Anônimo
Anônimo perguntou em Sociedade e CulturaReligião e Espiritualidade · Há 1 década

Alguém sabe me explicar "EXATAMENTE", o que significa SINCRETISMO RELIGIOSO , e qual a sua origem?

10 Respostas

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  • Melhor resposta

    Sincretismo é uma religião usar conceitos de outras para explicar seus fundamentos.

    Exemplo Umbanda e Budismo creem no carma, a umbanda usa os mesmos termos e os mesmo exemplos do budismo tibetano não cria novas palavras , nem novas formulas.

    Umbanda e Espiritismo, tanto o espiritismo quanto a umbanda tem como racional e verdadeira a codificação feita por Kardec.

    Isto é sincretismo.

    Há muitos anos eu era contra, mas nem era umbandista ainda, era um pesquisador, foi quando descobri que era médium psicógrafo e recebi esta mesnagem abaixo do Rabino Mustafá Lephet:

    Peço licença para encaminhar uma psicografia do espírito do Rabino Mustafá Lephet, judeu quando encarnado, hoje trabalha na doutrinação nas casas espíritas e de umbanda.

    mensagem recebida em 16/04/1998.

    "o Sincretismo sempre foi visto como "interferência" ou "impureza" de uma doutrina.

    Olha-se com desdém um culto sincrético, como fosse resultado da incapacidade de se resolver "doutrinariamente".

    Vou apresentar uma outra visão do sincretismo. O sincretismo da tolerância, do respeito, da aceitação de verdades perenes.

    O sincretismo do amor ecumênico possível entre os homens. O sincretismo de união, de fraternidade e de aproximação.

    Por que encontrar novas palavras para Verdades já ensinadas? Para dividir, distinguir, discriminar e fomentar ainda mais a intolerância entre irmãos.

    Abençoado seja o sincretismo religioso que aproxima os irmãos numa mesma família.

    Não significa que haverá uma fusão de crenças e sim que será possivel ao homem compreender ao irmão que pensa, sente e ama diferente, mas na essência é e sempre será um irmão, filho do mesmo Pai, mas com personalidade própria."

    PS = Jesus Cristo é Oxalá, Xangô é São Jeronimo ou Sao João Batista ou São Pedro (Xangô Adulto, Xango Agodo jovem e Xango Kao velho, respectivamente)

  • Anônimo
    Há 1 década

    Na época da escravidão, os negros eram proibidos, pelos seus Donos, de praticar a sua religião.

    Então sabiamente, os escravos acharam uma saída.

    Quando os feitores, se aproximavam, deles, e estavam rendendo homengens, aos seus "Santos", passaram a chama-los, pelo nome que os cristãos conheciam,:

    Os Negros, em suas tribos de Origem, cultuavam os Orixás,para não desagrar os brancos, e sofrerem represálias, passaram a chamá-los, pelos nomes dos santos dos brancos, ou seja:

    Xangô = Jesus Cristo

    Ogum = São Jorge

    Oxum = N.S.Aparecida

    Ere-Ibeji= Cosme-Damião

    E assim sucessivamente, isso chama-se sincretismo, ou seja o mesmo nome, dado para santos de outra religião.

    Fonte(s): Mais informações e Fotos dos Orixás, pesquise no site: , www.umbandaime.com.br.
  • Há 1 década

    Irmã, vou tentar responder da forma mais sucinta e prática possível.

    Os negos africanos, quando foram trazidos para cá, carregavam a crença em seus amados orixás, porém, por ser o Brasil uma colônia de Portugal, um país predominantemente católico, os negros eram obrigados a adorarem os santos católicos.

    Daí surgiu o sincretismo religioso, no qual os negos assimilavam um santo conforme a energia predominante de um orixá específico.

    Por exemplo, Ogum, o orixá guerreiro, foi sincretizado com São Jorge, então quando os negros "batiam cabeça" para a imagem de São Jorge, seus Senhores achavam que tinha "dobrado ' fé" de seus escravos, mas em coração, era para Ogum que o escravo fazia sua saudação.

