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A palavra grega Bíblia, em plural, deriva do grego bíblos ou bíblion (βίβλιον) que significa "rolo" ou "livro". Bíblion, no caso nominativo plural, assume a forma bíblia, significando "livros". No latim mediaval, biblìa é usado como uma palavra singular — uma colecção de livros ou "a Bíblia". Foi São Jerónimo, tradutor da Vulgata Latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". A Bíblia é na realidade uma coleção de livros catalogados, considerados pelas diversas religiões cristãs como Divinamente inspirados. É sinónimo de "Escrituras Sagradas" e "Palavra de Deus".
Os livros bíblicos considerados canônicos pela Igreja Católica Romana contituem-se de 73 livros, isto é, 7 livros a mais no Antigo Testamento do que as restantes traduções bíblias usadas pelas religiões cristãs não-católicas e pelo Judaísmo. Esses livros são chamados de deuterocanónicos ou livros do "segundo Cânon", pela Igreja Católica. A lista dos livros deuterocanónicos é a seguinte: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (Ben Sira ou Sirácida) e Baruque. Possui, ainda, adições aos livros protocanónicos (ou livros do "primeiro Cânone") de Ester e Daniel. Foram considerados escritos Apócrifos por outras denominações religiosas, ou seja, livros ou escritos que carecem de inspiração Divina. Porém, é reconhecido valor histórico aos livros de Macabeus.
Os idiomas originais
Foram utilizados três idiomas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o hebraico, o grego e o aramaico. Em hebraico consonantal foi escrito todo o Antigo Testamento, com excepção dos livros chamados deuterocanónicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego comum, além dos já referidos livros deuterocanónicos do Antigo Testamento, foram escritos práticamente todos os livros do Novo Testamento. Segundo a tradição cristã, o Evangelho de Mateus terá sido primeiramente escrito em hebraico, visto que a forma de escrever visava alcançar os judeus.
O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos em alguns livros o hebraico clássico (por ex. livros de Samuel e Reis), em outros um hebraico mais rudimentar e em outros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas. O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego koiné (istó é, o grego "comum" ou "vulgar", por oposição ao grego clássico), o segundo idioma mais falado no Império Romano.
Sua estrutura interna
A Bíblia é um conjunto de pequenos livros ou uma biblioteca. Foi escrita ao longo de um período de cerca de 1 500 anos por 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais, segundo a tradição judaico cristã. No entanto, exegetas cristãos divergem cada vez mais sobre a autoria e a datação das obras. A sua divisão em capítulos e versículos que conhecemos hoje surgiu em momentos diferentes da história. A primeira divisão (em capítulos) credita-se a autoria ao arcebispo Stephen Langton da Cantuária, no século XIII, que fez as marcações dos mesmos através de uma seqüência numérica em algarismos romanos nas margens dos manuscritos. A divisão em versículos foi realizada em 1551 numa edição em grego do Novo Testamento pelo humanista e impressor Robert Stephanus.
Testamento — origem do termo
Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes.
A palavra portuguesa testamento corresponde à palavra hebraica berith — aliança, pacto, contrato, e designa aquela aliança que Deus fez com o povo de Israel no Monte Sinai (Êxodo 24:1-8; 34:10-28). Sendo esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança (Jer. 31:31-34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo (Mat. 26:28). Os escritores neotestamentários denominam a primeira aliança de antiga (Heb. 8:13), contrapondo-lhe a nova (II Cor. 3:6, 14).
Os tradutores da Septuaginta traduziram berith para diatheke, embora não haja perfeita correspondência entre as palavras, já que berith designa aliança (compromisso bilateral) e diatheke tem o sentido de "última disposição dos próprios bens", "testamento" (compromisso unilateral).
As respectivas expressões "antiga aliança" e "nova aliança" passaram a designar a coleção dos escritos que contém os documentos respectivamente da primeira e da segunda aliança.
O termo testamento veio até nós através do latim quando a primeira versão latina do Velho Testamento grego traduziu diatheke por testamentum. São Jerônimo revisando esta versão latina manteve a palavra testamentum, eqüivalendo ao hebraico berith — aliança, concerto, quando a palavra como já foi visto não tinha essa significação no grego. Afirmam alguns pesquisadores que a palavra grega para "contrato", "aliança" deveria ser suntheke, por traduzir melhor o hebraico berith.
As denominações "Antigo Testamento" e "Novo Testamento", para as duas coleções dos livros sagrados, começaram a ser usadas no final do II século A.D., quando os evangelhos e outros escritos apostólicos foram considerados como Escrituras.
Livros do Antigo Testamento
* Veja o artigo Antigo Testamento.
[editar] Pentateuco
Gênesis - Êxodo - Levítico - Números - Deuteronômio
[editar] Históricos
Josué - Juízes - Rute - I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - Esdras - Neemias - Ester
[editar] Poéticos e Sapienciais
Jó - Salmos - Provérbios - Eclesiastes (ou Coélet) - Cânticos dos Cânticos de Salomão
[editar] Proféticos
Profetas Maiores Isaías - Jeremias - Lamentações - Ezequiel - Daniel
Obs.: O livro das Lamentações aparece como uma espécie de prolongamento do livro de Jeremias.
Profetas Menores Oséias - Joel - Amós - Obadias - Jonas - Miquéias - Naum - Habacuque - Sofonias - Ageu - Zacarias - Malaquias
[editar] Livros Deuterocanônicos / Apócrifo
Tobias - Judite - I Macabeus - II Macabeus - Baruque - Sabedoria - Eclesiástico (ou Ben Sira) - e alguns acréscimos ao texto dos livros Protocanônicos - Adições em Ester (Ester 10:4 a 11:1 ou a 16:24) - Adições em Daniel (Daniel 3:24-90; Cap. 13 e 14)
Os livros apócrifos foram escritos entre Malaquias e Mateus, ou seja, entre o Antigo e o Novo Testamento, numa época em que cessara por completo a revelação divina. Nunca foram reconhecidos pelos judeus como parte do Cânone Hebraico. Jamais foram citados por Jesus nem foram reconhecidos pela igreja primitiva, apesar de serem lidos e estudados.
Apareceram pela primeira vez na Septuaginta, a tradução do Antigo Testamento feita do hebraico para o grego. Quando Jerônimo traduziu a famosa Vulgata, no início do Século V, incluiu os apócrifos oriundos da Septuaginta Grega. São 11 os escritos apócrifos: sete livros e quatro acréscimos a livros. Também são chamados de deuterocanônicos.
Os sete livros apócrifos constantes das Bíblias de edição católico-romana são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, I Macabeus e II Macabeus.
Os quatro acréscimos ou apêndices são: Ester (Ester 10:4 a 16:24); Cânticos dos três santos filhos (em Daniel 3:24 a 90); História de Susana (em Daniel cap.13); Bel e o Dragão (em Daniel Cap. 14).
[editar] Livros do Novo Testamento
* Veja o artigo Novo Testamento.
[editar] Evangelhos e Livros históricos
Mateus - Marcos - Lucas - João - Atos dos Apóstolos (abrev. Atos)
Cartas para igrejas locais
Romanos - I Coríntios - II Coríntios - Gálatas - Efésios - Filipenses - Colossenses - I Tessalonicenses - II Tessalonicenses - Hebreus
[editar] Cartas a presbíteros
I Timóteo - II Timóteo - Tito
[editar] Carta particular
Filémon
[editar] Outras cartas
Tiago - I Pedro - II Pedro - I João - II João - III João - Judas
[editar] Livro profético
Apocalipse ou Revelação
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- obrigado por me passar estes cnhecimentos