Como ocorre e porque ocorre o fenômeno EL NIÑO? quais as regioes mais atingidas?qual a frequencia que ocorre?

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  • luis respondido 6 anos atrás
dentro da atmosfera, todo o local e composto por massa, seja ela qual for como o ar por exemplo... e quando o ar fica muito quente, e muito frio em partes diferentes do planeta, por natureza geologia o ar quente menos denso tende subir para a atmosfera, e o as frio se precipita para entrar no espaço como se fosse um vácuo-efeito, ou vento com tempestades muito fortes... bom isso é oq causa as correntes de vento relacionadas ao clima e chamadas como EL NIÑO ... bom e o jeito mais simples q achei de explicar ... espero q entenda t+ ... abraço!!

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gestão ambiental : usm paulinia-sp brasil
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  • elminha respondido 6 anos atrás
    O que é
    Denomina-se «El Niño» ao aumento anormal na temperatura da superfície do mar na costa oeste da América do Sul, durante o verão no hemisfério sul. Esta ocorrência de águas quentes foi identificada séculos atrás por pescadores peruanos, que deram o nome de El Niño (menino, em espanhol) ao observarem anos em que ocorria uma enorme diminuição na quantidade de peixes, sempre próxima ao Natal (nascimento do menino Jesus).
    Este fenômeno, que se apresenta normalmente em intervalos de dois a sete anos, caracteriza-se com a temperatura da superfície do mar e a atmosfera sobre ele apresentando uma condição anormal durante um período de doze a dezoito meses. Entretanto, com as alterações climáticas que vêm ocorrendo no planeta, tanto a periodicidade quanto a duração ou mesmo a época têm variado.
    O que ocorre com El Niño
    Quando ocorre o fenômeno El Niño, as temperaturas das águas superficiais ficam acima da média no setor leste da bacia (costa oeste da América do Sul) e em torno ou até abaixo no setor oeste (região da Indonésia e setores norte/nordeste da Austrália) desta bacia. Os ventos relaxam chegando, em algumas áreas na faixa tropical, a inverterem o sentido soprando de oeste para leste. Esta condição, associada ao enfraquecimento de um sistema de alta pressão em superfície (que gira no sentido anti-horário) atuante no sudeste do Pacífico preferencialmente junto à costa do Chile, favorece ao aquecimento das águas no setor leste da bacia.
    O que ocorre normalmente
    Normalmente os ventos tropicais sopram em direção à Ásia (de leste para oeste) nesta área do oceano Pacífico, "empilhando" as águas mais aquecidas no setor oeste do mesmo, fazendo com que o nível do oceano na Indonésia fique cerca de meio metro acima do nível da costa oeste da América do Sul.
    A temperatura na superfície do mar é cerca de 8°C mais elevada no setor oeste (região da Indonésia e setores norte/nordeste da Austrália), sendo que a temperatura menor na costa oeste da América do Sul deve-se as águas frias que sobem de níveis mais profundos do oceano.
    Estas águas frias são ricas em nutrientes, permitindo a manutenção de diversos ecosistemas marinhos e atraindo cardumes.
    Em anos sem El Niño há forte movimento ascendente (formação de nuvens e consequente chuvas) no setor oeste (região da Indonésia e setores norte/nordeste da Austrália) e movimento subsidente (de cima para baixo, de ar seco e frio) na parte leste, em particular na costa oeste da América do Sul. Este fato inibe a formação de nuvens acarretando a ocorrência de pouca chuva nessa última região.
    CONCLUSÕES
    o O El Niño não é o único causador de enchentes no Estado;
    o Anos de El Niño chove acima da média em Santa Catarina;
    o Anomalias positivas na TSM (Temperatura da Superfície do Mar) do Atlântico podem influenciar nas precipitação no Litoral.
    o Nos invernos de anos de El Niño as temperaturas médias são maiores que a média;
    o Anos de El Niño ocorrem mais cheias que a média em Santa Catarina;
    o As maiores enchentes desse século (1911 e 1983) foram nos El Niño de maior intensidade;
    o O El Nino de 1983 foi o mais intenso deste século;
    o O presente El Niño tem intensidade igual ao de 1983, sendo que a sua formação é a mais rápida de todos.
