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Alguém tem a lista dos 100 melhores livros, publicada na Folha de São Paulo?

Há pouco tempo atrás, a Folha de São Paulo publicou uma lista dos 100 principais (ou melhores) livros até hoje escritos. Não sei se foi um apanhado feito pelo próprio jornal brasileiro ou apenas uma reprodução de uma lista feita no exterior. Sei, sim, que inclui alguns autores brasileiros.
Tentei achar essa lista na internet, mas não consegui.
Alguém a possui, em meio eletrônico?

Muito obrigado!
  • 4 anos atrás
Comer by Comer
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Melhor resposta - Escolhida por votação

Toma!

1°- Ulisses (1922), James Joyce (1882-1941).

2°- Em Busca do Tempo Perdido (1913-27), Marcel Proust (1871-1922).

3°- O Processo, Franz Kafka (1883-1924).

4°- Doutor Fausto (1947), Thomas Mann (1875-1955).

5°- Grande Sertão: Veredas (1956), Guimarães Rosa (1908-1967).

6°- O Castelo (1926), Kafka.

7°- A Montanha Mágica (1924), Thomas Mann.

8°- O Som e a Fúria (1929), William Faulkner (1897-1962).

9°- O Homem sem Qualidades (1930-43), Alfred Musil (1880-1942).

10°- Finnegans Wake (1939), James Joyce.

11° A Morte de Virgílio (1945), Herman Broch (1886-1951).

12° Coração das Trevas (1902), Joseph Conrad (1857-1924).

13° O Estrangeiro (1942), Albert Camus (1913-1960).

14° O Inominável (1953), Samuel Beckett (1906-1989).

15° Cem Anos de Solidão (1967), García Marquéz (1928).

16° Admirável Mundo Novo (1932), Aldous Huxley (1894-1963).

17° Mrs. Dolloway (1925), Virginia Woolf (1882-1941).

18° Ao Farol (1927), V. Woolf.

19° Os Embaixadores (1903), Henry James (1843-1916).

20° A Consciência do Zeno (1923), Italo Svevo (1861-1928).

21° Lolita (1958), Wladimir Nabokov (1899-1977).

22° Paraíso (1960), José Lezama Lima (1910-1976).

23° O Leopardo, Tomaso di Lampedusa (1910-1976).

24° 1984 (1949), George Orwell (1903-1950).

25° A Náusea (1938), Jean-Paul Sartre (1905-1980).

26° O Quarteto de Alexandria (1957-1960), Lawrence Durrell (1912-1990).

27° Os Moedeiros Falsos (1925), André Gide (1869-1951).

28° Malone Morre (1951), Samuel Beckett.

29° O Deserto dos Tártaros (1940), Dino Buzzati (1906-1972).

30° Lord Jim (1900), Joseph Conrad (1857-1924).

31° Orlando (1928), Virginia Woolf.

32° A Peste (1947), Albert Camus.

33° Grande Gatsby (1925), F. Scott Fitzgerald (1896-1940).

34° O Tambor (1959), Gunter Grass (1927).

35° Pedro Páramo (1955), Juan Rulfo (1918-1986).

36° Viagem ao Fim da Noite, (1932) Ferdinand Céline.

37° Berlin Alexanderplatz (1929), Alfred Döblin (1878-1957).

38° Doutor Jivago (1957), Boris Pasternak (1890-1960).

39° Molloy (1951), Samuel Beckett (1906-1989).

40° A Condição Humana (1933), André Malraux (1901-1976).

41° O Jogo da Amarelinha (1963), Julio Cortázar (1914-1984).

42° Retrato do Artista quando Jovem (1917), James Joyce.

43° A Cidade e as Serras (1901), Eça de Queirós (1845-1900).

44° Aquela Confusão Louca da Via Merulana (1957), Carlo Emilio Gadda (1893-1973).

45° Vinhas da Ira (1939), John Steinbeck (1902-1968).

46° Auto da Fé (1935), Elias Canetti (1905-1994).

47° À Sombra do Vulcão (1947), Malcolm Lowry (1909-1957).

48° O Visconde Partido ao Meio, Italo Calvino.

49° Macunaíma (1928), Mario de Andrade (1893-1945).

50° O Bosque das Ilusões Perdidas (1913), Alain Fournier (1886-1914).

51° Morte a Crédito (1936), Ferdinand Céline (1894-1961).

52° Amante de Lady Chatterley (1928), D.H. Lawrence (1885-1930).

53° O Século das Luzes (1962), Alejo Carpentier (1904-1980).

54° Uma Tragédia Americana (1925), Theodore Dreiser (1871-1945).

55° América (1927), Franz Kafka.

56° Fontamara (1930), Ignazio Silone (1900-1978).

57° Luz em Agosto (1932), William Faulkner.

58° Nostromo (1904), Joseph Conrad.

59° A Vida Modo de Usar (1978), Georges Perec (1936-1982).

60° José e seus Irmãos (1933-1943), Thomas Mann.

