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Quem, quando criança, nunca brincou com um cata-vento? O que parece apenas um brinquedo infantil pode ser a base para a geração de uma energia alternativa e viável. Com o objetivo de desenvolver uma tecnologia nacional para aproveitar o potencial eólico brasileiro, professores do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro de Estudos Aeronáuticos da UFMG desenvolveram uma turbina eólica de médio porte, medindo sete metros de diâmetro e com capacidade para gerar 10 quilowatts de potência.
Sob a coordenação dos professores Marcos Vinicius Bortolus e Rogério ***** Ribeiro, o projeto teve início em 1997 e conta com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). A idéia era criar um equipamento de baixo custo e adequado às condições do vento em Minas Gerais, visto que as turbinas existentes até então eram inadequadas ao clima brasileiro, pelo fato de serem importadas de países de clima frio como a Alemanha e a Dinamarca.
A matéria-prima da turbina é um material “projetado na natureza” para tal fim: a madeira. Conforme o professor Ribeiro, uma árvore está submetida à carga de vento de forma semelhante a uma turbina eólica. O projeto da UFMG utiliza uma madeira nacional denominada frejó, considerada uma das melhores do mundo. Outro fator que contribui para o baixo custo é a simplicidade do processo de fabricação, que utiliza conhecimentos adaptados da aeronáutica. Com isso, qualquer cidade pequena no Brasil que disponha de uma marcenaria pode tornar-se auto-suficiente na produção da turbina.
O professor Bortolus lembra que a técnica dos moinhos de vento é conhecida há muitos séculos, e que o desenvolvimento da aerodinâmica de aviões, a partir do século XX, tornou possível criar sistemas mais eficientes de máquinas eólicas.
Professor Marcos Vinícius Bortolus
Brincando com o vento
Como funciona uma turbina eólica? De forma semelhante a um cata-vento.
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