Poderiam descrever a máquina a vapor e a sua importância na história da humanidade?

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Preciso da resposta para um trabalho de Física, urgente para amanhã! Vocês poderiam me ajudar nesta questão? "Descreva a máquina a vapor e a sua importância na história da ...mostrar mais
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Coisa feia, Helena fazendo o trabalho para o garoto... E ainda esqueceu de colocar a importância desta tecnologia, pois bem:

As revoluções industriais dos séculos XVIII ao XX, só foram possíveis com as máquinas á vapor, que mudaram bastante as relações de trabalho assalariado na Inglaterra por exemplo, provocando êxodo rural, formação dos primeiros sindicados de trabalhadores, etc. Essas novas relações de trabalho humano provocou estudos sobre o socialismo, comunismo, anarquismo , dentre outros, afim de balancer com a etapa liberal do capitalismo que se estabeleceu com as máquinas.

Muitas guerras foram possíveis pelas marquinas à vapor, não é a toa que Napoleão na França investiu em escolas técnicas afim de compreender a termodinâmica, uma importante ferramenta de guerra. Por isso até hoje vemos nomes como Carnot ou Ámpere(ver em eletromagnetismo esse autor) nos nossos livros, influências francesas na Física, contrapondo as influências britânicas como Newton ou Hooke.
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Outras respostas (1)

  • Helena Santos respondido 6 anos atrás
    Oi, linda. Vou tentar passar a você várias informações.
    Veja o que seria mais importante... o que você prefere, tá?
    E abaixo de cada informação, a fonte.
    Beijoos.
    ____________________________

    Motor a vapor: inventado pelo escocês James Watts, em 1765, deu origem à Revolução Industrial, ao substituir o trabalho mecânico dos músculos de homens e animais, do vento e das águas, principais geradores de energia e movimento até então. Levou diretamente a duas grandes revoluções no setor de transportes, as ferrovias e as embarcações a vapor, e à criação de setores industriais novos inteiros, que se fiavam antes no trabalho manual (indústria têxtil, por exemplo) ou em formas ineficientes de aproveitamento de outras formas de energia física (os moinhos de grãos alimentares, por exemplo). A Revolução Industrial, por sua vez, transformou radicamente a economia e a sociedade, em pouco mais de um século.

    http://www.sabbatini.com/renato/correio/...
    _________________________

    Tecnologia e Educação


    As transformações ocorridas durante a história da humanidade, mostram que o início deste milênio estará repleto de modificações e que o homem, a cada dia, também vai se modificando a luz desta nova realidade. Os avanços científicos e tecnológicos mostram-nos que essas mudanças são irreversíveis e só tendem a se ampliar, uma vez que existe uma rede de conhecimentos que cada vez mais se multiplica e se entrecruza nos seus objetivos.

    As mudanças, provocadas pela tecnologia estão em todas as dimensões da nossa vida. Elas vêm colaborando, sem dúvida, para modificar o mundo. Desde a máquina a vapor, chegando hoje, as redes eletrônicas, contribuíram para a extraordinária expansão do conhecimento e a diminuição das distâncias.

    Na educação, as tecnologias têm uma função de grande relevância, auxiliam na mediação pedagógica, aumentam a interatividade entre aluno e professor, levando um mundo de conhecimento para dentro da sala de aula, através de várias formas, principalmente a Internet que vem se desenvolvendo muito rapidamente; Além da formação e qualificação dos docentes e têm uma colaboração na mudança de paradigmas tradicionais em relação ao processo de ensino e aprendizagem, ou seja, elas se apresentam como uma nova maneira de ensinar e aprender.


    Tecnologia


    Desde a pré-história o homem faz uso das tecnologias e aprende com os resultados que ela oferece, segundo Mello e Amad (1995, p.9) "... a tecnologia tem seus princípios na pré-história, época que abrangeu 98% da vida do homem sobre a terra. No período paleolítico , o homem pré-histórico se agrupou em hordas nômades e fabricou instrumentos de pedra lascada, destinados à caça de animais e à coleta de frutos e raízes. No neolítico , fez instrumentos de pedra polida, desenvolveu a agricultura e domesticou os animais, organizando-se em clãs e aldeias. Na idade dos metais, o desenvolvimento da metalúrgica, o surgimento do Estado e a invenção da escrita, possibilitaram ao homem a passagem para os tempos históricos".

