Qual a diferença entre ISLÂMICOS, MUÇULMANOS e ÁRABES?

É comum as pessoas acharem que é tudo a mesma coisa. Explique quais as características de cada um, as suas semelhanças ou diferenças.

4 Respostas

Classificação
  • Há 1 década
    Melhor resposta

    O Islamismo é uma religião. Islâmico, portanto é o adjetivo. Os praticamentes dessa religião são chamados muçulmanos.

    Árabe não tem nada a ver com religião. É uma etnia e também uma língua.

    Apesar de muitos países árabes terem como religião o islamismo, ou seja, têm maioria muçulmana, isso não é verdade para todos os países árabes e há ainda países que não são árabes, como a Indonésia, mas cuja religião predominate é o islamismo.

    Assim sendo, cuidado para não misturar mundo islâmico (ou muçulmano - religião) e mundo árabe (etnia).

    Abraço.

    • ?Há 5 anosDenunciar

      Acho que não está correta a resposta.
      Iranianos seguem a religião islâmica mas não são muçulmanos, são persas.

  • Há 1 década

    Todo mulçumano é Islamico e todo Islamico é mulçumano, porque são dois nomes dados a mesma religião.

    Nem todo mulçumano é árabe e nem todo árabe é mulçumano, existem brasileiros mulçumanos e arabes católicos, não existe católicos mulçumanos nem mulçumanos católicos.

    Mulçumano (submisso a Deus) = Nome da religião

    Islamico = Outro nome dado a religião do profeta Mohamad

    árabe = etnia ou pessoa nascida na Árabia Saudita

  • Há 1 década

    Islâmico vem de Islã ou Islamismo, religião fundada pelo profeta Maomé, no século VI d.C., que segundo a tradição, recebeu a revelação divina do anjo Gabriel. Com isto ele promoveu uma grande reforma religiosa que acabou com a idolatria árabe que existia na Península Arábica até então. As tribos passaram a venerar um Deus único: Alá.

    Muçulmano é como se chama quem professa esta religião. Pode ser, dependendo do contexto, sinônimo de Islâmico, como crente ou evangélico podem ser sinônimos de protestante, no caso do Cristianismo aqui no Brasil.

    Mas árabe não é sinônimo de muçulmano. Há árabes que professam o Cristianismo em países como Líbano, Síria e Iraque. E há países e povos que não são árabes e são muçulmanos, como os turcos, iranianos e curdos (são muçulmanos, vivem no Oriente Médio, mas não são árabes, os primeiros vieram da Ásia Central, os segundos são persas e os últimos são descendentes de uma tribo méda (persa) que migrou para o Iraque na Antigüidade), além de numerosos povos africanos.

  • Há 5 anos

    O Islamismo é uma religião monoteísta, ou seja, acredita na existência de um único Deus; é fundamentada nos ensinamentos de Mohammed, ou Muhammad, chamado pelos ocidentais de Maomé. Nascido em Meca, no ano 570, Maomé começou sua pregação aos 40 anos, na região onde atualmente corresponde ao território da Arábia Saudita. Conforme a tradição, o arcanjo Gabriel revelou-lhe a existência de um Deus único.

    A palavra islã significa submeter-se e exprime a obediência à lei e à vontade de Alá (Allah, Deus em árabe). Seus seguidores são os muçulmanos (Muslim, em árabe), aquele que se subordina a Deus. Atualmente, é a religião que mais se expande no mundo, está presente em mais de 80 países.

    Muçulmano é todo o indivíduo que adere ao Islão, uma religião monoteísta centrada na vida e nos ensinamentos de Maomé, e que recebeu revelações do Arcanjo Gabriel. Além disso, os muçulmanos também

    dão ênfase aos dogmas da oração, jejum no mês de Ramadã, peregrinação em Meca e o estudo do Alcorão.

    Os árabes são os integrantes de um povo heterogêneo que habita principalmente o Oriente Médio e a África setentrional, originário da península Arábica constituída por regiões desérticas e clima subtropical mediterrâneo no litoral . As dificuldades de plantio e criação de animais fizeram com que parte de seus habitantes se tornassem nômades, vagando pelo deserto em caravanas, em busca de água e de melhores condições de vida. A essas tribos do deserto dá-se o nome de beduínos.

