Sobre o big brother brasil 2011 x filosofia?

No livro a questão judaica, Karl Marx afirma que a religião é ópio do povo. Ele estava se referindo á impossibilidade do desenvolvimento de um senso critico entre a população. Atualmente,face aos baixos níveis dos programas de tv que exploram as sensações mais fáceis de estimular, principalmente entre os menos... mostrar mais No livro a questão judaica, Karl Marx afirma que a religião é ópio do povo. Ele estava se referindo á impossibilidade do desenvolvimento de um senso critico entre a população. Atualmente,face aos baixos níveis dos programas de tv que exploram as sensações mais fáceis de estimular, principalmente entre os menos favorecidos intelectualmente, como a do riso, do sexo, do ridículo, do medo e do escárnio, poder-se-ia dizer que uma nova e sofisticada forma de alienação está em pratica através do ´´ ópio do povo ´´

Friederich Nietzsche (1844-1900) parecia ter o dom da premonição. É que o filósofo alemão se antecipava muito quando se tratava de projetar ideias sobre a condição humana. É dele esta percepção: "O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele". Isto porque Nietzsche foi poupado de atrações quase sérias e semi-circenses, como o BBB. No picadeiro, o macaco é aplaudido por sua imitação do humano: se equilibra e passeia de triciclo e de bicicleta, se veste de gente, com casaca e gravata, sabe usar vaso sanitário, descasca alimentos. No picadeiro do BBB, os seres humanos são aplaudidos por se mostrarem intolerantes uns com os outros, se vestem de papagaios, ladram, miam, coaxam, zumbem – e tudo como se animais fossem. Chegam a botar ovo em momento predeterminado. Se vestem de esponja e se encharcam de detergente a limpar pratos descomunais noite afora.

Em sua imitação de animal, o humano que se sobressai no BBB é aquele que consegue ficar engaiolado – digo, literalmente engaiolado – junto com outros bípedes não emplumados – por grande quantidade de horas. E sem poder satisfazer as necessidades humanas básicas, muitas vezes tendo que ficar em uma mesma posição, como seriemas destreinadas. E são os únicos animais que demonstram imensa felicidade em permanecer por mais tempo na gaiola. Não lhes jogam bananas nem pipocas, mas quem for o último a sair da jaula semi-humana ganha uma prenda. Pode ser um passeio de helicóptero, pode ser um carro, pode ser uma noite na Marquês de Sapucaí.


Amigos gostaria de saber suas opiniões sobre esse tema. Obrigado
Atualizar: sem falar na invasão de privacidade com a venda de corpos quase sempre sarados, bronzeados e bem torneados e com a exposição de mentes vazias a abrigar ideias que trafegam entre a futilidade e a galeria de preconceitos contra negros, pobres, analfabetos funcionais.
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