Anônimo
Anônimo perguntou em Sociedade e CulturaReligião e Espiritualidade · Há 1 década

Como você lida com a pluralidade cultural, ética, religiosa ou filosófica?

O grande mérito do filme Crash- no Limite* (EUA, 2004) é tratar de um drama contemporâneo com maestria e ausência de pieguice, ou seja, a efervescência das complexas e de amiúde conflitantes relações entre diferentes povos, diferentes religiões, valores etc.

O filme retrata a repulsa que ‘’o outro’’ causa, denuncia os preconceitos silenciosos que nutrimos mesmo sem saber em relação ao diferente ou mesmo exótico para nós.

Atualizada:

Ficha do Filme:

Estrelando: Sandra Bullock, Don Cheadle, Matt Dillon, Jennifer Esposito, William Fichtner, Brendan Fraser, Ludacris, Thandie Newton, Ryan Phillippe, Larenz Tate, Tony Danza, Keith David, James Haggis.

Dirigido por: Paul Haggis

Produzido por: Don Cheadle, Paul Haggis, Mark R. Harris, Robert Moresco, Cathy Schulman, Bob Yari

20 Respostas

Classificação
  • Anônimo
    Há 1 década
    Melhor resposta

    Bem, não assisti o filme, mesmo porque eu tenho um problema sério de dormir no cinema, até na Paixão de Cristo eu dormi, foi preciso Frei Lúcio me acordar na hora da flagelação, durmo mesmo.

    Mas sua pergunta é muito legal e eu li um livro muito interessante s sobre Teologia do Pluralismo Religioso , de José Maria Vigil, um estudo sobre ecleseologia na América Latina onde o autor aborda esta questão de forma corajosa. Do que eu li e pude apreender, constatei que se antes não estávamos em contato com tantas religiões de distantes países, assim, Budismo, Hinduismo, Islamismo , e outras grandes manifestações religiosas da humanidade eram separadas de nós por milhares de oceanos e de presenças, hoje, podemos conviver na mesma rua com uma mesquita mulçumana, com um templo budista, com um local de cultos afro primitivos. Até em um mesmo prédio convivemos com toda essa pluralidade de crenças, mesmo as cristãs . Até mesmo na nossa família quantos professam fé diferente ou mesmo nenhuma?

    Uma nova forma de pensar teologia se impõe. Um Deus que se torna cada vez menos "nosso" e mais "de todos", seja lá o nome que for cultuado.

    É preciso dar esse passo além. É preciso ter coragem de dar esse passo a frente, passo de inclusão de diversidades, principalmente na América Latina, onde a diversidade étnica e cultural é enorme.

    Não só e nem principalmente para se chegar a acordos doutrinais; nem mesmo para se estabelecer um culto comum – o que não traria qualquer contribuição positiva. Este diálogo serve para descobrir as diversas manifestações libertadoras de Deus na história e na natureza, a pluralidade de caminhos de salvação-libertação e a pluralidade de respostas da humanidade a essas manifestações. Um diálogo no qual as religiões se encontrem num plano de igualdade, não se fechem na problemática exclusivamente religiosa e assumam a sua co-responsabilidade na resposta aos problemas da humanidade.

    É preciso incluir as respostas do Deus do outro nas respostas do nosso Deus.

    Esse é o desafio, quem poderá responde-lo?

    Paz e Bem !

    • Faça login para comentar as respostas
  • Anônimo
    Há 1 década

    Eu assisti esse filme 4 vezes....rsrsr

    E o que sinto a cada detalhe do filme que assisto novamente, sempre se intensifica....

    O filme é realmente uma lição....é um tapa bem dado e bem certeiro...rsrsr

    Nos faz lembrar daqueles pequenos preconceitos que TODOS nós temos....mas que varremos para debaixo do tapete....

    Como eu lido com essa pluralidade???

    Eu tento, tento de verdade não sentir preconceitos...

    Tento não varre-los para debaixo do tapete.....

    Mas sei que EU deveria tentar mais e melhor....

    Quem sabe um dia....

    Abraços!