    Ele voltou e veio bravo. El Niño, a inversão térmica que esquenta parte das águas do Oceano Pacífico e muda o clima de quase todo o planeta, atingiu na semana passada a temperatura mais alta desde os anos 80. Os 29 graus Celsius medidos na mancha de água quente que se espalha por 5.000 quilômetros de extensão provocaram uma série de previsões sombrias sobre o clima dos próximos meses. Alguns cientistas chegaram a anunciar uma temporada mais desastrosa que a de 1983/1984, marcada na memória brasileira pela enchente devastadora na Região Sul e por uma das piores secas no Nordeste. "Este pode ser o pior El Niño já visto", afirma o climatologista americano Stephen Zebiak, do observatório Lamont-Doherty. "Ele é maior e, portanto, potencialmente mais perigoso que o dos anos anteriores."
    O primeiro alarme foi disparado na Califórnia. O Instituto Scripps de Oceanografia informou que nos próximos oito meses a região será castigada por uma série de tempestades e talvez sofra a pior inundação da década. A notícia causou um pandemônio nos institutos de meteorologia. Ao fenômeno El Niño deste ano já são atribuídas catástrofes como a intensidade excepcional do tufão Winnie, que matou mais de 200 pessoas nas Filipinas, na China e em Taiwan, a forte seca na Austrália e o surpreendente calor do início da semana nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Na segunda-feira passada, enquanto 60.000 pessoas perdiam suas casas na inundação em Lulao, nas Filipinas, os termômetros de Porto Alegre chegaram a marcar 33,3 graus a maior temperatura para um mês de agosto desde 1955. Uma frente fria derrubou a temperatura na sexta-feira para 12 graus. Para o resto do ano, a situação pode se inverter. De acordo com os climatologistas, El Niño irá aumentar as chuvas no Sul do Brasil, no Sudeste americano e na região costeira do Peru, causando ao mesmo tempo secas nas Filipinas, na Austrália e no Nordeste brasileiro .
    Satélites - El Niño, uma referência em espanhol ao Menino Jesus, recebeu esse nome por geralmente acontecer na época do Natal e até os anos 70 era um problema que só preocupava os pescadores peruanos de anchovas. Depois dos desastres ocorridos entre 1983 e 1984, porém, mais de 2.000 cientistas de vinte países começaram um mutirão para entender o fenômeno. Atualmente o acréscimo de meio grau nas águas do Pacífico é detectado pelos sensores de satélites americanos, enquanto bóias francesas com altímetros registram até o desnivelamento de 2 centímetros na altura das águas do oceano. Esse esforço permite que se conheça a intensidade do fenômeno com meses de antecedência, mas ainda não sugeriu uma teoria para enfrentá-lo. El Niño é provocado pela irregularidade dos ventos tropicais que sopram da América do Sul em direção à Ásia, mas não se sabe por que isso ocorre .
    Mesmo entre pesquisadores, há divergências nas previsões. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, que acompanha de perto os estudos sobre o assunto, considera que ainda não há indícios suficientes para alterar o plantio da safra de verão, que começa no mês que vem. "O calor de julho e agosto no Sul e no Sudeste do Brasil foi normal", afirma o diretor do Centro de Pesquisa Agropecuária da Universidade Estadual de Campinas, Hilton Silveira *****. "É simplismo achar que um fenômeno isolado no Pacífico consegue afetar todo mundo sem a ajuda de outros fatores, como o aquecimento global." Um dos principais argumentos dos que preferem cautela nas previsões catastróficas é a evolução deste El Niño. A temperatura recorde registrou-se quatro meses antes que nos anos anteriores, o que pode significar que os seus efeitos diminuam com o tempo. "Mas é melhor estar preparado. Se as previsões estiverem erradas, tanto melhor", diz Prakki Sapyamurty, do Centro de Previsão do Tempo do Instituto de Pesquisas Espaciais, Inpe. "Mas, se elas forem ignoradas e estiverem corretas, o prejuízo é muito maior."