61° Os Thibault (1921-1940), Roger Martin du Gard (1881-1958).

62° Cidades Invisíveis (1972), Italo Calvino (1923-1985)

63° Paralelo 42 (1930), John dos Passos (1896-1970)

64° Memórias de Adriano (1951), Marguerite Yourcenar (1903-1987).

65° Passagem para a Índia (1924), E.M. Forster (1879-1970).

66° Trópico de Câncer (1934), Henry Miller (1891-1980).

67° Enquanto Agonizo (1930), James Faulkner.

68° As Asas da Pomba (1902), Henry James (1843-1916)

69° O Jovem Törless (1906), Alfred Musil.

70° A Modificação (1957), Michel Butor (1926).

71° A Colméia (1951), Camilo José Cela (1916).

72° Estrada de Flandres (1960), Claude Simon (1913)

73° A Sangue Frio (1966), Truman Capote (1924-1984).

74° A Laranja Mecânica (1962), Anthony Burgess (1916-1993).

75° O Apanhador no Campo de Centeio (1951), J.D. Salinger (1919).

76° Cavalaria Vermelha (1926), Isaac Babel (1894-1944).

77° Jean Christophe (1904-12), Romain Rolland (1866-1944).

78° Complexo de Portnoy (1969), Philip Roth (1933).

79° Nós (1924), Evgueni Ivanovitch Zamiatin (1884-1937).

80° O Ciúme (1957), Allain Robbe-Grillet (1922).

81° O Imoralista (1902), Andre Gide (1869-1951).

82° O Mestre e a Margarida (1940), Mikhail Afanasevitch (1891-1940)

83° O Senhor Presidente (1946), Miguel Ángel Asturias (1899-1974).

84° O Lobo da Estepe (1927), Herman Hesse (1877-1962).

85° Os Cadernos de Malte Laurids Bridge (1910), Rainer Maria Rilke (1875-1926).

86° Satã em Gorai (1934), Isaac Bashevis Singer (1904-1991)

87° Zazie no Metrô (1959), Raymond Queneau (1903-1976).

88° Revolução dos Bichos (1945), George Orwell.

89° O Anão (1944), Pär Lagerkvist (1891-1974).

90° The Golden Bowl (1904), Henry James.

91° Santuário (1931), William Faulkner.

92° Morte de Artemio Cruz (1962), Carlos Fuentes (1928).

93° Don Segundo Sombra (1926), Ricardo Guiraldes (1886-1927).

94° A Invenção de Morel (1940), Adolfo Bioy Casares (1914).

95° Absalão, Absalão (1936), William Faulkner.

96° Fogo Pálido (1962), Wladimir Nabokov (1899-1977).

97° Herzog (1964), Saul Bellow (1915).

98° Memorial do Convento (1982), José Saramago (1922).

99° Judeus sem Dinheiro (1930), Michael Gold (1893-1967).

100° Os Cus de Judas (1980), Antônio Lobo Antunes (1942).

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  • 4 anos atrás
100% 1 Voto

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  • Literatura by Literatu...
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    OS 100 MELHORES ROMANCES DO SÉCULO XX

    Texto extraído do Caderno Mais! da Folha de São Paulo do dia 3 de janeiro de 1999. O texto foi redigido por Adriano Schwartz, editor adjunto do Mais!

    Editora UFJF - Os mais lidos.
    O DIA QUE RESUME O SÉCULO.
    "Ulisses", de James Joyce, lidera a relação dos melhores romances escritos desde 1900, seguido de "Em Busca do Tempo Perdido", de Marcel Proust, e "O Processo", de Franz Kafka.