    Espero ter ajudado,

    Axé!

    Pandora

  • STAR
    Lv 7
    Há 1 década

    Olá Alcina! - Vc me add e eu continuo sem add, rsrsrs

    Vou lhe explicar sobre o sincretismo.

    O período colonial -marcado pelas grandes fazendas e coronéis - tinha como economia a monocultura da cana-de-açúcar. Negros africanos para cá foram trazidos para o trabalho escravo nessas fazendas.

    Os negros nada traziam, pois não tinham bagagem material.

    Contudo, trouxeram seus hábitos, costumes e crenças.

    Nest período havia um domínio grande da Igreja Católica, com todos os seus dógmas.

    Os escravos eram proibidos de professarem suas crenças e ritos. A igreja alegava ser crença demoníaca.

    Nas grandes fazendas era comum, além da casa grande, zenzala e moenda, a edificação de uma capela.

    Um altar bem organizado enfeitava estas capelas. Por baixo do pano ou de uma outra maneira camuflada, nesta mesma igreja, os escravos rendiam homenagem religiosas aos seus santos.

    Como não tinham imagem, atribuiam aos santos da igreja católica os nomes dos seus deuses.

    Posso lhe dizer, de uma forma mais reduzida, que sincretismo é um santo servindo à duas seitas e com nomes diferentes.

    Um exemplo de santo sincrético: São Jorge, para a igreja Católica e Ogum para o Candomblé.

    Cosme e Damião também são santos do sincretismo.

    Eita!!! Será que consegui te responder?

    bjs

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  • Anônimo
    Há 1 década

    "Os homens ficam mais velhos, mas isso não os melhora muito."

  • Há 1 década

    sincretismo é vc conhecer todas as religiões e depois fazer uma mistureba e acreditar nela.

    teve início des de o início dos tempos.. a igreja católica atual, por exemplo, surgiu de uma mistura da fé Cristã com a religião do Deus sol (a qual constantino era membro, dizem que ele se converteu, mas é mentira!), e a religião do Deus sol veio das crenças gregas, egípcias... que vieram das mais antigas manifestações religiosas, que creêm na natureza, na água, no sol...

  • Há 1 década

    Vejamos:-

    Definição de SINCRETISMO

    Significado de SINCRETISMO

    O Que é SINCRETISMO

    s.m. Sistema filosófico ou religioso que tende a fundir numa só várias doutrinas diferentes; ecletismo. / Amálgama de concepções heterogêneas. / Psicologia Percepção global e confusa que, segundo certos psicólogos, seria a primeira percepção da criança, e da qual emergiriam em seguida objetos distintamente percebidos.

    A palavra em si é auto explicativa o "religioso" usado após a palavra Sincretismo é apenas um "enfeite".

    Coisa de brasileiro que tende a usar "adjetivos" para parecer mais "inteligente".

    Angela

  • Há 1 década

    Ola irma! Posso te dar a informacao correta com fontes seguras!

    Sincretismo religioso é a fusao ( mistura) de varias doutrinas e crenças.

    Sua origem veio desde quando o homem começou a "criar"deuses para suprir a necessidade do unico Deus que existia. Dai por diante, existiram varias e varias misturas entre religioes.

    Por exemplo.. Na africa, quando os africanos foram "catequisados", por haver misturas e mais misturas entre religioes e doutrinas, acabou se criando um sincretismo de uma religiao maldita. E ao virem para o Brasil como voce pode ver, a mesma se propagou e ate deu origem a outros sincretismos, devido a continuacaodestas misturas.

    A paz do Senhor! Fique com Deus! O unico que existe e sempre existiu! ( E SEMPRE EXISTIRÁ! ALELUIA!)

  • Há 1 década

    O sincretismo religioso é definido como a fusão de duas ou mais crenças religiosas. No Brasil, surgiu como refúgio dos negros que assim podiam exercer seu culto, proibido na época, de forma dissimulada, fingindo estar adorando os santos católicos enquanto, na verdade, veneravam suas próprias entidades.

