Planeta Aurélia - É possível que a vida por lá seja assim?

Já passei esses vídeos inúmeras vezes como respostas para certas perguntas. Mas gostaria de saber mais sobre o planeta Aurélia e sobre os Gulphog e Mudpod (seres imaginados pela ciência) que podem habitar esse planeta.

É possível mesmo que a vida por lá seja mais ou menos dessa maneira?

Vocês fazem idéia de como se chega a essas conclusões sobre a vida?

Parte 1

http://www.youtube.com/watch?v=iJ9fKzz6mLI

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Parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=yrYks2toJ-E

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Parte 3

http://www.youtube.com/watch?v=CRxP4NW7GCI

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Parte 4

http://www.youtube.com/watch?v=iaexBDLfDoQ

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Parte 5

http://www.youtube.com/watch?v=lDrv5--6M0k

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Aqui uma versão completa.

http://video.google.com/videoplay?docid=-202531832...

Atualizada:

O Planeta Aurélia não existe, mas ano passado foi descoberto um novo planeta, Gliese 581 c, que tem condições iguais às de Aurélia.

5 Respostas

Classificação
  • Há 1 década
    Melhor resposta

    Olá C.C. De Ville Girl,

    Eu já havia respondido sobre esse assunto aqui há um mês, mas o tema é interessante e vou 'atualizar' a minha resposta:

    http://br.answers.yahoo.com/question/index;_ylt=Ap...

    RESPOSTA (atualizada):

    Trata-se de um interessante documentário do National Geographic Channel sobre um HIPOTÉTICO planeta chamado Aurélia, gerado pelos astrônomos em uma simulação em modelo computacional. O modelo trabalha com um planeta com as dimensões da Terra orbitando uma estrela pequena, uma anã-vermelha. Os astrônomos criaram esse modelo para entender melhor como funcionaria um planeta na zona de habitação {2} de uma anã-vermelha, uma vez que estrelas desse tipo representam 80% das estrelas próximas do Sol.

    O documentário é razoavelmente bem feito uma vez que ele tenta tratar os principais problemas que um Planeta Telúrico dentro da Zona de Habitação {2} de uma estrela anã-vermelha enfrentaria. Vou explorar alguns desses graves problemas aqui:

    1) Proximidade do exoplaneta em relação à sua estrela anã-vermelha: a rotação sincrônica ("tidal lock") {4}

    Para estar dentro da ZHA (Zona de Habitação Animal – onde a água líquida permanece estável e disponível) o planeta estará tão próximo da sua estrela que o mesmo estará com sua órbita travada, em rotação sincrônica, ou seja, sempre exibirá a mesma face para a estrela da mesma forma que a Lua sempre exibe o mesmo lado para a Terra. Assim o dito planeta terá um lado em escuridão eterna o que propiciará o congelamento e o outro lado em calor abrasador. Isso restringe as áreas habitáveis do planeta às regiões limítrofes entre uma zona e outra, reduzindo bastante a regiões onde os animais poderiam viver.

    2) A baixíssima luminosidade e a baixa temperatura da estrela: a forte emissão em infravermelho

    Outro grave problema das anãs-vermelhas é que elas emitem preferencialmente no espectro das menores freqüências (vermelho e infra-vermelho), assim a fotossíntese como a conhecemos é prejudicada. No planeta Aurélia, modelado pelos cientistas, não há plantas, só animais, pois não há como processar a fotossíntese

    3) A instabilidade da estrela anã-vermelha – variações repentinas do seu brilho

    O documentário abordou, com propriedade, o comportamento violento das anã-vermelhas, que são chamadas de “flare-stars” {3}. Elas, repentinamente, aumentam sua luminosidade em 40% torrando o dito planeta durante alguns minutos com radiações mortais ( o Sol varia pouco, no máximo 1% ). Isso pode ser um poderoso limitador a existência da vida pois os animais, freqüentemente seriam submetidos a essas tempestades de radiação e teriam que se deslocar para se proteger. Isso é mostrado no documentário. Leia mais em {6} sobre as "flare-stars".

    4) A estreita Zona de Habitação nas estrelas anãs-vermelhas

    Obviamente o tal hipotético planeta teria uma estreita faixa de posicionamento pois a estrela anã-vermelha é muito fraca (milhares de vezes menos luminosas que o Sol), ou seja, a probabilidade para que ele se forme fora da zona de habitação animal é muito grande. É o que acontece na estrela Gliese 581 onde encontraram as “super-terras” exploradas pela mídia (erradamente). Em Gliese 581 as “super-terras” {7} Gliese 581 C e Gliese 581 D ficam fora da ZHA da estrela, um deles (C) está perto demais (tipo Vênus, porém com 30% a mais de aquecimento) e o outro (D) está longe demais (como Marte, um mundo congelado). Veja o gráfico na página 7 do artigo {1}.

    Conclusão: embora as anãs-vermelhas representem 4/5 (80%) das estrelas próximas não devemos considerá-las como oásis para a vida, pelas razões acima listadas. Não sejamos otimistas quanto a essas estrelas para encontrarmos planetas com vida animal.

