Embora os EUA se considerem como a “mãe” de todas as democracias modernas, por três vezes já permitiram que um candidato à presidencia - que não foi o mais votado - tomasse posse. Foi assim que a atual administração estadunidense deu início ao seu (des)governo: usurpando o poder em seu próprio país. Esse grupo, que atua agressivamente (não só nos EUA, mas em todo mundo), tomou o poder máximo para defender interesses que jamais foram do povo americano - mas de grupos que tiveram origem na Europa e em Israel.
Esse grupo, através de sofismas, isto é, de traições, mentiras e argumentos baseados em fatos tidos como verdadeiros, argumentos que, aparentemente, eram lógicos - , divulgados através da mídia dominante no Ocidente e no Oriente, convenceu os povos (principalmente o norte-americano) de que a Guerra Contra Terror era imprescindível e inadiável, e deveria ser travada através das invasões do Afeganistão e do Iraque.
Apresentou-se como argumentos para a invasão do Afeganistão, que o grupo que efetivamente governava aquele país, o Talibã, tinha aliança com a Al Qaeda e oferecia proteção a Osama Bin Laden. A invasão permitiria, assim, não só derrubar do comando de um país um grupo que patrocinava o terror, mas também prender o acusado como principal mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001.
Entretanto, após sete anos da derrubada daquele grupo, durante os quais milhares de civis foram brutalmente assassinados, inclusive crianças, o Talibã e a Al Qaeda não foram desmantelados, continuam ativos, e Osama Bin Laden nunca jamais foi realmente ameaçado de prisão.
Os EUA argumentaram também que o Talibã era patrocinado pelo tráfico de ópio. O fato real, entretanto, é que foi justamente durante a administração Talibã - entre os anos de 1996 e 2001 - que o cultivo da papoula chegou a seus índices mais baixos - 185 toneladas, em 2001. Durante os anos de 2000-2001, o regime do Talibã criou um programa de erradicação da produção de papoula altamente bem sucedido, como se pode ver no quadro abaixo:
1995 - 2.335 toneladas
1999 - 4.565 toneladas
2000 - 3.276 toneladas
2001 - 185 toneladas
2002 - 3.400 toneladas
2003 - 3.600 toneladas
2004 - 4.200 toneladas
2005 - 4100 toneladas
2006 - 6100 toneladas
A grande verdade é que muitas grandes fortunas americanas e européias sempre tiveram origens sombrias, fontes que nunca foram ou são totalmente esclarecidas ou divulgadas... Desde o final do século XIX (19), negócios e interesses financeiros poderosos têm estado por trás do narcotráfico. Assim, aqueles grupos poderosos que se ramificam por todo mundo agiram para retomar a totalidade do controle geopolítico e militar das rotas de drogas - pois esse é tão estratégico quanto às rotas de petróleo e seus oleodutos. Há de observar com tento a mais um detalhe: após o comércio de petróleo e de armas, o de drogas é o que mais movimenta dinheiro no mundo - 400 a 500 bilhões de dólares por ano.
Para melhor entender: no final da década passada, o total da produção mundial de bens alcançou os 25 trilhões de dólares. Em 1998, a produção das 500 maiores empresas do mundo, produzindo em todos os continentes, chegou a 11 trilhões de dólares, e os lucros foram da ordem de 440 bilhões de dólares. Liderando essa produção encontravam-se os setores da indústria automobilística (em torno de 1 trilhão de dólares), petrolífera (900 bilhões) e eletro-eletrônicos (750 bilhões) em dados da revista Fortune de 1994.
