Alguém poderia me passar um resumo bem específico sobre a Idade Moderna ou Contemporânea?

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É um trabalhinho pra faculdade.. Mas a profª pediu pra não ser cópia da net.
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  • @lmyr respondido 7 anos atrás
Primeira vez que respondo uma pergunta aqui, mas vamos ver o que sai.

1) Breve comentário

A Idade Moderna é um período da História que
tem início no século XV, mais especificamente
com a tomada de Constantinopla pelos Turcos
em 1453, e finaliza-se no século XVIII, quando os
revolucionários franceses destituíram o poder absolutista
de Luis XVI com a queda da Bastilha em 14 de Julho de 1789.

2) Eventos que presenciaram a Idade Moderna

Em um período marcado pela ascensão de uma
nova classe social, as atividades burguesas, ainda
frágeis, representam a tendência de consolidação
de uma nova ordem econômica: o capitalismo que
começa a dar seus primeiros passos já no final da
Idade Média com o arruinamento do feudalismo. A
partir de então, todas as mudanças políticas, sociais
e econômicas se desencadearam num "efeito dominó"
culminando com o Renascimento cultural, que representou
um elo de uma vasta cadeia que assinalou a transição da
Idade Média para a Idade Moderna. Todos os
acontecimentos apontavam a tendência da História em se
enquadrar nos novos moldes de um sistema cuja fase
inicial é o capitalismo comercial, atingindo
o campo político (absolutismo monárquico),
cultural (renascimento cultural), religioso (reforma protestante),
econômico (revolução comercial) e
científico (renascimento científico).
O mundo moderno se assentou num modelo mercantilista,
cujo sinônimo de poder era a acumulação de metais
preciosos(bulionismo) oriundos de lugares,chamados colônias
, julgados inferiores necessitados de um tutor que
possuísse uma missão civilizatória, o colonizador
vindo da metrópole, valendo lembrar a utilização de
trabalho árduo e compulsório, seja ele escravista africano
ou nativista indígena, e a resistência colonial a seus
dominadores por meio de revoltas . Além disso,a burguesia
recebia no campo político um apoio essencial do
Estado Nacional, que se formara numa conjuntura de
ascensão de uma frágil burguesia e de decadência da nobreza,
ambos visando através do fortalecimento da figura real
uma forma de reestruturação ou fortalecimento,
em suas atividades mercantilistas.
A reforma protestante também mostrou-se no
campo religioso como uma forma de justificar
a ascensão da burguesia e suas atividades,
principalmente através dos calvinistas que pregavam
o rigor da disciplina, a valorização da moral do
trabalho e da poupança, oferecendo aos setores
burgueses uma justificativa religiosa sólida e bem
elaborada para suas atividades.
O próprio renascimento científico levou as bases
da ciência moderna através do experimentalismo
e do racionalismo, além de significar a retirada do
monopólio da explicação do mundo e da natureza
das mãos da Igreja, predominante no período medieval,
abrindo caminho para uma ciência leiga, livre de
limitações e dogmas, era o triunfo do racionalismo.
Com o decorrer do tempo, a própria imagem do
rei foi se desgastando, tendo em vista seu autoritarismo
e incontestabilidade firmados por teóricos absolutistas
ao afirmarem, como exemplo, a teoria do direito divino (Jacques Bossuet),
a teoria do contrato social (Thomas Hobbes)
e a justificativa de se utilizar métodos violentos
para reprimir seus subordinados visando o bem-estar
da nação (Nicolau Maquiavel). Surge ,a partir daí, uma
ideologia burguesa para criticar o absolutismo monárquico
vigente, o iluminismo, cujo início é despertado com a
revolução gloriosa de 1688 na Inglaterra, se instalando uma
monarquia parlamentar e consolidando o liberalismo político.
Filósofos iluministas, como John locke,
contemporâneo da revolução gloriosa, Montesquieu,
Rosseau e Voltaire trazem um projeto que levou a
burguesia a pensar criticamente a tradição cultural
e o Estado, propondo a transformação da antiga
ordem num mundo completamente novo, o mundo burguês.
O movimento cultural do século XVIII,então,
inspirou movimentos de caráter liberal - revolucionário
não só na Europa, pretendendo derrubar o antigo regime,
mas também na América, alterando os ânimos coloniais,
levando às guerras em busca de emancipação política
em relação à metrópole.O expoente da influência do
iluminismo foi a Revolução Francesa, que selou
definitivamente o Antigo Regime na França.
Os ideais liberais políticos como a formação de
uma constituição, a tripartição do poder real, a garantia
de liberdade de expressão e imprensa e liberais econômicos
como a não intervenção do Estado na economia, a auto
regulação da produção através da mão invisível da economia
possibilitaram a consolidação do capitalismo na
Inglaterra através da Revolução Industrial,
já inserida em um regime liberal-constitucional
com a Revolução Gloriosa de 1688.
Enquanto a Revolução Francesa sepultou na
ordem política definitivamente o Antigo Regime
na França, a Revolução Industrial consolidou na
ordem econômica a supremacia da burguesia industrial,
dando início a uma nova fase do capitalismo:
capitalismo industrial, iniciando a Idade contemporânea.

