Descreva as condições de vida dos operários durante a Revolução Industrial e dê a sua opnião sobre como viviam

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De uma maneira bem curta direta e objetiva foi o seguinte:
Os operários quando começaram a surgir as primeiras industrias, não tinham uma organização que o defendesse e por isso era explorado ao máximo. Dormia muitas vezes no local onde trabalhava, ganhava um baixo salário. As mulheres e as crianças tambem trabalhavam e por mais de 12 horas diárias. Comiam mal, vestiam mal e passavam as vezes por mendigos. Quando ficavam doentes não tinham assistencia nenhuma. Foi a partir dai que muitos começaram a se unir para lutar por direitos que conhecemos hoje.
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  • Hernandez Quevedo Pe. respondido 7 anos atrás
    A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades, com enormes concentrações urbanas. A produção em larga escala e dividida em etapas irá distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores irá dominar apenas uma etapa da produção.Na esfera social, o principal desdobramento da revolução foi o surgimento do proletariado urbano (classe operária), como classe social definida. Vivendo em condições deploráveis, tendo o cortiço como moradia e submetido a salários irrisórios com longas jornadas de trabalho, a operariado nascente era facilmente explorado, devido também, à inexistência de leis trabalhistas.
    O desenvolvimento das ferrovias irá absorver grande parte da mão-de-obra masculina adulta, provocando em escala crescente a utilização de mulheres a e crianças como trabalhadores nas fábricas têxteis e nas minas.

    Como viviam a maioria dos migrantes?
    O grande problema da Revolução Industrial foram o agravamento de problemas como : viviam em níveis baixissimos sócio-econômicos, muito se deslocaram da área rural para cidades para pegar carona na riqueza da industrialização, aumentando assustadoramente o desemprego (a oferta de mão de obra superou em muito a procura)e a fome, e passaram a conviver com outros sérios problemas sociais que não conheciam: como a prostituição e o alcoolismo.

    A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, integra o conjunto das "Revoluções Burguesas" do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa, que sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para Contemporânea.
    Em seu sentido mais pragmático, a Revolução Industrial significou a substituição da ferramenta pela máquina, e contribuiu para consolidar o capitalismo como modo de produção dominante. Esse momento revolucionário, de passagem da energia humana para motriz, é o ponto culminante de uma evolução tecnológica, social, e econômica, que vinha se processando na Europa desde a Baixa Idade Média.
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  • Jupru respondido 7 anos atrás
    A 1ª etapa da Revolução Industrial


    2.1- O que foi a Revolução Industrial


    A revolução industrial foi um conjunto de profundas transformações técnicas e económicas, que tiveram início na Inglaterra no século XVIII e se alargaram gradualmente a todos os países da Europa, da América do Norte e parte da Ásia, ao longo do século XIX. Foi a passagem da manufactura (produção por trabalho manual) à maquinofactura (regime de produção que utiliza a força da máquina como energia) e da energia humana à energia motriz.

    A revolução industrial dividiu-se em duas etapas. A primeira etapa estendeu-se até, mais ou menos, ao primeiro quartel do século XIX e foi quando a revolução se restringiu praticamente à Inglaterra. Na 1ª etapa da revolução industrial, a principal fonte de energia era a energia a vapor. Foi marcada pelo uso do ferro e do carvão e pelo desenvolvimento do capitalismo industrial.

    A 2ª etapa estendeu-se até ao início da 1ª Guerra Mundial e foi quando a revolução industrial se espalhou pela Europa, América do Norte e parte da Ásia. Na 2ª etapa da revolução industrial, a principal fonte de energia era a eléctrica e os derivados do petróleo. Foi marcada pelo uso do aço e dos motores a combustão interna e pelo surgimento do capitalismo financeiro.










    2.2- Causas que levaram à revolução industrial


    No século XVIII os sistemas de produção passaram da manufactura à maquinofactura. Esta mudança deu origem à revolução industrial e foi portanto, uma das causas que levou a ela.

    A revolução agrícola e a revolução demográfica foram também causas que levaram à revolução industrial.