    A evolução do ser humano esteve condicionada ao pensamento e à luta pela superação das necessidades tais como o alimento, o vestuário e a moradia. Neste processo de evolução é que vão se sucedendo as fases importantes do homem social, todas imbricadas de tecnologia.

    O termo tecnologia difundiu-se na Europa depois da Segunda Guerra Mundial, primeiramente com a mesma acepção que nos países anlgo-saxões de onde provinha, isto é, para designar conjunto de técnicas modernas e de cunho científico, em oposição às práticas realizadas pelos artesãos. Para autores como Gama(1987) appud Grinspun(1999), também, no Brasil o termo começou a ser difundido depois da Segunda Guerra Mundial, mas aqui a tecnologia veio como uma substituição à palavra técnica. Este termo provém do vocábulo grego techné, que significa o método, a maneira de fazer eficaz para atingir um determinado objetivo e resultado. Hoje o que domina nas civilizações é a percepção da técnica como um conjunto de meios necessários para atingir objetivos específicos de produção, sendo esse conjunto formado de conhecimento e habilidades, de ferramentas e máquinas, passando pelas organizações e instituições. Para Vargas(1994), a técnica é uma habilidade humana de fabricar, construir e utilizar instrumentos. Para o autor o surgimento do homem, da técnica e da linguagem teria ocorrido num único momento, embora esse momento possa ter durado séculos.

    Segundo Vargas(1994), a tecnologia como disciplina surge na segunda metade do século XIX, distinguindo-se do estudo das técnicas e da engenharia. Sua finalidade inicial foi a descrição, de maneira interpretativa, das técnicas, dos processos técnicos e da forma de preparação ou fabricação de produtos industriais, além das formas de organização econômica do trabalho técnico, Gama(1994), nos diz que a tecnologia é o saber da técnica, sendo o seu conceito ligado ao conceito de produção. O termo amplo de sua conceituação tem em Vargas(1994), uma conotação de desenvolvimento, sendo sua essência encontrada no saber científico moderno para a solução de problemas da técnica. Para ele a tecnologia seria "um conjunto de atividades humanas associadas a um sistema de símbolos, instrumentos e máquinas visando à construção de obras e à fabricação de produtos, segundo teorias, métodos e processos da ciência moderna". Para Vargas o grande problema é ter se confundido tecnologia com mercadoria que se compra quando não se tem ou vende-se quando se tem. Há um momento, diz o autor, da aquisição do conhecimento tecnológico e outro momento relacionado ao campo econômico-industrial da introdução no mercado de um novo instrumento ou de um novo processo decorrente do saber tecnológico (Vargas,1994). A ampla discussão sobre a tecnologia, seu conceito, sua finalidade e seu processo se apresenta como diz Perrin(1996),appud Grinspun(1999), ainda, um verdadeiro déficit em matéria de reflexão pedagógica, histórica e filosófica sobre as técnicas. Quanto mais nos debruçamos sobre o estudo da tecnologia, mais nos deparamos com o encontro dos conceitos da irreversibilidade e transformação, quase que concomitantemente ao conceito de um novo tempo para viver essas transformações. A complexidade do conceito/estudo se estende à estreita vinculação entre tecnologia e ciência, entre técnica e tecnologia e, se quisermos nos estender um pouco mais, entre tecnologia e educação.

    A evolução da tecnologia, historicamente está ligada à evolução e mudanças dos fatos e situações que ocorreram em nossa sociedade. Esta evolução iniciou-se na Revolução Industrial no fim do século XVIII na Inglaterra, com a chamada Primeira Revolução Industrial e depois se expandiu para o resto do mundo no século XIX, teve como marco significativo a máquina a vapor, a indústria de aço e o surgimento das ferrovias. É neste momento que a máquina começa a modificar a vida do trabalhador.

    No final do século XIX acontece a Segunda Revolução Industrial, e é marcada pelo aparecimento da energia elétrica, petróleo, aço e indústria química. Nesta fase observa-se o surgimento e o fortalecimento de uma área na Educação, a Orientação Vocacional/Profissional, que tinha como objetivo orientar os trabalhadores para uma nova escolha profissional de acordo com suas possibilidades e limitações.

