Quais principais tipos de lipídeos e suas funções?

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Olá Adriano

Lipídios

Os lipídios compreendem uma categoria de compostos com estrutura diversa e desempenham diferentes funções biológicas. Funcionam como reserva de energia. A característica dessa substância é a insolubilidade em água e a solubilidade em solventes orgânicos, como o éter, o álcool e o clorofórmio.

Os principais grupos de lipídios são os triglicérides, os fosfolipídios, os cerídeos e os esteróides.
Os lipídios mais conhecidos são os triglicérides, representados por gorduras e óleos. São constituídos pela reunião de ácidos graxos com glicerol. São encontrados no leite e seus derivados, na gema de ovo, nas carnes, no óleo de algodão, amendoim, milho, arroz e soja. Podem ser encontrados em frutos como abacate e coco e em animais, como no óleo de fígado de bacalhau.

Os ácidos graxos são classificados em saturados e insaturados. As moléculas de ácidos graxos saturados constituem a maior parte da gordura animal. Deposita-se principalmente em células adiposas.
As moléculas dos ácidos graxos insaturados ocorrem nos óleos presentes em plantas, como o girassol, o milho e a canola, e em alguns peixes como o salmão e o bacalhau.
Os fosfolipídios são lipídios ligados a um grupo de fosfato. Possuem álcool, ácido graxo, ácido fosfórico e uma molécula nitrogenada.

Os cerídeos são representados pelas ceras, como a do ouvido humano, da carnaúba e do favo de abelha. As ceras são constituídas pela ligação de alcoóis de longa cadeia com ácidos graxos.
Os esteróides formam um grupo de lipídios complexos. São formados por um álcool de várias cadeias. O grupo dos esteróides compreende os hormônios sexuais, os corticosteróides, o colesterol, os sais biliares do fígado e a vitamina D. O excesso de esteróides pode ser prejudicial à saúde humana, provocando a arteriosclerose, quadro que consiste no acúmulo de esteróides na parede interna dos vasos sanguíneos.

Os lipídios são compostos com estrutura molecular variada, apresentando diversas funções orgânicas: reserva energética (fonte de energia para os animais hibernantes), isolante térmico (mamíferos), além de colaborar na composição da membrana plasmática das células (os fosfolipídios).

São substâncias cuja característica principal é a insolubilidade em solventes polares e a solubilidade em solventes orgânicos (apolares), apresentando natureza hidrofóbica, ou seja, aversão à molécula de água.

Essa característica é de fundamental importância, mesmo o organismo possuindo considerável concentração hídrica. Isso porque a insolubilidade permite uma interface mantida entre o meio intra e extracelular.

Os lipídios podem ser classificados em óleos (substâncias insaturadas) e gorduras (substâncias saturadas), encontrados nos alimentos, tanto de origem vegetal quanto animal, por exemplo: nas frutas (abacate e coco), na soja, na carne, no leite e seus derivados e também na gema de ovo.

Em geral, todos os seres vivos são capazes de sintetizar lipídios, no entanto algumas classes só podem ser sintetizadas por vegetais, como é o caso das vitaminas lipossolúveis e dos ácidos graxos essenciais.

A formação molecular mais comum dos lipídeos, constituindo os alimentos é estabelecida através do arranjo pela união de um glicerol (álcool) ligada a três cadeias carbônicas longas de ácido graxo.

Dentre os lipídeos, recebem destaque os fosfolipídios, os glicerídeos, os esteróides e os cerídeos.

Cerídeos → classificados como lipídios simples, são encontrados na cera produzida pelas abelhas (construção da colméia), na superfície das folhas (cera de carnaúba) e dos frutos (a manga). Exerce função de impermeabilização e proteção.

Fosfolipídios → moléculas anfipáticas, isto é, possui uma região polar (cabeça hidrofílica), tendo afinidade por água, e outra região apolar (calda hidrofóbica), que repele a água.

Glicerídeos → podem ser sólidos (gorduras) ou líquidos (óleos) à temperatura ambiente.