    Nesta altura, verificou-se um desenvolvimento na agricultura, que foi possível devido à renovação das técnicas e dos utensílios agrícolas, a um conjunto de inovações ocorridas na agricultura, à alteração do regime de exploração das culturas e à abertura ao comércio. Estas transformações ficaram conhecidas como revolução agrícola. Esta revolução levou ao aumento da produtividade, permitindo uma melhor alimentação das populações. Esta melhoria na alimentação, em conjunto com os progressos na higiene e na medicina e ainda com a diminuição das guerras, trouxe um decréscimo da mortalidade e um aumento da população, provocando a revolução demográfica. Esta revolução demográfica fez com que houvesse mais consumidores, sendo necessário aumentar a produção, o que também foi uma destas causas, pois com a revolução industrial conseguia-se aumentar a produção. O aumento demográfico levou ainda ao aumento da mão-de-obra, dando origem ao êxodo rural. Devido às enclosures1, as pessoas, cujo trabalho já não era necessário, deixaram os campos e foram para as cidades, provocando o crescimento urbano. Esta mão-de-obra ficou disponível para trabalhar nas fábricas, o que também foi uma das causas que levou à revolução industrial.

    Mas houve outras causas, como a acumulação primitiva de capital, devido ao comércio e à agricultura moderna que deu bastante dinheiro e proporcionou recursos para o surgimento da revolução industrial.

    O aparecimento das máquinas também foi outra das causas e, além disso, a burguesia queria maiores lucros, menores custos e produção acelerada, para melhorar a produção de mercadorias, que seria conseguida através da revolução industrial.

    Ainda houve outra causa que levou à revolução industrial, que foi a existência de muitas condições favoráveis a que ela ocorresse, das quais vamos falar a seguir, apesar de algumas já terem sido mencionadas.




























    2.3- Pioneirismo Inglês


    A Inglaterra industrializou-se quase um século antes das outras nações, por possuir uma série de condições favoráveis para a revolução industrial.

    Foi também a Inglaterra que saiu na frente na expansão colonial, o que também beneficiou a prioridade inglesa na industrialização.


    2.3.1- Condições da prioridade inglesa


    As principais condições da prioridade inglesa foram:

    - As reformas políticas e sociais no século XVII, em que triunfaram as ideias liberais da nova aristocracia e da burguesia, que eram dinâmicas e empreendedoras e queriam investir em novas actividades económicas. Com estas ideias liberais, a monarquia absolutista inglesa transforma-se em monarquia parlamentar, libertando a burguesia de um estado centralizado e intervencionista, que deu lugar a um estado liberal burguês, que lhe permitiu uma maior participação nas decisões do governo e na vida política do país. Dessa maneira, a economia do país passou a organizar-se de maneira a atender aos anseios da burguesia;

    - A prioridade na revolução agrícola, em que, com as novas culturas e com a abundância de gado, havia maior quantidade de matérias-primas necessárias às indústrias;

    - A existência de mão-de-obra disponível libertada pelas enclosures, pela aplicação de novas técnicas agrícolas e pelo aumento demográfico;

    - A acumulação primitiva de capitais proporcionada pelo domínio de um vasto império colonial e pelo controlo das principais rotas do comércio mundial. Além disso, a burguesia também tinha enriquecido com o comércio colonial e com a revolução agrícola e queria investir os lucros (capitais) em novas actividades económicas;

    - A abundância de matérias-primas necessárias às industrias, como a hulha, o ferro (principal matéria-prima utilizada neste período), o carvão (principal fonte de energia para movimentar as máquinas a vapor e as locomotivas a vapor), a lã, o algodão, a madeira, o sisal, entre outros;

    - As condições geográficas: a abundância de portos, rios e canais que facilitavam as comunicações e o transporte de mercadorias. A localização geográfica facilitava também o acesso às mais importantes rotas de comércio internacional e permitia conquistar mercados ultramarinos. O país tinha ainda um intenso comércio costeiro;

    - O alargamento dos mercados: a Inglaterra além de possuir um mercado interno, que foi beneficiado pelo aumento da população, que procurava mais alimentos, passou a possuir também um mercado externo mais amplo a nível mundial, com o progressivo alargamento do império colonial, que ao mesmo tempo, era um mercado consumidor de produtos manufacturados e fornecedor de matérias-primas;

    - O grande desenvolvimento das manufacturas, com a aplicação de uma série de inventos técnicos, dos quais vamos falar mais tarde neste trabalho;

    - A supremacia naval que garantia aos ingleses o controlo de mercados e que era devida à posição de “rainha dos mares”, conferindo-lhe o domínio do comércio mundial e permitindo-lhe organizar um imenso império colonial.