    A terceira Revolução Industrial caracteriza-se por uma acelerada transformação no campo tecnológico com conseqüências não só no mercado de bens de serviço e de consumo, como também, no modo de organização dos trabalhadores, no modo de produção e na qualificação necessária dos novos trabalhadores e nas relações sociais. Nesta fase surge a microeletrônica, a microbiologia e a energia nuclear, que leva a um grande desenvolvimento da humanidade, mas que a capacidade humana começa a ser substituída por autômatos que eliminam o trabalho humano na produção de serviços.

    Na evolução da tecnologia, três grandes elementos são fatores determinantes, conforme aponta Baptista(1993) appud Grinspun(1999) ao falar dos grandes marcos da evolução tecnológica:
    · A revolução industrial troca a madeira pelo ferro;
    · A revolução tecnológica dos séculos XIX e XX troca o carvão pelo par petróleo-eletricidade;
    · A revolução informática que troca o tratamento analógico da informação(via homem) pelo processamento digital(via máquina).

    Com a evolução da tecnologia, há uma mudança crescente na sociedade dos resultados desta área, com seus aperfeiçoamentos e novas invenções e, por outro lado, estamos convivendo com o homem que tem de aprender a lidar com as tecnologias, tem de adaptar-se às Novas Tecnologias, tem de ser capaz de conviver com elas, adquirir conhecimentos que sejam capazes de compreendê-las, manejá-las e de saber como se relacionar com elas.

    Assim, a inovação e adaptação, como partes integrantes da tecnologia, constituem sua dinâmica mediante as capacidades de perceber, compreender, criar, adaptar, organizar e produzir insumos, produtos e serviços nas diversas esferas e níveis da consciência (e sobrevivência) humana, em qualquer época ou modelo de sociedade.

    As grandes repercussões da tecnologia trouxeram novos paradigmas científicos que, por sua vez, vão repercutir num modelo pedagógico, na noção de educação, na relação entre educador e educando, nos conteúdos e nas novas metodologias. A educação em tempos modernos está inter-relacionada com esses novos paradigmas que se entrelaçam, mas ela, também, deve promover com sua filosofia e procedimentos a formação do sujeito. De um lado temos os recursos, a racionalidade e a objetividade da tecnologia, e, do outro, o homem, também com seus recursos e suas potencialidades que devem ser trabalhados e desenvolvidos. Acrescem-se, ainda, as modificações que ocorrem nas relações sociais e a partir dos resultados ou conseqüências advindas dos avanços científicos-tecnológicos.

    Se a educação, por um lado, tem um compromisso com a transmissão do saber sistematizado, por outro, ela deve conduzir à formação do educando fazendo-o capaz de viver e conviver na sociedade, participar de sua vida na relação com o outro. Não podemos, então, separar a tecnologia do homem, tanto no sentido de possuir conhecimentos e saberes para produzi-la, como para saber se a tecnologia pode e vai influenciar na sua subjetividade. O que dificulta ainda mais esse papel na educação é que este saber não mais existe de forma linear e hierárquica, ele se produz em redes de conhecimento que estão disponíveis dentro e fora da Escola, onde sistematicamente ocorre a educação. Está subjacente à criação e à utilização da tecnologia um conjunto de conhecimentos, crenças, hábitos, valores que se mesclam no interior do indivíduo, construindo a sua própria subjetividade. Podemos acrescentar a esse contexto, onde a tecnologia é produzida e consumida, a questão cultural da aquisição da mesma e da complexidade de sua utilização.

    A importância da tecnologia na sociedade esta disseminada em todos os seus domínios e seus reflexos ultrapassam aos seus resultados e produtos para relacionar-se entre si numa cumplicidade permanente. Não se pode avaliar ou indicar com precisão aonde as tecnologias levarão o homem neste novo milênio, alguns exemplos nos são apresentados, como a globalização, as novas políticas do governo e os novos grupos formados na sociedade(virtualizados).

    Tecnologia na educação


    Tecnologia é uma forma de conhecimento. "Coisas" tecnológicas não fazem sentido sem "saber-como" usá-las, consertá-las e fazê-las(Evans e Nation (1993, p.199) appud Belloni (1999, p.52), para esta autora pedagogia e tecnologia, no seu sentido mais geral, sempre foram elementos fundamentais e inseparáveis da educação.