    Perdão da dívida - O historiador francês Fernand Braudel (1902-1985), autor de O Mediterrâneo, mostrou que os fatores climáticos pesam mais do que se imagina e que a cabeça dos governantes se equilibra muito mais precariamente sobre os ombros em épocas de cataclismos. Ele estudou especialmente a chamada "Pequena Idade do Gelo", um período de invernos atrozes que fustigou a Europa entre 1500 e 1850, destruindo colheitas, espalhando fome e miséria. Segundo Braudel, o reinado de Luís XVI teria chance de não ter sucumbido à Revolução de 1789 caso a França vivesse uma época de bonança climática. O atual El Niño não chega a ser uma Idade do Gelo, mas traz inquietações econômicas. O Banco Mundial anunciou na semana passada que separou 100 milhões de dólares para ajudar os países mais atingidos por secas e inundações provocadas pelo El Niño neste ano. Os técnicos estão preocupados com turbulências políticas no sul da África. Phyllis Pomerantz, diretor do BID, defendeu o perdão de 80% da dívida externa de 5,5 bilhões de dólares de Moçambique. "As previsões do El Niño somadas às condições atuais de Moçambique podem liquidar o país", disse Pomerantz.
    Com exceção do Caribe, que se livra da temporada de furacões, para o resto do mundo um El Niño forte é um flagelo. O economista Francisco de Assis, do Banco Marka, do Rio de Janeiro, vem declarando que considera o El Niño a maior ameaça atual ao equilíbrio da economia brasileira. É um argumento de força razoável. Em primeiro lugar, o preço baixo dos alimentos é que vem puxando a inflação do real para a casa do zero. E, como se sabe, o primeiro efeito econômico de secas e enchentes é o aumento do preço dos alimentos. Na quebra da safra brasileira provocada pelo El Niño de 1983, os preços agrícolas subiram 40% em poucas semanas. Em segundo, as maiores culturas brasileiras de exportação, como o café, a laranja, a soja e o cacau, podem sofrer com as inundações, as secas prolongadas e os problemas de infra-estrutura que um El Niño poderoso costuma trazer. O Peru vivia uma situação premonitória, na semana passada, quando chuvas torrenciais fecharam o porto de Talara, paralisando indefinidamente as importações de petróleo. Fora alguns projetos tramitando no Senado, o Brasil não tem um plano nacional para se prevenir contra as agruras de um El Niño cruel. É bom começar a mostrar serviço nessa área.
    Até o aparecimento do super-El Niño do começo dos anos 80, os pesquisa
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  • titi respondiiiii respondido 6 anos atrás
    El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando assim, os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias
    Uma componente do sistema climático da terra é representada pela interação entre a superfície dos oceanos a baixa atmosfera adjacente a ele. Os processos de troca de energia e umidade entre eles determinam o comportamento do clima, e alterações destes processos podem afetar o clima regional e global.
    El Niño representa o aquecimento anormal das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. A palavra El Niño é derivada do espanhol, e refere-se a presença de águas quentes que todos os anos aparecem na costa norte de Peru na época de Natal. Os pescadores do Peru e Equador chamaram a esta presença de águas mais quentes de Corriente de El Niño em referência ao Niño Jesus ou Menino Jesus. Na atualidade, as anomalias do sistema climático que são mundialmente conhecidas como El Niño e La Niña representam uma alteração do sistema oceano-atmosfera no Oceano Pacífico tropical, e que tem conseqüências no tempo e no clima em todo o planeta. Nesta definição, considera-se não somente a presença das águas quentes da Corriente El Niño mas também as mudanças na atmosfera próxima à superfície do oceano, com o enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de leste para oeste) na região equatorial. Com esse aquecimento do oceano e com o enfraquecimento dos ventos, começam a ser observadas mudanças da circulação da atmosfera nos níveis baixos e altos, determinando mudanças nos padrões de transporte de umidade, e portanto variações na distribuição das chuvas em regiões tropicais e de latitudes médias e altas. Em algumas regiões do globo também são observados aumento ou queda de temperatura. A figura abaixo mostra a situação observada em dezembro de 1997, no pico do fenômeno El Niño 1997/98.