    2.4- Sectores de arranque e fontes de energia


    Os sectores de arranque da 1ª etapa da revolução industrial, foram aqueles que primeiro se industrializaram e que fizeram com que se desse a revolução industrial.


    2.4.1- Indústria Têxtil


    Um dos dois sectores de arranque da 1ª etapa da revolução industrial foi a indústria têxtil.

    O vestuário tinha uma grande procura e a indústria têxtil não exigia grandes investimentos nem mão-de-obra muito especializada, portanto não seria muito difícil industrializá-la.

    As duas principais indústrias têxteis eram a da lã, mas principalmente a do algodão, pois era fiado com mais facilidade, o que aumentava a sua produção.

    Com as enclosures havia grande abundância de gado e de outras matérias-primas necessárias às indústrias. Como havia muito gado ovino, havia muita produção de lã, o que fez com que a indústria de lã se tornasse numa das principais.

    Também havia muita abundância de algodão nas plantações coloniais da América, do Brasil e da Índia, o que também fez com que a indústria do algodão se tornasse numa das principais.

    No início, a fiação da lã e do algodão era feita com rocas de baixíssimo rendimento, mas com as invenções das diferentes máquinas de fiar e dos teares mecânicos, a sua produção aumentou assim como a qualidade, mas o preço baixou, o que fez com que aumentasse ainda mais a procura.

    Ao princípio estas fábricas estavam localizadas ao lado dos rios, pois utilizavam a força das águas (energia hidráulica) para mover as máquinas. Mas, mais tarde, com a invenção da máquina a vapor, as fábricas passaram a utilizar também a energia produzida pelo vapor para mover as máquinas.

    Esta grande procura de vestuário, a grande abundância de lã e de algodão para fazer o vestuário, as novas máquinas e a nova fonte de energia, fizeram com que a indústria têxtil se desenvolvesse cada vez mais e se tornasse num dos sectores de arranque da 1ª etapa da revolução industrial.




    Fig.1 – Indústria Têxtil, típica da 1ª etapa da revolução industrial.























    2.4.2- Indústria Metalúrgica


    O outro sector de arranque da 1ª etapa da revolução industrial foi a indústria metalúrgica.

    A partir de 1830 e nas décadas seguintes, a indústria metalúrgica passou a ocupar uma posição dominante, devido à revolução dos transportes.

    Com esta revolução foram necessários metais para construir os caminhos-de-ferro e para as necessidades que lhe estão associadas (carris, locomotivas, maquinaria diversa…). Foram também necessários metais para construir fábricas e para o próprio maquinário fabril, entre outros instrumentos utilizados no dia-a-dia.

    A revolução dos transportes também fez com que toda a metalurgia tivesse um extraordinário desenvolvimento, assim como a exploração mineira, sobretudo de minérios como a hulha ou o carvão, necessário em grandes quantidades para alimentar as máquinas, e o ferro (trabalhado nos altos-fornos), para produzir carris, locomotivas, máquinas e navios.




    Fig.2 – Mina inglesa, onde se praticava a exploração mineira.


    Para aumentar a resistência das máquinas, a madeira das peças foi substituída por metal, o que estimulou ainda mais o avanço da metalurgia.


    Fig.3 – Processo de fabrico de vários tipos de ferro, utilizados nas peças das máquinas e noutras coisas.


    Na 2ª etapa da revolução industrial foi estabelecido um método inovador de transformação do ferro em aço. O aço logo suplantou o ferro (que era o metal mais utilizado na 1ª etapa da revolução industrial), por causa da sua resistência e por causa do seu baixo custo de produção.

    Isto significa que a indústria metalúrgica também se desenvolveu na 2ª etapa da revolução industrial, mas foi muito mais importante para a 1ª etapa do que para a 2ª, em que deixou de ser tão utilizada porque novas indústrias chegaram e passaram a ser essas as mais utilizadas e importantes.

