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Euzinha

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Andei depressa para não rever meus passos Por uma noite tão fulgás que eu nem senti Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora Só me restam devaneios do que um dia eu vivi Se eu soubesse que o amor é coisa aguda Que tão brutal percorre início, meio e fim Destrincha a alma, corta fundo na espinha Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu E nessa Saga venho com pedras e brasa Venho com força, mas sem nunca me esquecer Que era fácil se perder por entre sonhos E deixar o coração sangrando até enlouquecer E era de gozo, uma mentira, uma bobagem Senti meu peito, atingido, se inflamar E fui gostando do sabor daquela coisa Viciando em cada verso que o amor veio trovar Mas, de repente, uma farpa meio intrusa Veio cegar minha emoção de suspirar Se eu soubesse que o amor é coisa assim Não pegava, não bebia, não deixava embebedar. ``FELIPE CATTO``

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