Os esquerdistas mentiros dizem que todas as pessoas devem ser iguais. Você acha essa igualdade possível?

“O Grito dos Excluídos nos quer lembrar algo muito simples e fundamental: a igualdade e a justiça constituem os marcos irrecusáveis da construção de uma vida autenticamente humana. A primeira conseqüência é que os bens da terra que são destinados a todos os seres humanos como seres de natureza devem ser... mostrar mais “O Grito dos Excluídos nos quer lembrar algo muito simples e fundamental: a igualdade e a justiça constituem os marcos irrecusáveis da construção de uma vida autenticamente humana. A primeira conseqüência é que os bens da terra que são destinados a todos os seres humanos como seres de natureza devem ser distribuídos conforme a necessidade de cada povo e de cada pessoa. Por isto, neste contexto, devem ter privilégio ético todos os que de diferentes formas são vítimas de discriminações que implicam na negação de seus direitos”.

“Privilégio ético”. O que significará isso, meu Deus?

A famosa “igualdade social” é um dos chavões preferidos dos esquerdistas. Todas as mazelas sobre a face da Terra, eles dizem, poderiam ser contornadas se as pessoas fossem iguais - às vezes eles dizem até "mais" iguais. A política deve ser usada para produzir tal igualdade. Mas, se “os bens da terra (...) devem ser distribuídos conforme a necessidade de cada povo e de cada pessoa”, teremos inevitavelmente a desigualdade. Duas pessoas não têm as mesmas necessidades. Uma mesma pessoa tem necessidades diferentes em diferentes momentos. A definição do que seria uma necessidade é absolutamente subjetiva.

Assim como as necessidades, as capacidades – física, intelectuais etc – de uma pessoa não são iguais às de outras. Não é preciso elaborar um tratado sociológico para chegar a essa conclusão: pense nos seus amigos. Cada um deles tem seus gostos e aptidões. A sociedade, nesse aspecto, é uma multidão de amigos que você não conhece. Mesmo que a política consiga estabelecer um ponto de partida absolutamente igual para todos os indivíduos, eles chegariam ao fim da corrida com saldos diferentes. Quando falo em capacidades e saldos, estou sendo subjetivo. Entram aí todas e quaisquer coisas que diferenciam uma pessoa de outra.

O socialismo se propõe a podar essas diferenças entre os indivíduos, a desigualdade inerente aos homens, por meio das instituições políticas. É por isso que ele não funciona. É por isso que seus dogmas só podem ser experimentados por meio da força policial.

É noite de 7 de setembro. Como forma de prestar um pequeno serviço ao meu país, tento humildemente evidenciar a falácia desse slogan tão vazio de significado e talvez por isso mesmo tão querido pelo esquerdismo. Sugiro ao pessoal da “igualdade social” uma reflexão: como seria possível a uma comissão de políticos estabelecer quais são e como devem ser satisfeitas as necessidades subjetivas de milhares de indivíduos?

Manfred de Araújo Oliveira, doutor da UFC
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