Cuidados de enfermagem em pacientes idosos com depressão?

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  • M.M respondido 7 anos atrás
A questão do envelhecimento populacional e uma realidade no Brasil nos últimos, a fração dos idosos e o grupo etário que mais cresce.O envelhecimento populacional é hoje um fenômeno universal é uma experiência individual que faz parte da aventura humana confrontada, no contexto de um grupo social, cultural e afetivo (SOUZA, 2002). A tal situação traz a tona a preocupação quanto o que fazer aos anos que se estendem.Nos propomos a realizar um levantamento bibliográfico cujo objetivo de revizar a literatura visando a construção de um texto que possa subsidiar a reflexão acerca da temática para conhecer quais são as saídas criativas para terceira idade uma vez que o envelhecer trata-se de uma experiência heterogênea, depende de como cada pessoa organiza seu curso de vida, a partir de circunstâncias histórico-culturais, da incidência de diferentes patologias entre fatores genéticos e ambientais (CASTRO, 2001). O envelhecimento é um processo normal e dinâmico, e não uma doença, enquanto o envelhecimento é inevitável e irreversível, as condições crônicas e incapacitantes que freqüentemente acompanham esse processo podem ser prevenidas ou retardadas não apenas por intervenções médicas, mas também por ações sociais, econômicas, ambientais e lúdicas, capazes de reconfigurar realidades desiguais no envelhecimento, refletidas na expectativa de vida, morbi-mortalidade, incapacidade e qualidade de vida (SOUZA, 2002). O envelhecer não tem sido visto na experiência humana, como algo natural e parte integrante de um processo global, porém, sim como uma condição assustadora, que determina processos de negação e até de depressão, criando, de modo geral, um desequilíbrio da realidade entre ser e viver. Todavia a velhice é fato comum a todos os seres vivos, sendo que a morte. Pode acontecer a qualquer tempo, sucede a velhice, o que a torna natural, universal comum a todas as sociedades humanas. Independente da classe social, o envelhecimento é caracterizado como um processo contínuo de perdas e ausência de papéis sociais, um prolongamento da existência humana, uma transformação. As perdas têm seu início no núcleo familiar e nele ocorrem mais intensamente. Os idosos costumam enfrentar ou sofrer a segregação, tanto decorrente de uma instituição asilar quanto daquela sentida nos atendimentos ambulatoriais ou mesmo aqueles que estão sendo cuidados em suas casas. Tais idosos sentem-se isolados, sois, sua auto-estima diminui, sentem-se desvalorizados, chegando à perda de sua identidade entram facilmente em depressão (TOURINHO, 2002). O envelhecimento pode gerar uma situação na qual o homem torna-se menos sociável e seus sentimentos mais frios sem que se estimule a necessidade dos outros. O fato de aceitar que o velho permaneça necessitando dos outros através dos vínculos de sociabilidade e ligado as coisas que lhes dão impulsos afetivos, faz do envelhecimento um processo de permanente depressão, isolamento e consciência da finitude. Durante o envelhecimento há grandes modificações nos diversos sistemas do corpo humano que determinam no idoso uma série de fatores que geram limitações funcionais que contribuem para diminuir a sua autonomia, gerando graus variados de dependência. Tais limitações associam-se a outros fatores que ocasionam nos idosos problemas sociais e psicológicos. Alterações funcionais na recepção e fixação de informações podem gerar problemas de relacionamento com o meio. Essa congruência de fatores que constituem o envelhecer origina nos idosos problemas de ordem psicológica como a diminuição da auto-estima, aumento da ansiedade, percepções negativas do corpo, sentimento de inutilidade, e de desvalorização da auto-imagem, diminuição da motivação e a depressão. Tais condições podem se imperar e se manifestar no idoso podendo ocasionar o desinteresse social coletivo das relações interpessoais, afetivas e também limitar a disposição para a prática de atividades físicas, deixando de colocara o corpo em movimento (LIRA; *****, 2002). Com o envelhecimento a expectativa da doença mental eleva-se de 34% aos 61 anos para 67% aos 81, tornando-se um dos fatores preocupantes quanto à repercussão em saúde pública. Ocupando lugar de destaque, está a depressão, com todas as nuances e características atípicas que podem estar presentes entre a população idosa, e suas conseqüentes dificuldades diagnósticas. A depressão é, de modo geral, entre os idosos, uma doença com importantes repercussões sociais e individuais, de difícil diagnóstico, uma vez que interfere não só no convívio social, impossibilitando uma rotina de vida comum satisfatória, mas também pela tendência de morbilidade e cronicidade. Diversos fatores têm se atribuído como agentes etiológicos da depressão, todavia existem enormes dificuldades em discernir os fatores psicológicos dos orgânicos, no idoso, como também reconhecimento de sua existência (TOURINHO, 2002). A depressão e os transtornos depressivos são modificações que surgem com muita freqüência na terceira idade. Sua identificação passa por uma dificuldade de reconhecer as queixas apresentadas