O assassinato de Francisco Ferdinando foi o estopim da I Guerra?

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Na escola aprendi que o estopim do início da I Guerra Mundial ocorreu com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando. Qual a importância deste personagem na História e por que ...mostrar mais
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Ele era uma autoridade Austro-úngara. O que entende-se por estopim é que isso foi a gota d'água. Na verdade, as nações já estavam numa crise diplomática muito intensa desde o século XIX. Porque queriam fatiar as conquistas na África e na Ásia. Era uma tensão por causa das terras, minério e tesouros arqueológicos como o do Egito.
A morte de Franciso Ferdinando apenas deu um bom motivo para a declaração de Guerra. Foi uma desculpa para começar. Assim como a queda das torres gêmeas foi uma desculpa para os EUA entrar em guerra com o Afeganistão e depois com o Iraque.
Essas desculpas existem apenas para que a história não registre os interesses econômicos por trás das guerras. Mas dizer que a morte de Ferdinando foi o MOTIVO da guerra é mentira. É certo dizer que foi a DESCULPA ou no máximo o ESTOPIM, quer dizer, a gota d'água.
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  • Dan@ respondido 7 anos atrás
    Não ... Foi só usado como pretexto... antes disso aconteceu várias outras coisas ... Se eu não me engano o principal motivo era que a França e a Inglaterra não queriam perder o poder que tinham, a França como potencia econômica e militar da Europa e a Inglaterra como "rainha dos mares" ... E se sentiram ameaçadas pela Alemanha, que estava investindo pesado na sua marinha e por se encontrar em uma região do mundo que é privilegiada com relação a recursos minerais e entre outros, sempre tem a tendência de se tornar o país mais poderoso da Europa e isso a França e Inglaterra não queriam ...
    Tbm foi feito alguns tratados sobre segurança ... algo do tipo se um país atacar os outros que assinaram o tratado atacam o que primeiro atacou ... Bem a Áustria tinha invadido a Servia e queria mostrar que tinha poder então fez um desfile militar lá ... Um grupo terrorista da Servia chamado "mão negra"... que na realidade como todo movimento de resistência queria a libertação de seu país, foi responsável pelo assassinato do Arquiduque ... que era a única pessoa que poderia impedir o movimento colonialista e uma possivel guerra por que ele era progressista, mas seu pai não ...
    Não lembro bem como quem declarou guerra primeiro teria que ler um monte de coisa para te dizer e realmente não tenho os dados precisos disponíveis, mas todo caso a última coisa que o Kaiser Alemão queria era um conflito, as coisas que ele fez foram só por que ele queria desenvolver o país, inclusive ele era primo do Rei da Inglaterra e alguns meses antes estavam juntos em perfeita harmonia... bem com ou sem assassinato do arquiduque a guerra iria acontecer ...
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  • Zé Paulo 7 respondido 7 anos atrás
    A europa toda viva em grande tensão, economica e politica. Os países faziam alianças para tentar se proteger, na verdade, uns dos outros. As relações dos paises na europa era como um castelo de cartas, ou como aquele jogo de dominó que vc arma todas as peças de pezinho e depois toca em uma caem todas. Quando assassinaram esse arquiduque que, se não me engano, era austriaco, os amigos do pais dele se revoltaram. Os amigos dos amigos também se revoltaram e como havia muitas questões pendentes, os acontecimentos levaram a guerra total. Mas é só leres um bom livro escolar de história geral que poderás compreender melhor.
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  • Enio Giacomini de Salles respondido 7 anos atrás
    Em 28 de Junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono Austro-Húngaro, foi assassinado pelo sérvio Gavrilo Princip, que pertencia ao grupo nacionalista-terrorista armado Mão Negra, que lutava pela unificação dos territórios que continham sérvios. O assassinato desencadeou os eventos que rapidamente deram origem a guerra, mas suas verdadeiras causas são muito mais complexas. Historiadores e políticos têm discutido essa questão por quase um século sem chegar a um consenso.

    Franz Ferdinand (em português Francisco Fernando, ou menos corretamente, Francisco Ferdinando) (Graz, Austria, 18 de Dezembro de 1863 - Sarajevo, 28 de Junho de 1914) foi um arquiduque da Áustria-Hungria e presumível herdeiro do trono imperial. Morreu assassinado em Sarajevo em 28 de Junho de 1914. Era sobrinho de Francisco José, imperador da Áustria-Hungria. Herdeiro do trono em 1896 após uma sucessão de mortes na família Habsburgo, seu assasinato, cometido pelo extremista Gavrilo Prinzip, membro de elite do grupo terrorista "Mão Negra", desencadeou a Primeira Guerra Mundial.


