Qual a função da bile e onde ela é produzida?

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O fígado produz a bile, que passa pelos canais hepáticos e chega à vesícula biliar onde é armazenada. Quando o alimento, especialmente o alimento gorduroso, alcança o duodeno, gera a produção de alguns hormônios que estimulam a contração da vesícula, fazendo-a lançar seu conteúdo dentro do duodeno para ajudar na emulsificação das gorduras. Na verdade, a bile atua como um detergente, facilitando a digestão e a absorção das substâncias gordurosas

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  • Our Life respondido 7 anos atrás
    O fígado tem várias funções, dentre as quais a produção de bile. A função da bile é basicamente facilitar a digestão das gorduras, pois, ela emulsifica os lipídeos facilitando a ação das enzimas lipolíticas, oriundas do pâncreas.

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  • EL CID respondido 7 anos atrás
    A bile é uma substancia verde amarelada produzida pelo figado e armazenada na vesicula biliar. A bile, também chamada de Bilis, atua na digestão das gorduras. Dependendo do tipó de alimentação que uma pessoa tem, pode-se ser produzido até 1 litro dela por dia.
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  • neto respondido 7 anos atrás
    conan
    bile=Bílis, ou bile, é um fluido produzido pelo figado, e armazena-se na vesícula biliar, e atua na digestão de gorduras e na absorção de substâncias nutritivas da dieta ao passarem pelo intestino.

    A bílis é excretada pelo fígado, segue pelos ductos biliares, passa à vesícula, indo ao intestino, onde emulsiona as gorduras; sua coloração geralmente é amarela, apresentando uma tonalidade esverdeada.

    Quando é ingerido alimento gorduroso, a vesícula se contrai para expelir seu conteúdo, se ocorrer alguma obstrução no ducto (tumor, cisto, ou cálculo biliar), a bílis fica represada no fígado; persistindo esta condição, vai haver extravasamento retroativo, que deixará a tonalidade da pele amarelada, e alterará também a coloração normal das fezes, que ficarão mais claras. A estes efeitos ou sintomas, se dá o nome de icterícia obstrutiva.

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  • moki respondido 7 anos atrás
    Função da bile

    Drauzio – Qual é a função da bile?
    Marcelo Averbach – O fígado produz a bile, que passa pelos canais hepáticos e chega à vesícula biliar onde é armazenada. Quando o alimento, especialmente o alimento gorduroso, alcança o duodeno, gera a produção de alguns hormônios que estimulam a contração da vesícula, fazendo-a lançar seu conteúdo dentro do duodeno para ajudar na emulsificação das gorduras. Na verdade, a bile atua como um detergente, facilitando a digestão e a absorção das substâncias gordurosas.

    Drauzio – Muitas pessoas se queixam de sensação de peso no estômago quando comem alimentos gordurosos. Por que isso acontece? Marcelo
    Averbach – Gordura é uma substância difícil de ser digerida e difícil de ser absorvida. Muitas vezes, as pessoas que se queixam de empachamento ou distensão de abdômen, quando comem alimentos gordurosos, apresentam uma vesícula doente, com cálculos ou com dificuldade de eliminar a bile.

    Localizados na porção superior direita do abdômen, o fígado e a vesícula biliar estão conectados por ductos conhecidos como vias biliares. No entanto, apesar dessa conexão e do fato do fígado e da vesícula biliar participarem em algumas funções comuns, eles são diferentes. O fígado, o qual possui uma forma de cunha, é a fábrica de elementos químicos do organismo. Trata-se de um órgão complexo que desempenha muitas funções vitais, da regulação da concentração de substâncias químicas no organismo até a produção de substâncias que intervêm na coagulação do sangue durante uma hemorragia. Por outro lado, a vesícula biliar, que possui uma forma de pêra, é simplesmente um pequeno reservatório de bile, um líquido produzido pelo fígado que facilita a digestão dos alimentos.

    Fígado

    O fígado é o maior e, em alguns aspectos, o mais complexo órgão do corpo humano. Uma de suas principais funções é degradar as substâncias tóxicas absorvidas do intestino ou produzi das em outras áreas do corpo e, em seguida, excretá-las como subprodutos inofensivos pela bile ou pelo sangue. Os subprodutos da bile passam para o intestino e são eliminados do organismo com as fezes. Os subprodutos do sangue são filtrados pelos rins e, em seguida, são eliminados pelo organismo na urina. O fígado produz aproximadamente metade do colesterol do organismo. O restante é oriundo dos alimentos. Cerca de 80% do colesterol produzido pelo fígado é utilizado na produção de bile.

