toque", e se a pessoa se interessar ela continua investingando mais a fundo...

    A metodologia espírita não é como a de uma doutrina constituida por pura crença, não é o simples se posicionar diante da mesma o que irá modificar o seu próprio conteúdo, o que pode causar essa transformação é o seu entendimento profundo da sua natureza, e isso não é apenas conhecimento de suas leis - essa abordagem sobre conhecimento está fragmentada - é mais do que isso, é compreender o fundamento de tais leis, sendo que essa investigação só pode acontecer através da experiência da própria pessoa, nunca por um discurso de outro, por mais lógico que o seja, é uma transformação interior, no ser, e não intelectual; apenas por conhecer o mecanismo de determinada coisa não muda o seu carater.

    Se você age sem a compreensão, apenas porque alguém lhe disse que assim é o certo, que essa é a lei, isso não irá influênciar na qualidade do seu ato, até um robô pode fazer esse trabalho. Mas no momento que você compreende o valor disso, não baseado em uma moralidade, mas por perceber o fato que a torna verdadeira, então o que quer que você faça apartir daí será uma atitude consciênte e portanto livre de preconceito ou medo. Então não existe essa questão de usar isso como uma estratégia para fugir da consequência, pois não é o que você faz e sim o que você sente, pois o que você sente é o que define a sua real intenção - se você sente que deve ajudar alguém, você a ajuda naturalmente, o fazer é consequência, mas você não faz isso por obrigação ou medo de algo, é o natural, pois agir contrário a própria vontade, obviamente, é o que exige esforço.

    O que existem são pessoas que fazem o que você disse, porque elas próprias não entendem a doutrina que elas seguem, talvez elas sigam porque vêem beleza nisso, ou porque isso se encaixa a elas de alguma forma. Elas não sabem o que estão dizendo, elas saem simplesmente repetindo o que houviram como papagaios, e nunca vão além do velho discurso, do velho legado, não podem. Orientar outra pessoa, a meu ver, é algo no mínimo arriscado.

    De qualquer forma, não ví ingnorância nem preconceito de sua parte.

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    Entendi melhor... Sobre o dialogo mostrado por você acima, até o ponto onde ele decorre, está claro que foi um desperdício de palavras.

    Mas, o que eu aprendi do espiritismo, usando meu próprio discenimento dos livros que lí, ele não se cala na última pergunta mantida pelo indagador. Existem alguns caminhos, ou metodologias, que são apontados para que o interessado em questão possa aprender e assim, indiretamente, crescer moralmente. Agora, a doutrina espírita em si, se fundamenta precisamente por descrever as condições do espirito. Já os ensinamentos de prática, a fim de conduzir a pessoa a um nível espiritual evoluido, é adotado pela doutrina mas não se pode dizer que originou-se nela, que é autoridade da doutrina, pois embora muita dessas práticas tenham sido aprimoradas de acordo com o entendimento dentro do espiritísmo, elas já eram praticadas por povos mais antigos, em outras crenças até. Por isso que essa questão de o que deve ser feito apartir da informação prestada, parte de uma busca pessoal. Por exemplo, ao invés de você tentar fazer o bem, você tenta se tornar mais sensível ao perceber o mundo a sua volta, há técnicas para isso <...>, e daí você fará o bem porque o seu sentimento diante do próximo aumentou como consequência.

    Apesar de eu não ser adepto para com o espiritismo, nesse quesito compreendo bem a linguagem deles. Há um outro quesito que também fundamenta sua colocação, embora não funcione para a pessoa que se dedica a esse estudo com uma postura crítica, e que por isso só é percebido por parte de quem acredita e segue a doutrina - não estou dizendo que o deva fazer, eu mesmo não fiz. Apenas afim de esclarecimento, esse ponto consiste em que, na medida que você vai estudando, aprendendo, e se aprofundando na visão tratada pelas leis do espírito, você vai sendo conduzido intimamente a um estado de sintonia com essas leis - que na minha concepção é mais um artifício também, o que não anula o resultado - só que é fruto de uma vida de dedicação.

    a pergunta foi boa...

    E se não levantando demais espectos, basicamente é isso.

    < ... >

  • Hermes
    Lv 6
    Há 1 década

    Amigo, se é certo que ninguém deveria praticar o Bem com olhos fitos nas recompensas futuras, porque isso implica em certa forma de egoísmo, também é certo que uma nobre ação, uma simples palavra bonita aplicada na hora certa, tudo quanto seja realmente edificante ficará registrado no indivíduo, para efeito de contagem no após desencarne. E assim, é claro, tudo quanto for contrário ao Bem!