Source:

Cláudio Vicentino( História para Ensino médio - Séries parâmetros)
Myriam Becho Mota ( História das caverna ao terceiro Milênio)

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  • H. Sue ♥ G. Gê respondido 7 anos atrás
    IDADE MODERNA


    O RENASCIMENTO


    Objetivo:


    Esta lição tem como objetivo mostra onde, como e porque o renascimento surgiu. Como ele afetou a maneira de viver da sociedade da época e quais foram seus benefícios para as gerações atuais.



    Pré-requisitos:


    Para melhor entendimento desta lição é de interesse ver as lições da idade média.



    O RENASCIMENTO


    MUDANÇAS NA SOCIEDADE


    O período da mudança do feudalismo para o capitalismo causou várias modificações também nas artes, no pensamento e no conhecimento científico. Visto que as transformações começadas na Baixa Idade Média estimularam a Revolução Comercial na idade moderna. Essas mudanças eram influenciadas pela expansão comercial, reforma religiosa e ao absolutismo político. Abrangeram os séculos XIV até XVI, chamado assim de renascimento cultural.



    Esse movimento de origem burguesa destacava uma cultura laica, ou seja , sem a interferência da igreja. Já que para ela, sentimentos como alegria, prazer, riso eram ligados a coisas inferiores. As tentativas de explorar a ciência era considerado heresia. O renascimento abriu uma porta para o conhecimento e os estudos. Devido a preocupação maior dos renascentistas ser a vida humana, este movimento também foi chamado de Humanismo.



    HUMANISMO


    O humanismo era a valorização de matérias que envolviam a vida humana, como matemática, línguas,história e filosofia laica. Procurava nas pessoas suas belezas, seus aspectos positivos, ou seja aspectos mais ligados ao pensamento burguês do que ao da igreja.



    O humanismo , ou seja , o homem sendo o centro das atenções, do universo, daí o termo Antropocentrismo.



    A paixão pelos clássicos gregos volta a surgir. Um detalhe importante, o fato de ser estar valorizando qualidades humanas não quer dizer que o homem renascentista tenha se tornado ateu. Ao contrário, ele manteve a idéia de que o criador de todas as coisas foi Deus. Ele simplesmente mudou a maneira de pensar sobre estas criações. A terra passa a ser um lugar de maravilhas e não mais de sofrimento, como no pensamento medieval.



