Iluminismo X Revolução Inglesa e a Declaração dos Direitos?

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Gente alguem sabe me explicar ?
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  • Renata respondido 6 anos atrás
Olá amigo! Estou na dúvida em sua pergunta. Não seria Revolução Francesa? Revolução Inglesa está ligada ou a Revolução Gloriosa, ou a Revolução Industrial.
O que mais caberia em sua pergunta seria:
Iluminismo X Revolução FRANCESA x Declação dos Direitos humanos;
Vou repassar algumas coisas, espero ter ajudado:
Os ideais do Iluminismo ( época das Luzes) iniciou-se na Europa a partir do século XVII. Os filósofos iluministas, como por ex: Montesquieu, Voltaire e Rosseau afirmavam que somente quando a razão e o conhecimento fossem difundidos entre todos é que a humanidade faria grandes progressos. Seria uma questão de tempo para que o ser humano acabasse de vez com a intolerancia, o fanatismo, a irracionalidade, a "fé cega", a ignorância ...
E assim surgisse uma humanidade iluminada e esclarecida.
Os filósofos iluministas franceses não se contentaram apenas com concepções teóricas sobre o lugar do homem na sociedade. Eles lutaram por aquilo que chamaram de "direitos naturais" dos cidadãos. Tratava-se sobretudo de uma luta contra a censura, ou seja, pela liberdade de imprensa. No que diz respeito à religião, à moral e à política, o indivíduo precisava ter assegurado o seu direito à liberdade de pensamento e de expressão de seus pontos de vista. Além disso, lutou-se contra a escravidão e por um tratamento mais humano aos infratores da lei. O princípio da "inviolabilidade do indivíduo" acabou resultando na "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão", promulgada pela Assembléia Nacional Francesa em 1789, instituição conseqüente da Revolução Francesa, que declarou uma série de direitos que deveriam valer para todos os cidadãos. Só que os cidadãos da época eram basicamente os homens. A questão dos direitos da mulher foi colocada no bojo da Revolução Francesa, contudo, logo que as coisas se acalmaram numa nova ordem, a antiga predominância dos homens foi reestabelecida. Somente no século XIX é que o movimento das mulheres começa efetivamente a ganhar terreno, tanto na França quanto em toda a Europa. E foi muito lentamente que essa luta começou a dar os seus primeiros frutos. No Brasil, por exemplo, somente a partir de 1934 as mulheres conquistaram o direito ao voto. E em muitos países elas continuam a lutar pela igualdade de direitos. Em 1795, Immanuel Kant escreveu o artigo "Sobre a paz perpétua", onde o filósofo defende a união de todos os países em uma liga, que teria a atribuição de zelar pela coexistência pacífica das diferentes nações. Cerca de 125 anos depois de publicado este artigo, logo após a Primeira Grande Guerra, esta Liga das Nações foi efetivamente fundada. Depois da Segunda Grande Guerra ela foi substituída pela Organização das Nações Unidas (ONU). Podemos dizer, então, que Kant foi o mentor da idéia da ONU. Kant achava que a "razão prática" dos homens forçaria os Estados a abandonar um "estado natural", que provocava sucessivas guerras, e a fundar uma ordem legal internacional com o objetivo de evitar conflitos.
Embora possa ser longo o caminho que levou à criação de liga das nações efetivamente atuante, é dever universal cuidar para que a paz entre os povos seja sempre assegurada. Kant foi o grande inspirador do ideal de uma ética universal, de um agir sempre baseado no imperativo categórico: a lei moral como ato absoluto e universal. O agir humano deve sempre visar a ação como seu fim último. O ser humano age em liberdade quando "age seguindo aquelas máximas através das quais possa ao mesmo tempo, querer que elas se transformem numa lei geral". A ação deve ser feita de modo que outras pessoas possam, na mesma situação agir da mesma maneira.
*A Declaração dos Direitos Humanos foi adotada em 10 de dezembro de 1948 por 48 nações do mundo, em resolução da 3.º Sessão Ordinária da Assembléia Geral das Nações Unidas. Os principais objetivos foram consagrar os valores de cunho universal como o direito à dignidade a todos os membros da família, à liberdade de palavra e de crença, à igualdade de direitos do homem e da mulher, à justiça e à paz no mundo. Essas condições imprescindíveis ao desenvolvimento físico e, moral e intelectual dos homens e fundamentais para o estabelecimento de relações amistosas entre os países, passaram a ser asseguradas pelos Estados, independentemente da nacionalidade dos indivíduos.
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