    A tecnologia se apresenta como uma alternativa viável para a educação, na medida em que tende a ter menos custos, a avançar em ritmo mais acelerado de proporcionar novas experiências sociais, por meio da comunicação mediada pelas redes, vídeos ou teleconferências e outras tecnologias, nos aproximando do mundo em questão de segundos, estabelecendo uma teia de relações da qual a educação precisa, cada vez mais, se apropriar tanto par a o uso no ensino em seus vários níveis, quanto no da pesquisa.

    A tecnologia na Educação pode colaborar para que se atenue o atual e espantoso quadro de carências pedagógicas nacionais, promovendo a qualificação e aperfeiçoamento de professores, necessidade identificada em todos os sistemas de ensino para cujo atendimento as soluções convencionais se têm mostrado insuficientes, a educação continuada, a educação para o desenvolvimento da comunidade, aperfeiçoamento técnico-profissional, inclusive de nível superior, pós-superior, em face da possibilidade de oferecer ensino para atendimento à clientela em locais e horários adequados às suas virtualidades.

    Para Moram , as tecnologias não mudaram necessariamente a relação pedagógica existente entre aluno, professor, sociedade e instituições. As tecnologias tanto servem para reforçar uma visão conservadora, individualista como uma visão progressista. A pessoa autoritária utilizará o computador para reforçar ainda mais o seu controle sobre os outros. Por outro lado, uma mente aberta, interativa, participativa encontrará nas tecnologias ferramentas maravilhosas de ampliar a interação.

    Sabemos, que as tecnologias não substituem o professor, mas modificam algumas de suas funções. A tarefa de passar informações pode ser deixada em um Banco de Dados, livros, vídeos, programas em CD, e o professor passa agora a ser um estimulador da curiosidade do aluno por querer, por pesquisar, por buscar informações mais relevantes.

    As tecnologias permitiram um novo caminho para as instituições de ensino, ao abrir suas salas de aula e possibilitar que os alunos conversem e pesquisem com outros alunos, em outros lugares com realidades semelhantes ou diferentes. O mesmo acontece com os professores. Ambos encontram inúmeras bibliotecas virtuais, revistas online, textos, imagens e som, contribuindo assim, para que o processo de ensino e aprendizagem se torne dinâmico, inovador e com poder de comunicação e que realmente se concretize.

    A educação ganhou muito com o uso das tecnologias, quer seja como meio de transmissão do conhecimento, ou somente como apoio. Estas, que se apresentam cada vez mais atraentes e com capacidade de tornar-nos pessoas plenas, num mundo em grandes mudanças e que nos solicita a um consumo devorador e perigoso. É maravilhoso crescer, evoluir, comunicar-se plenamente com tantas tecnologias de apoio. É frustrante, por outro lado, constatar que muitos só utilizam essas tecnologias na suas dimensões mais superficiais, alienadas ou autoritárias.

    O uso das novas tecnologias para uma nova educação


    As tecnologias são usadas na educação há muito tempo, e conheceram um maior desenvolvimento nos anos 80 com o aparecimento dos computadores pessoais, mais acessíveis e com o aperfeiçoamento das redes de telecomunicações. Também nos anos 90, houve um crescimento muito grande e um interesse nas tecnologias, por parte dos estudantes, professores, pesquisadores, etc., a partir de inúmeras oportunidades surgidas com o desenvolvimento da Internet, o que proporcionou um meio extremamente rico de aprendizagem. Neste contexto, o termo tecnologia refere-se a informações acessíveis, assim como aos computadores pessoais com aplicações multimídia, à aplicação de redes de telecomunicações e ao acesso à Internet.

    A massificação da educação da era pós-industrial deu lugar a uma aprendizagem centralizada na obtenção de trabalhadores do saber, da qual apenas uma pequena parte é adquirida nas escolas.

    O ciclo vital do indivíduo potencia uma enorme variedade de canais de aprendizagem onde assumem particular relevo as Novas Tecnologias de Informação e de Comunicação na Educação, que possibilitam um sistema de auto-aprendizagem e de Educação a Distância.

    Este cenário, que tende a retirar parte da importância da escola e a colocá-la na casa de cada um, representa um desafio para os professores e para todos os responsáveis pela Educação, se não quiserem isolar a escola da realidade exterior e do mundo em mutação.

    Neste contexto, mudar é o que cada vez mais se exige das escolas.

