Parabéns professor...?

hoje é nosso dia, conte uma história...verídica!

Atualizada:

Eu mesma vou contar uma:leciono em uma escola estadual do interior de S.P. vida dura e difícil a nossa, repleta de cobranças e de problemas... mas quantas alegrias nos trazem quando um dia encontramos na rua um homem com barba e bigode, que nos chama de "Dona de artes", fica envergonhado logo em seguida e pede desculpas, e ai nos conta que está indo morar na Holanda para assumir um cargo de diretor em uma multinascional e nos agradece a ajuda...sabe qual? aquela "bronca" que ele recebeu quando era meu aluno , no inicio decada de 90... podemos querer mais algum motivo para estarmos feliz no dia de hoje? Isso aconteceu comigo no ano passado... Beijos, Silvana.

2 atualizadas:

Aguia celeste, bem sei que tudo o que você relatou é verdade sim, eu mesma já vivenciei e vivencio essa realidade,,, mas tem o outro lado, quando de milhares de alunos (só este ano eu tenho cerca de 600) você encontra um como a história que contei, você descobre que valeu a pena ter seu carro riscado ou as agreçoes que recebeu... uma vida foi realmente salva... isso não tem dinheiro que paga! Beijos, Silvana.

16 Respostas

Classificação
  • Há 1 década
    Melhor resposta

    Não tenho Historia pra contar, só posso dizer que hoje só tenho o que tenho, sou quem sou, faço o que faço, em primeiro lugar, por causa dos meus Pais, que chegaram a me dar uma surra, por faltar a Escola, e por ter tida uma professora Dna Cidinha. que soube das minhas matadas de aula, e se dedicou a me mostrar que sem a Escola eu não seria nada na vida.

    Hoje tenho a minha vida muito bem estruturada graças a ela que acreditou em mim.

    Obrigado tia Cidinha.....

    Obrigado aos Docentes que fazem das tripas o coração para dar continuidade em suas vocações e convicções. PARABÉNS

  • Lorena
    Lv 4
    Há 1 década

    olha naum sou prof, mais sou uma aluna, só estou aki para parabenizar vcs...e agradecer claro

    bjusss

  • Anônimo
    Há 1 década

    Parabéns pelo seu dia.Com carinho.

  • Há 1 década

    Olá. Também sou professora há 11 anos e também trabalho na rede estadual do interior de Goiás. Trabalho por 30 h/a, ou seja tenho 12 turmas. O vencimento, digo com toda a sinceridade, é calamitoso: não somos nem um pouco valorizados, uma vez que não acompanha a inflação e para que seja reajustado, temos que apelar para a greve. As escolas estão sucateadas, não há laboratórios, materiais didáticos... E a sociedade, na maioria das vezes nos recrimina, mas não entendem que quando a categoria se manifesta por meio de greve é para a melhoria das condições de trabalho, por uma educação de qualidade para os filhos dessa mesma sociedade; e porque acima de tudo o professor também é ser humano e precisa se alimentar, se vestir, tem família, vai ao médico, precisa de lazer... Não há nada fácil em nossa profissão uma vez que trabalhamos dentro e fora da escola, pois levamos muito trabalho para casa...

    Acho gratificante após alguns anos encontrar ex-alunos que dizem onde estão trabalhando, o que estão cursando... É emocionante...

    Sou professora de inglês e tenho muitos alunos que foram morar no exterior, outros estão fazendo Letras... e quando conversamos é maravilhoso saber que grande parte não parou pelo caminho...

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  • Há 1 década

    Sil,

    parabéns pra nós,amiga e colega de trabalho.

    Leciono Inglês tb pro Estado,

    mas ñ sei o qto vou + aguentar esta loucura.

    hahahahahahhaha

    bjks

  • Há 1 década

    Oi. Sou professora e exerço o magistério há 22 anos. Primeiro, obrigada pela lembrança. Já que você pediu uma história verídica, vou contar uma das muitas que já vivi. Certa época tive uma aluna que já estava repetindo a 5ª série lá pela 3ª vez. Tinha 17 anos, estava noiva, grávida e só pensava no casamento. Ao fazer a prova final de Português, respondeu-a toda com uma única frase que nunca esqueci.¨Nãoseinadafeçoragrazadeus¨. Diante de tal fato, no conselho de classe foi resolvido que deveríamos após os estudos de recuperação aplicar-lhe uma prova oral, tentando um melhor resultado. Porém ela abandonou a escola sem nem esperar pelo resultado. Anos depois, quando seu filho foi para a escola, ela relatou que gostaria de voltar a estudar. Matriculou-se, iniciou os estudos e anos mais tarde, fiquei sabendo que tornou-se enfermeira.

  • Já fui professor de reforço de Física, um dia uma aluna veio na aula e falo que tava braba por causa de um garoto, perguntei pra ela qual era o nome dele e ela me disse que só podia me falar que começava com D, eu disse DIOGO!, ela ficou com uma cara apavorada, me pediu como eu sabia, se eu conhecia eles e tal, e acabei descobrindo que conhecia o cara, ele era vizinho dela, e foi simplesmente uma coincidência, mas foi muito engraçado a reação da garota.

  • Há 1 década

    Sou Professor formado pela Universidade Federal de Mato Grosso, curso dioturno devido as aulas de campo e muitas viagens, no início da década de noventa.