    Com tudo isto, a industria metalúrgica foi-se desenvolvendo e tornou-se num dos sectores de arranque da 1ª etapa da revolução industrial.











    2.5- Progressos Técnicos


    A maquinação da produção foi a grande característica da revolução industrial.

    Nesta primeira etapa a nova fonte de energia utilizada, para além das já usadas, foi a energia produzida pelo vapor e, por isso, a grande inovação foi a máquina a vapor. Esta etapa foi também marcada pelo uso do ferro e do carvão.

    As invenções não resultam de actos individuais ou do acaso, mas de problemas concretos colocados aos homens.

    Para alguns historiadores, a revolução industrial começa em 1733 com a invenção da lançadeira volante, por John Kay. Este instrumento, adaptado aos teares manuais, aumentou a capacidade de tecer.

    Mas em 1709 Darby funde minério de ferro utilizando carvão de coque.

    Passado um tempo, foi inventada a máquina a vapor, que já tinha sido imaginada por Da Vinci no século XVI, mas só foi inventada em 1712 por Newcomen e mais tarde foi aperfeiçoada por James Watt em 1765, pois o princípio da máquina de Newcomen era bem simples e lento. Esta máquina é considerada a invenção-símbolo da revolução industrial. Começou por ser aplicada em dois sectores que viriam a modificar profundamente a vida humana: a indústria e os transportes. Foi também esta máquina que possibilitou a produção artificial de energia e que permitiu melhorar o rendimento das fábricas, ao substituir a força humana pela energia produzida pelo vapor.


    Fig.4 – James Watt, inventor da máquina a vapor.


    Fig.5 – 1ª máquina a vapor.



    Fig.6 – Máquina a vapor um pouco mais avançada.



    Fig.7 – Máquina a vapor utilizada para extrair água, nas minas de carvão.


    Até à invenção da máquina a vapor praticamente só se dispunha de duas máquinas como fonte de energia na Europa: a roda hidráulica e o moinho de vento, por isso esta máquina deu um grande impulso na indústria, que agora tinha uma nova fonte de energia.

    Em 1768, James Hargreaves inventou um torno de fiar mais eficaz, a spinning jenny, em que se podiam tecer vários fios ao mesmo tempo.

    Nesse mesmo ano, Richard Arkwright inventou um torno de fiar movido por energia hidráulica, com o nome de water frame.

    No ano seguinte, James Watt aperfeiçoa novamente a máquina a vapor para aplicação industrial.

    Em 1777, Curris fabrica carris de ferro fundido.

    Passado dois anos, Samuel Crompton combinou as duas máquinas de fiar anteriores numa só, a spinning mule, que era mais eficaz que as anteriores e era a que tinha fios finos e resistentes.

    Mais tarde, em 1784, Edmond Cartwright inventou um tear mecânico movido a vapor.

    No ano seguinte, a máquina a vapor foi aplicada na indústria algodoeira.

    Depois destas invenções, em 1793, Whitney inventou uma máquina para desfazer os nós de algodão.

    Em 1803, Horrocks constrói um tear totalmente metálico.

    No ano seguinte, Trevithick constrói uma locomotiva a vapor para uso nas minas e logo no ano seguinte, Jacquard cria uma máquina de tecer.

    Como o comércio e a indústria já estavam muito desenvolvidos, exigiam meios de transporte mais rápidos e eficazes.

    Assim, nos transportes, as principais evoluções foram o barco a vapor, que foi inventado por Robert Fulton em 1807, e a locomotiva a vapor, que foi inventada por George Stephenson em 1814; mas também foi inventado o carro a vapor. Estas invenções causaram uma revolução nos transportes, aceleraram a circulação das mercadorias e das matérias-primas e também foi possível com elas transportar mais pessoas, num tempo mais curto e com custos mais baixos.

    Fig.8 – Carro a vapor.


    Fig.9 – Barco a vapor.




    Fig.10 – Locomotiva a vapor.


    Em 1807, Fulton, além de inventar o barco a vapor, navega pela primeira vez, num deles, entre Nova Iorque e Albany e, depois, a primeira travessia do Atlântico por um barco a vapor, deu-se em 1819.