    Anomalia de temperatura da superfície do mar em dezembro de 1998 mostrada na figura acima. Os tons avermelhados indicam regiões com valores acima da média e os tons azulados as regiões com valores abaixo da média climatológica. Pode-se notar a região no Pacífico Central e Oriental com valores positivos, indicando a presença do El Niño. Dados cedidos gentilmente pelo Dr. John Janowiak - CPC/NCEP/NWS/NOAA-EUA.


    Que é o El Niño-Oscilação Sul (ENOS) ?

    Talvez a melhor maneira de se referir ao fenômeno El Ninõ seja pelo uso da terminologia mais técnica, que inclui as caraterísticas oceanicas-atmosféricas, associadas ao aquecimento anormal do oceano Pacifico tropical. O ENOS, ou El Niño Oscilação Sul representa de forma mais genérica um fenômeno de interação atmosfera-oceano, associado a alterações dos padrões normais da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e dos ventos alísios na região do Pacífico Equatorial, entre a Costa Peruana e no Pacifico oeste próximo à Austrália.

    Além de índices baseados nos valores da temperatura da superfície do mar no Oceano Pacifico equatorial, o fenômeno ENOS pode ser também quantificado pelo Índice de Oscilação Sul (IOS). Este índice representa a diferença entre a pressão ao nível do mar entre o Pacifico Central (Taiti) e o Pacifico do Oeste (Darwin/Austrália). Esse índice está relacionado com as mudanças na circulação atmosférica nos níveis baixos da atmosfera, conseqüência do aquecimento/resfriamento das águas superficiais na região. Valores negativos e positivos da IOS são indicadores da ocorrência do El Niño e La Niña respectivamente.

    Algumas observações:

    Evento de El Niño e La Niña tem uma tendência a se alternar cada 3-7 anos. Porém, de um evento ao seguinte o intervalo pode mudar de 1 a 10 anos;
    As intensidades dos eventos variam bastante de caso a caso. O El Niño mais intenso desde a existência de "observações" de TSM ocorreu em 1982-83 e 1997-98.
    Algumas vezes, os eventos El Niño e La Niña tendem a ser intercalado por condições normais. Como funciona a atmosfera durante uma situação normal e durante uma situação de El Niño?: El Niño resulta de uma interação entre a superfície do mar e a baixa atmosfera sobre o Oceano Pacifico tropical. O inicio e fim do El Niño e determinado pela dinâmica do sistema oceano-atmosfera, e uma explicação física do processo é complicada Para que o leitor possa entender um pouco sobre isso, propõe-se um "modelinho simples", extraído do livro El Niño e Você, de Gilvan Sampaio de Oliveira.


    1) Imagine uma piscina (obviamente com água dentro), num dia ensolarado;

    2) Coloque numa das bordas da piscina um grande ventilador, de modo que este seja da largura da piscina;

    3) Ligue o ventilador;

    4) O vento irá gerar turbulência na água da piscina;

    5) Com o passar do tempo, você observará um represamento da água no lado da piscina oposto ao ventilador e até um desnível, ou seja, o nível da água próximo ao ventilador será menor que do lado oposto a ele, e isto ocorre pois o vento está "empurrando" as águas quentes superficiais para o outro lado, expondo águas mais frias das partes mais profundas da piscina.


    É exatamente isso que ocorre no Oceano Pacífico sem a presença do El Niño, ou seja, é esse o padrão de circulação que é observado. O ventilador faz o papel dos ventos alísios e a piscina, é claro, do Oceano Pacífico Equatorial. Águas mais quentes são observadas no Oceano Pacífico Equatorial Oeste. Junto à costa oeste da América do Sul as águas do Pacífico são um pouco mais frias. Com isso, no Pacífico Oeste, devido às águas do Oceano serem mais quentes, há mais evaporação. Havendo evaporação, há a formação de nuvens numa grande área. Para que haja a formação de nuvens o ar teve que subir. O contrário, em regiões com o ar vindo dos altos níveis da troposfera (região da atmosfera entre a superfície e cerca de 15 km de altura) para os baixos níveis raramente há a formação de nuvens de chuva. Mas até onde e para onde vai este ar ? Um modo simplista de entender isso é imaginar que a atmosfera é compensatória, ou seja, se o ar sobe numa determinada região, deverá descer em outra. Se em baixos níveis da atmosfera (próximo à superfície) os ventos são de oeste para leste, em altos níveis ocorre o contrário, ou seja, os ventos são de leste para oeste. Com isso, o ar que sobe no Pacífico Equatorial Central e Oeste e desce no Pacífico Leste (junto à costa oeste da América do Sul), juntamente com os ventos alísios em baixos níveis da atmosfera (de leste para oeste) e os ventos de oeste para leste em altos níveis da atmosfera, forma o que os Meteorologistas chamam de célula de circulação de Walker, nome dado ao Sir Gilbert Walker. A abaixo mostra a célula de circulação de Walker, bem como o padrão de circulação em todo o Pacífico Equatorial em anos normais, ou seja, sem a presença do fenômeno El Niño. Outro ponto importante é que os ventos alísios, junto à costa da América do Sul, favorecem um mecanismo chamado pelos oceanógrafos de ressurgência, que seria o afloramento de águas mais profundas do oceano. Estas águas mais frias têm mais oxigênio dissolvido e vêm carregadas de nutrientes e micro-organismos vindos de maiores profundidades do mar, que vão servir de alimento para os peixes daquela região. Não é por acaso que a costa oeste da América do Sul é uma das regiões mais piscosas do mundo. O que surge também é uma cadeia alimentar, pois os pássaros que vivem naquela região se alimentam dos peixes, que por sua vez se alimentam dos microorganismos e nutrientes daquela região.