    O crescimento dos conhecimentos científicos e técnicos tem se tornado cada vez mais ágil, não pertencendo mais apenas a um número reduzido de pessoas. A mudança de paradigmas, a construção e o desenvolvimento dos mesmos é realizado através da troca e da interação entre os indivíduos. O conhecimento tem se mostrado uma importante alavanca econômica e de rápida expansão, assim a necessidade de pessoas e empresas acompanharem as mudanças é imprescindível, fazendo investimentos no desenvolvimento e capacitação de indivíduos, utilizando para tal da educação através de novos mecanismos tecnológicos.

    Com a inserção dos novos meios de tecnologias em nossa vida, a educação caminha lado a lado com este contexto, pois se aproveitando destes mecanismos, ela abrange cada vez mais pessoas, em diferentes locais e com perspectivas variadas daquilo que receberão, influenciando muitas vezes, na facilidade e prazer do indivíduo em aprender.

    Além disto, o advento das redes de computadores e da mídia, os estudantes participam e entram em contato com os melhores pesquisadores das diversas áreas do conhecimento a que se tiver interesse específico. Desta forma, o professor não mais será apenas um propagador do conhecimento, como ocorria anteriormente, mas um incentivador da aprendizagem, gerenciando-a e propiciando uma troca no campo do saber.

    O processo educacional e de aprendizagem é de extremo movimento, assim, o educador como outros profissionais de outras áreas, devem conhecer e saber, para colocar em prática aquilo que está apenas no teórico podendo ocorrer um avanço na área educacional. A educação tem que interagir com o meio e o meio propõe novas tecnologias no ensino.

    À escola cabe adaptar-se, como o homem vem se adaptando a esses novos paradigmas. Assim como, a escola no passado educou para a agricultura, para o trabalho fábril, para a indústria, deve hoje educar para a multimídia, num processo de re-virtualização do conhecimento.

    Implica, portanto em des-mecanizar a aprendizagem, tornando dinâmico o ambiente. Sabe-se que o dado mais concreto, real e permanente que se tem, é o nosso próprio corpo, pois é nele que ficam registradas todas as experiências, as sensações e os sentimentos. O corpo é referência para qualquer aprendizado e construção do conhecimento. Então, para a escola sobreviver, deve-se modificar profundamente suas comunicações e seus objetivos, e pensá-la em função da sociedade atual e, sobretudo, da sociedade do futuro.

    O professor, sendo o veículo de transmissão de saberes da escola tradicional, será ele na escola que se quer moderna, o responsável pela introdução eficiente e eficaz das Novas Tecnologias na sala de aula, cabendo-lhe sintonizar-se com a sua época técnica, de forma a utilizar adequadamente os recursos tecnológicos. Deverá, portanto, possuir conhecimentos e capacidades para desenvolver eficientemente as suas funções.

    Deste modo, a introdução gradual das Novas Tecnologias na Educação está modificando a abordagem dos conteúdos nas várias disciplinas, em que a Internet e outras tecnologias, enquanto meios de abolição de distâncias por excelência, se assumem como recursos educativos com acesso privilegiado à infinidade de informação passível de ser integrada na esfera curricular.

    Assim, com a introdução da informática na sociedade de hoje, a escola é obrigada a rever seus paradigmas educacionais e buscar na tecnologia, resolver velhos problemas, como: a universalização do ensino, a qualificação docente e discente, e educação continuada..., mediante a tecnologias educacionais à distância, softwares educacionais, redes de computação (Internet e Intranet), ao mesmo tempo em que se renova, inova e, em se atualizando, aproxima o real do virtual, o visual do sensorial, o conhecimento acadêmico do conhecimento operativo.

    Surge, pois, adotar as escolas de meios capazes de proporcionarem aos alunos uma educação base que lhes permita, ao longo da vida, um enriquecimento contínuo dos saberes, que passará fundamentalmente por quatro vertentes: aprender a conhecer - aprender a fazer - aprender a viver em comum e aprender a ser.

    Com isso a escola passa a ter uma educação para a democratização da sociedade, no sentido da garantia de acesso às Novas Tecnologias, possibilitando a cada indivíduo meios para dominar a proliferação de informações, de forma a poder selecioná-las e hierarquizá-las com sentido crítico, atribuindo-lhes maior ou menor relevância de acordo com um projeto individual.

    As Novas Tecnologias apresentam-se no contexto educacional como recursos facilitadores de um ensino mais dinâmico, instrumental e socializador, capaz de informar e formar indivíduos de forma harmoniosa e enriquecedora, integrando-os numa aldeia global, mas respeitando-lhes a sua própria individualidade.