    O colesterol é uma parte vital da membrana celular e é necessário para a produção de determinados hormônios (p.ex., o estrogênio, a testosterona e a adrenalina e a noradrenalina). O fígado também converte as substâncias contidas nos alimentos digeridos em proteínas, gorduras e carboidratos. Os açúcares são armazenados no fígado sob a forma de glicogênio e, quando necessário (p.ex., quando a concentração de açúcar no sangue torna-se muito baixa), são fracionados e liberados na corrente sangüínea sob a forma de glicose. Uma outra função do fígado é a sintetização de muitos compostos importantes, sobretudo de proteínas, que o corpo utiliza para realizar diferentes funções.

    Entre elas encontram-se substâncias necessárias para o processo de coagulação do sangue quando ocorre uma hemorragia. Essas substâncias são conhecidas como fatores da coagulação. O fígado recebe sangue tanto do intestino quanto do coração. Pequenos capilares da parede intestinal desembocam na veia porta, que penetra no fígado. A seguir, o sangue circula através de uma rede de pequenos canais internos, no interior do fígado, onde ocorre o processamento de nutrientes digeridos e de substâncias nocivas. A artéria hepática transporta o sangue do coração ao fígado e o sangue transporta oxigênio para o tecido hepático em si, assim como colesterol e outras substâncias para serem processadas.

    Em seguida, o sangue do intestino e do coração misturam-se e circulam de volta ao coração através da veia hepática. As disfunções hepáticas podem ser, a grosso modo, divididas em dois grupos: aquelas causadas por uma disfunção das células hepáticas em si (p.ex., cirrose ou hepatite) e aquelas causadas por uma obstrução do fluxo da bile secretada pelo fígado através das vias biliares (p.ex., cálculos biliares ou câncer).

    Vesícula Biliar e Vias Biliares

    A vesícula biliar é uma pequena bolsa muscular de armazenamento que contém bile, uma secreção digestiva viscosa verde-amarelada produzida pelo fígado. A bile sai do fígado através dos ductos hepáticos direito e esquerdo, os quais se unem para formar o ducto hepático comum. Em seguida, esse ducto une-se a um outro proveniente da vesícula biliar, denominado ducto cístico, formando o ducto biliar comum. O ducto biliar comum desemboca no intestino delgado (na sua parte superior), ao nível do esfíncter de Oddi, alguns centímetros abaixo do estômago. Aproximadamente 50% da bile secretada entre as refeições é desviada através do ducto cístico para a vesícula biliar.

    O restante da bile flui diretamente através do ducto biliar comum para o interior do intestino delgado. Quando uma pessoa alimenta- se, a vesícula biliar contrai, drenando a sua bile para o interior do intestino para ajudar na digestão de gorduras e de determinadas vitaminas. A bile é constituída por sais biliares, eletrólitos, pigmentos biliares (p.ex., bilirrubina), colesterol e outras gorduras (lipídeos). Ela é responsável pela eliminação de certos produtos metabólicos do organismo, sobretudo os pigmentos provenientes da destruição de eritrócitos e o colesterol em excesso, e auxilia na digestão e na absorção de gorduras.

    Os sais biliares aumentam a solubilidade do colesterol, das gorduras e das vitaminas lipossolúveis (solúveis em gordura) para ajudar na sua absorção do intestino. A hemoglobina originária dos eritrócitos é transformada em bilirrubina (o principal pigmento na bile) e excretada na bile como produto metabólico. Além disso, várias proteínas que possuem papéis importantes na função biliar são secretadas na bile. Os cálculos biliares podem obstruir o fluxo da bile da vesícula biliar, causando dor (cólica biliar) ou inflamação da vesícula biliar (colecistite). Os cálculos também podem migrar da vesícula biliar para o ducto biliar, onde eles podem causar icterícia ao bloquearem o fluxo normal da bile até o intestino. O fluxo também pode ser bloqueado por tumores e por outras causas menos comuns.

    A vesícula biliar é um órgão do tamanho de uma pêra, com paredes finas, como se fosse uma bexiga (Foto) que se encontra junto ao fígado. A bile é uma substância produzida pelo fígado e que é em parte armazenada e concentrada na vesícula. A função da bile é digerir gorduras quando em contato com os alimentos no intestino. Ao nos alimentarmos, a vesícula biliar é estimulada a empurrar a bile para o intestino onde irá então continuar o processo da digestão dos alimentos iniciada no estômago.

    A bile é composta de três substâncias principais na forma líquida: colesterol, sais biliares e lecitina. As pessoas que possuem pedra na vesícula apresentam algum distúrbio na quantidade do colesterol e/ou sais biliares no interior da vesícula levando a formação de pedras.

    Após alimentação gordurosa a vesícula se contrai entrando em contato com as pedras, podendo ocasionar os sintomas abaixo:

    · Empachamento – sensação de estômago estufado.

