Num estudo publicado no ‘Journal of the American Medical Association’, os cientistas verificaram que o consumo regular de café diminuía substancialmente o risco de aparecimento de diabetes de tipo 2 – a forma mais frequente da doença. As exactas razões para isso acontecer ainda não foram encontradas, mas a explicação é simples: o café tem antioxidantes que controlam a deterioração das células, evitando o alastramento da doença.
Em relação à prevenção de problemas cardiovasculares, o estudo estabelece uma relação entre o consumo de café e a redução dos riscos. Mulheres entre os 55 e os 69 anos, que beberam três a quatro chávenas de café, reduziram até 24 por cento o risco de contrair doenças cardiovasculares. As características anti-inflamatórias de alguns componentes do café estão também relacionadas com a diminuição do número de indivíduos com cirroses de álcool e cancros no fígado.
“Ficámos surpreendidos quando nos apercebemos de que o café é uma das principais fontes de anti-oxidantes”, afirmou Rune Blomhoff, um dos autores do estudo.
OUTRAS NOTAS
CAFEÍNA EM EXCESSO
Especialistas garantem que o consumo excessivo de cafeína reduz o fluxo sanguíneo para o coração, com maior incidência durante o exercício em grande altitude.
DEPENDÊNCIA
A Organização Mundial de Saúde refere que não existe “nenhuma prova de que o uso de cafeína tenha consequências físicas e sociais comparáveis, ainda que remotamente, às consequências das drogas”.
EFEITO DIURÉTICO
A cafeína é um diurético suave e pode levar a um aumento do volume de urina.
André Pereira
Hoje os pesquisadores sabem que, administrado em doses moderadas (3 a 4 xícaras de café por dia), a cafeína não oferece risco à saúde humana. Estudos realizados nas últimas duas décadas mostram que a cafeína estimula naturalmente a atenção, a concentração, a memória e o aprendizado escolar.
Pesquisas recentes mostram também que os ácidos clorogênicos e serotoninas, substâncias presentes no café, após a torrefação, possuem relevantes efeitos antioxidantes, que podem prevenir males como as doenças cardiovasculares, câncer de cólon e outros. Mas o que realmente está surpreendendo os cientistas é o fato de que estas substâncias atuam no sistema nervoso central, modulando o estado de humor e, desta forma, prevenindo a ocorrência da depressão e suas conseqüências (tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas e suicídio).