SÓCRATES, que viveu entre os anos 470 e 399 a.C. Com a sua filosofia moral buscou determinar a essência do homem, procurou responder à questão sobre a natureza ou realidade última do homem. Para Sócrates, a essência do homem é a sua PSYCHÉ, a sua alma, entendendo por alma a consciência, a personalidade intelectual e moral do homem. O corpo é receptáculo da alma, e cuidar da alma é a suprema obrigação moral do homem.
PLATÃO, que viveu entre os anos 428 a 347 a.C., discípulo de Sócrates, aparece como um marco fundamental na história da filosofia grega. Apresentou a idéia filosófica da existência de uma REALIDADE SUPRAFÍSICA DO SER, que os naturalistas não imaginaram, pois tentavam explicar a origem dos fenômenos e das coisas através de causas físicas, sensíveis, como água, terra, fogo, ar, calor, etc.
Para Platão devia existir uma outra causa originária verdadeira, não sensivel, imaterial, e denominou essa causa com os termos IDÉIA e EIDOS, que significam FORMA. Nesta concepção a Idéia não significa o pensamento, mas a essência das coisas, a FORMA: esta constitui o MODÊLO. Os modêlos teriam existência real. O conjunto das Idéias foi denominado lugar HIPERURÂNIO, que significa lugar acima do céu ou acima do cosmos físico, abrange a totalidade do ser inteligivel e situa-se na dimensão do eterno, incriado, enquanto o mundo sensivel situa-se na dimensão do tempo.
Segundo Platão o mundo sensivel, mundo físico, foi plasmado sobre a matéria (chora) preexistente, por um DEMIURGO, deus ARTÍFICE, tendo como modêlo o mundo das idéias. Para ele, o mundo das idéias é REAL, eterno e incriado, mas não é inteligência, simplesmente existe eternamente.
Quanto ao homem, Platão adota, com algumas variações, a doutrina do orfismo, isto é, a transmigração das almas em vários corpos, através de renascimentos em diferentes formas de seres vivos, para cumprimento de suas penas. O corpo é entendido como tumba ou cárcere da alma.
Sobre as ARTES, poéticas, pictóricas e plásticas, para Platão não são mais que pura IMITAÇÃO DAS REALIDADES, são apenas distanciamentos da verdade. Quanto mais se afastam da realidade, tanto mais se tornam perniciosas e deseducam o homem, pois não representam a verdade. No entanto, quando retratam bem o verdadeiro, podem ser boas, e tanto melhores quanto mais se aproximarem do modêlo verdadeiro.
ARISTÓTELES, que viveu entre 384 e 322 a.C., discípulo de Platão, foi outro nome de grande importância na filosofia grega. Segundo ele, a metafísica é a ciência mais elevada que pode interessar ao homem, porque não está ligada a necessidades materiais: "todas as outras ciências podem ser mais necessárias ao homem mas nenhuma é superior à metafísica". De grande significado foi o conceito que introduziu sobre as duas possibilidades do SER, ou seja, SER-EM-POTÊNCIA e SER-EM-ATO. Conforme sua concepção, a matéria prima bruta em sí é ser-em-potência, enquanto o ATO realizador é que dá a FORMA, caracteriza a coisa realizada na matéria, concretiza o ser.
Aristóteles investigou também a estrutura dos seres, tendo dedicado uma atenção especial aos seres vivos. Para ele os seres animados se diferenciam dos seres inanimados porque possuem um princípio que lhes dá a vida, e esse príncipio é a ALMA. Assim, segundo Aristóteles, os VEGETAIS têm uma ALMA VEGETATIVA, princípio mais elementar da vida, responsavel pelas funções biológicas como NUTRIÇÃO, CRESCIMENTO E GERAÇÃO. Os animais IRRACIONAIS, possuem uma ALMA SENSITIVA, que é responsavel pelas sensações e movimentos do corpo, além de possuirem a alma vegetativa, comum aos vegetais. Os homens, animais RACIONAIS, possuem uma ALMA INTELECTIVA, responsavel pelo pensamento e pelas ações racionais, além de possuirem as almas vegetativa e sensitiva, comuns respectivamente aos vegetais e animais.
Em rápida passagem mostramos, resumidamente, como desde a antiguidade o homem procura conhecer filosoficamente as suas origens, a sua vida, o seu destino último. Pois o homem é um ser inteligente, racional. O homem pensa, conhece, sabe que conhece, tem consciência que sabe, pode fazer juizo: o homem é um ser de transcendência. Naqueles tempos dos primeiros filósofos, a busca começava a partir do nada, ou do quase nada, pois pouco se sabía. Hoje é diferente, muitas são as facilidades do conhecimento, graças aos alicerces plantados ao longo de tantos séculos da existência do homem, aos livros disponíveis, às facilidades de comunicações.
O homem de hoje pode se considerar privilegiado por contar com tantas fontes de conhecimento, de testemunho, de revelação e, com inteligência, sensiblidade, e iluminado na fé pela graça de Deus, está apto a procurar e conhecer a verdade e encontrar o seu caminho, realizar o seu VERBO HUMANO, "construir-se" a sí mesmo e ter o seu encontro com Deus.
Beijos
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