Esteróides → formados por longas cadeias carbônicas dispostas em quatro anéis ligados entre si. São amplamente distribuídos nos organismos vivos constituindo os hormônios sexuais, a vitamina D e os esteróis (colesterol).

Abraço
Flávio de Brito

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  • H. Sue ♥ G. Gê respondido 6 anos atrás
    Os triacilgliceróis


    As gorduras e óleos existentes em plantas e animais consistem, na sua maioria, de misturas de triacilgliceróis. Essas substâncias apolares e insolúveis em água são triésteres de glicerol com ácidos graxos.

    Os triacilgliceróis atuam como reservas de energia em animais, sendo sua mais abundante classe de lipídios, apesar de não serem componentes das membranas celulares.

    Os triacilgliceróis diferem-se de acordo com a identidade e a posição dos seus três resíduos de ácido graxo. A maioria dos triacilgliceróis contém dois ou três tipos diferentes de resíduos de ácidos graxos, sendo denominados de acordo com a posição dos resíduos em relação à molécula de glicerol. Gorduras e óleos (que se diferem somente pelo fato de gorduras serem sólidas e óleos serem líquidos na temperatura ambiente) são misturas complexas de triacilgliceróis, cujas composições de ácidos graxos variam com o organismo que os produz. Os óleos vegetais são geralmente mais ricos em resíduos de ácidos graxos insaturados que as gorduras animais, como o menor ponto de fusão dos óleos implica.

    Os ácidos graxos contêm sempre um numero par de carbonos, uma vez que são sintetizados em unidades acetil de dois carbonos. Às vezes, a cadeia hidrocarbonada tem ligações duplas, e neste caso se diz que o ácido graxo é insaturado. Estas ligações duplas têm importância porque aumentam a flexibilidade da cadeia e, como conseqüência, a fluidez das membranas biológicas. Os grupos carboxila dos ácidos graxos reagem com os grupos alcoólicos do glicerol, os triglicerídios resultantes, que se acumulam no tecido adiposo, são utilizados como reserva de energia do organismo. O estado oxidado das cadeias maiores de hidrocarboneto é muito baixo e, portanto, são liberadas grandes quantidades de energia (quase duas vezes as calorias por grama que são liberadas pelos hidratos de carbono e as proteínas), quando são oxidadas para formar CO2 e H2O na célula.



    Os fosfolipídios


    Os fosfolipídios contêm apenas ácidos graxos unidos a uma molécula de glicerol. O terceiro grupo hidroxila de glicerol se esterifica a ácido fosfórico em lugar de faze-lo a ácido graxo. Este fosfato está unido também a uma segunda molécula de álcool, que pode ser colina, etonolamina, inositol ou serina, de acordo com o tipo de fosfolipídio.

    Os fosfolipídios apresentam duas grandes “caudas” de ácidos graxos hidrofóbicas e uma “cabeça” hidrofílica (polar) que contém fosfato. Portanto, os fosfolipídios são moléculas anfipáticas (contém uma região hidrofílica e outra hidrofóbica). Esta configuração confere às membranas biológicas muitas de suas propriedades. Essas membranas são bicamadas de fosfolipídios com as cabeças hidrofílicas (regiões que contêm fosfato), situadas na interface liquida, e as caudas hidrofóbicas grandes, dispostas no interior. Quando se misturam com água os fosfolipídios adotam espontaneamente a organização em bicamada – as cabeças polares no exterior e as caudas apolares no interior. Este princípio de auto – agregação, na qual a união de estruturas complexas depende exclusivamente de propriedades físico-químicas de seus componentes moleculares, é característico dos sistemas vivos. Por exemplo, os vírus e os ribossomas se agregam de maneira semelhante.

    Nas células existem duas classes de fosfolipídios, os glicerofosfolipídios e esfingofosfolipídios.

    Os glicerofosfolipídios possuem dois ácidos graxos unidos a uma molécula de glicerol, uma vez que o terceiro grupo hidroxila deste álcool se encontra esterificado com um fosfato, unido por sua vez a um segundo álcool.

