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(...) A partir do fim do século XIX, quando William Morris Davis definiu as paisagens morfológicas conforme seus processos de formação, os geógrafos desenvolveram os conceitos de paisagem natural, humanizada e geográfica global. Um passo decisivo nessa evolução teórica foi a classificação pelos elementos constitutivos, entre os quais o clima, bem diferençado em grandes regiões terrestres e em microclimas locais; o relevo, marcado pelos processos de orogênese e erosão; a vegetação e, de forma em geral subordinada, a fauna; e a ação humana, determinada pelo desenvolvimento econômico e cultural de cada povo ou civilização.
Todos esses elementos interagem: o relevo afeta o clima, o qual influi nas formas de vegetação, cuja maior ou menor densidade favorece ou dificulta a erosão etc. A relação entre os elementos e agentes da paisagem tende a um equilíbrio dinâmico e instável, em constante transformação. Atualmente, quase todas as paisagens da Terra, salvo as polares, os altos cumes das cordilheiras, as matas virgens e o interior dos desertos, têm caráter humanizado ou cultural em maior ou menor medida.
O grau mais alto de humanização da paisagem é atingido na cidade, onde a transformação cultural é quase absoluta. As paisagens rurais, muito diferentes, são qualificadas pelos usos agrícolas, pecuários e florestais do território, assim como por outros fatores de caráter econômico (estradas, ferrovias, minas e indústrias). As paisagens em que a ação do homem não se impôs de forma determinante sobre o meio são predominantemente naturais, como as matas e pradarias, cuja conservação inclui o aproveitamento racional dos recursos, ou as estepes e tundras, territórios de escasso valor econômico.
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