    MOTIVOS PARA SURGIR O RENASCIMENTO


    O renascimento foi um movimento urbano, visto que foi muito bem apoiado pelos burgueses. Era a expressão do povo que habitava as cidades livres. Os primeiros focos renascentistas foram nas cidades italianas. Visto que viviam do comércio, entre elas estavam: Veneza, Pisa, Gênova e Florença. Estas cidades receberam uma forte influência dos sábios bizantinos, que haviam fugido de Bizâncio, por causa dos conflitos religiosos.



    Outro fator que contribuiu para o renascimento foi o surgimento dos mecenas, estes eram ricos que patrocinavam os artistas renascentistas. Alguns o faziam apenas como forma de ajuda, ou investimento pessoal, outro também queria ganhar prestígio social. Alguns mecenas destacados foram : os Médicis ,em Florença e os Sforza, em Milão.



    Além da influencia dos sábios bizantinos, havia os árabes que mantinham contatos comerciais com os italianos.



    Em 1450, Johannes Gutenberg, criou a impressão mecânica, através do uso de tipos móveis de metal. Essa invenção facilitou a vida dos apaixonados por livros, já que o trabalho de um copista era manual e demorava muito para a conclusão da obra.



    Mesmo com essa invenção o livro ainda não se tornou popular, por que sua fabricação ainda era cara e de difícil acesso para a população em geral.



    Um fator importante sobre o renascimento é que ele foi um movimento de caráter elitista, intelectual e artístico, por isso suas obras estavam a disposição somente para os ricos.



    As características do renascimento foram:



    » o retorno a cultura clássica – o pensamento renascentista originou-se da reflexão sobre os textos greco- romano juntamente com a heranças dos valores medievais.



    » Antropocentrismo- o homem passa a ser o centro de tudo. Não é uma tomada do lugar de Deus como o criador, mas sim de uma valorização pessoal e de suas qualidades, antes negadas pelo pensamento medieval.



    » O ideal de universalidade- para os renascentistas a pessoa podia conhecer tudo que lhe fosse apresentado. O ser humano ideal era aquele que conhecia todas as ciências e todas as artes.

    CONTEMPORÂNEA

    A idade contemporânea é um período específico da história do mundo ocidental iniciado a partir da Revolução Francesa (1789 d.C.).

    A Idade Contemporânea é um período específico da história do mundo iniciado a partir da Revolução Francesa (1789 d.C.).

    O seu início foi bastante marcado pela corrente filosófica iluminista, que elevava a importância da razão. Havia um sentimento de que as ciências iriam sempre descobrindo novas soluções para os problemas humanos e que a civilização humana progredia a cada ano com os novos conhecimentos adquiridos.

    Com o evento das duas grandes guerras mundiais o ceticismo imperou no mundo, com a percepção que nações consideradas tão avançadas e instruídas eram capazes de cometer atrocidades dignas de bárbaros. Decorre daí o conceito de que a classificação de nações mais desenvolvidas e nações menos desenvolvidas tem limitações de aplicação.


    Beijos
    @
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  • Samanthinha respondido 7 anos atrás
    A Idade Moderna é um período específico da História do Ocidente. Ela se destaca das demais por ter sido um período de transição por excelência. Tradicionalmente aceita-se o início estabelecido pelos historiadores franceses, 1453 quando ocorreu a tomada de Constantinopla pelos Turcos otomanos, e o término com a Revolução Francesa, em 1789. Entretanto, apesar de a queda de Constantinopla ser o evento mais aceito, não é o único. Tem sido propostas outras datas para o início deste período, como a Conquista de Ceuta pelos portugueses em 1415, a viagem de Cristóvão Colombo ao continente americano em 1492 ou a viagem à Índia de Vasco da Gama em 1497. Algumas correntes historiográficas anglo-saxónicas preferem trabalhar com o conceito de "Tempos Modernos", entendido como um período não acabado, introduzindo nele subdivisões entre Early Modern Times (mais antiga) e Later Modern Times (mais recente), ou então procedem a uma divisão entre sociedades pré-industriais e sociedades industriais. A noção de "Idade Moderna" tende a ser desvalorizada pela historiografia marxista, que prolonga a Idade Média até ao advento das Revoluções Liberais e ao fim do regime senhorial na Europa, devido a ampla ação das Cruzadas, que expandiram o comércio na Europa.