    A locomotiva de Stephenson foi aplicada ao comboio pela primeira vez em 1825 e no início despertava medo quando passava pelos povoados, devido ao barulho e ao vapor da máquina. Os acidentes eram portanto numerosos, pois as pessoas ainda não estavam habituadas a este invento. *

    Mas também houve outros progressos técnicos que se foram dando e que não tinham nada a ver com os transportes.

    Em 1811, Aubertot aperfeiçoa os altos-fornos para trabalhar o ferro.

    Entre 1813 e 1816, Davy inventa uma lâmpada de segurança para aplicação nas minas.

    Em 1815, McAdam reveste as estradas com macadame pela primeira vez.

    Em 1824, Mac Cormick cria uma máquina de ceifar e, finalmente, em 1836, Morce inventa os telégrafos.

    Como vimos, na 1ª etapa da revolução industrial, as principais evoluções nas máquinas foram as máquinas dos têxteis.




























    *Nos anexos, página 33, existem algumas imagens de alguns meios de transporte movidos a vapor.

    2.6- Consequências da Revolução Industrial


    A revolução Industrial teve muitas transformações a todos os níveis e muitas consequências, que nem sempre foram positivas.

    A população das cidades aumentou demais, devido à revolução demográfica e à revolução agrícola.

    A revolução agrícola provocou um aumento da produtividade e uma melhor alimentação das populações que, aliada aos progressos na higiene e na medicina e à diminuição das guerras, provocou um aumento demográfico, que levou ao aumento da mão--de-obra. Essa mão-de-obra foi dispensada da agricultura, por causa do movimento das enclosures e das transformações técnicas na agricultara, originando um êxodo rural, pois o seu trabalho já não era necessário. Por isso a população urbana aumentou, pois as pessoas que abandonaram os campos foram para as cidades que, com a revolução industrial, se tornaram feias, sujas, desordenadas e poluídas, permitindo a fácil propagação de doenças.


    Fig.11 – Êxodo rural.


    Antes da invenção da máquina a vapor, as fábricas situavam-se em zonas rurais, próximas das margens dos rios, das quais aproveitavam a energia hidráulica. Com o vapor, as fábricas passaram a localizar-se nos arredores das cidades, onde contratavam muitos trabalhadores, o que foi um aspecto positivo, pois diminuíram a quantidade de pessoas desempregadas que tinham vindo para as cidades.


    Fig.12 – O processo de industrialização na periferia das cidades.


    Com a revolução industrial o regime de produção passou a ser a maquinofactura. Este regime trouxe consequências económicas, socias e ambientais, mas também aumentou a produtividade.

    Nas consequências económicas, em relação à organização do trabalho, a oficina foi substituída pela fábrica; os métodos de produção tornaram-se mais eficientes; passou a haver uma maior concentração de equipamentos e de operários; passou a praticar--se a produção em série e a produção passou a ser mais rápida, diminuindo o preço e estimulando o consumo.

    Nas consequências sociais, podemos dizer que o homem passou a ser assalariado e passou a ser como que um instrumento da máquina, já que ela é que produz e o trabalhador apenas acompanhava e vigiava o seu trabalho, o que fez com que os salários diminuíssem; a intervenção do homem no processo deixou de ser criativa, passando a ser mecanizada e repetitiva, o que fez com que o valor do trabalho diminuísse; houve uma maior divisão do trabalho, o que fez com que cada trabalhador ficasse com apenas uma etapa da produção, enquanto que na manufactura o trabalhador produzia uma unidade completa e conhecia assim todo o processo de produção; os capitalistas (donos do capital, das instalações, das máquinas e da matéria-prima) passaram a deter inteiro controlo sobre os meios de produção e sobre os trabalhadores e o artesão deu lugar ao operário.


    Fig.13 – A máquina vai substituindo aos poucos o trabalho humano e animal.


    Então, podemos dizer que a revolução industrial criou duas novas classes sociais: os empresários (capitalistas), que eram os proprietários dos capitais, fábricas, máquinas, matérias-primas e bens produzidos pelo trabalho; e os operários (proletários), que eram os trabalhadores, que possuíam apenas a sua força de trabalho, que vendiam para produzir mercadorias em troca de salários.