    Informar e formar é, por conseguinte, o binômio a ter em conta na nova era da educação que já se iniciou e que é irreversível. Contudo, as escolas muitas vezes obsoletas nas suas estruturas e equipamentos e dispondo de poucos recursos financeiros, têm sérias dificuldades em modificar as pedagogias de atuação face ao novo saber tecnológico. Também a inadequada e/ou deficiente formação da generalidade dos quadros docentes das diversas escolas do país pode resultar num poderoso entrave a todo este processo de mudança. Não tenhamos ilusões que, também na corrida às Tecnologias, definirão rankings em que vencedores e vencidos serão os alunos num processo que se pretenderia nivelador de oportunidades de acesso ao saber.


    Mediação pedagógica com o uso das novas tecnologias

    A mediação Pedagógica parte de uma concepção oposta aos sistemas de instrução baseados em meras transferências de informações e conteúdos. Entende-se por "Mediação Pedagógica" o tratamento do conteúdo e das formas de expressão dos diferentes temas, a fim de tornar possível o ato educativo dentro do horizonte de uma educação concebida como participação, criatividade, expressividade e relacionalidade.

    Para Masetto (2001, p.144), Mediação Pedagógica é "a atitude, o comportamento do professor que se coloca como um facilitador, incentivador ou motivador da aprendizagem, que se apresenta com a disposição de ser uma ponte entre o aprendiz e sua aprendizagem, não uma ponte estática, mas uma ponte "rolante", que ativamente colabora para que o aprendiz chegue aos seus objetivos". Podemos citar ainda que é uma forma de se apresentar e tratar um conteúdo ou tema que ajuda o aluno a coletar informações, organizá-las, discuti-las, manipulá-las e debatê-las com seus colegas, com o professor e com outras pessoas, até chegar a produzir um conhecimento que seja significativo para ele, conhecimento que se incorpore ao seu mundo intelectual e vivencial, e que o ajude a compreender sua realidade humana e social, e mesmo, a interferir nela.

    A Mediação Pedagógica evidencia o papel de sujeito do aprendiz e o fortalece como autor de atividades que lhe permitirão aprender a conseguir atingir seus objetivos, a dar um novo colorido ao papel do professor e aos novos materiais e elementos com que ele deverá trabalhar para crescer e se desenvolver.

    Ao conceituarmos Mediação Pedagógica, vimos que ela acontece na postura do professor, na forma de tratar um conteúdo, no modo de estabelecer relacionamentos entre alunos, e destes com seu contexto maior. Esta relação está diretamente ligada formas e técnicas utilizadas para favorecer a aprendizagem, as quais Masetto (2001), chama de "Técnicas Convencionais e Uso das Novas Tecnologias".

    As Convencionais são as que utilizamos já há algum tempo e que são muito importantes para a aprendizagem em processos presenciais, apesar de seu uso não ser freqüente em todas as salas de aulas, ou porque os professores não as conhecem, ou porque não dominam sua prática, no entanto para outros tem servido para dinamizar o processo de aprendizagem de seus alunos. Entre as existentes, podemos citar algumas: apresentações grupais e individuais, desenhos, deslocamentos físicos de alunos, dramatização, estudo de casos, estágios, aulas práticas, visitas, dinâmicas de grupo, aulas expositivas com recursos áudio visuais, pesquisas, projetos, etc.

    As técnicas convencionais apresentam-se com uma forte conotação de Mediação Pedagógica, ou seja, como capazes de se constituírem instrumentos de aprendizagem significativa, e de aprendizagem que significa desenvolvimento da totalidade humana.

    A Mediação Pedagógica utilizando-se das "Tecnologias", ainda não é comun em salas de aula, isto provem de vários fatores acontecidos na história da educação e no próprio profissional da Educação, ou seja no "Professor". Primeiro nunca na educação valorizou-se o uso da tecnologia visando tornar o processo de ensino e aprendizagem mais eficiente e mais eficaz. Esta desvalorização tem a ver com experiências vividas nas décadas de 1950 e 1960 quando se procurou impor o uso de técnicas nas escolas, baseadas na Teoria Comportamentalista , que, ao mesmo tempo em que defendia a auto-aprendizagem e o ritmo próprio de cada aluno nesse processo, impunha excessivo rigor e Tecnicismo para se construir um plano de ensino, definir objetivos de acordo com determinadas taxionomias, implementar a instrução programada, a estandartização de métodos de trabalho para o professor e de comportamentos esperados dos alunos. Este cenário tecnicista provocou inúmeras críticas dos educadores da época, e uma atitude geral de rejeição ao uso de tecnologias na educação.