    Arquiduque Francisco Fernando (à direita) e família.Naquela época, o principal problema político da monarquia austro-húngara eram as tensões nacionalistas das minorias eslavas do império. Francisco Fernando era partidário de uma abertura. Transformar a monarquia dual vigente desde 1867 numa monarquia federal tripartida na qual os eslavos veriam reconhecida a sua autonomia. Em particular, mostrou-se sensível às queixas dos eslavos do sul (croatas, bósnios e eslovenos); mas ao fazê-lo contrariou os planos da Sérvia, que organizava a defesa desses povos ante o domínio austro-húngaro, com a ambição última de submetê-los ao seu controle.

    Em 28 de Junho de 1914, quando o arquiduque se encontrava em Sarajevo (capital da então província austro-húngara da Bósnia) para comandar manobras militares, foi assassinado por Gavrilo Princip, estudante servo-bósnio. O assassino era militante da organização nacionalista sérvia Jovem Bósnia (Mlada Bosna). O governo austríaco culpou a Sérvia pela morte. Mediante um ultimato exigiu ao governo sérvio a repressão das ações antiaustríacas lançadas do seu território, a autorização para que policiais austríacos participassem na investigação do atentado e a punição dos responsáveis. A resposta negativa sérvia, alegando que o ultimato violava a sua soberania, foi o rastilho para o estalar da Primeira Guerra Mundial (1914-18), opondo as alianças da Alemanha com a Áustria-Hungria, enquanto que em apoio da Sérvia se colocaram a Rússia, França e Grã-Bretanha, e, mais tarde, Portugal, Estados Unidos da América e Roménia, entre outros.

    Fonte(s):

    Wikipedia
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  • KphaJest respondido 7 anos atrás
    Não, este foi apenas um argumento utilizado pelo Austro-Húngaro e pela Alemanha para começar a guerra.
    Algumas das melhores explicações estão listadas abaixo:Algumas das melhores explicações estão listadas abaixo:
    As primeiras explicações para os motivos da I Guerra Mundial, muito usadas na década de 20, tinham como versão a ênfase oficial tida na Cláusula de Culpa de Guerra, ou Artigo 231 do Tratado de Versalhes e Tratado de St.Germain, que acusava tanto a Alemanha quanto o Império Austro-Húngaro pela responsabilidade da guerra. A explicação para tal não era completamente infundada; era um fato que o Império Austro-Húngaro, apoiado por Berlim, tinha atacado a Sérvia em 29 de Julho e que a Alemanha tinha invadido a Bélgica em 3 de Agosto[1]. Sendo assim, a Alemanha e o Império Austro-Húngaro tinham sido os primeiros a atacar, o que teria levado à guerra. A Alemanha foi considerada culpada e teve que pagar as reparações pela guerra e todos os custos futuros, além de pensões para todos os veteranos da Tríplice Entente, num valor total estimado em trinta bilhões de dólares. O valor foi sendo renegociado por toda a década de 20, até ser extinto em 1931.

    Muitos importantes pensadores britânicos, como o economista John Maynard Keynes, não aceitam a Cláusula de Culpa que a França tanto apoiou. Desde 1960 a idéia de que a Alemanha foi a responsável pela guerra foi revivida por acadêmicos como Fritz Fischer, Imanuel Geiss, Hans-Ulrich Wehler, Wolfgang Mommsen, e V.R. Berghahn.

    A corrida naval entre Inglaterra e Alemanha foi intensificada em 1906 pelo surgimento do HMS Dreadnought, revolucionário navio de guerra. Uma evidente corrida armamentista na construção de navios desdobrava-se entre as duas nações. O historiador Paul Kennedy argumenta que ambas as nações acreditavam nas teorias de Alfred Thayer Mahan, de que o controle do mar era vital à uma nação.

    O também historiador David Stevenson descreve a corrida como um "auto reforço de um ciclo de elevada prontidão militar", enquanto David Herrman via a rivalidade naval como parte de um grande movimento para a guerra. Contudo, Niall Ferguson argumenta que a superioridade britânica na produção naval acabou por transformar tal corrida armamentista em um fator que não contribuiu para a movimentação em direção a guerra.