    A dificuldade da delimitação cronológica do período se deve, principalmente, às divergências de interpretação quanto à origem e evolução do Sistema Capitalista. Contudo, o período histórico que vai do século XV ao XVIII é, genericamente percebido com um "período de transição".

    A época moderna pode ser considerada, exatamente, como uma época de "revolução social" cuja base consiste na "substituição do modo de produção feudal pelo modo de produção capitalista".

    Fonte(s):

    • Taxa
    • Comentário
  • mell* respondido 7 anos atrás
    IDADE MEDIA--->>O período da Idade Média foi tradicionalmente delimitado com ênfase em eventos políticos. Nesses termos, ele teria se iniciado com a desintegração do Império Romano do Ocidente, no século V (476 d. C.), e terminado com o fim do Império Romano do Oriente, com a Queda de Constantinopla, no século XV (1453 d.C.).

    A Era Medieval pode também ser subdividida em períodos menores, num dos modos de classificação mais populares ela é separada em dois períodos:

    Alta Idade Média, que decorre do século V ao X;
    Baixa Idade Média, que se estende do século XI ao XV.
    Uma outra classificação muito comum divide a era em três períodos:

    Idade Média Antiga (ou Alta Idade Média ou Antigüidade Tardia) que decorre do século V ao X;
    Idade Média Plena (ou Idade Média Clássica) que se estende do século XI ao XIII;
    Idade Média Tardia (ou Baixa Idade Média), correspondente aos séculos XIV e XV.
    Esse período inicial da história medieval como "Primeira Idade Média", pois é uma fase de transição e de adaptações da Europa. Períodos históricos "de transição" também podem se denominados Idade Média, porém o período medieval é um evento estritamente europeu.

    O adjetivo relacionado com este período é: medieval (ver, por exemplo, música medieval, arte medieval).


    [editar] Filosofia

    Monge escriba medieval.Principalmente a partir do século V, os pensadores cristãos perceberam a necessidade de aprofundar uma fé que estava amadurecendo, com o intuito de harmonizá-la com as exigências do pensamento filosófico. Desse modo a Filosofia, que até então possuía traços marcadamente clássicos e helenísticos, passou a receber influências da cultura judaica e cristã. Alguns temas que antes não faziam parte do universo do pensamento grego, tais como: "Fé", "Salvação", "Providência e Revelação Divina" e "Criação a partir do nada" passaram a fazer parte de temáticas filosóficas.

    A partir do século IX desenvolveu-se a principal linha filosófica do período, que ficou conhecida como escolástica. Essa filosofia ganhou acentos notadamente cristãos, surgidos da necessidade de responder às exigências de fé, ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade e, por assim dizer, responsável pela unidade de toda a Europa, que comungava da mesma fé. A Escolástica teve uma constante de natureza neoplatônica, que combinava elementos do pensamento de Platão com valores de ordem espiritual, reinterpretados pelo Ocidente cristão. No século XIII, Tomás de Aquino incorporou elementos da filosofia de Aristóteles no pensamento escolástico.

    A questão chave que vai atravessar todo o pensamento filosófico medieval é a harmonização de duas esferas; "a fé" e "a razão". O pensamento de Agostinho (século V) reconhecia a importância do conhecimento, mas defendia uma subordinação maior da razão em relação à fé, por crer que esta última venha restaurar a condição decaída da razão humana. Já a linha de Tomás de Aquino (século XIII) defende maior autonomia da razão na obtenção de respostas, apesar de não negar tal subordinação da razão à fé.