    Shaiya!

    =========

    Opsss 5 vezes....rsrsrsr

    • Faça login para comentar as respostas
  • Oi Amiguinho!!!!!

    O principal foco desse filme é : "as aparências enganam", na maioria das vezes os nossos pré-conceitos sobre determinados assuntos estão errados.

    As pessoas reagem diferente a cada acontecimento, no fundo, a atitude humana é sempre imprevisível.

    Nesse filme vemos estereótipos tão presentes em nossas sociedades: o "supostamente bonzinho" e "o cara errado, que não deu certo na vida".

    O que surpreende é justamente, essa transformação inesperada, que acontece quando menos percebemos.

    As atitudes repulsivas de preconceito, que pode vir mascarado ou declarado.

    Ideias repulsivas que nem nós mesmos sabemos que tinhamos dentro da gente.

    A dura realidade que existe dentro de cada um, enraizada por séculos de tradições discriminatórias.

    Mas, por outro lado é extraordinariamente fantástico, ver o comportamento de Matt Dillon, ao longo do filme.

    O ser humano é defectível em seus sentimentos, por mais que juremos que somos de um jeito, acabamos agindo de outra forma.

    Ou seja, falar é uma coisa, agora, agir e sentir sobre esse ponto de vista é a questão.

    Nós estamos tão arraigados em nossos conceitos, que às vezes ficamos com medo de descobrirmos quem realmente somos. Criamos uma "couraça" para vivermos em sociedade, respeitando as leis e regras, mas quando os sentimentos mais enraizados em nosso íntimo se afloram, as atitudes são imprevisíveis.

    O ser humano é uma obra em crescente formação, por mais que diga que seus valores éticos estão estabelecidos, são as "situações limites" da vida que forjam verdadeiramente o nosso caráter.

    Pluralidade Cultural, Ética, Religião e Filosofia, influenciam o nosso pré - julgamento. Por mais que lutemos contra o "leão", por vezes, o nosso comportamento é bem pior do o da pessoa que mais desprezamos.

    A sociedade esconde as suas mazelas com a máscara do cinismo, estamos sempre apontando o dedo, sem pedir explicações.

    Nossos pensamentos infames surgem quando menos esperamos.

    O eterno duelo entre o bem e o mal, e as vezes esquecemos que esse suposto "mal" está onde menos esperamos, dentro da gente.

    Essa é a dura realidade do ser humano, e não a utopica visão da sociedade.

    "Estamos sempre a dizer que a sociedade não vale nada, e só vivemos para ela."Jean-Baptiste Massillon

    "Uma sociedade se embrutece mais com o emprego habitual dos castigos que com a repetição dos delitos." Oscar Wilde

    “É sábio saber seus limites. Mais sábio é saber que para nossa mente não existe limite.”

    Beijinhos!!!!!

    • Faça login para comentar as respostas
  • Logan
    Lv 5
    Há 1 década

    A pluralidade cultural é algo belo que o homem desenvolveu,principalmente no que se refere aos povos nativos.

    É demasiado ridículo a vontade que o homem dito "civilizado" tem de apagar esta multiplicidade e impor suas ideologias.

    Respeito a diversidade ética ,religiosa e filosófica,apesar de ver traços de decadência em algumas destas áreas,mas não deixo de respeitá-las,portanto que sigam a máxima da ética

    "faça o que tiver vontade mas sem prejudicar ninguém".

    P.S= não tive a oportunidade de ver o filme,mas você despertou minha curiosidade,vou procurar assistí-lo.

    Abrçs;

    • Faça login para comentar as respostas
  • O que você acha das respostas? Você pode entrar para votar em uma resposta.
  • Há 1 década

    Olá amigo Russo!!!

    Eu acho que tudo se resume a "verdades culturais"!!!

    Aos poucos durante ao longo da vida, nós vamos refletindo toda esta pluralidade, seja com intolerância (neste caso segue a cultura base local, e não se desenvolve), ou com abertura pro conhecimento (buscando em cada uma, um novo significado construtivo)!!!

