Lidocaína ou xilocaína®, 2-(dietilamino)-N-(2,6dimetilfenil)aceta… é um fármaco do grupo dos Antiarritmicos da classe I (subgrupo 1B), e dos anestésicos locais que é usado no tratamento da arritmia cardiaca e da dor local (como em operações cirúrgicas). É pouco tóxica.
Usos Clínicos
Taquicardia ventricular, especialmente pós enfarte do miocárdio, é a primeira escolha.
Fibrilação ventricular, primeira escolha.
Anestésico local em pequenas operações cirúrgicas (como as dentárias).
Mecanismo de Ação
Enquanto ambos antiarritmico e anestésico local, é um bloqueador rápido dos canais de sódio, activados ou inactivados, existentes nos miócitos especializados do sistema de condução (coração) ou nervos periféricos.
Administração
Para efeito antiarrítmico, seu uso intravenoso é o de escolha. Podendo ser utilizada por via endotraqueal em casos de emergência, quando o acesso venoso ainda não foi estabelecido.
Utiliza-se também a aplicação em spray para anestesia tópica de mucosas, a exemplo de seu uso na endoscopia digestiva e técnicas de intubação com o paciente acordado.
Para bloqueios anestésicos loco-regionais, infiltra-se com agulha o anestésico na pele, ou na proximidade de troncos nervosos.
Também é utilizada em raquianestesia e anestesia peridural.
Efeitos clinicamente Úteis
Encurta o potencial de acção e prolonga a diástole. Diminui a taxa de contracção cardiaca, eliminando especialmente os batimentos ectópicos.
Impede a condução de potencial de acção nos axónios dos nervos periféricos, quando usada tópicamente.
Toxicidade sistêmica
São raros os efeitos tóxicos da lidocaína. Em geral só aparecem em decorrência de sobredose ou injeção intravascular inadvertida.
Dentre as manifestações, podemos citar:
Hipotensão arterial
Sensação de cabeça leve
Tinitus (zumbido no ouvido)
Parestesias - Sensação de formigamento na língua e lábios
Como manifestações mais graves podemos observar:
Convulsões
Colapso cardiovascular
Fonte(s):
WIKIPEDIA