Uma coisa é acidez, a outra são as manchas.
Evitar a acidez - que fragiliza muito o papel - é difícil, uma vez que o próprio papel - dependendo da época que foi produzido - é acido. E além do mais o livro está sujeito à acidez das partículas metálicas presentes na poluição.
Para minimizar o problema, aconselha-se armazenar em local protegido de poeira, poluição, fuligem ou qualquer outra coisa que possa provocar acidez e realizar a limpeza periódica das folhas, que pode ser feita com uma escova de sapatos macia (para a superfície das folhas) e uma lixa fina (para os cortes lateral, superior e inferior do miolo).
Para desacidificar o papel há técnicas que utilizam banhos com produtos básicos, como o hidróxido de cálcio. Porém, esses banhos obedecem a um procedimento técnico específico (desmonte, banho, secagem, prensagem e reencadernação) e devem ser feitos por profissionais qualificados.
Já para as manchas, usou-se durante muito tempo o hipoclorito de sódio - ou água sanitária - bastante diluído (também com procedimento técnico específico). O problema é que além de tirar as manchas, a substância danifica as fibras de celulose. Portanto, é melhor deixar o papel manchado, porém íntegro.
Detalhe importante: sou restaurador!
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