Por que no final da gravidez a musculatura uterina inicia suas contraçoes para expulsar o bebê?

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Me ajudem..
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hahahha -rs
peguei vc fazendo colinha para a aula de ciências, né marina XD
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  • Miw-Sher respondido 6 anos atrás
    Um parto pode ser dividido clinicamente em três etapas que são a dilatação, expulsão e a dequitação (saída da placenta). Um trabalho de parto, geralmente é longo, leva em torno de oito a doze horas. Este tempo de duração depende do fato de ser o primeiro parto, ou se a parturiente já teve outros partos normais.
    No período de dilatação ocorre a dilatação e o enfraquecimento do colo uterino; isto permite a descida do feto para posterior expulsão, que é o nascimento. Este período se caracteriza pelo aparecimento das contrações uterinas do trabalho de parto. As contrações uterinas, segundo os especialistas do assunto, estão presentes durante toda a gravidez, porém no trabalho de parto tornam-se mais dolorosas e rítmicas. Neste caso, a paciente é orientada a se encaminhar ao hospital ou maternidade quando as contrações dolorosas apresentam uma freqüência de duas a três, a cada dez minutos. Já na maternidade deve ser assegurado um ambiente tranqüilo que possibilite uma perfeita evolução do trabalho de parto.

    Etapa Final

    Ao chegar maternidade/hospital, a paciente faz o exame físico geral e obstétrico. No período pré-parto, o líquido amniótico é claro, de coloração leitosa e apresenta concentração grossa. A observação de coloração esverdeada denuncia a presença de mecônio, isto é, quando o feto evacua no útero materno, podendo corresponder a sofrimento fetal.
    Já no início do trabalho de parto é permitida a ingestão de pequenas porções de líquidos, mas com o avanço da dilatação, a parturiente deverá permanecer em jejum, devendo receber aporte calórico e hídrico através de infusão endovenosa. Até que a bolsa seja rompida, não existe necessidade de que a parturiente fique exclusivamente deitada, podendo até andar no quarto. Entretanto, após a rotura da bolsa, a paciente deve permanecer no leito, em posição lateral ou dorsal, com a cabeceira da cama elevada. Nestas posições não ocorre a compressão da veia cava inferior pelo útero, que possibilita a melhora do retorno venoso dos membros inferiores.

    Hora Certa

    Normalmente durante o trabalho de parto, o obstetra acompanha a freqüência e a intensidade das contrações uterinas. Em alguns casos, o médico poderá utilizar substâncias que estimulam as contrações. Outro ponto fundamental é o monitoramento dos batimentos cardíacos fetais, feitos durante a fase de dilatação, a cada quinze ou vinte minutos. A checagem dos batimentos cardíacos pode ser efetuada por estetoscópio, convencional ou, por meio de cardiotocógrafo que registra simultaneamente os batimentos cardíacos fetais e as contrações uterinas através de gráficos. A presença de batimentos cardíacos acelerados do feto de forma persistente, ou desacelerações freqüentes após as contrações uterinas são sinais denunciadores de sofrimento fetal. No caso de ruptura da bolsa, as contrações tornam-se mais intensas e neste momento, com a finalidade de aliviar a dor, indica-se a anestesia peridural. Por vezes, a analgesia é efetuada precocemente, pois sua realização está na dependência do limiar de dor de cada paciente. Através de um cateter, que é instalado no espaço peridural da coluna vertebral, administra-se anestésico que irá bloquear a dor sem interferir na função motora, permitindo que a parturiente colabore ativamente durante o parto.

    Importância da respiração

    Após o término da dilatação do colo uterino, inicia-se o chamado período de expulsão - momento que além das contrações uterinas se tornarem mais intensas e mais freqüentes, acontecem ainda as contrações voluntárias da musculatura abdominal. Como a futura mãe está sob efeito de analgesia peridural, e, portanto, sem o desconforto da dor, os médicos normalmente orientam para realizar esforços de expulsão, no ritmo das contrações uterinas. A elevação do tronco da parturiente favorece a expulsão do bebê. Com o objetivo de diminuir os traumas dos tecidos do canal de parto, evitar lesões na região da cabeça do feto, os médicos podem aumentar a fenda vulvar por meio de um pequeno corte do períneo, quando for necessário.

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