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Anônimo
Anônimo perguntou em Artes e HumanidadesLivros e Autores · Há 1 década

o que lingua escrita?

2 Respostas

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  • Resposta favorita

    Olá, Nariz!

    Você quer saber o que é lingua escrita?

    Enquanto a língua falada é espontânea e natural, a língua escrita precisa seguir algumas regras. Embora sejam expressões de um mesmo idioma, cada uma tem a sua especificidade.

    A língua falada é a mais natural, aprendemos a falar imitando o que ouvimos.

    A língua escrita, por seu lado, só é aprendida depois que dominamos a língua falada. E ela não é uma simples transcrição do que falamos; está mais subordinada às normas gramaticais. Portanto, requer mais atenção e conhecimento de quem fala. Além disso, a língua escrita é um registro, permanece ao longo do tempo, não tem o caráter passageiro da língua falada.

    Mariana Estevam

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  • Há 1 década

    Quanto a mim, a língua escrita é aquela que é trabalhada, concebida de forma coesa e organizada, de modo a que o receptor consiga apreender a mensagem que à priori o emissor pretende transmitir. Digo à priori, pois na língua escrita, apesar de subjacente o receptor, há sempre a possibilidade de este se multiplicar, o que diversificará a estética da recepção, podendo, se eventualmente se fizer o feed-back, surgirem ideias também elas diversificadas sobre o assunto escrito.

    Nela incluem-se textos dos três géneros: narrativo, dramático e poético, prevendo-se também o que apelido de sub-géneros, mas também textos não literários de carácter utilitário, (notícias, slogans, crónicas, diários, cartas...). A Língua escrita é intencional e pode ser mais ou menos subjectiva, temperada da mundividência do emissor. Ela é rigorosa de acordo com o fim a que se destina. Movimenta-se dentro de contextos. Os esquemas mentais pré-existem, pelo que a articulação entre os signos linguísticos tornam o texto mais ou menos rico. Pressupõe um labor, pode-se escrever, reescrever, alterar, suprimir, apagar, trocar, melhorar.Mesmo depois deste processo todo, podemos apelidá-la, como o refere Humberto Eco, de "preguiçosa", pois o receptor é que a vai trabalhar mais ao menos bem,reflectindo sobre a sua mensagem, acrescentando algo também. Habitualmente deve obedecer a uma norma para ser melhor entendida. Nesta incluo a frase”língua casa do ser”pois por mais esforço que o escrevente faça, implícita ou explicitamente, a sua essência e experiência condicionam a língua escrita. Esta é mais estática e mais exigente em termos de Morfologia, Sintaxe e Semântica. É sintética, pois o tempo do discurso não é igual ao tempo da acção, excepto no texto dramático onde se dá primazia ao diálogo, observando-se a equivalência de tempos.

    Na língua escrita observam-se mais analepses, prolepses, elipses, resumos, paráfrases, o que a torna mais sintética também.

    Em suma, o que não se deve descurar é a capacidade de adequar a língua escrita à situação de comunicação, pelo que se deve ter um grau de desenvolvimento cognitivo que permita ao sujeito prever situações ausentes e ainda ter um desenvolvimento da automatização do processo escrito, evitando o apelidado ruído ou o bloquear do processamento da informação. Neste contexto permito-me observar que é importante que o Receptor conheça o estilo do Emissor ou escolha o Emissor de acordo com a sua capacidade de processar informação.

    Para além dos dois grandes níveis de língua que lhe estão subjacentes: Língua erudita e língua coloquial, os registos de língua são tão divergentes (registos jornalísticos, jurídicos, científicos, literários, epistolares) quanto as necessidades que o Homem tem de comunicar.

    Finalmente posso acrescentar que a língua escrita só é aprendida depois que dominamos a língua falada. E ela não é uma simples transcrição do que falamos; está mais subordinada às normas gramaticais. Portanto requer mais atenção e conhecimento de quem fala. Além disso, a língua escrita é um registo, permanece ao longo do tempo, não tem o carácter efémero da língua falada.

    A língua falada é a língua do imediato, económica, não sendo tão rica em termos de coesão, cedendo às pressas do quotidiano emergente. Nesta, o tempo do discurso é igual ao tempo da acção. Não é tão rigorosa, prevendo no entanto, a adequação do Emissor à tipologia do receptor para evitar o ruído no processamento da informação. Acompanha-a o tom, poder enfático, indicadores sintomáticos do tipo de frase que se constrói, quase similar ao pensamento. Ora um cérebro bem sedimentado, porque enriquecido, pode emitir frases melhores e tornar o discurso mais ou menos aprazível e compreensível. A língua falada é mais relaxada no sentido em que o Emissor pode abreviar lexemas, suprimindo as sílabas iniciais (tá, no lugar de está) ou utilizar expressões código sintéticas reconhecidas pelo receptor (ok no lugar de sim, por exemplo). A língua falada é dinâmica, funcional, actual, inovadora e provocadora (uso de calão, gíria). Ela também pode ser de imediato decodificada, se questionada pelo receptor, permitindo a este último esmiuçar a sua metalinguagem(prevendo a sua intenção...) de modo a não criar bloqueios. O pragmatismo linguístico acompanha a língua falada. Usa-se essencialmente o discurso directo ou o indirecto livre quando o sujeito da enunciação conta a outro sujeito determinado episódio, por exemplo. Por vezes, pelo artifício da língua, ironia, cinismo (interligação com a Psicolinguística) podemos condicionar o tipo de mensagem de modo a que o receptor não consiga muito bem decodificar a mensagem. Assim esta torna-se dúbia, obrigando à reflexão do receptor, o qual tenta captar a sua intenção. A língua falada parece mais objectiva, se clara e transparente, munindo-se da prototipicidade dos referentes, porém, ela torna-se subjectiva quando condicionada pela intenção do seu Emissor que poderá dirigir-se a determinados receptores ou fazer u

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