    Assim, associar um orixá a um santo católico era uma estratégia encontrada pelos escravos para manter acesas suas crenças e rituais, ao mesmo tempo em que ludibriavam os senhores, fazendo-os acreditar que eram os santos católicos a razão de sua devoção.

  • Há 1 década

    Uma informação ampla para que você possa entender foi-nos apresentado pela revista Despertai do dia 22/02/84. Como ela apresenta com detalhes o "sincretismo" religioso brasileiro, considerei muito bom passar à você. - Leia:-

    VÁRIOS ANOS atrás, no Brasil, uma bem-conhecida atriz de televisão batizou seu filho adotivo. De manhã ele foi batizado segundo os ritos da Igreja Católica Romana, de tarde segundo os ritos do candomblé (religião afro-brasileira). Mais tarde, seria batizado segundo os ritos Messiânico e Rosa-Cruz. A mãe, orgulhosamente, explicou: “Isso é para ele ter a proteção de todas as religiões quando crescer.”

    Surpreende-o o conceito aberto sobre religião demonstrado por ela? No Brasil isso não é incomum. Até mesmo os clérigos são afetados.

    Algum tempo atrás, certo sacerdote católico-romano mudou-se para o estado da Bahia, a fim de estudar as religiões afro-brasileiras. Ele acabou aderindo a uma delas! O caso dele foi publicado no jornal International Herald Tribune, que disse que ele serviu quatro anos como líder de um terreiro de candomblé. Como tal, regularmente invocava os espíritos para que intercedessem em favor dos freqüentadores. “Mas isso não significa que ele tenha abandonado seu catolicismo romano”, disse Tribune. O sacerdote explicou: “Eu sempre falo com Deus através de Jesus e nunca através dos espíritos.”

    Existe um termo técnico para designar essa mistura de crenças de diferentes religiões. É“sincretismo”. Talvez se surpreenda, mas milhões de brasileiros misturam com a maior naturalidade celebrações católicas-romanas com a adoração de deuses antigos, pagãos. Como tudo começou?

    “No Brasil o sincretismo é um fenômeno antigo, pois desde o início da colonização já o encontramos no quilombo dos Palmares [refúgio de escravos fugitivos] . . . encontramo-lo em Cuba, no Haiti, da mesma forma que no Brasil.” Assim escreveu o historiador Roger Bastide em seu livro “Contribuição ao Estudo do Sincretismo Católico-Fetichista”.

    O Processo da Mistura

    O autor prossegue explicando que o processo se seguiu à importação de escravos da África: “Chegando ao Brasil os negros eram catequizados [ao catolicismo] de maneira vaga, [e] eram, pelo menos, batizados. No entanto nada compreendiam dessa religião que lhes ensinavam à força.” Que fizeram os escravos? Eles simulavam praticar essa nova religião, mas em sua mente e em seu coração continuavam a adorar os deuses de sua terra anterior, na África

    O resultado? Gradualmente, “o catolicismo se transformava . . . num meio de disfarce de suas crenças tradicionais: na verdade o santo [católico] não era adorado, mas sim, por trás dele, o orixá [deidade africana] correspondente. O catolicismo não passava duma fachada que escondia um ritual secreto. . . . No sincretismo o cristianismo fornece apenas as palavras portuguesas; afora isso tudo é fetichismo”, segundo Bastide.

    Algo similar aconteceu com os índios nativos. Outro historiador escreveu: “Os indígenas deste país, embora lhes ensinem os evangelhos há muito tempo, não são mais cristãos agora do que o eram no momento da conquista. . . . Na atual Bolívia e no sul do Peru, a velha divindade pagã Pacha-mama (a Terra-mãe) ainda permanece viva, mesmo se a assimilam à Virgem. . . . No México, o culto da virgem de Guadalupe tem suas raízes no culto da deusa Tonantzin (Mãe dos deuses . . .).” — Mecanismos da Conquista Colonial, de Ruggeiro Romano.