    O presidente dos EUA Woodrow Wilson e outros observadores americanos culpam a guerra pelo militarismo. A tese é que a aristocracia e a elite militar tinham um controle grande demais sobre a Alemanha, Itália e o Império Austro-Húngaro, e que a guerra seria a consequência de seus desejos pelo poder militar e o desprezo pela democracia. Consequentemente, os partidários dessa teoria pediram pela abdicação de tais soberanos, o fim do sistema aristocrático e o fim do militarismo - tudo isso justificou a entrada americana na guerra depois que a Rússia czarista abandonou a Tríplice Entente. Wilson esperava que a Liga das Nações e um desarmamento universal poderia resultar numa paz, admitindo-se algumas variantes do militarismo como nos sistemas políticos da Inglaterra e França.

    Lênin era um famoso defensor de que o sistema imperialista vigente no mundo era o responsável pela guerra. Para corroborar as suas idéias ele usou as teorias econômicas de Karl Marx e do economista inglês John A. Hobson, que antes já tinha previsto as consequências do imperialismo econômico na luta interminável por novos mercados, que levaria a um conflito global, em seu livro de 1902 chamado "Imperialismo"[3]. Tal argumento provou-se convincente no início imediato da guerra e ajudou no crescimento do Marxismo e Comunismo no desenrolar do conflito. Os panfletos de Lênin de 1917, "Imperialismo: O Último Estágio do Capitalismo", tinham como argumento que os interesses dos bancos em várias das nações capitalistas/imperialistas tinham levado à guerra.

    Os líderes civis das nações européias estavam na época enfrentando uma onda de fervor nacionalista que estava se espalhando pela Europa há anos, como memórias de guerras enfraquecidas e rivalidades entre povos, apoiados por uma mídia sensacionalista e nacionalista. Os frenéticos esforços diplomáticos para mediar a rixa entre o Império Austro-Húngaro e a Sérvia foram irrelevantes, já que a opinião pública naquelas nações pediam pela guerra para defender a chamada honra nacional. Já a aristocracia exercia também forte influência pela guerra, acreditando que ela poderia consolidar novamente seu poder doméstico. A maioria dos beligerantes pressentiam uma rápida vitória com conseqüências gloriosas. O entusiasmo patriótico e a euforia presentes no chamado Espírito de 1914 revelavam um grande otimismo para o período pós-guerra.
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  • ivo m respondido 7 anos atrás
    sim!!
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  • Baddog respondido 7 anos atrás
    Note que artigo esclarecedor:

    *** g94 8/11 pp. 3-7 Sarajevo: de 1914 a 1994 ***

    Sarajevo: de 1914 a 1994

    DO CORRESPONDENTE DE DESPERTAI! NA SUÉCIA

    Passaram-se 80 anos desde aqueles tiros fatídicos de 28 de junho de 1914, em Sarajevo. Os tiros mataram o arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa, a arquiduquesa Sofia, e daí a inimizade entre a Áustria-Hungria e a Sérvia acabou precipitando a Primeira Guerra Mundial. Dos 65 milhões de moços enviados aos campos de batalha, uns 9 milhões não retornaram. Incluindo as baixas civis, 21 milhões de pessoas foram mortas. Alguns ainda falam da deflagração dessa guerra, em agosto de 1914, como o momento em que “o mundo enlouqueceu”.

    NOVAMENTE ecoam tiros em Sarajevo. E não só ali, mas também em várias das seis repúblicas da ex-federação da Iugoslávia. O livro Jugoslavien—Ett land i upplösning (Iugoslávia: um País em Desintegração) declara: “É uma guerra civil de vizinho contra vizinho. Antigos rancores e espírito de suspeita viraram ódio. Este ódio tem levado a lutas e as lutas a mais matança e mais destruição. É um círculo vicioso, ou mais exatamente, um espiral de crescentes ódio, suspeita e matança.”

    Quando as batalhas na Iugoslávia começaram, em junho de 1991, não foi surpresa que muitos se lembrassem dos tiros disparados em Sarajevo, em junho de 1914. Levaria esse novo conflito aos mesmos resultados devastadores? Estaria ameaçada a paz na Europa? Poderia o programa de “purificação étnica” (matança e expulsão deliberada de um grupo racial, político ou cultural) se espalhar para outras partes do mundo? Tem havido pressão internacional para pôr fim aos combates. Mas o que realmente está por trás das dificuldades na ex-Iugoslávia? Têm os acontecimentos recentes em Sarajevo algo a ver com o assassinato de 1914?