    A combinação de glicerol com dois ácidos graxos e o fosfato resulta em uma molécula chamada ácido fosfatídico, que constitui a estrutura básica dos glicerofosfolipídios. Na membrana interna das mitocôndrias, existe um glicerofosfolipídio duplo chamado difosfatidilglicerol ou cardiolipina. Composto por dois ácidos fosfatídicos ligados por uma terceira molécula de glicerol.

    Os esfingofosfolipídios contêm ceramida, que é uma molécula formada pela união de dois ácidos graxos com uma serina (a qual substitui o glicerol presente nos glicerofosfolipídios). A união de uma serina com um dos ácidos graxos forma o aminoálcool chamado esfingosina ou esfingol. A serina se forma da agregação de um ácido graxo com a esfingosina.

    O esfingofosfolipídio existente nas células é a esfingomielina, originada da união da ceramida com a fosforilcolina. Os fosfolipídios exibem duas grandes caudas hidrofóbicas não polares (dois ácidos graxos) e uma cabeça hidrofílica polar, que compreende o glicerol, o fosfato e o segundo álcool. Por tais características os fosfolipídios são moléculas anfipáticas.

    Os fosfolipídios são os principais componentes das membranas celulares, e tanto sua anfipatia como as características de seus ácidos graxos (numero de carbonos, presença de duplas ligações) lhes conferem muitas de suas propriedades. Além do mais, quando os fosfolipídios se dispersam em água, adotam espontaneamente uma organização idêntica à das membranas celulares, com as suas cabeças polares para fora e as não polares alinhadas entre si no interior da bicamada de lípides.


    Os glicolipídios


    Assim como o fosfolipídio esfingomielina, quase todos os glicolipídios são derivados de ceramidas nas quais uma molécula de ácido graxo é ligada a um aminoálcool, a esfingosina. Assim, eles são denominados mais precisamente glicoesfingolipídios. Assim como os fosfolipídios, os glicoesfingolipídios são componentes essenciais de todas as membranas do corpo, mas são encontrados em maiores quantidades no tecido nervoso. Eles estão localizados principalmente na camada externa da membrana plasmática, onde interagem com o ambiente extracelular e desempenham um papel na regulação das interações, crescimento e desenvolvimentos celulares.

    Os glicoesfingolipídios são muito antigênicos e foram identificados como uma fonte de antígenos do grupo sanguíneo, de vários antígenos embriônicos específicos para estágios particulares do desenvolvimento fetal e de alguns antígenos tumorais. Eles também servem como receptores de superfície para as toxinas da cólera e difteria, bem como para certos vírus. Quando as células são transformadas (isto é, quando perdem o controle da divisão e crescimento celular) existe uma alteração substancial na composição de glicoesfingolipídios da membrana. Distúrbios genéticos associados a uma incapacidade de degradar adequadamente os glicoesfingolipídios podem resultar no acúmulo intracelular destes compostos, levando a uma disfunção séria do desenvolvimento do sistema nervoso.

    Os glicolipídios se classificam em cerebrosídeos e gangliosídicos.

    Os cerebrosídeos são formados pela união de uma glicose ou uma galactose com ceramida. Como vemos, se trata de uma esfingomielina na qual a fosforilcolina é substituída por um monossacarídeo.

    A estrutura básica dos gangliosídicos é similar à dos cerebrosídeos, porém o hidrato de carbono não é a glicose nem a galactose e sim um oligossacarídeo integrado por vários monômeros, um a três dos quais são ácidos siálicos. Os distintos tipos de gangliosídeos diferem entre si pelo numero de ordenação relativa de seus monômeros. A hexose que se une a uma ceramida quase sempre é uma glicose, seguindo-se uma galactose. Algumas vezes também possuem uma fucose. Os ácidos siálicos, como em outras circunstâncias, localizam-se na extremidade do oligossacarídeo.