    Nas consequências ambientais, podemos dizer que a concentração das fábricas, os caminhos-de-ferro e os canais construídos, alteraram o ambiente e a paisagem das cidades e provocaram a poluição ambiental e a poluição sonora. O símbolo da industrialização passou então a ser as chaminés e os fumos das fábricas.

    Quanto às fábricas, podemos dizer que tinham grande número de operários e não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As suas condições eram precárias: o ambiente interno era inadequado e sujo, com pouca iluminação e má ventilação e as máquinas eram desprotegidas e ocasionavam frequentes acidentes de trabalho, muitas vezes mutilando os trabalhadores.

    Um dos graves problemas sociais trazidos pela revolução industrial foi as péssimas condições de trabalho dos operários. Eles recebiam salários muito baixos, em consequência da utilização das máquinas e da abundância de mão-de-obra, para que os capitalistas conseguissem aumentar a produção e garantir uma margem de lucro crescente; a disciplina era rigorosa, mas as condições de trabalho nem sempre ofereciam segurança; a jornada ultrapassava por vezes as 15 horas e não havia direitos trabalhistas, como por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio na doença, qualquer apoio à maternidade, descanso semanal ou qualquer outro benefício.

    Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade, e o desemprego foi crescendo cada vez mais, pois as máquinas foram substituindo a mão-de-obra.

    Podemos dizer ainda que os trabalhadores estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões e moravam com toda a família em horríveis quartos de porão, muitas vezes destituídos de luz, de água e de esgotos e portanto com péssimas condições de higiene. Daí a ocorrência intensa e frequente de vários tipos de doenças, que produziam uma enorme mortalidade infantil.

    Outro grave problema social trazido pela revolução industrial foi o trabalho infantil.

    Os industriais precisavam de mão-de-obra, por isso empregavam um grande número de crianças mas também de mulheres, porque além de protestarem menos quanto às más condições de trabalho, pareciam conformadas em aceitar salários menores. Normalmente as crianças começavam a trabalhar logo aos seis anos.

    As crianças, mas principalmente as mulheres, trabalhavam sobretudo na industrial têxtil, onde eram necessárias mãos delicadas e pequenas, mas também trabalhavam nas minas e na construção civil.

    Como vemos, com a revolução industrial, começou a fase do “Capitalismo Selvagem”, onde existia uma intensa exploração humana por parte dos capitalistas.

    Por causa do crescimento do desemprego, das péssimas condições de vida e da fome por que passavam os trabalhadores, muitos deles entregavam-se ao alcoolismo e à prostituição. Outros organizavam movimentos operários de contestação às péssimas condições de trabalho e de vida, como o movimento “ludista” ou Ludismo, caracterizado pela destruição das máquinas e das fábricas pelos operários, numa forma de protesto e revolta em relação à vida dos trabalhadores. Também houve o movimento “cartista” ou Cartismo, organizado pela “Associação dos Operários”, que também exigia melhores condições de trabalho. Este movimento foi mais brando na forma de actuação, pois optou pela vida política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores. Destacaram-se ainda a formação de associações denominadas trade-unions, que também lutavam para obter melhores condições de vida e de trabalho. Mais tarde as trade-unions evoluíram para os sindicatos, que antes estavam proibidos.

    Estes movimentos acabaram por conseguir a proibição do trabalho infantil, a limitação do trabalho feminino, assim como a limitação da jornada de trabalho a dez horas, o direito de greve e conseguiram ainda que se criasse uma lei, que garantia subsistência mínima ao homem incapaz de se sustentar por não ter trabalho. Um imposto pago por toda a comunidade custeava estas últimas despesas.

    Como vemos, a revolução industrial trouxe muita riqueza para a nobreza aristocrata e para a burguesia, mas também trouxe muita pobreza para a maior parte do povo.

    Houve ainda outras consequências da revolução industrial, como o desenvolvimento do capitalismo industrial, a expansão do imperialismo, pois as potências capitalistas necessitavam de mercados externos, que servissem de escoadouro para o excedente de mercadorias e a formação de grandes conglomerados económicos, pois na primeira etapa da revolução industrial ocorreu o desenvolvimento do liberalismo económico, que se baseava na livre concorrência. Este sistema por sua vez criou condições para que as grandes empresas eliminassem ou absorvessem as pequenas empresas, através de um processo cujo resultado foi a substituição da livre concorrência pelo monopólio. Também foi com a revolução industrial que o modelo feudal começou a entrar em decadência.