    Existem três fatores que podem ajudar, em graus diversos, na determinação se um indivíduo é considerado árabe ou não:

    políticos: se ele vive em um país membro da Liga Árabe (ou, de maneira geral, no mundo árabe); essa definição cobre mais de trezentos milhões de pessoas.

    linguísticos: se sua língua materna é o árabe; essa definição cobre mais de duzentos milhões de pessoas.

    genealógicos: Pode-se traçar sua ascendência até os habitantes originais da península arábica.

    A importância relativa desses fatores é estimada diferentemente por diferentes grupos. Muitas pessoas que se consideram árabes o fazem com base na sobreposição da definição política e linguística, mas alguns membros de grupos que preenchem os dois critérios rejeitam essa identidade com base na definição genealógica. Não há muitas pessoas que se consideram árabes com base na definição política sem a linguística — assim, os curdos ou os berberes geralmente se identificam como não-árabes — mas alguns sim, por exemplo, alguns Berberes consideram-se Árabes e nacionalistas árabes consideram os Curdos como Árabes.

    Segundo Habib Hassan Touma,1 "A essência da cultura árabe envolve:

    língua árabe

    Islã

    Tradição e os costumes "

    E assim, "Um árabe, no sentido moderno da palavra, é alguém que é cidadão de um estado árabe, conhece a língua árabe e possui um conhecimento básico da tradição árabe, isto é, dos usos, costumes e sistemas políticos e sociais da cultura."

    Quando da sua formação em 1946, a Liga Árabe assim definiu um árabe

    "Um árabe é uma pessoa cuja língua é o árabe, que vive em um país de língua árabe e que tem simpatia com as aspirações dos povos de língua árabe."

    A definição genealógica foi largamente utilizada durante a Idade Média (Ibn Khaldun, por exemplo, não utiliza a palavra Árabe para se referir aos povos "arabizados", mas somente àqueles de ascendência arábica original), mas não é mais geralmente considerada particularmente significativa.

    Embora pratiquem ou se interessem por outras religiões como o espiritismo e o candomblé, o árabe é essencialmente formado por muçulmanos, judeus e cristãos. Nesse sentido, a maior parte dos árabes, são seguidores do islã, religião surgida na Península Arábica no século VII e que se vê como uma restauração do monoteísmo original de Abraão que para eles, estaria corrompido pelo judaísmo e cristianismo. Os árabes cristãos são também muito numerosos; nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de dois terços dos Árabes, particularmente os imigrantes da Síria, da Palestina, do Iraque e Líbano. No Brasil, Argentina, Chile, Venezuela e Colômbia a proporção de cristãos entre os imigrantes árabes é ainda maior mas só recentemente nesses países que a população islâmica evoluiu, sem necessariamente serem muçulmanos árabes. De modo geral todos os imigrantes espalhados pelo mundo "judeus ou cristãos" são uma consequência longínqua dos efeitos das cruzadas.

    Durante os séculos VIII e IX, os árabes (especificamente os Omíadas, e mais tarde os Abássidas) construíram um império cujas fronteiras iam até o sul da França no oeste, China no leste, Ásia menor no norte e Sudão no sul. Este foi um dos maiores impérios terrestres da História. Através da maior parte dessa área, os Árabes espalharam a religião do Islã e a língua árabe (a língua do Qur'an) através da conversão e assimilação, respectivamente. Muitos grupos terminaram por ser conhecidos como "árabes" não pela ascendência, mas sim pela arabização. Assim, com o tempo, o termo "árabe" acabou tendo um significado mais largo do que o termo étnico original. Muitos Árabes do Sudão, Marrocos, Argélia e outros lugares tornaram-se árabes através da difusão cultural.

    O nacionalismo árabe declara que os árabes estão unidos por uma história, cultura e língua comuns. Os nacionalistas árabes acreditam que a identidade árabe engloba mais do que características físicas, raça ou religião. Uma ideologia similar, o pan-arabismo, prega a união de todas as "terras árabes" em um Estado único. Nem todos os Árabes concordam com essas definições; os Maronitas libaneses, por exemplo, rejeitam geralmente a etiqueta "árabe" em favor de um nacionalismo maronita mais estreito, transformando o cristianismo que professam em sinal de diferença em relação aos muçulmanos que se consideram árabes (embora, em outros casos, o cristianismo seja o contrário; valor imutavelmente ligado à identidade árabe, a qual transcende a religião, sem negá-la, como é o dos melquitas, cujo Patriarca, Gregório III Laham, afirma "Nós somos a Igreja do Islam").

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