    Circulação observada no Oceano Pacífico Equatorial em anos sem a presença do El Niño ou La Niña, ou seja, anos normais. A célula de circulação com movimentos ascendentes no Pacífico Central/Ocidental e movimentos descendentes no oeste da América do Sul e com ventos de leste para oeste próximos à superfície (ventos alísios, setas brancas) e de oeste para leste em altos níveis da troposfera é a chamada célula de Walker. No Oceano Pacífico, pode-se ver a região com águas mais quentes representadas pelas cores avermelhadas e mais frias pelas cores azuladas. Pode-se ver também a inclinação da termoclima, mais rasa junto à costa oeste da América do Sul e mais profunda no Pacífico Ocidental. Figura gentilmente cedida pelo Dr. Michael McPhaden do Pacific Marine Environmental Laboratory (PMEL)/NOAA, Seattle, Washington, EUA.


    Deve ser notado, na figura acima, que existe uma região chamada de termoclina onde há uma rápida mudança na temperatura do oceano. Esta região separa as águas mais quentes (acima desta região) das águas mais frias (abaixo desta região). Os ventos alísios "empurrando" as águas mais quentes para oeste, faz com que a termoclina fique mais rasa do lado leste, expondo as águas mais frias.
    Vamos agora voltar ao nosso "modelinho". Vamos imaginar o seguinte:
    Desligue o ventilador, ou coloque-o em potência mínima. O que irá acontecer?
    Agora, o arrasto que o vento estava provocando na água da piscina irá desaparecer ou diminuir. As águas do lado oposto ao ventilador irão então refluir para que o mesmo nível seja observado em toda a piscina. O Sol continuará aquecendo a piscina e as águas deverão, teoricamente, estar aquecidas igualmente em todos os pontos da piscina. Certo?
    Então vamos correlacionar novamente com o Oceano Pacífico. O ventilador desligado ou em potência mínima, significa neste caso o enfraquecimento dos ventos alísios. Veja que os ventos não param de soprar. Em algumas regiões do Pacífico ocorre até a inversão dos ventos, ficando es
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  • Bela respondido 6 anos atrás
    El Niño e La Niña são alterações significativas de curta duração (12 a 18 meses) na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, com profundos efeitos no clima. Estes eventos modificam um sistema de flutuação das temperaturas daquele oceano chamado Oscilação Sul e, por essa razão, são referidos muitas vezes como OSEN (Oscilação Sul-El Niño – ver abaixo). Seu papel no aquecimento e resfriamento global é uma área de intensa pesquisa, ainda sem um consenso.

    O El Niño foi originalmente reconhecido por pescadores da costa oeste da América do Sul, observando baixas capturas, à ocorrência de temperaturas mais altas que o normal no mar, normalmente no fim do ano – daí a designação, que significa “O Menino”, referindo-se ao “Menino Jesus”, relacionado com o Natal.