    · Dor abdominal em cólica, geralmente na “boca” do estômago e lado direito do abdome, podendo apresentar irradiação para as costas.

    · Náuseas.

    · Vômitos.
    O diagnóstico é feito com a realização de ultra-sonografia abdominal (ecografia) e seu tratamento é cirúrgico (extração da vesícula biliar). Muitos pacientes possuem cálculos (pedras) sem qualquer sintoma. É muito importante a orientação médica para que se evite as complicações futuras com a presença destes cálculos. Vale a pena salientar que os tratamentos não cirúrgicos para cálculos biliares não são habitualmente usados devido ao freqüente insucesso e as suas complicações.

    As complicações que podem ocorrer se não extrairmos a vesícula são:

    · Colecistite Aguda (inflamação aguda da vesícula): Ocorre uma impactação de um ou mais cálculos no início do canal de escoamento da bile (Foto), e com isso, a vesícula fica edemaciada (“inchada”) e instala-se o processo infeccioso, que se não interrompido a tempo (cirurgia) ocasiona complicações severas. Os sintomas incluem principalmente as dores abdominais e febre. O diagnóstico é feito com a ultra-sonografia, exames laboratoriais e exame físico.

    · Coledocolitíase (cálculo no canal principal da bile): Trata-se de um entupimento do canal (colédoco) que leva a bile para o intestino (Foto). Os sintomas incluem dores abdominais, icterícia (olhos amarelados), colúria (urina escura), acolia fecal (fezes claras), podendo também apresentar febre. O diagnóstico pode ser feito com a ultra-sonografia abdominal e principalmente pelo exame clínico do paciente. O tratamento pode ser cirúrgico inicialmente ou não, dependendo das condições do paciente, da disponibilidade de equipamentos e de cirurgião experiente .

    Através da endoscopia pode-se realizar uma exame chamado colangiopancreatografia endos- cópica retrógrada onde se confirma a presença dos cálculos no canal da bile (colédoco). É ainda possível muitas vezes a retirada dos cálculos através de um pequeno corte realizado na saída deste canal (papilotomia endoscópica) aliviando o paciente do quadro agudo da doença. Na seqüência é aconselhável a retirada da vesícula biliar (origem do problema). Outra alternativa é realizar a retirada da vesícula biliar e a retirada dos cálculos no intra-operatório através de vídeo-laparoscopia e coledocoscopia (endoscopia trans-operatória do canal colédoco).

    * Pancreatite Biliar: Quando ocorre o entupimento por pequenos cálculos do canal de escoamento do suco pancreático ( Foto ), que também tem a função de digestão de alimentos. As substâncias pancreáticas represadas dentro do pâncreas iniciam um processo de auto-digestão, ou seja, “inflamação” do órgão. Os sintomas incluem as dores abdominais de forte intensidade, náuseas, vômitos, icterícia e outros. O diagnóstico é feito com ultrassonografia abdominal e/ou tomografia, associado ao exame físico e laboratorial. O tratamento inicial é conservador, tratando o processo inflamatório do pâncreas e em seguida realiza-se a retirada da vesícula biliar ( fonte de cálculos ).

    Tratamento

    Colecistectomia Vídeo - Laparoscópica é a mais moderna técnica para a retirada da vesícula biliar doente com pedras no seu interior. Realizada pela primeira vez na França no final de 1987.

    Conhecida mais popularmente como cirurgia "sem corte" ou "a laser", esta técnica evita a cicatriz de 5 a 15 cm no abdome, utilizada no método de operação tradicional.

    Através da introdução pelo umbigo do laparoscópio, o aparelho que leva iluminação ao interior do abdome e que está acoplado a uma mini-câmera, o cirurgião pode observar tudo o que se passa com os órgãos, através de um televisor instalado no centro cirúrgico. A seguir são realizadas duas incisões de 5mm a uma de 10mm, pelas quais as mini-pinças cirúrgicas entram para realizar a retirada da vesícula biliar.

    Esta moderna técnica traz grandes vantagens ao paciente, pois além de fazer incisões que tendem a desaparecer ao longo do tempo, reduz a índices mínimos a tradicional dor do pós-operatório. O paciente permanece internado por apenas 24 horas, ao invés dos habituais 3 a 5 dias, reduzindo muito os gastos com a cirurgia. Além de poder alimentar-se e andar em média 8 horas após a realização da operação, em 3 a 5 dias o paciente pode retornar ao seu trabalho, enquanto que nas operações tradicionais necessita de 2 a 5 semanas de afastamento para repouso.

    Estatisticamente a colecistectomia vídeo-laparoscópica reduz ainda os riscos de hematomas, infecção, hérnias e aderências no corte.
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