    Os esteróides


    Os esteróides, a maioria de origem eucariótica, são derivados do ciclopentanoperidrofenantreno. O mais comum deles é o colesterol, que se encontra nas membranas e em outras partes da célula e no espaço extracelular. Seu grupamento polar OH confere-lhe um fraco caráter anfifílico, enquanto seu sistema de anéis fusionados lhe fornece uma rigidez maior do que outros lipídios de membrana.

    O colesterol é sintetizado por praticamente todos os tecidos em seres humanos, embora o fígado, intestino, córtex adrenal e tecidos reprodutivos incluindo ovários, testículos e placenta façam as maiores contribuições ao colesterol corporal. O colesterol funciona como um precursor dos ácidos biliares, hormônios esteróides e vitamina D. É de extrema importância que as células dos principais tecidos do corpo recebam um suprimento contínuo de colesterol.

    As plantas contêm pouco colesterol, mas sintetizam outros esteróis. Leveduras e fungos também sintetizam esteróis, que se diferenciam do colesterol nas suas cadeias alifáticas laterais e no número de ligações duplas. Os procariotos contêm pouco colesterol, se o contiverem.

    Nos mamíferos, o colesterol é o precursor metabólico dos hormônios esteróides, substâncias que regulam uma grande variedade de funções fisiológicas. Os hormônios esteróides são classificados de acordo com a resposta fisiológica que desencadeiam:

    · Os glicocorticóides, como o cortisol, afetam o metabolismo de carboidrato, de proteínas e de lipídios e influenciam uma grande variedade de outras funções vitais, incluindo reações inflamatórias e a capacidade de lidar com estresse.

    · A aldosterona e outros mineralocorticóides regulam a excreção de sal e de água nos rins.

    · Os androgênios e os estrogênios afetam o desenvolvimento e a função sexual.



    O dolicol


    O dolicol é um lipídio que se encontra na membrana do retículo endoplasmático. Trata-se de um composto poliisoprênico constituído por uma cadeia de 17 a 21 unidades isoprênicas, que somam entre 85 e 105 átomos de carbono. O dolicol se encontra unido a um fosfato, na forma de dolicol fosfato e desempenha um papel c
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  • ana l respondido 6 anos atrás
    São vários os usos dos lipídios:
    - Alimentação, como óleos de cozinha, margarina, manteiga, maionese;
    - Produtos manufaturados: sabões, resinas, cosméticos, lubrificantes.
    Combustíveis alternativos, como é o caso do óleo vegetal transesterificado que corresponde a uma mistura de ácidos graxos vegetais tratados com etanol e ácido sulfúrico que substitui o óleo diesel, não sendo preciso nenhuma modificação do motor, além de ser muito menos poluente e isento de enxofre.
    Desempenham várias funções biológicas importantes no organismo, entre elas:
    - Reserva de energia (1 g de gordura = 9 kcal) em animais e sementes oleaginosas, sendo a principal forma de armazenamento os triacilgliceróis (triglicerídeos);
    - Armazenamento e transporte de combustível metabólico;
    - Componente estrutural das membranas biológicas;
    - São moléculas que podem funcionar como combustível alternativo à glicose, pois são os compostos bioquímicos mais calóricos em para geração de energia metabólica através da oxidação de ácidos graxo - Oferecem isolamento térmico, elétrico e mecânico para proteção de células e órgãos e para todo o organismo (panículo adiposo sob a pele), o qual ajuda a dar a forma estética característica;
    - Dão origem a moléculas mensageiras, como hormônios, prostaglandinas, etc.
    - As gorduras (triacilgliceróis), devido à sua função de substâncias de reserva, são acumuladas principalmente no tecido adiposo, para ocasiões em que há alimentação insuficiente. A reserva sob a forma de gordura é muito favorável a célula por dois motivos: em primeiro lugar, as gorduras são insolúveis na água e portanto não contribuem para a pressão osmótica dentro da célula, e em segundo lugar, as gorduras são ricas em energia; na sua oxidação total são liberados 38,13kJ/g de gordura.
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