    [editar] Arte

    O colorido e a exaltação da luz na rosácea de Sainte-Chapelle, Paris.Ver artigo principal: Arte medieval
    A maior parte da arte medieval que chegou aos dias de hoje tem um foco religioso — fundamentado no Cristianismo. Essa arte era muitas vezes financiada pela Igreja; bem como por figuras poderosas do clero, como bispos; por grupos comunais, como os dos mosteiros; ou por patronos seculares ricos. Como no período a vasta maioria dos camponeses era iletrada, as artes visuais, aliadas aos sermões, eram o principal método para comunicar as idéias religiosas. Com a invasão dos povos bárbaros em Roma, pessoas foram para o campo, onde estariam mais seguras. Os grandes proprietários então, construíram castelos medievais com grandes muralhas e segurança para proteger dos bárbaros.

    Com a queda do Império romano, técnicas artísticas da Grécia antiga acabaram perdidas, entre elas estava muito do que se sabia sobre a noção de perspectiva. A pintura medieval passa a ser predominantemente bidimensional, e as personagens retratadas eram pintadas maiores ou menores de acordo com sua importância. Esse caráter estilizado das obras do período é também entendido como um reflexo próprio daquele contexto cultural, que enxergava a vida com forte ênfase no seu aspecto simbólico. Os artistas medievais não estavam primariamente preocupados com o realismo, a intenção de passar uma mensagem religiosa pedia imagens claras e didáticas ao invés de figuras desenhadas com precisão fotográfica.

    Ao lado da pintura, a tapeçaria foi a mais importante forma de arte medieval. Isso decorre em muito por sua utilidade ao manter o calor interno dos castelos, construídos de pedra, no inverno. A mais famosa tapeçaria medieval é o ciclo d' A senhora e o unicórnio. As duas principais manifestações arquitetônicas, principalmente relacionadas à construção de catedrais, foram o estilo românico e mais tarde o gótico. Destaca-se também a formação das corporações de ofícios, reunindo artesãos.





    [editar] Ciência e Tecnologia
    Ver artigos principais: Ciência medieval, tecnologia medieval.

    No início da era medieval a vida cultural concentrou-se nos mosteiros.Como resultado das migrações bárbaras e da implosão do Império Romano do Ocidente, a Europa Ocidental do início da Idade Média era pouco mais que uma manta de retalhos de populações rurais e tribos bárbaras. Perdeu-se o acesso aos tratados científicos originais da antiguidade clássica (em grego), ficaram apenas versões resumidas, e até deturpadas, que os romanos tinham traduzido para o latim. A única instituição que não se desintegrou juntamente com o falecido império: a Igreja Católica, manteve o que restou de força intelectual, especialmente através da vida monástica. O homem instruído desses séculos era quase sempre um clérigo para quem o estudo dos conhecimentos naturais era uma pequena parte de sua escolaridade. Esses estudiosos viviam numa atmosfera que dava prioridade à fé e tinham a mente mais voltada para a salvação das almas do que para o questionamento de detalhes do universo físico.

    Em alguns aspectos, no século IX, o retrocesso causado pelas migrações já estava revertido. No século X ocorre a contenção das últimas ondas de invasões estrangeiras. E por volta de 1100 d. C. ocorre uma revolução que combinou renascimento urbano e comercial, ampliação de culturas e fronteiras agrícolas, crescimento econômico, desenvolvimento intelectual e grandes evoluções tecnológicas. Começam a ser abertas novas escolas ao longo de todo o continente, inclusive em cidades e vilas menores. Por volta de 1200 são fundadas as primeiras universidades – Paris, Coimbra, Bolonha e Oxford – (em 1500 já seriam mais de 70). Começa um forte movimento de tradução de documentos em língua árabe e grega, que tornam o conhecimento do mundo antigo novamente disponível para os eruditos europeus. Tudo isso possibilitou um grande progresso em conhecimentos como a Astronomia, a Matemática, a Biologia e a Medicina.