    A prioridade da busca da vida deverá se manter nas estrelas similares ou próximas do Sol, classe K, G ou F0. O tal documentário “viajou” e “escorregou” ao tentar buscar um modelo de vida em estrela tão inóspita tipo anã-vermelha. O documentário está mais para uma série de elocubrações mentais ou ficção-científica que para um verdadeiro documentário cientifico.

    -- Há esperança de encontrarmos vida em sistemas de estrelas anãs-vermelhas?

    Sim, possivelmente em Luas gigantes (tipo Titã ou Ganimedes, ou maiores) orbitando um Gigante Gasoso, dentro da ZH de uma anã-vermelha teríamos um cenário menos inóspito. Essas Luas estariam girando em torno do Gigante Gasoso e assim o problema (1), da rotação sincrônica, estaria resolvido. A mega-lua estaria sendo banhada pela luz de sua estrela, tendo ciclos alternados de dia-e-noite e seu clima seria mais ameno do que o do simpático e hipotético planeta Aurélia. Obviamente isso não sanaria os problemas (2) e (3), mas já seria um elemento facilitador. No meu entendimento o documentário falhou ao não citar essa hipótese da tal lua orbitando um gigante gasoso.Leia: "Habitable moons around extrasolar giant planets" em {5}.

    No catálogo abaixo há uma relação de exoplanetas, com gráficos, com sua situação em relação a ZH de sua estrela:

    http://www.planetarybiology.com/hz_candidates/

    Note que há apenas uma estrela da classe M - anã-vermelha - nessa relação - Gliese 581 - sobre a qual já comentei acima no item 4 e que está analisada em detalhes na fonte {1}.

    ATENÇÃO: o planeta hipotético 'Aurélia' NÃO é similar a nenhum dos planetas de Gliese 581. Ambos são 'super-terras' {7}, ou seja, tem massa igual ou superior a 5 massas-terrestres e além disso estão FORA da ZHA (zona de habitação animal) de Gliese 581.

    \o/

    Fonte(s): {1} Para entender mais sobre exo-planetas orbitando estrelas da classe M (anãs-vermelhas) leia o excepcional artigo de James Kasting: "Habitable Planets around the star Gliese 581?" http://www.geosc.psu.edu/~kasting/PersonalPage/Pdf... {2} Zona de Habitação ou Zona Habitável de um planeta/lua http://en.wikipedia.org/wiki/Habitable_zone http://www.astro.sunysb.edu/fwalter/AST101/habzone... http://fr.arxiv.org/abs/astro-ph/0603200 {3} http://en.wikipedia.org/wiki/Flare_star {4} http://en.wikipedia.org/wiki/Tidal_lock {5} "Habitable moons around extrasolar giant planets" http://www.geosc.psu.edu/~kasting/PersonalPage/Pdf... {6} Flare-stars http://www.nasa.gov/centers/goddard/news/topstory/... {7} Super-Terra http://en.wikipedia.org/wiki/Super-Earth
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  • Anônimo
    Há 1 década

    A hipótese da vida extraterrestre é bem complicada. O único exemplo de vida que temos é este aqui, na Terra. E sabemos que a chance de estas condições se repetirem é nula. Para haver uma outra Terra precisaria haver outra estrela exatamente igual ao Sol, com a mesma idade e o planeta deveria ter a mesma massa, a mesma atmosfera, a mesma química e até a mesma distância da estrela. Fica dificil.

    Todas as hipóteses fazem elocubrações em torno de um exemplo existente na Terra. Os animais que vemos nestes vídeos que você postou, aqueles que parecem avestruzes, têm joelhos pronunciados. São joelhos nitidamente terráqueos. Está evidente que o modelo de vida terrestre orientou os criadores daquele desenho. Mas será que num planeta com 3g seria possível viver sobre articulações ósseas? Não haverá algo mais prático? As vezes acho que o joelho é um mecanismo próprio para gravidades como a de Marte.

    Talvez exista vida por aí. Mas e se ela tiver evoluído num ambiente de 3g, cinco porcento de oxigênio na atmosfera, pressão atmosférica dez vezes maior que a terrestre e... uma espessa camada de nuvens que não os fez desenvolverem uma cultura cósmica.

    Tudo é possível. Veja este divertido jogo sobre pesquisa de exobiologia. O pessoal achou os ambientes mais inóspitos à vida, aqui na Terra, e fez algumas conjecturas sobre como seria a vida sob estas condições, em outro planeta:

    http://planetquest.jpl.nasa.gov/AlienSafari/AlienS...

    Obrigado pelos vídeos postados.

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  • Anônimo
    Há 1 década

    Esse planetá é somente ficcao, ele não existe.

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  • Isso tudo é apenas elucubração, imaginação solta, não existe nada de fato.

    .

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  • Anônimo
    Há 1 década

    Ñ LO SEY DISER

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