    A Iugoslávia e a Primeira Guerra Mundial

    Os conflitos não são novos. Bem no início deste século, a península dos Bálcãs foi chamada de “canto turbulento da Europa”. O livro Jugoslavien—Ett land i upplösning diz: “É uma questão de desintegração de uma união [federação] em que a tensão vem-se avolumando há muitíssimo tempo. Na realidade, os conflitos já existiam quando o Reino da Sérvia, Croácia e Eslovênia [antigo nome da Iugoslávia] foi criado no fim da Primeira Guerra Mundial.” Um pequeno fundo histórico nos ajudará a ver como os conflitos de hoje remontam à Primeira Guerra Mundial.

    Segundo a História, quando Francisco Ferdinando foi assassinado, em 1914, os países dos eslavos do sul — Eslovênia, Croácia e Bósnia-Herzegovina — eram províncias do Império Austro-Húngaro. A Sérvia, por outro lado, era um reino independente desde 1878, fortemente apoiado pela Rússia. Muitos sérvios, contudo, viviam nas províncias dominadas pela Áustria-Hungria, e a Sérvia, por conseguinte, queria que a Áustria-Hungria renunciasse a todas as áreas ocupadas na península balcânica. Embora existissem conflitos entre a Croácia e a Sérvia, um desejo os unia: livrar-se dos detestados senhores estrangeiros. Os nacionalistas sonhavam unir todos os eslavos do sul num único reino. Os sérvios eram a força impelente mais poderosa na formação desse estado independente.

    Nessa época, o imperador reinante, Francisco José, tinha 84 anos de idade. Logo o arquiduque Francisco Ferdinando se tornaria o novo imperador. Os nacionalistas sérvios viam em Francisco Ferdinando um obstáculo à realização do sonho de um reino eslavo do sul.

    Alguns jovens estudantes na Sérvia estavam obcecados com a idéia de ter um estado eslavo do sul livre, e se dispunham a morrer pela causa. Vários deles foram escolhidos para assassinar o arquiduque. Receberam armas e foram treinados por um grupo nacionalista secreto sérvio chamado Mão Negra. Dois desses jovens tentaram o assassinato, e um deles conseguiu. Seu nome era Gavrilo Princip. Ele tinha 19 anos de idade.

    Este assassinato serviu aos objetivos de seus perpetradores. No fim da Primeira Guerra Mundial, a monarquia da Áustria-Hungria estava dissolvida e a Sérvia pôde liderar a união dos eslavos para formar um reino. Em 1918 esse reino veio a ser conhecido como Reino da Sérvia, Croácia e Eslovênia. O nome foi mudado para Iugoslávia, em 1929. Contudo, quando os diferentes grupos não mais precisavam se unir em torno de sua inimizade comum à Áustria-Hungria, tornou-se evidente que havia diferenças entre os próprios grupos. Há quase 20 diferentes grupos populacionais, quatro línguas oficiais e várias menos importantes, dois diferentes alfabetos (romano e cirílico), e três principais religiões — católica, muçulmana e ortodoxa sérvia. A religião continua sendo um dos principais fatores divisórios. Havia, em outras palavras, muitos antigos fatores divisórios no novo Estado.

    A Iugoslávia e a Segunda Guerra Mundial

    Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha invadiu a Iugoslávia, e, segundo o livro The Yugoslav Auschwitz and the Vatican (O Auschwitz Iugoslavo e o Vaticano), “mais de 200.000 pessoas, a maioria ortodoxos sérvios, foram sistematicamente assassinados” por croatas católicos que cooperavam com os nazistas. Contudo, o croata Josip Tito, junto com seus partidários comunistas e em cooperação com os britânicos e os americanos, conseguiu expulsar os alemães. Com o fim da guerra, ele despontou como líder óbvio do país e passou a governá-lo com mão de ferro. Era um homem independente. Nem mesmo Stalin conseguiu coagi-lo a fazer a Iugoslávia alinhar-se ao restante do bloco comunista.

    Muitos da ex-Iugoslávia têm dito: ‘Se não fosse Tito, a federação teria desmoronado muito antes. Só ele tinha a força de vontade e a autoridade necessária para mantê-la coesa.’ Isto se confirmou. Foi depois da morte de Tito, em 1980, que os conflitos se reacenderam, intensificando-se até a eclosão da guerra civil, em 1991.