sem confundi-las com queixas orgânicas de doenças no corpo, ficando algumas vezes sem diagnóstico e assistência adequada, levando a sofrimento e disfunção no padrão de vida do idoso e da família (LIRA; *****, 2002). Quando o processo de envelhecimento é visto como mais uma vez do ciclo de vida, onde ocorrem rupturas necessárias e conquistas possíveis, um período de transformações e confronto como novo esse período pode ser idealizado como um novo horizonte, onde é necessário reconhecer o que foi perdido ou transformado para valoriza o envelhecimento e mesmo sua vivência. Por isso a depressão não pode ser representada pelo medo, de que a seqüência cronológica dos anos supere o ideal de idosos que não estão doentes ou emocionalmente deprimidos, avance os anos com qualidade de vida e marque essa etapa da vida com isolamento, pois a velhice é um processo contínuo de reconstrução. Assim utilizando livros e periódicos foi feito um levantamento bibliográfico sobre o tema e uma revisão sobre o assunto foi preparada com intuito de propor que uma estratégia para modificar essa realidade cristalizada por diferentes fatores que se demonstram na sociedade e na família e a de criar meios que permitam aos idosos ampliar suas relações interpessoais. Um desses meios é a implementação de programas de atividades lúdicas, recreativas e até através da fé, que podem propiciar uma maior interação social, atenderá a manutenção das demandas ou melhoras de aspectos biopsicosociais, existenciais e afetivos capazes de contribuir para um estilo de vida mais independente e autônomo e para fomentar a auto-estima do indivíduo, permitindo a valorização dos ganhos em virtude das perdas vindas com a idade (LIRA; *****, 2002). Durante a vida, quanto mais papéis o indivíduo desenvolver na vida, possivelmente mais saudável é, o que torna o desafio de descobrir outros papéis em nossas vidas, substituindo alguns que deixaram de existir, na busca de reencontrar a resignificação da vida e das coisas.As atividades lúdicas e recreativas incluem a pintura, a dança, a escultura, a musicoterapia, atividades físicas, o artesanato, brincadeiras com objeto e até a fé através de atividades religiosas e espirituais e etc. tais atividades podem ser educacionais, recreacionais, de reabilitação, preventivos ou psicoterapeuticas e podem atender a necessidades físicas, emocionais, intelectuais, sociais ou espirituais do cliente.Devem ser oferecidos, atualmente, espaços e estímulos para que o idoso se envolva em atividades artísticas como o teatro, música, pintura, etc. Tal condição é prerrogativa da condição humana que não pode existir sem a arte. Pois onde a arqueologia encontrou restos humanos, está a arte ao seu lado, representando a expressão, a comunicação, a linguagem, a permuta de energia entre o criador e a criatura (SOUZA, 2002). Segundo Rauchbach (2001) o ser humano desde os primórdios da humanidade expressou seus medos, alegrias, vitórias, religiosidade, etc. através de rituais, onde a música, a dança e a arte eram meio de expressão. Todos os povos contam sua história através das danças folclóricas e ritmos vibrantes, é o uso dessas possibilidades contidas na memória coletiva de um povo, que se produz mobilização das energias para o resgate corporal.Assim, a arte é um instrumento da realidade humana que está ligada à expressão, à emoção, ao simbolismo, sendo um constituinte importante para realização pessoal mediante qualquer registro seja ele: verbal, musical, pictórico, corporal, abstrato e demais, de acordo com os interesses e as condições de cada um.Dentro desse contexto, as atividades lúdicas, recreacionais e físicas mostram-se um tratamento eficaz na elaboração e resolução de conflitos internos e emoções, cristalizando-os, podendo ser expressos e trabalhados por medo delas. Quando essas atividades reativam lembranças, faz a senescência ser encarada como uma oportunidade de lembrar, resgatando e revivendo passagens significativas para revalidade a identidade do senil. Tais situações podem conduzir a saídas criativas para o envelhecer em paz dentro do processo de envelhecimento (TOURINHO, 2002). Torna-se oportuna e essencial no Brasil de hoje uma dinâmica que permita pensar ou executar meios para que recursos criativos na terceira idade possam ser aplicados a um público consciente de seu crescimento demográfico e de sua participação social, econômica, política e cultural. Por isso não se trata de somente prolongar a vida em número de anos, mas agregar qualidade de vida aos anos que se estende, através da orientação, desenvolvimento das pontencialidades, valorização do conhecimento e ações sociais, procurando manter estado de atenção e vigilância constantes a terceira idade, perdurando e sistematizando programas e projetos propostos para esse grupo.

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Outras respostas (1)

  • Aaaaaaaaaaa respondido 7 anos atrás
    Sou contra cuidados de enfermagem para idosos com depressão.Acho que aumenta mais ainda a doença.O idoso em depressão necessita que a familia lhe de muito carinho e amor.Largar na mão de outras pessoas, mesmo sendo profissionais, deprime mais ainda.
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