    Mas a revolução industrial também trouxe muitas consequências positivas, pois se não tivesse ocorrido esta revolução, muitas das máquinas, como o automóvel, muitas das utilidades domésticas e dos bens de consumo que temos hoje não existiriam.


































    3- A 2ª etapa da Revolução Industrial


    3.1- Sectores de arranque e fontes de energia


    3.1.1- Electricidade


    Um dos sectores de arranque da segunda etapa da revolução industrial foi a electricidade.

    A electricidade era tão importante para a 2ª etapa da revolução industrial quanto a energia produzida pelo vapor para a 1ª etapa da revolução industrial. A fonte de energia desta etapa foi a eléctrica, que era utilizada para movimentar máquinas, impulsionar carruagens, iluminar ruas e residências e era aplicada aos motores, entre outras coisas; daí a sua importância. Além disso, era com a energia eléctrica que muitas das máquinas inventadas na segunda etapa da revolução industrial funcionavam.

    Na segunda etapa, as hidroeléctricas aumentaram muito, pois cada vez a electricidade ia tendo mais aplicações e por isso foi uma das principais fontes de energia da 2ª etapa da revolução industrial.






    3.1.2- Indústria Química


    O outro sector de arranque da 2ª etapa da revolução industrial foi a indústria química.

    A indústria química também se tornou num importante sector, pois era utilizada para a obtenção de matérias-primas sintéticas a partir, por exemplo, dos subprodutos do carvão e do petróleo, para fazer variadíssimas coisas.

    Alguns dos produtos que se obtinham eram corantes, fertilizantes, plásticos, explosivos, entre outros.

    Foi com esta indústria que se conseguiu obter novos combustíveis, como a gasolina para, por exemplo, movimentar carros e se conseguiu obter novos produtos químicos, como medicamentos.


























    3.2- Progressos Técnicos


    Nesta 2ª etapa as novas fontes de energia utilizadas foram a energia eléctrica e a derivada do petróleo. Esta etapa já foi marcada pelo uso do aço e dos motores a combustão interna.

    Entre as invenções que assinalaram o começo da 2ª etapa da revolução industrial, estas merecem destaque especial: o processo de Bessemer de transformação do ferro em aço (Hemy Bessemer), o dínamo, cuja invenção criou condições para a substituição do vapor pela electricidade e o “ouro negro” (petróleo) passou a ser utilizado como força motriz em navios e locomotivas.

    As principais iniciativas no campo da electricidade foram a descoberta da lei da corrente eléctrica, por Ohm em 1827 e do electromagnetismo, por Faraday em 1831.

    A energia eléctrica foi muito importante, pois foi aplicada aos motores, foi utilizada para movimentar máquinas, impulsionar carruagens e iluminar ruas e residências.

    Nesta altura, os meios de transporte sofisticaram-se com navios mais velozes.

    Nesta etapa o aço tornou-se uma das mais valorizadas matérias-primas. Por causa da sua resistência e do seu baixo custo de produção, o aço logo suplantou o ferro, transformando-se no metal básico de confecção de instrumentos e utilitários.

    Em 1856, foram criados os fornos de Siemens –Martin.

    Em 1885, Daimler e Benz inventaram o automóvel movido a gasolina.



    Fig.14 – Um dos primeiros carros produzidos em série, usando os motores a combustão interna.


    As comunicações também evoluíram com o telefone, inventado por Bell em 1876, com o telégrafo sem fio, inventado por Marconi em 1895 e com o rádio, inventado por Curie e Sklodowska em 1898.

    Em 1894, os irmãos Lumière criaram o primeiro cinematógrafo.

    Em 1897, Diesel inventou o motor a diesel.

    Foi nesta etapa que surgiram novos combustíveis, como a gasolina, e foi também nesta altura que apareceram novos produtos químicos, como medicamentos, e se começou a obter matérias-primas sintéticas, como os corantes, os fertilizantes, os plásticos, os explosivos e outros, a partir dos subprodutos do carvão, na indústria química.