    O período de 1100 a 1300 já foi chamado de Revolução Industrial da Idade Média.Causavam espanto e admiração inovações tais como grandes relógios mecânicos que transformaram a noção de tempo nas cidades. Presenciaram-se descobertas como as dos óculos, em 1285, e da prensa móvel, em 1448. Houve também muitas inovações na forma de utilizar os meios de produção, com as técnicas de serralheria e incisão de pedras, a fundição de ferro, e os avanços nas técnicas de construção aplicadas ao estilo gótico. No setor agrícola, temos o desenvolvimento de ferramentas como a charrua, melhorias em carroças e carruagens, arreios para animais de carga, e a utilização de moinhos d'água. Avanços em instrumentos como a bússola e o astrolábio, na confecção de mapas e a invenção das caravelas tornaram possível a expansão marítimo-comercial Européia na Idade Moderna.

    [editar] O legado medieval para o progresso científico
    A tecnologia das grandes navegações permitiria, em séculos futuros, a descoberta de um número extraordinário de novas espécies de animais e plantas, além de novas formações geológicas e climáticas. Os avanços obtidos na óptica logo iriam gerar aparelhos como o microscópio e o telescópio, que, juntamente com a prensa móvel, (outro fruto medieval), são vistos como os equipamentos mais importantes já criados para o avanço do conhecimento humano. Mas a herança mais importante do período provavelmente foi o nascimento e multiplicação das universidades, juntamente com o surgimento das primeiras sementes da metodologia científica contemporânea.

    Antes de 1500, a visão do mundo dominante na Europa, assim como na maioria das outras civilizações, era orgânica. As pessoas viviam em comunidade pequenas e coesas, e vivenciavam a natureza em termos de relações orgânica, caracterizadas pela interdependência dos fenômenos espirituais e materiais e pela subordinação das necessidades individuais às da comunidade.[...] A natureza da ciência medieval [...] baseava-se na razão e na fé, e sua principal finalidade era compreender o significado das coisas e não exercer a predição ou o controle da história.


    [editar] Guerra e Armamento

    Espadas do período final da Idade Média.Ver também: Infantaria medieval, Cavalaria medieval.

    A Idade Média surge-nos, em termos bélicos, como um período de grandes desenvolvimentos tecnológicos, essencialmente provindos de dois grandes laboratórios, o Médio Oriente e a Península Ibérica. As duas zonas, que desde muito cedo se tornaram palcos de violentas batalhas entre mouros e cristãos, fazem com que a prática, a filosofia, a tecnologia e a própria génese da guerra evoluam. Temos que ter consciência que os termos cruzada e jihad surgem nesta época, e embora ambas tenham um significado extremamente semelhante, são dois paradigmas de uma realidade muito peculiar.

    Quando da invasão da Península Ibérica por parte das hostes mouras, o povo dominante eram os Visigodos, cujos exércitos se apoiavam essencialmente numa infantaria pesada, muito lenta. Os exércitos mouros, todavia, utilizavam uma cavalaria extremamente veloz, com armamento defensivo muito ligeiro, que lhes permitia uma rápida evolução no terreno e que deu a estes exércitos a vantagem, pelo menos numa fase inicial, e permitiu a conquista da maior parte da península a um ritmo apenas observado nos conflitos contemporâneos.


    [editar] Gastronomia
    O Cristianismo começou a mudar os hábitos. Os conventos incentivavam o uso de frutas e legumes em refeições muito simples. Nos séculos VII e IX, a comida se sofisticou, passando a incluir massas, ovos recheados, carne e peixe. As Cruzadas, entre os séculos XI e XIII, permitiram aos europeus entrar em contato com produtos do Oriente, logo incorporados na culinária: trigo-sarraceno, açúcar, anis, cominho, canela, gengibre, noz-moscada, açafrão, cebolinha e ameixa. Esses novos ingredientes possibilitaram o desenvolvimento da salsicharia e das técnicas de preparação de vinagre, mostarda e molhos especiais.