    Outro fato que pode nos ajudar a entender a razão da não-valorização do uso da tecnologia em educação, está nos próprios cursos de formação de professores (cursos de Licenciatura em geral e de Pedagogia), percebe-se por parte dos alunos e professores a valorização do domínio de conteúdos nas áreas específicas em detrimento das disciplinas pedagógicas. Nos próprios cursos, o uso de tecnologias adequadas ao processo de aprendizagem e para motivar o aluno não é tão comum, e as vezes inexistente, também há a inexistência de disciplinas que levam o conhecimento sobre as tecnologias, seu uso e sua importância na formação do futuro professor e no crescimento da aprendizagem de seu aluno, o que faz com que as novos professores do ensino fundamental e médio, ao ministrarem suas aulas, praticamente copiem o modo de fazê-lo e o próprio comportamento de alguns de seus professores de faculdade, dando aula expositiva e, às vezes sugerindo algum trabalho em grupo com pouca ou nenhuma orientação e interatividade.

    A necessidade do conhecimento pelo professor sobre as tecnologias e seu uso na educação é de fundamental importância, pois a velocidade e a quantidade de informações que se pode ter acesso a rede de computadores, por exemplo, não tem proporções. Os educadores, como qualquer profissional atualizado, precisam tomar conhecimento e saber utilizar a tecnologia, pois, os estudantes de todas as classes sociais convivem com a tecnologia, seja em casa, com vídeo games, seja no trabalho, nos bancos, lojas e supermercados, ou através de filmes e da televisão.

    A mediação pedagógica utilizando as Novas Tecnologias é compreendido pelo uso da informática, do computador, da Internet, do CD ROM, da hipermídia, das multimídias, vídeo e teleconferências, de ferramentas para Educação a Distância, como chats, grupos ou listas de discussão, correio eletrônico, etc., e de outros recursos e linguagens digitais que atualmente dispomos e que podem colaborar significativamente para tornar o processo de educação mais eficiente e mais eficaz.

    Essas Novas Tecnologias cooperam para o desenvolvimento da educação em sua forma presencial, uma vez que podemos usá-las para dinamizar nossas aulas em cursos presenciais, tornando-os mais vivos, interessantes, participativos, e mais vinculados com a nova realidade de estudo, de pesquisa e de contato com os conhecimentos produzidos. Cooperam também, e principalmente, para o processo de aprendizagem a distância, uma vez que foram criadas para atendimento desta nova necessidade e modalidade de ensino.


    O uso das tecnologias no processo ensino e aprendizagem


    Na educação, até alguns poucos anos atrás, sabemos que o ensino era priorizado em relação à aprendizagem. O sistema educacional colocava desafios que freqüentemente se limitavam ao surgimento de programas de ensino previamente estabelecidos, com pouca possibilidade de interferência criativa e crítica dos alunos e mesmo dos professores. O ensino era de massa como a produção nas indústrias, o aluno era padrão e a sala de aula era desestimulante.

    O professor era alguém lá na frente "dando" aula para uma turma de alunos relativamente pouco interessados em qualquer coisa que fosse além dos quesitos da avaliação formal. Nessa educação, o aluno era mais objeto que sujeito, o professor era mais vítima que autor, o ambiente de aprendizagem era mais a limitação que uma liberdade. Ao professor cabia organizar e distribuir informações e tarefas. Dos alunos esperava-se especialmente disciplina, obediência e passividade.

    As reações a esse modelo já começaram há algum tempo, mas no entanto ainda são poucas e confusas. Há ainda, uma enorme distância entre o discurso e a prática.

    Como sabemos, as demandas de aprendizagem aumentaram e estão mais exigentes. Há muito que aprender, de modo mais profundo e em menos tempo do que cabe em uma vida comum. Então chegamos a uma nova concepção, na qual essas novas necessidades de aprender podem ser atendidas pelo inusitado aparelhamento dos ambientes humanos para esse fim. A educação mecanizada esgotou-se enquanto modelo capaz de atender às necessidades da comunidade humana e já começamos a presenciar o surgimento de novos conceitos.