    As balas que mudaram o mundo

    Em seu livro Thunder at Twilight—Vienna 1913/1914 (Trovoada no Crepúsculo: Viena 1913/1914), o autor Frederic Morton escreveu sobre o assassinato de Francisco Ferdinando: “A bala que rasgou a sua jugular ressoou o tiro inicial da mais devastadora matança que a humanidade já conhecera. Provocou a dinâmica que levou à Segunda Guerra Mundial. . . . Muitos dos fios do cenário que nos cerca foram tecidos ao longo do Danúbio no ano e meio que precederam ao disparo daquela pistola na cabeça do arquiduque.” — O grifo é nosso.

    Os eventos recentes na ex-Iugoslávia não são os únicos “fios do cenário que nos cerca” que remontam a 1914. O historiador Edmond Taylor diz algo com o que muitos historiadores concordam: “O irrompimento da Primeira Guerra Mundial introduziu uma ‘Época de Tribulações’ no século vinte . . . Direta ou indiretamente, todas as convulsões da última metade de século remontam a 1914.”

    Fizeram-se tentativas de explicar por que os tiros em Sarajevo tiveram conseqüências tão terríveis. Como poderiam dois disparos feitos por um “escolar” incendiar o mundo inteiro e introduzir um período de violência, confusão e desilusão que perdura até hoje?

    Tentativas de explicar 1914

    Em seu livro Thunder at Twilight—Vienna 1913/1914, o autor tenta explicar o que aconteceu, apontando o que ele chama de “nova força” que influenciou as nações em 1914. Esta “força”, diz ele, compunha-se realmente de vários fatores que interagiam. As poucas vozes sensatas que se ergueram foram sufocadas pelo sempre crescente clamor de guerra. A mobilização de um país acelerou a mobilização de todos os outros. A autoridade foi transferida da classe dominante para os generais. Muitos também viram na guerra uma bem-vinda oportunidade de experimentar uma “grandiosa aventura nacional” e, assim, livrar-se da monotonia do cotidiano. Mais tarde, um oficial escreveu: “Como os que anseiam uma trovoada para aliviar o mormaço do verão, a geração de 1914 acreditava no alívio que a guerra pudesse trazer.” O autor alemão Hermann Hesse disse que faria bem para muita gente ser sacudido de “uma insípida paz capitalista”. A expressão de que a guerra é “uma purificação, uma liberação, uma enorme esperança” tem sido atribuída ao autor alemão ganhador do prêmio Nobel, Thomas Mann. Até mesmo Winston Churchill, inebriado com a idéia de guerra, escreveu: “Os preparativos para a guerra exercem sobre mim um fascínio sinistro. Oro a Deus que me perdoe esses temíveis estados de veleidade.”

    Foi por causa dessa “nova força” que, por toda a Europa, protagonizaram-se cenas de festa à medida que os soldados marchavam para a guerra. Prendiam-se raminhos verdes nos capacetes, coroas de rosas eram penduradas nos canhões, orquestras tocavam, donas-de-casa acenavam lenços das janelas e joviais crianças corriam junto aos soldados. Parecia que as pessoas celebravam e saudavam a chegada da guerra. A guerra mundial veio disfarçada de festival.

    Isto é uma síntese de parte do que o já citado escritor Morton chamou de “nova força”, que supostamente nos ajuda a entender a causa da Primeira Guerra Mundial. Mas de onde veio essa “força”? A historiadora Barbara Tuchman escreveu que a sociedade industrial havia propiciado ao homem novas forças e novas pressões. De fato, “a sociedade . . . estava . . . explodindo de novas tensões e energias acumuladas”. Stefan Zweig, um jovem intelectual de Viena daquela época, escreveu: “Não encontro outra explicação a não ser essa força excedente, uma conseqüência trágica do dinamismo interior que se acumulara em quarenta anos de paz e que agora buscava uma liberação violenta.” A expressão “não encontro outra explicação” indica que ele mesmo acha isso difícil de explicar. No prefácio de seu livro Thunder at Twilight, Morton escreve: “Por que isso aconteceu justamente naquele tempo e naquele lugar? E como? . . . Existe um padrão nesse labirinto?”

    Sim, muitos que tentam explicar 1914 acham que as razões mais profundas realmente não são fáceis de entender. Por que a guerra não ficou restrita às partes diretamente envolvidas? Por que se transformou em guerra mundial? Por que foi tão prolongada e tão devastadora? O que realmente era essa estranha força que tomou conta da humanidade no outono de 1914? O nosso próximo artigo, na página 10, considerará a resposta bíblica a estas perguntas.
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