    [editar] Crises
    Ver artigo principal: Crise do século XIV

    [editar] Fim do Império Romano
    Por volta do século III, o Império Romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caía o pagamento de tributos originados das províncias. Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber soldo, deixavam as obrigações militares. Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império. No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em : Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla. Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos, etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média, uma etapa necessária na História e que abriu caminho para o Renascimento.


    [editar] Peste Negra
    Ver artigo principal: Peste negra
    Em meados do século XIV, uma doença devastou a população européia. Historiadores calculam que aproximadamente um terço dos habitantes morreram entre esta doença, guerras e fome. A Peste Negra era transmitida através da picada de pulgas de ratos doentes. Estes ratos chegavam à Europa nos porões dos navios vindos do Oriente. Como as cidades medievais não tinham condições higiênicas adequadas, os ratos se espalharam facilmente. Após o contato com a doença, a pessoa tinha poucos dias de vida. Febre, mal-estar e bulbos (bolhas) de sangue e pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. Como os conhecimentos médicos eram pouco desenvolvidos, a morte era certa. Para complicar ainda mais a situação, muitos atribuíam a doença a fatores comportamentais, ambientais ou religiosos. Muitos fugiam para o campo com medo de serem infectados.


    [editar] Datas Marcantes:

    [editar] Transição do Período Clássico para a Idade Média
    193 - Tem início a crise do terceiro século no Império Romano.
    285 - Diocleciano salva o Império Romano do colapso, dando a ele seu último fôlego.
    313 - Com o Édito de Milão, o cristianismo deixa de ser perseguido.
    380 - Com o Édicto de Tessalónica Teodósio I torna o cristianismo a religião oficial do Império Romano.
    476 - Queda definitiva do Império Romano do Ocidente.

    [editar] Transição da Idade Média para a Era Moderna
    O fim da Idade Média está relacionado a grandes transformações como: a ascensão das monarquias nacionais européias, o início da recuperação demográfica e econômica após a Peste Negra, os Descobrimentos Marítimos, o movimento de redescoberta da cultura clássica, por volta do século XV, bem como a Reforma Protestante, começando em 1517.

    1415 - A conquista de Ceuta pelos portugueses marca o início da expansão marítimo-comercial européia.
    1429 - Santa Joana D'Arc liberta a França
    1440 - Johannes Gutenberg inventa a prensa móvel
    1453 - A Tomada de Constantinopla, pelos Turcos Otomanos, põe fim ao Império Bizantino, terminando com o pouco que restava do antigo Império Romano.
    1453 - Fim da Guerra dos Cem Anos
    1492 - Viagem de Cristóvão Colombo à América Central
    1498 - Vasco da Gama descobre o caminho marítimo para a Índia.
    1500 - Viagem de Pedro Álvares Cabral à América do Sul, e assim, descobrimento do Brasil.
    1517 - Publicação das 95 Teses de Martinho Lutero, que dá início à reforma protestante.
    1534 - O "Act of Supremacy" de Henrique VIII dá origem à Igreja Anglicana.


    IDADE CONTEMPORANEA---->>A idade contemporânea é o período específico atual da história do mundo ocidental, iniciado a partir da Revolução Francesa (1789 d.C.).

    O seu início foi bastante marcado pela corrente filosófica iluminista, que elevava a importância da razão. Havia um sentimento de que as ciências iriam sempre descobrindo novas soluções para os problemas humanos e que a civilização humana progredia a cada ano com os novos conhecimentos adquiridos.

    Com o evento das duas grandes guerras mundiais o ceticismo imperou no mundo, com a percepção que nações consideradas tão avançadas e instruídas eram capazes de cometer atrocidades dignas de bárbaros. Decorre daí o conceito de que a classificação de nações mais desenvolvidas e nações menos desenvolvidas tem limitações de aplicação.

    Atualmente está havendo uma especulação a respeito de quando essa era irá acabar, e, por tabela, a respeito da eficiência atual do modelo europeu da divisão histórica.
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