    Conceitos, estes que são de transformação, e já começam a se disseminar e a buscar nichos institucionais que sustentem inovações. Um número cada vez maior de Instituições e profissionais de ensino que se dedicam a estruturar ambientes onde floresça um novo paradigma de ensino e aprendizagem. É clara a tendência e utilização das tecnologias como ampliação dos espaços no ensino e na aprendizagem.

    Essas tecnologias inovadoras, vêm provocando inúmeras mudanças no cotidiano das pessoas, criando diferentes modos de vida, de pensamento e de percepção. No processo educativo, as tecnologias têm exigido um novo redimensionamento nos processos de Ensinar e Aprender. Até então, a educação esteve e ainda se encontra "presa" numa visão positivista de mundo em sua organização escolar, na separação dos conhecimentos através das disciplinas, na separatividade entre conteúdos e metodologias e entre quem ensina e quem aprende, e na ênfase à transmissão de conteúdos através de métodos e técnicas mais apropriadas. Nesta perspectiva as tecnologias vêm servindo de meios, de instrumentos para levar os sujeitos a terem acesso ao conhecimento.

    A aprendizagem, por sua vez, pautada em uma abordagem behaviorista , se reduz a assimilar, memorizar, copiar e imitar modelos daquilo que é ensinado. O processo educativo deve criar situações experimentais capaz de levar o aluno a operacionalizar estas situações a partir de estímulos ambientais. As chamadas tecnologias tradicionais, a fala, a escrita e a imprensa, são necessárias à construção e transmissão do conhecimento e exercem o controle do aprendizado do aluno.

    Mas o uso das tecnologias está mudando estes paradigmas tradicionais, com a velocidade de informações existentes, a interatividade, a possibilidade de trabalhos cooperativos, elas se apresentam como uma nova maneira de ensinar e aprender.

    O imenso potencial das novas tecnologias sobre o ensino e aprendizagem pode trazer muitas contribuições tanto para os alunos quanto para os professores.

    As contribuições possíveis para a aprendizagem são as seguintes em relação ao aluno:
    · Esses recursos estimulam os estudantes a desenvolverem habilidades intelectuais;
    · Muitos alunos mostram mais interesse em aprender e se concentram mais;
    · As novas tecnologias estimulam a busca de informações sobre um assunto e de um maior número de relações entre as informações;
    · O uso das novas tecnologias promovem cooperação entre os alunos.

    Contribuições possíveis para a função do professor:
    · Através das novas tecnologias os professores obtêm rapidamente informação sobre recursos instrucionais;
    · Se o potencial das novas tecnologias estiver sendo explorado, o professor interage com os alunos mais do que nas aulas tradicionais;
    · Professores começam a ver o conhecimento cada vez mais como um processo contínuo de pesquisa;
    · Por possibilitar rever os caminho da aprendizagem percorridos pelo aluno, as novas tecnologias facilitam a detecção pelos professores dos pontos fortes, assim como das dificuldades específicas que o aluno encontrou, com aprendizagem incorreta ou pouco assimilada.

    Educar, significa colaborar para que professores e alunos transformem suas vidas em processos de aprendizagem. É ajudar os alunos na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional, do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais e profissionais e tornar-se cidadãos realizados e produtivos. E, no mundo em que vivemos, onde a informação passou a ser o papel principal do cenário, todos estamos reaprendendo a conhecer, a comunicar-nos, a ensinar e aprender, a integrar o humano e o tecnológico, a integrar o individual, o grupal e o social.

    Com isso, há uma mudança grande no processo de ensino e aprendizagem, no que diz respeito a qualidade, isto acontece quando conseguimos integrar dentro de uma visão inovadora todas as tecnologias: as telemáticas, as audiovisuais, as textuais, as orais, musicais, lúdicas e corporais.

    Com tudo, é importante deixar claro que os bons resultados das novas tecnologias no ensino e aprendizagem, dependem do uso que se faz delas, de como e com que finalidade elas estão sendo usadas. Não se pode esperar que o computador ou as tecnologias façam tudo sozinhos. Eles trazem informações e recursos, cabe ao professor planejar a aplicação deles em sala de aula e ao aluno saber tirar o melhor proveito possível.

    http://www.nead.uncnet.br/2004/revistas/...
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