porque nicolau maquiavel não acreditava em Deus?

(ANTES DA QUARTA FEIRA, POR FAVOOOOOOOOOOOOOOOOOR!)

ALGUÉM PODERIA EXPLICAR PORQUE NICOLAU MAQUIAVEL NÃO ACREDITAVA EM DEUS? OBRIGADA!

2 Respostas

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  • Há 1 década
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    Na verdade a crença é interior, ninguém pode explicar o porque das crenças de cada um, assim como você tem as suas eu tenho as minhas, e não há como eu querer explicar porque tu tens as tuas nem tu porque eu tenho as minhas.

    Portanto se Nicolau Maquiavel era Ateu ( quem não acredita em nenhuma Força Divina - o que engloba não acreditar em Deus), não tem como explicar.

    Mas, sua principal idéia, e a que mais assustava tendência da sociedade reinante, era a de que o Estado deveria ser independente da religião, o que o levou a ser taxado de ateu.

    Sob domínio da França, Florença era sempre pressionada por seu aliado a atender as exigências dos Rei da França, o que exigia a habilidade de maquiavel, enormemente, frente aos outros estados, aliados da Espanha.

    Para não deixar que a Itália caisse em mãos estrangeiras, o Papa se aliou a espanha, por outro lado os Florentinos, aliados da França, não queriam desagradar ao Papa.

    Maquiavel foi enviado para a missão de explicar, ao Imperador Francês, sua situação, aí, foi o Papa, aliado da Espanha que ameaçou excomungar os florentinos. Maquiavel foi então enviado a negociar o afastamento de uma reunião em Pisa, território florentino, para evitar encrenca com o Papa.

    Mesmo após tudo isso, o Papa, aliado da Espanha, se aliou a Aragão contra França, como Florença não quis apoiá-lo, já que era aliada da França, que a havia ajudado muito tempo, assim a cidade foi invadida e os Médici reassumiram o governo de Florença.

    Maquiavel que outrora vivera sob o Governo dos Médici, foi acusado de anti-Médici, ficou preso 22 dias, foi torturado sob suspeita de ser adepto dos defensores da República.

    Depois que saiu da prisão, viveu isolado, inativo. Foi quando escreveu suas principais obras, entre elas, O Principe, onde narra a uma história baseada em sua idéia de unificação da Itália, inspirada em fatos reais.

    Suas obras chegaram a ser proibidas, acusado de ateu.

    Sua idéia, mal interpretada, de que o ser humano tem uma natureza má, só fazendo a coisa certa quando forçado a isso, chocava as pessoas. Na realidade ele queria dizer que as pessoas não mudavam sua natureza, através dos tempos.

  • Há 1 década

    Nicolau Maquiavel (1469-1527), assim como todos os pensadores que o precederam, apresentava suas instigantes concepções sobre o homem, Deus, a História, a guerra. Elas são consideradas, tanto pela Filosofia quanto pela Ciência Política, marcos na história da humanidade, sobretudo pelo fato de historicizar os acontecimentos humanos, instrumentalizando um método inusitado para a Política e refleti-los a partir da veritá effetuale della cosa che alla imaginazione di essa, como diz o capítulo XV de O Príncipe, em oposição ao raciocínio silogístico-teológico, artifício lógico típico do pensamento medieval.

    Maquiavel era um homem de sua época e estava também engajado nela, pois, pelo que sabemos, nada passava aos olhos atentos do cidadão de Florença. Constituições republicanas, decretos monárquicos, ações bélicas adjacentes, instituições políticas, questões econômicas e religiosas, são alguns, entre tantos outros temas, objetos de seu estudo ético-político; inclusive os casos amorosos, metaforizados, como veremos nesta obra teatral.

    O Príncipe e Comentários[2] são obras que, em nossa visão, objetivam expressar três sentimentos do antigo funcionário dos Médici: a) seu descontentamento com a política francófila adotada pelo governo florentino, decorrente do temor que a presença de Carlos VIII, primeiramente, e, depois, Carlos V, impunha sobre a Europa; b) revelar sua amargura advinda do confinamento político imposto pelos desconfiados Médici, e c) do desemprego que o retirou do campo das ações políticas.

    Muito mais que um pensador que asseverava acerca da política florentina dando-lhe uma saída prática em vista da união italiana, Maquiavel é, por assim dizer, um cidadão amante de sua pátria que a vê esfacelada, dividida e sujeita aos ambiciosos mercenários de plantão, figuras que ele tanto criticou seja em O Príncipe, como nos Comentários e, indiretamente, em A Mandrágora.

    O chanceler florentino estava inserido nas transformações econômicas, políticas, jurídicas e religiosas ocorridas nos séculos XV e XVI que transformaram o Ocidente. A cortina que separava o laical do sagrado foi rasgada com a impetuosidade das mudanças que abalaram o milenar sistema feudal.

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