Patmos é considerada um lugar sagrado praticamente desde que os primeiros colonizadores ali chegaram cerca de 4.000 anos atrás, procedentes da Ásia Menor. Aqueles primeiros moradores escolheram o segundo lugar mais elevado da ilha como o local para o seu templo de Ártemis, deusa da caça.
Em cerca de 96 EC, ano em que se considera que o apóstolo João foi exilado para Patmos, que estava sob o domínio da Roma imperial, “por ter falado a respeito de Deus e ter dado testemunho de Jesus”. Ali ouviu a voz de Deus, “semelhante à duma trombeta”, dizer: “Eu sou o Alfa e o Ômega . . . O que vês, escreve num rolo.” — Apocalipse 1:8-11.
No quarto século, a ilha tornou-se parte do Império Bizantino “cristianizado”. Daí, entre o sétimo e o décimo século, passou para o domínio muçulmano.
Situada no mar da Icária (parte do Egeu), cerca de 55 km ao O da Ásia Menor, Patmos ficava a cerca de 60 km ao OSO de Mileto. Esta pequena ilha vulcânica possui perfil litorâneo muito irregular e é bastante árida e rochosa. Mas, atualmente, cultivam-se ali trigo, azeitona e uva. Pelo visto devido ao seu isolamento, Patmos, junto com outras ilhas do Egeu, servia de ilha penal.