    Antes de adentrar a Universidade para os estudos da Licenciatura Plena, ouvia relatos das dificuldades no sistema educacional do Brasil.

    Aprendi na prática que ouvir é uma coisa.

    Vivenciar a situação "in loco" é bem diferente.

    Antes da formatura, durante o estágio trabalhei nas melhores escolas centrais da capital para lecionar.

    O meu primeiro emprego de Professor titular foi na periferia da cidade, distante da minha casa há mais de vinte e cinco quilômetros de distância e no período nortuno.

    Época em que você assinava o contrato no mês de Fevereiro e só recebia o primeiro salário no mês de agosto ou setembro, quando tinha sorte.

    Detalhe, o salário do Professor NS era igual ao salário do Auxiliar de Serviços Gerais, com a diferença que você recebia uma gratificação denominada "Pó de Giz", o equivalente a cem por cento do salário pago, ou seja, dois salários mínimos e com todos os atrasos.

    No primeiro momento trabalhei com empolgação, percebi que a metodologia de ensino utilizada não se aplicava a realidade social da periferia, alterei o procedimento trabalhando com a realidade local.

    Tenho origem da educação tradicional, onde alunos estudiosos são premiados com as melhores notas, menções e a devida aprovação.

    Me deparei com uma realidade um tanto distorcida e situação crítica com alunos oriundos de "Gangues violentas", lidavam com tráfico de drogas, fui ameaçado de morte e várias vezes o ônibus que eu utilizava no final de noite era atingido por pedaços de concretos e por pura sorte uma dessas pedras não pegou em cheio a minha cabeça.

    Uma das coisas absurdas das escolas de hoje é que o Professor é obrigado a dar notas ou avaliar de forma positiva os alunos indisciplinados, descompromissados para com o aprendizado escolar, preguiçosos, desinteressados, violentos e faltosos, para que o índice de aproveitamento e aprendizagem da escola esteja entre as melhores do município ou do estado.

    Interessante que houve uma eleição para escolha do melhor professor da escola eu fui eleito o melhor.

    Resultado final: em pleno mês de agosto peguei os meus dezoito Diários de Classe e os entreguei a Diretora da Escola.

    Nunca mais voltei a lecionar.

    Critico o sistema de ensino, haja vista que o Professor foi transformado em vítima e refém da violência por parte dos alunos, tanto na área central como na periferia.

    Os pais não se consientizaram até o dia de hoje que a educação é dever da família.

    O aprendizado escolar é responsabilidade da escola.

    Com aprovação do Estatuto do Adolescente e da Criança a situação piorou ainda mais.

    Cinco anos atrás conclui a elaboração do Regimento Interno da Escola onde trabalho, e o Conselho Municipal de Educação suprimiu do referido Regimento todos os artigos em se utilizaria como critérios para pressionar os alunos a se comportarem. Aboliu obrigatoriedade e a necessidade da utilização do uniforme escolar.

    A expressão "suspensão do aluno por mal comportamento" foi considerado quase que a um ato criminoso.

    A repreensão máxima ao aluno na escola é o registro dos seus atos em um livro aliado a uma conversa com os pais e ou responsável. E só.

    E o professor agredido moralmente e físicamente?

    Nada.

    Absolutamente nada a favor dos professores.

    Diante do exposto achei por bem mudar de atividade profissional em nome da qualidade e segurança de vida

    Gostaria de ter uma melhor noção da realidade do ensino educacional no Brasil.

    Porém encontro dificuldade de encontrar pesquisas seguras e imparciais sobre a real qualidade do nosso sistema educacional.

    Baseio as minhas idéias em uma série de fatores que presenciei e vejo, como por exemplo:

    A maquiagem dos resultados dos índices de aproveitamento do sistema público de ensino, que nem de longe corresponde a verdadeira realidade em que os nossos professores e alunos estão submetidos.

    Basta ver a competição internacional em que os alunos brasileiros são submetidos a mostrar o seu conhecimento geral, e inevitavelmente o Brasil fica atrás de países Africanos, atras da Bolívia, etc.

    E agora? Fazer o que?

    Feliz dia dos Professores?

    Você decide.

    Boa sorte.

    Fonte(s): Opinião pessoal.
  • Anônimo
    Há 1 década

    Bem é uma história veridica e talvez só seja mesmo importante para mim...mas...Sempre fui muito timida...Fazia boas redações mas morria de vergonha de le-las e como minha professora era uma amiga de nossa fam´lia eu pedia a ela que não me mandasse ler a redação. Ela fez isso por um tempo...depois começou a me mandar ler todas as semanas...de pe´...na frente da sala...próxima a lousa. Eu suava...avermelhava...gaguejava...um dia chorei. Depois da aula ela me disse...quer um truque bom? Não olhe para ninguem...só para o seu caderno e pense em alguma coisa que vc goste muito...e respire umas duas vezes antes de se lavantar da carteira. Eu adquiri confiança alí ...depois daquele dia não tive mais problemas...pensava em meu cachorro (olha só!!) respirava antes e lia sem qq trauma.

    Acho que a psicologia dela me fez adorar esta forma de viver...ajudando...descobrindo caminhos.

    Agradeço muito a Helena...minha professora.

    abraços Sil...

  • Anônimo
    Há 1 década

    parabens pelo seu dia!

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