    Mais vale uma boa ação do que mil elocubrações sobre todas as virtudes catalogadas. Assim como fizer, assim será contado. Não se ilude a Lei.

    Muita Paz e Luz!

  • Há 1 década

    Os espíritos estão encarnados para evoluir e se der para aproveitar a vida de forma saudável, ótimo.

    Nós, que habitamos o Planeta Terra, somos espíritos eternos e inferiores e os erros são inerentes.

    Erro não é para ser justificado e sim corrigido.

    Para evoluir numa boa precisamos adotar a máxima:

    "fazer ao próximo aquilo que você gostaria que o próximo fizesse a você" Quando nos colocamos no lugar do outro eliminamos o egoísmo natural que possuímos, inclusive no caso do desperdício da água, porém vale lembrar que nós temos livre arbítrio e posso ou não desperdiçar a água, só que a lei de causa e efeito vai me cobrar por isso.

    Fonte(s): Do livro: Planeta Água!
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  • Há 1 década

    Bem, talvez a pessoa com quem você se entrevistou não soube deixar as coisas claras, talvez por algum ranço cristão.

    Nós nos damos mal nas vidas futuras por termos feito o mal em vidas passadas porque arrumamos desafetos, vítimas de nossa maldades e que querem a desforra. Começa por aí. Depois de umas cacetadas, aí quando nossa consciência pesa e desejamos nos acertar, vem então a questão do como. Dependendo do nível do remorso, a opção é pagar na mesma moeda: o mal que se praticou, é recebido de volta na carne. Nem sempre é preciso ser vítima de outros maldosos: doenças, acidentes ou outros problemas nos farão enfrentar as mesmas coisas que fizemos a outros sofrer.

    Também é mais produtivo em vez de pagar com sofrimento, pagar em trabalho, ajudando a outros espíritos que precisam de atenção durante as suas encarnações. O nosso aprendizado é que nos faz evoluir.

    Quanto ao pudonor do entrevistador quando a "deve-se praticar o bem pelo bem e não porque haverá recompensa", a questão aí é de CONSEQUÊNCIA e não de alguma recompensa que Deus daria aos benfeitores. Quem faz o bem, ganha amigos, espíritos agradecidos e por isso pode conseguir maior dose de felicidade em encarnações futuras.

    É assim que a coisa funciona.

  • Alper
    Lv 4
    Há 1 década

    Eu acredito não existir ignorância nenhuma, apenas uma colocação errada.Vc tem que fazer o bem,sim, mas não necessariamente para não se dar mal.Em vez de pensar no castigo ou recompensa por seus atos,pense que você deve ajudar os seus irmãos.Ao invés de pensar na sua evolução, pense na dos outros.Pense que o ue você faz pra ajudar aos outros vc faz para ajudar a si mesmo.

    Existem consequências e recompensas, mas não se baseie nelas para tomar suas decisões.

  • sfriso
    Lv 5
    Há 1 década

    mas então porque tem a bíblia? porque a escolinhas dominicais?porque se prega o evangelho? porque se mandam tanto ler a bíblia? precisamos ter entendimento não acha? na hora que errarmos não diremos que nada sabíamos, e quando um evangélico, um católico, um espírita te parar pra falar sobre as suas doutrinas, sobre Deus, por favor dê atenção, não queira ser um ignorante em relação a isso, tudo é aprendizagem, cabe a você escolher o seu caminho, tens o livre arbítrio sim, mas não poderás dizer que nunca ninguém lhe falou sobre consequências.

  • Há 1 década

    Caro Fernando.

    A ignorância está em você escolher um "diálogo" totalmente impróprio no que diz respeito ao conjunto doutrinário.

    Há um opúsculo intitulado: O QUE É O ESPIRITISMO.

    Kardec idealizou diálogos entre vários perfis psicológicos entre eles: O CÉTICO, vale à pena você conhecê-lo para se inspirar, escrevendo mais razoavelmente, dentro de uma lógica com os princípios.

    Ademais,coisa estranha, conhecer não é tudo, o padre Quevedo conhece mais que muitos espíritas, entretanto se notabiliza por ser seu maior combatente. É que ele traz arraigado na mente, alguns princípios e metas, difíceis de serem modificados.

    ...............

    Meu caro.

    Então melhore o nível e o estilo, você é capaz.

  • Há 1 década

    Nada a falar.

  • Há 1 década

    Sem explicação meu caro

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