A indústria do narcotráfico, por sua vez, movimentou entre 750 bilhões a 1 trilhão de dólares, o que a equipara àqueles setores líderes da economia formal. Entretanto, quanto aos lucros os da indústria do narcotráfico são muito superiores aos obtidos no conjunto por aqueles três setores. E os lucros são muito maiores por causa da enorme diferença de preço da matéria-prima: enquanto os setores da economia legalizada trabalha com matérias-primas sobre as quais incidem vários tipos de tributos, a indústria do narcotráfico trabalha com matérias-primas, como a folha de coca, por exemplo: esta era vendida, na Bolívia ou na Colômbia, por US$ 2,5 o kg.; depois de transformada em cocaína passava a valer US$ 3.000 na Colômbia, chegando em São Paulo a US$ 10.000 e alcançando o preço estratosférico de US$ 40.000 dólares no mercado norte-americano e US$100.000 no Japão. A mesma disparidade se verifica com a heroína e a maconha. Com um custo de produção alcançando somente 0,5% e o distribuição 3% do valor do produto, o narcotráfico torna-se, assim, o negócio mais rentável do mundo, com lucros superiores a 3.000%. No início da década passada, os lucros com o tráfico de drogas giravam em torno de 300 bilhões de dólares - quase 6 vezes o lucro atingido pelas indústrias petrolífera, automobilística e de equipamentos eletro-eletrônicos JUNTAS.
(Cont.)
Fonte(s):
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É claro que, de posse desses dados, aqueles grupos e seus líderes ganaciosos e inescrupulosos, viram no controle total dos quatro setores o grande “pulo do gato”. E eles perceberam que tomar posse desse controle lhes era possível porque:
- já contavam com todo o poder bélico da única superpotência e da maioria das principais potências militares mundiais;
- a mídia dominante em todo mundo já era por esses grupos dirigida;
- não havia qualquer dúvida acerca da ajuda maciça que seria continuamente dada por parte dos milionários diretamente interessados em que o narcotráfico estivesse sob a proteção - jamais declarada, mas ostensivamente dada - dos governos mais influentes do chamado mundo globalizado;
- havia o apoio silencioso de vários setores das religiões ditas cristãs, interessados no total despretígio e destruição da segunda religião que mais cresce no mundo - a islâmica. O apoio de pastores, inclusive, deu às ações daqueles grupos ares messiânicos, propiciando e promovendo até a reeleição de mr. Bush;
- havia certeza de que as nações que poderiam fazer-lhes frente e impedí-los de por seu plano em prática jamais se uniriam contra eles, se limitando sempre a fazer uso do veto nas votações da ONU e dar algumas declarações contrárias, mas não enfáticas o suficiente para, ao menos, retardar suas ações.
Todo o plano das invasões já vinha sendo preparado desde o final da década de 80, precisando apenas esperar o momento certo de ser iniciado. Foi um plano elaborado com muitas etapas ardilosas, oriundas da sofística, ou seja, onde inteligência foi usada para dar uma interpretação falsa aos fatos (como, por exemplo, apresentar fotos de satélites, onde é mostrada uma fábrica de leite, e afirmar que “sem sombra de dúvidas, trata-se de uma fábrica da armas químicas”, enganando, assim, a maioria despreparada, que não sabe distinguir o que vê em imagens desse tipo), para apresentar argumentos aparentemente válidos, mas que na realidade não são conclusivos, pois existe má-fé por parte de quem os apresenta; apresentar argumentos baseados em fatos tidos como verdadeiros e chegar a uma conclusão inadmissível (como no discurso do secretário de Estado norte-americano, Collin Powell, na ONU, em fevereiro de 2003, no qual apresentou supostas provas sobre os programas de armamento do Iraque e sua recusa a se desarmar).
De repente, sem que o mundo pudesse nem ao menos vislumbrar a possibilidade, o “start” foi dado por um acontecimento literalmente retumbante, que ecoou por toda a mídia, chocando e estarrecendo a todos: os atentados de 11 de setembro de 2001, considerados os mais graves atentados em massa da História, e que espalharam incerteza e insegurança pelo mundo. Enquanto a maioria esmagadora da humanidade se encontrava sob enorme espanto e forte emoção, em estado de choque, sem acreditar nem entender o que via, o “grande” plano foi sendo posto rapidamente em prática, sem dar tempo para que ninguém pensasse muito. O sucesso de sua execução exigia que suas etapas se sucedessem com rapidez, aproveitando todo o assombro, todo o enorme pavor que tomou conta das populações - em particular, a americana.
O plano foi posto em prática e o controle dos quatro setores mais rentáveis da economia mundial foram enfeixados nas mãos daqueles grupos.
Com parte da cúpula desse grupo no comando da única superpotência do mundo porque, então, esse gigantesco império está ruindo?