    Também foi nesta etapa que se iniciou a produção do papel.



    Fig.15 – Produção do papel.




    Fig.16 – Máquina mecânica para impressão de livros, jornais e revistas.






    3.3- Expansão Industrial


    Esta 2ª etapa é caracterizada pela expansão da revolução industrial para a Europa, América do Norte e parte da Ásia: França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Estados Unidos da América, Rússia e Japão, entre outros.

    Com a expansão industrial, a concorrência e a indústria de bens de produção cresceram.

    Na França, a superação do feudalismo, que criou condições para o desenvolvimento do capitalismo moderno, impulsionou a revolução industrial. Mas o processo de industrialização, ao princípio, foi afectado pela ausência de jazidas de carvão e pela derrota na guerra França – Prussiana, em que a França foi obrigada a ceder à Alemanha uma região sua, que era rica em jazidas de ferro.

    Na Alemanha, o resultado dessa guerra com a França e a unificação alemã impulsionaram a revolução industrial no país.

    Na Itália, a revolução industrial ocorreu tardiamente, por se ter realizado tarde a sua unificação política e foi limitada ao norte de Itália, enquanto que o sul continuou essencialmente agrário.

    Na Bélgica, a industrialização também ocorreu relativamente tarde, assim como na França, mas também aconteceu, pois a revolução industrial estava a ter bastante sucesso nos outros países e, por isso, também a Bélgica quis arrancar para a revolução industrial, pois também tinha algumas condições favoráveis a isso, como os outros países.

    Na Holanda, a revolução industrial não se deu muito tarde, pois foi pioneira na revolução agrícola e demográfica, como a Inglaterra, factores estes que foram fundamentais para o arranque da revolução industrial. Além disso, também tinha algumas outras condições favoráveis à revolução industrial, como outros países.

    Nos Estados Unidos da América, também haviam muitas condições favoráveis à industrialização, como o final da guerra de secessão, a abolição da escravatura, a riqueza de recursos naturais, entre outros.

    Na Rússia, a revolução industrial ocorreu também tardiamente, na última década do século XIX. Algumas das razões dessa industrialização, foram a grande disponibilidade de mão-de-obra, a intervenção governamental na economia e os investimentos estrangeiros.

    No Japão, também houve muitas condições favoráveis à industrialização, como a superação do feudalismo que unificou o país, centralizou a autoridade política, libertou mão-de-obra e possibilitou a intervenção governamental na economia, entre outros.

    Estes foram alguns países que se industrializaram, mas não foram os únicos, pois cada vez mais a revolução industrial foi-se expandido.































    4- Conclusão


    Com este trabalho, aprendemos muitas coisas, que desconhecíamos, sobre a revolução industrial e também alguns aspectos interessantes. Conseguimos também atingir os objectivos que pretendíamos, mencionados na Introdução.

    Durante a realização do trabalho ficámos a saber que a revolução industrial foi a passagem da manufactura à maquinofactura e que se dividiu em duas etapas. Ficámos também a saber que a 1ª etapa foi conhecida como a do vapor, por ter sido a nova fonte de energia utilizada, e que a grande invenção foi a máquina a vapor. Ficámos a saber que a 1ª etapa se restringiu praticamente à Inglaterra, que foi pioneira na revolução industrial e que a 2ª etapa foi caracterizada pela expansão industrial.

    Na 2ª etapa aprendemos que a nova fonte de energia foi a eléctrica e ficámos a conhecer todos os progressos técnicos que ocorreram durante esta etapa.

    Ficámos ainda a conhecer os sectores de arranque das duas etapas, as causas, as transformações e as consequências da revolução industrial, que nem sempre foram positivas.

    A pesquisa correu bastante bem e conseguimos encontrar muita informação. A selecção e a finalização também resultaram bem.

    O grupo funcionou bem e empenhou-se, apesar de alguns elementos do grupo terem trabalhado e empenhado-se mais do que outros.

    O trabalho foi realizado com disciplina e responsabilidade.








    5- Bibliografia


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    Almiro Neves, Pedro, Maia, Cristina, Baptista, Dalila, Amaral, Cláudia, Novo Clube de História 8, Parte 2, Porto, Porto Editora, 2004, 1ª edição

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