    William H. Prescott, historiador da conquista do México, disse a respeito dos índios naquele país: “Dele exige-se apenas que transfira sua homenagem da imagem de Quetzalcoatl, a deidade benevolente que andou entre os homens, para a da Virgem ou da Redentora; da Cruz, que ele tem adorado qual emblema do deus chuva, para a mesma Cruz, o símbolo da salvação.” — History of the Conquest of Mexico, de William H. Prescott.

    Ao passo que os ritos católicos eram assim enxertados nas formas africanas e nativas de adoração, crenças não cristãs por sua vez infiltravam-se no catolicismo. Waldemar Valente escreveu: “O catolicismo . . . salpicou-se de idéias supersticiosas, de crendices, de conceitos mágico-fetichistas.” — Sincretismo Religioso Afro-Brasileiro.

    É Bom ou Ruim?

    Como encara tal mistura religiosa? Alguns talvez fiquem contrariados, achando que isso é uma corrupção do cristianismo. Outros, porém, talvez não o considerem uma coisa ruim. Através da história, incontáveis vítimas têm morrido em guerras religiosas, cruzadas, perseguições e motins. O que acontece no Brasil, talvez digam, pelo menos é melhor do que isso!

    Outros, ainda, talvez se perguntem por que essa preocupação toda. Poderiam dizer que a própria religião católica é produto de pelo menos três tradições religiosas: O cristianismo bíblico, a filosofia grega e as religiões pagãs populares do Oriente Médio e da Europa. Como isso se deu?

    A Igreja Católica ensina que a Bíblia é a Palavra de Deus, e desta se originam muitos dos nomes e dos conceitos que ela usa na adoração. Contudo, os teólogos católicos foram fortemente influenciados pelas filosofias dos antigos gregos pagãos, e isto se fez sentir nos seus ensinos. Por exemplo, a doutrina da imortalidade inerente da alma humana não aparece na Bíblia. (Ezequiel 18:4, 20) Contudo, foi ensinada pelos filósofos gregos e é agora uma doutrina fundamental do catolicismo.

    A terceira tradição, as religiões populares pagãs, marca presença em muitas das crenças da Igreja. O Natal e a “Páscoa”, o uso da cruz e de imagens nos ritos, e a adoração de uma “Trindade”, de “santos” e da “Mãe de Deus” procedem todos — não da Bíblia — mas dessas religiões. Neste ponto talvez se lembre que o cardeal John Henry Newman em Ensaio Sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã, em inglês, fornece longa lista de práticas tradicionais, incluindo “incenso, lâmpadas e velas; promessas, . . . água benta; asilos; dias santos . . .”, dizendo em seguida que são “todas de origem pagã, e santificadas por sua adoção na Igreja”.

    Assim, pode-se dizer que a mistura religiosa, ou sincretismo, que ocorre no Brasil, é meramente continuação de um processo histórico. É como você o encararia? É interessante que muitos ligados à Igreja Católica Romana não o encaram dessa forma. Declarações de alguns de seus líderes revelam profunda inquietação.

    A revista Time disse que o papa João Paulo II, durante sua visita ao Brasil, advertiu que o cristianismo pode aceitar as “expressões culturais de qualquer povo”, mas não deve “mutilar” seus próprios ensinos. O cardeal Brandão Vilela teme que o povo brasileiro esteja entrando num período de “africanização”. Quando viu as multidões que se mobilizaram em todo o país para a cerimônia em honra à deusa Iemanjá, ele atacou o “abuso do sincretismo religioso”.

    Esses dois líderes da Igreja criticaram a “mutilação” da doutrina. Naturalmente, isto não preocupa a alguém que encara a religião meramente como assunto de opinião pessoal. Para este, uma doutrina é tão boa quanto a outra. Mas, muitos sabem que tal “mutilação” teve resultados desastrosos em tempos idos.

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