E uma crônica, vale?!?

Terapeuta para Mulheres Independentes - Vol.3 A recepcionista abriu a porta e ela entrou. Ela tinha, aproximadamente, 1.70 de altura, pouco mais de 30 anos (num corpo bem sensual) e um olhar de quem sabia o que estava fazendo. Muito interessante...mas dei logo inicio a consulta: - Ola, tudo bem? Você prefere... mostrar mais Terapeuta para Mulheres Independentes - Vol.3

A recepcionista abriu a porta e ela entrou.
Ela tinha, aproximadamente, 1.70 de altura, pouco mais de 30 anos (num corpo bem sensual) e um olhar de quem sabia o que estava fazendo.
Muito interessante...mas dei logo inicio a consulta:
- Ola, tudo bem? Você prefere a cadeira ou o famoso divã?
Sem dizer nada, ela sentou-se no divã.
Eu – O que te trouxe até aqui?
Ela – Bom vamos lá. Eu sou independente, dona da minha vida, tenho a minha casa, meu carro, minhas contas controladas, estou num ótimo momento da minha vida profissional...porém, constatei que isso assusta os homens. Minhas relações vão pro vinagre por que eles se sentem desnecessários.
Eu – Quando você chegou a esta conclusão?
Ela – Na verdade estou trabalhando nesta tese há muito tempo, mas comecei a sentir isso como um problema há duas semanas. Saí com um cara que achava interessante: bonito, bom papo, gênio forte (só assim pra durar pelo menos um round comigo) mas, no meio da conversa, ele soltou um: “tenho medo de você”. Não foi a primeira vez que ouvi isso mas, vindo dele, me frustrou...achei que ele fosse diferente.
Eu – Por que acha que ele disse isso?
Ela – Não sei...deve ser por que ele não se acha capaz de pilotar uma Ferrari...acredito que ele tenha me achado interessante e bonita mas, pensando direitinho no caso, decidiu que não teria culhão pra conviver com alguém melhor do que ele.
Eu – Então você se acha melhor que os seus namorados?
Ela – Pensando bem, sim. Os caras não estão preparados pra ter ao seu lado mulheres independentes. E, se eles não estão preparados, eu prefiro ficar sozinha...ou melhor, usá-los para matar as minhas vontades.
Eu – O que você busca num companheiro?
Ela – Paciência e companheirismo. Só isso.
Eu – E não tem conseguido despertar “só isso”?
Ela – Eu tenho dois trabalhos, tenho que estudar, cuidar do meu filho, uma relação esquisita com meu ex-marido pra administrar...você acha que tenho tempo pra ser babá de marmanjo?!
Eu – Tudo bem.
Bom, por hoje é só. Marque uma nova data na recepção, por favor.
Ela – Tchau.
Eu – Tchau.
Nossa, pensei que esta hora não fosse acabar.
Eu – Próxima.
Fim.

Emerson Souza
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