    Durante um ano “normal”, ou seja, sem a existência do fenômeno El Niño, os ventos alíseos sopram na direção oeste através do Oceano Pacífico tropical, originando um excesso de água no Pacífico ocidental, de tal modo que a superfície do mar é cerca de meio metro mais alta nas costas da Indonésia que no Equador. Isto provoca a ressurgência de águas profundas, mais frias e carregadas de nutrientes na costa ocidental da América do Sul, que alimentam o ecossistema marinho, promovendo imensas populações de peixes – a pescaria de anchoveta no Chile e Peru já foi a maior do mundo, com uma captura superior a 12 milhões de toneladas por ano. Estes peixes, por sua vez, também servem de sustento aos pássaros marinhos abundantes, cujas fezes depositadas em terra, o guano, servem de matéria prima para a indústria de fertilizantes.

    Quando acontece um El Niño, que ocorre irregularmente em intervalos de 2 a 7 anos, com uma média de 3 a 4 anos, os ventos sopram com menos força em todo o centro do Oceano Pacífico, resultando numa diminuição da ressurgência de águas profundas e na acumulação de água mais quente que o normal na costa oeste da América do Sul e, consequentemente, na diminuição da produtividade primária e das populações de peixe.

    Outra consequência de um El Niño é a alteração do clima em todo o Pacífico equatorial: as massas de ar quentes e úmidas acompanham a água mais quente, provocando chuvas excepcionais na costa oeste da América do Sul e secas na Indonésia e Austrália. Pensa-se que este fenômeno é acompanhado pela deslocação de massas de ar a nível global, provocando alterações do clima em todo o mundo. Por exemplo, durante um ano com El Niño, o inverno é mais quente que a média nos estados centrais dos Estados Unidos, enquanto que nos do sul há mais chuva; por outro lado, os estados do noroeste do Pacífico (Oregon, Washington, Colúmbia Britânica) têm um inverno mais seco. Os verões excepcionalmente quentes na Europa e as secas em África parecem estar igualmente relacionadas com o aparecimento do El Niño.

    La Niña é o fenômeno inverso, caracterizado por temperaturas anormalmente frias, também no fim do ano, na região equatorial do Oceano Pacifico, muitas vezes (mas não sempre) seguindo-se a um El Niño. Também já foi denominado como “El Viejo” (“O Velho”, ou seja, a antítese do “menino”) ou ainda o “Anti-El Niño”.


    [editar] OSEN (Oscilação Sul-El Niño)
    A Oscilação Sul é a flutuação interanual da pressão atmosférica ao nível do mar no Oceano Pacífico, devida a variações na circulação atmosférica. Normalmente, os ventos alíseos sopram para sudoeste (no hemisfério sul), levando a água da superfície do mar aquecida na região do equador para a costa da Indonésia e Austrália e, com ela, massas de ar também aquecidas. No entanto, a força dos ventos varia de um ano para outro, provocando diferenças na temperatura e pluviosidade nas vários continentes que ladeiam aquele oceano.

    Aparentemente, estas variações também se registram nos restantes oceanos, mas ficaram mais conhecidas pelas anomalias conhecidas pelo nome “El Niño”, que foram descobertas no Oceano Pacífico. Por essa razão, as anomalias passaram a ser estudadas em termos de prever a ocorrência daquele evento e muitas vezes usa-se a expressão OSEN (Oscilação Sul-El Niño ou ENSO, da expressão em inglês) como sinónimo do El Niño ou da Oscilação Sul e aplica-se a anomalias do clima e da circulação marinha em qualquer oceano – os eventos OSEN do Oceano Atlântico ocorrem 12-18 meses depois de ocorrerem no Pacífico.

    A Oscilação Sul é acompanhada através do Índice de Oscilação Sul (IOS ou SOI, em inglês), que é a diferença normalizada entre a pressão atmosférica medida no Tahiti (na Polinésia Francesa) e em Darwin, na Austrália. Um valor alto do IOS (grande diferença de pressões) significa ventos mais fortes que a média e normalmente está associado a uma situação de “La Niña”, ou seja, água com temperatura superficial mais fria que a média na costa ocidental da América do Sul, e vice-versa.

    Uma vez que estes eventos têm uma grande influência no clima, provocando secas ou cheias e, portanto, afectando a agricultura e, em geral, a economia dos países, o estudo da Oscilação Sul e das suas anomalias ou OSEN, tem uma grande importância, não só para a economia mundial, mas também para a compreensão dos fenómenos climáticos.

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