Ir direto para busca.
  1. Página inicial >
  2. Todas as categorias >
  3. Ciências Sociais >
  4. Psicologia >
  5. Perguntas respondidas
Pucca Pucca
Membro desde:
07 de abril de 2008
Total de pontos:
29 (Nível 1)

Perguntas respondidas

Mostre-me outra »

Como podemos caracterizar a psicologia fenomenológica humanista?!?

Abner by Abner
Membro desde:
06 de maio de 2009
Total de pontos:
1.445 (Nível 3)

Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta

Nenhum exagero parece residir na grave afirmação de que a construção de um trabalho exaustivo quanto ao desenvolvimento histórico-epistemológico da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial se apresenta como um desafio ainda não respondido à altura de sua importância e necessidade; ainda mais se reconhecidas as complexas peculiaridades de tal desenvolvimento nos contextos culturais latino-americanos. Esse é um fato que pode ser cotidianamente experimentado por todos aqueles que, professores ou estudantes, se aventurem pela experimentação a partir de tal perspectiva em Psicologia. De uma maneira geral, a literatura a que temos fácil acesso demonstra-se ainda bastante tímida – a mera catalogação de idéias e fatos biográficos dos autores, seguida de incríveis imprecisões conceituais, e de uma evidente incapacidade na facilitação de um diálogo rigoroso e criativo entre Filosofia e Psicologia (principalmente em suas dimensões de atuação), não são situações raras…

espero ter ajudado
Avaliação do autor da pergunta:
4 de 5
Comentário do autor da pergunta:
deu p eu compreender sim! obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!
Sugiro ler o artigo de Amatuzzi Psicologia Fenomenológica: uma aproximação teórico humanista.

Denunciar

Outras Respostas (1)

  • Joao de Deus by Joao de Deus
    Membro desde:
    30 de agosto de 2008
    Total de pontos:
    38.065 (Nível 7)
    Uma vez situados os diversos sentidos da psicologia fenomenológica, podemos nos concentrar no quarto sentido definido acima (exercida a partir do interior da psicologia enquanto um saber científico, mas agora concebido em uma direção qualitativa), que é o mais usual no contexto da psicologia humanista. Como podemos caracterizar essa psicologia?

    Além da inspiração fenomenológica, existe nela uma preocupação de aproximação com o mundo científico. Enquanto pesquisa, ela deve começar com um encontro com o fenômeno em alguma situação concreta; isso corresponde à coleta de dados de qualquer pesquisa científica. Pode ser feita sob a forma de entrevistas, observação participante ou pesquisa de intervenção, por exemplo. O pesquisador recolhe informações não apenas a partir de sua reflexão pessoal sobre sua experiência enquanto expressiva da experiência comum da humanidade (como acontece na fenomenologia filosófica); recolhe informações sistematicamente, entrando em alguma situação previamente escolhida ou de alguma forma planejada. Desde o acesso a esses dados da experiência subjetiva ou a essas vivências, o enfoque já é fenomenológico, e os dados, bem como seus significados, formam um todo. No entanto, o pesquisador sai de seu gabinete, vai para uma situação onde possa se encontrar com o fenômeno e de alguma forma anota, grava, registra em sua memória, para depois transformar em narrativas. Na situação ele pergunta, dialoga, questiona, observa e facilita o acesso do entrevistado à própria experiência subjetiva, que inclui memórias e significados. Depois, de volta ao seu gabinete, ele exerce um segundo olhar, o analítico (de novo fenomenológico), sobre aqueles dados assim construídos. Husserl não elaborou a psicologia fenomenológica com essa concretude com a qual tem sido praticada nas academias no contexto de dissertações e teses de mestrado e doutorado na área da psicologia.

    A grande questão aqui é: seria válida essa psicologia fenomenológica? Conseguiria ela ir além de um arremedo de ciência? E, além disso: que contribuição ela poderia trazer para a prática psicológica? Respostas a essas perguntas requerem um retorno à psicologia.

    As pesquisas e as práticas psicológicas seguem teorias diversas, nem sempre compatíveis uma com a outra. Pode-se, no entanto, simplificar essa diversidade para o fim que interessa a essa reflexão. Do ponto de vista da psicologia humanista, pode-se falar de dois grandes pressupostos teóricos que embasam as diversas abordagens: o pressuposto determinista e o pressuposto da autonomia.

    No pressuposto determinista, o ser humano é pensado como algum tipo de mecanismo. Tudo que ele faz, assim como tudo que lhe acontece, tem uma causa determinante. A arte do atendimento consiste em descobrir essa causa e intervir no sentido de modificá-la ou substituí-la por outra. As causas determinantes das condutas humanas podem ser internas (além de uma energia interna, compreendem-se as cognições, representações sociais, motivações inconscientes, resíduos da história passada, por exemplo, que dão a essa energia sua direção); ou externas (estímulos do ambiente físico ou social, isoladamente ou em configurações complexas, que acionam e dão direção a uma fonte de movimento) (Baum, 1999). Dentro deste pressuposto do determinismo psicológico, o atendimento, para que seja eficaz, exige um olhar analítico da situação. Este olhar configura-se como um diagnóstico. A partir dele, uma estratégia de intervenção é montada para dirigir a ação terapêutica para os fins visados: uma troca de causas determinantes. As pesquisas, quando estão a serviço dessa forma de trabalho com pressuposto metodológico determinista, visam estabelecer ligações genéricas de causalidade (para esclarecer o que se passa nos casos particulares e orientar a intervenção), ou então visam quantificar a distribuição de determinado fenômeno em um determinado campo (orientando decisões no plano de uma política de saúde mental, por exemplo). Em ambos os casos são pesquisas voltadas para práticas de intervenção controladora. Quando se trata de pesquisa básica, ela ainda assim visa instrumentalizar a intervenção, fornecendo-lhe uma base remota mais segura, ou então, e em qualquer caso, concebe o conhecimento nos moldes de um acúmulo de informações quantitativas.

    O pressuposto humanista da autonomia é diferente. Nele o ser humano não é visto como simples resultado de múltiplas influências, mas como o iniciador de coisas novas. A pessoa não é vista principalmente como efeito de causas anteriores modificáveis, mas como um ser desafiado pela vida e chamado a responder criativamente (Merleau-Ponty, 1996; Frankl, 1989). Isso quer dizer que se supõe que o ser humano tenha algum poder sobre as determinações que o afetam. O trabalho psicológico consiste fundamentalmente em oferecer um contexto dialógico no qual a liberação desse poder seja promovida.
    COMO É MUITO EXTENSA A RESPOSTA, SUGIRO ENTRAR NO SITE ABAIXO PARA COMPLEMENTAR.

    Fonte(s):

    www.scielo.br/scielo.php

Yahoo! Respostas em outros países:

O Yahoo! não avalia ou garante a precisão de qualquer conteúdo no Yahoo! Respostas. Clique aqui para ler o Termo de Responsabilidade.