Quais sao os principais problemas socio-ambientais do centro oeste?

Seguir
  • Seguir de forma pública
  • Seguir de forma privada
  • Deixar de seguir
Melhor resposta
A modernização agrícola na região Centro Oeste está diretamente relacionada com a intensa migração de paulistas, mineiros e sulinos (do Paraná, SantaCatarina e Rio Grande do Sul), que foram atraídos pelo baixo preço das terras.
É reduzido o número de pequenas e médias propriedades no Centro-Oeste. A maior parte das terras ocupadas é de grandes proprietários pertencentes a empresas agrícolas exportadoras, onde se cultiva principalmente a soja. Há também muitos latifúndios utilizados apenas para a especulação imobiliária: uma pessoa ou empresa compra terras e não planta nada nem cria gado; deixa a terra abandonada, esperando que ela se valorize, para então vendê-la.
A modernização da agricultura caracterizou-se pela diversificação dos produtos cultivados, sobretudo com a introdução do cultivo de grãos. Outro aspecto de grande importância nesse processo foi a modernização da produção, com uso de máquinas agrícolas, como tratores e colheitadeiras. Os agricultores que tinham condições de se modernizar passaram a produzir muito mais, aumentando seus lucros. Mas muitos pequenos proprietários que não tinham capital para adquirir equipamentos e produzir nos moldes da agricultura modernizada, foram obrigados a vender suas terras e se tornaram empregados das grades fazendas.
O mesmo destino teve um grande número de migrantes: o trabalho assalariado. É comum na região a figura do trabalhador temporário ou volante, semelhante àquele encontrado nas regiões sudeste, sul e nordeste. O trabalhador reside na periferia das pequenas é médias cidades e trabalha em épocas de plantio ou de colheita, sem local fixo e geralmente sem garantias legais. Pode ficar desempregado em alguns períodos do ano, fato que gera pobreza e sérios problemas sociais.
Os posseiros, em geral, migrantes que buscam trabalho ou terras para plantar, concentram-se pricipalmente no norte do Mato Grosso, onde ainda existem terras disponíveis. Tomam posse de áreas desocupadas, onde se estabelecem e fazem suas roças. Algum tempo depois, quando as terras já estão produzindo, o posseiro é expulso pelo proprietário ou pelo grileiro (pessoa com um título falso de propriedade). Geralmente a expulsão é feita com violência e às vezes cusa até mortes.
O conflito de interesses entre grandes proprietários e lavradores que reivindicam terra para cultivar foi o principal fator que estimulou a atuação do Movimento dos Sem Terra, cuja prática tem sido a ocupação de imóveis, nem sempre improdutivos, para pressionar o governo a desaproprá-los e redistribuir a terra.


Mesmo em uma região onde as atividades agropecuárias são predominantes, foram elevados os índices de aumento de população urbana nos últimos anos, acompanhando a tendência nacional.
A intensa urbanização é conseqüencia do êxodo rural e da migração de brasileiros de outros estados. Os problemas resultantes são os mesmos das demais regiões: falta de moradia, escolas, hospitais e meios de transporte.

A vegetação do Centro-Oeste começou a ser alterada em períodos recentes, principalmente para dar lugar a projetos agropecuários e à exploração da madeira. Originalmente, a região era coberta por densas florestas e extensas formações arbustivo-herbáceas. Hoje, há reduzidos agrupamentos florestais e vegetação descaracterizada pela ação humana, sobretudo pelas sucessivas queimadas.
A maior parte do território do Centro-Oeste é ocupada pelo cerrado. Trata-se de uma formação vegetal típica do clima tropical continental na região, do solo pobre e da ação do homem, que desde os tempos anteriores ao descobrimento do Brasil vem queimando a vegetação original.

O Pantanal é um ambiente natural riquíssimo, com uma vegetação variada e uma imensa quantidade de peixes, aves e outros animais. Mas corre o risco de ser alterado pela ação do homem. A construção de barragens e o desvio de cursos dos rios ocasionam a formação de depósitos de terra no leito, aumentando as inundações e provocando a morte de peixes, seja pela grande quantidade de terra em suspensão nas águas, seja por ficarem aprisionados nas poças que secam com a estiagem.
A mineração é outra atividade que tem provocado erosão e prejudicado o ecossistema do Pantanal. Um grave problema é o uso de mercúrio para extração do ouro no garimpo. O mercúrio polui os rios e contamina os peixes e as populações que os consomem.

A exploração agrícola do Centro-Oeste também pode ser prejudicial ao ecossistema. As queimadas, realizadas para limpar a terra e plantar pasto para a criação de gado, agridem o solo, pois destroem os nutrientes, causam alterações fisico-químicas e provocam erosão. Outras ações nocivas são os desmtamentos na cabeceira dos rios, que desregula o regime de chuvas na região; o uso de agrotóxicos nas áreas agrícolas, que são levados para os rios pelas chuvas e contaminam os peixes; a caça e a pesca
realizadas de forma predatória, que ameaçam a rica fauna pantaneira.

Source:

Geografia - Construindo o Espaço Brasileiro - Igor Moreira - Ed. Ática.
  • Taxa
  • Comentário
Sign In 

para adicionar sua resposta

Não há outras respostas

Quem está seguindo esta pergunta?

    %
    MELHORES RESPOSTAS
    Membro desde:
    Pontos: Pontos: Nível
    Total de respostas:
    Pontos nesta semana:
    Seguir
     
    Deixar de seguir
     
    Bloquear
     
    Desbloquear