Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta
Antes de cobrar, o professor tem que se valorizar e não ficar esperando pelo Gov. Tem que fazer a parte que não fazem como profissionais. As escolas recebem várias ofertas de cursos promocionais de atualização gratuitos ou financiados pela instituição e ninguém quer ir - ficam no empurra-empurra. Muitos desses professores e professoras, de Educ infantil e do ensino fundamental, mal sabem ler e escrever, além de abominar a informática. Como podem reivindicar valor e respeito? Conheço escolas que estão com o lab. de informática abandonado - outros por fechar - porque nenhuma professora ou professor se habilita, por não ser de interesse pe$$oal.
O que dizer de uma categoria que não batalha por um órgão de aconselhamento ou uma associação?? Não temos nenhum tipo de apoio, orientação e proteção à classe, sabia? A Pedagogia é órfã em todos os sentidos por falta de união de seus próprios membros. Fundar mecanismos de proteção à classe profissional não é função nem de interesse governamental.
Todos os profissionais evoluem. Só os professores estão sempre na mesmice. É inconcebível que em era de avanço tecnológico, algumas ainda sintam saudades do "Caminho Suave". É um absurdo que li aqui mesmo no YR. Isso nada tem a ver com Gov. Tem a ver com mentalidade e acomodação de cada um. Ainda existe o quadro-de-giz por que, se tantas professoras e professores sofrem de alergia devido ao pó?? Tem certeza que é por causa do Gov.? Alguém já questionou isso? (eu sei, mas não é caso agora.)
Se trabalham como "tios e tias" só podem ser tratados como tais. "Tios e tias" não precisam ser bem pagos: um agradinho está bom. "É um prazer!" E prazer não se remunera. Não é assim que muitas "ditas" professoras fazem questão de ser tratadas? Algumas chegam a dizer que choram quando chega o final do ano pela separação de seus "sobrinhos". Isso é carência pessoal! Deveriam chorar pela emoção do dever social e profissional cumprido. Afetividade cabe em qualquer profissão - tem que se amar o indivíduo como parte da sociedade e não como familiar com sentimentalismo piegas.
Então ... Enquanto forem "parentes" deveram se contentar com ninharias, agradinhos. Para cuidar nem precisam gastar com faculdade porque não têm aproveitado o que lá é ensinado. A educação formal exige muito mais que "cuidar": precisa de técnica, arte, ciência, profissionalismo, seriedade. Quando abandonarem o pieguismo e o "parentesco", aí sim, saberão reivindicar seus direitos como profissionais de qualidade e terão direito a eles.
Não estamos no tempo em que Getúlio Vargas mandava queimar os livros para impedir que o conhecimento chegasse a todos. Estamos sim, “deitados no berço esplêndido da 'ditadura do comodismo e da irresponsabilidade'” , hoje, sinônimo, de indolência, de individualismo, do "laissez faire" (deixa rolar) pois, com acesso livre ao conhecimento e Governos tão democráticos, liberais e flexíveis como esses que temos tido, o professor poderia fazer maravilhas, se quisesse mostrar o seu valor. Falar que o Gov quer ignorantes, é herança de mentalidade retrógrada e muito comodismo por parte de professores que se fazem de vítimas sabendo que não é assim.
A Educação é setor de grande importância e respeito e não um refúgio de donas-de-casa como vem acontecendo. Precisa ser levada a sério com estudo, pesquisas, dedicação e não se contentar em apenas "papagaiar" Paulo Freire sem nem ao menos saber interpretar o que ele diz. Bons profissionais existem, entretanto não são vistos a olho nu porque estão encobertos por aqueles que mamam na teta do Gov, cheios de má-vontade. Os realmente responsáveis pelo futuro do país migram para escolas particulares, empresas ou Ongs - locais onde há PROFISSIONAIS com RESPONSABILIDADE SOCIAL, PARTICIPAÇÃO E COMPROMETIMENTO; onde são reconhecidos porque realmente trabalham.
A escola não precisa de "mães" nem de "tias" mas, de profissionais competentes. Quando o novato ou novata chega à escola com sugestões modernas e práticas, o veterano (literalmente de braços cruzados) manda esquecer e se adaptar à situação vigente de marasmo e mesmice. E isso não acontece somente em uma ou outra escola de rede, mas em muitas delas. Essa é a mentalidade do professor brasileiro de rede pública que, além de se desvalorizar, leva junto o próprio colega.
Numa sociedade, cada um deve fazer a sua parte. Na comunidade educacional, o governo deve fazer 100% do que lhe é atribuído, os pais 100%, os alunos 100% e os professores 100%. Como estamos falando em professores, estes não têm feito a sua parte. Um professor para ser valorizado só precisa conhecer bem o conteúdo a ser ensinado e ter a quem ensinar. Se o trabalho for de qualidade, a própria sociedade se mobilizaria em favor. O resultado desse trabalho - seja positivo ou negativo - se reflete em cada casa, no seio de cada família. Então, como defender profissionais que não se preocupam com a sua função? Salário baixo não é justificativa. Se assim fosse, não haveria mais nenhuma escola de Pedagogia ou ninguém mais participaria de concursos para professores. Esse negócio de dizer que ama o que faz com pieguice não corresponde a Paulo Freire. Vejo como uma ocupação cômoda e que, certamente, deve beneficiar de alguma forma tanto o gov como professores. Os “trocadinhos” recebidos correspondem aos estragos que vemos. O profissional que valoriza sua profissão briga por ela. Os professores não exigem do governo por não terem o que barganhar que é a qualidade profissional. Veja as outras classes/categorias como são organizadas e dinâmicas.
As primeiras providências contributivas do Governo para melhoria da Educação nacional devem ser:
:: aumento da carga horária da Língua Portuguesa, enfatizando "Leitura e Interpretação de textos"
:: exigência de obrigatoriedade do ensino de Informática no Curso Superior Normal e de Pedagogia - como disciplina reprovatória.
P.S. O professor e a professora como profissionais responsáveis são autoridades do saber: nem pai nem mãe. Não confundir com "familiarismo genético" que era (e ainda é) usado como estratégia para se manter o respeito entre o professor e o aluno. Esse conceito não deveria existir mais. É justamente essa mentalidade cômoda e fantasiosa que deve ser abolida.
Os tempos e os valores são outros: o aluno deve respeitar o professor como autoridade do ensino, como pessoa, ser humano e profissional e, não por uma questão "sanguínea". O professor deve ver o aluno como um ser social e não como um familiar. Se não for parente não se respeita??!! Cada um na sua função e no seu papel.
Quem tem que ditar a ordem são os donos do saber. Eles que têm que modificar a mentalidade dos governantes utilizando as ferramentas do conhecimento - arma de poder eficaz. Como afirmar que é desejo do Gov esse tipo de situação se não há tentativas de melhora por parte da classe? Tudo balela, justificativa cômoda, além de inaceitável porque quem manda é o povo e, na Educação, nesse caso, o povo é representada pela VOZ DO PROFESSOR.
A exemplo de outros movimentos de arte, sem-terra, agricultores, industriais, cineastas - quando foi que um grupo significativo de professores foi à Brasília reivindicar qualidade no ensino (e não salário), hein? Vc se lembra??? Eu não!! <>:<>
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- Comentário do autor da pergunta:
- Fiquei muito emocionado com sua resposta.
O que eu gosto do YR, é que coloca pessoas leigas como eu, em contato com gente como voce. Eu abri seu perfil e lá encontrei um presente, o link do site do "educae" e já baixei dois e-book. Eu gosto muito de ler. muitissimo obrigado.
Um abração, Elias
Abraço!
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