    O filme se resume na política da intolerância (como todos os filmes hollywoodianos)!!!

    As verdades culturais são geográficas, e as pessoas tendem a ser mais adeptas a sua regionalidade!!!

    Eu acho que para crescermos, temos que ultrapassar os limites, romper as regras e buscar conhecimentos!!

    É assim que eu lido com toda esta pluralidade!!!

    Um Beijo!!!

    • Faça login para comentar as respostas
  • Anônimo
    Há 1 década

    EXCLUINDO A RELIGIOSA, AS DEMAIS A GENTE FAZ O JOGO DE CINTURA.

    • Faça login para comentar as respostas
  • Há 1 década

    "enxergando os mecanismos"que perpetuam a FOME,a VIOLÊNCIA e a maior das violências[A INDIFERENÇA].

    Fonte(s): www.geraldo-gomes.blogspot.com
    • Faça login para comentar as respostas
  • Há 1 década

    Diante de tantas maldades cometidas por deus: DISCRIMINAÇÃO, RACISMO, MALEDICÊNCIA, CONDENAÇÕES.........

    PORQUE deus NÃO ESTÁ NA CADEIA?

    Não entendo porque deus deixou Adão e Eva no paraiso dizendo que não deveriam comer a fruta. Será que ele não foi capaz de ler os pensamentos deles e adivinhar que iriam comer a fruta e depois sofrerem o castigo? Ou será que ele adivinhou mas mesmo assim queria ver a desgraça dos dois? No fundo acho que ele é um covardo! Ele deixou Adão e Eva sozinhos no paraiso e ficou espiando escondido para ver a mehrda que ia dar quando comessem a frutinha do amor. E quando as crianças NUAS comeram a Fruta (induzidas pela cobra) o irresposável chega e os castiga, poupando o seu amiguinho que os induziu a comerem a fruta, aliás o premiou, dando-lhe a oportunidade de espetar todos os que forem morar no inferno devido o "PECADO ORIGINAL, que ele criou quando sabotou Adão e Eva. Todos sabemos que deus ficou enciumado de as crianças tambem querem saber de alguma coisa que até aquele momento era um segredinho somente dele ( a suposta sabedoria, será se ele tinha alguma sabedoria?... ). .... Que segredo seria esse? Eu penso que era um caso de amor entre ele e a cobra. E vc o que pensa? ACHO QUE TEMOS QUE CHAMAR O CONSELHO TUTELAR, URGENTE

    • Faça login para comentar as respostas
  • Há 1 década

    “Até que ponto você se conhece?” Essa é a grande questão levantada por “Crash - No Limite”, um dos melhores filmes de 2005.

    . O contexto da trama é muito complexo, pois aborda temas delicados como racismo, intolerância, e o principal, nossa identidade.

    Em “Crash” o elemento comum é a intolerância e o preconceito. O filme nos mostra, de forma crua e realista, até onde podemos chegar com nosso preconceito e racismo.

    Mostra que, mesmo que a gente não perceba, mas temos sempre algum preconceito em nós, e ele vem à tona nos momentos mais inusitados.

    É onde percebemos que nós realmente não nos conhecemos totalmente. E isso nos assusta.

    Mas, ao mesmo tempo que nos mostra essa complexidade quanto as questões raciais da sociedade, o filme também mostra que, mesmo com toda a intolerância e preconceito, nós precisamos uns dos outros.

    Como diz um dos personagens logo no início do filme: “É o sentido do tato

    . Às vezes sentimos falta do toque (de alguém)”. E essa visão da sociedade perturbada consigo mesma, torna “Crash” um filme perturbador, complexo e reflexivo.

    . “Crash - No Limite” é um ótimo filme. Uma experiência chocante. Uma reflexão de nós mesmos.!

    abrçs.

    • Faça login para comentar as respostas
  • Há 1 década

    "Aprendemos a voar como pássaros, a nadar como os peixes ,mas não aprendemos a conviver como irmãos".

    Fonte(s): Martim Luther King
    • Faça login para comentar as respostas
Tem mais perguntas? Obtenha suas respostas perguntando agora.