    No dia 16 de junho de 1904, o escritor irlandês James Joyce escrevia o livro que, quase cem anos mais tarde, seria escolhido como o livro do século. "Ulisses" enfrentou uma banca de dez críticos e escritores convidados pela Folha de São Paulo para elaborar a lista dos cem melhores romances publicados desde 1900 e também dos 30 mais importantes romances brasileiros de todos os tempos. Os jurados selecionaram os cem livros que consideram os principais do período, colocando em ordem hierárquica de preferência os dez primeiros e citando os demais noventa sem classificação valorativa. Estabeleceu-se, então, uma pontuação e as listas foram confrontadas, chegando-se à relação definitiva. No total, houve menções a 378 livros. O jornalista Marcelo Coelho, que fez parte da banca, destaca a importância da publicação da lista, que serve como referência para quem deseja saber o que vale a pena ler. A SUPREMACIA INGLESA Se entre os dez primeiros colocados o predomínio é da língua alemã, com cinco obras (dois livros de Kafka, dois de Thomas Mann e um de Robert Musil), de acordo com a lista o melhor do romance no século foi escrito em língua inglesa, idioma original de mais de um terço das obras presentes. Em seguida, aparecem, respectivamente, o francês e o alemão. A literatura brasileira comparece apenas duas vezes entre os cem mais votados, com "Grande sertão: veredas" e "Macunaíma", apesar de outros livros terem sidos mencionados por alguns jurados. Um grande ausente e a crise Como o critério escolhido foi o de selecionar apenas romances, e não obras de ficção em geral, ficaram de fora da lista escritores fundamentais, como, por exemplo, o argentino Jorge Luís Borges. De acordo com a ensaísta Leyla Perrone-Moisés, a ausência de Borges está ligada a uma dificuldade da própria conceituação da palavra romance na contemporaneidade: "A definição de romance fica muito prejudicada no século 20. O romance é um gênero que está bem caracterizado no século 19. Se fosse prosa de ficção entraria Borges, porque ele foi um daqueles do século 20 que rejeitaram a 'fórmula romance'" A LONGA HISTÓRIA DO ROMANCE (Marcos Flamínio Peres, da redação) Romance em português, "novel" em inglês, "novela" em espanhol, "roman" em francês. Gênero híbrido por excelência, o romance incorpora estruturas de gêneros não-ficcionais, como a história, relatos de viagens, auto-biografia, memórias e jornalismo. Suas origens formais mais distantes, porém, remontam a três gêneros da Idade Média: a canção de gesta, histórias cavaleirescas ou romances e a novela. Também popular na Idade Média, a canção de gesta se diferencia da história cavaleiresca pelo tom menos cortês e mais beligerante. Popular sobretudo na França e Alemanha, o romance era escrito nas línguas vulgares derivadas do latim, as "românicas" - como o francês, o italiano e o português - de onde tomou o nome. Baseado em um código de valores que combina lealdade, honra e amor cortês, o romance medieval se nutriu sobretudo de lendas, como as do rei Artur e os cavaleiros da távola redonda, em obras como "Lancelot", de Chrétien de Troyes, e "A morte de Artur" (1485), de Thomas Malory. De tom realista e satírico, a novela também está na base do romance moderno. Distante de valores corteses do romance medieval, ela se prende habitualmente a fatos de natureza política ou amorosa, de caráter mais objetivo. Ela atingiu sua forma mais perfeita no "Decameron", do italiano Giovanni Boccaccio, no século 14, que se tornou modelo para o gênero. É, aliás, da novela italiana que provém a palavra inglesa que define romance: "novel". Gênero moribundo desde a Idade Média, o romance de cavalaria é o tema do "Dom Quixote" (1605), do espanhol Miguel de Cervantes. Obra fundadora do romance moderno, "Dom Quixote" satiriza o código de valores corteses em uma época que já via avançar o capitalismo mercantil. De fato, a ascensão da classe média coincide com a ascensão do romance, que vai expressar como nenhum outro gênero literário os valores do individualismo burguês. Na França o gênero é introduzido pela "Princesa de Cléves" (1678), de Madame de Lafayette. Juntamente com Henry Fielding e Samuel Richardson, Daniel Defoe forma a grande tríade do romance inglês, e seu "Robinson Crusoé" (1719) é o primeiro romance em língua inglesa. No século 19, o êxodo rural em massa em países como a França e Inglaterra, provocado pela industrialização acelerada, aumentou o público potencial do romance. O gênero, então, se popularizou enormemente, sendo divulgado em capítulos nos jornais, dando origem ao romance de folhetim. Romances como "David Copperfield" (1849-50), do inglês Charles Dickens, e "A Dama das Camélias" (1848), do francês Alexandre Dumas Filho, vão proporcionar aos seus autores uma popularidade jamais vista. Flaubert irá ocultar no romance, como em "Madame Bovary" (1857), a presença do narrador. Em busca da impessoalidade plena, o narrador, ao contrário de Balzac, não pode mais intervir no transcorrer da história, emitindo juízos e opiniões. Asceta, deve eximir-se inteiramente da obra. Outras definições Recuperação das fontes medievais do gênero na chave do individualismo moderno, "Ivanhoé", de 1819, se constitui no maior exemplo de romance histórico. Com "Os anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister" (1796), o alemão Goethe cria o "romance de formação", que acompanha a vida de um personagem em sua aquisição de conhecimento e experiência na vida. Na França surgiu no século 19 o termo "roman-fleuve" (romance-rio): uma seqüência de obras que se desenvolvem em um longo espaço de tempo e que envolvem várias intrigas, proporcionando uma visão de conjunto de uma sociedade em um dado momento. São exemplos "A Comédia Humana" de Balzac, e o ciclo dos "Rougon-Macquart", de Zola. No século 20 o "roman-fleuve" mais famoso é "Em Busca do Tempo Perdido", mas também "Jean Christophe", de Romain Rolland, e "os Thibault", de Roger Martin du Gard. Já o romance de tese se propõe a tomar partido em uma questão polêmica de cunho moral, político ou filosófico, como em "A Náusea", (1938), de Jean-Paul Sartre. Neste século, sobretudo no "Ulisses", de James Joyce, a narrativa tradicional cede espaço à diluição das categorias de espaço, tempo e voz narrativa. A sintaxe das frases se desarticula e, como um poeta, o romancista passa a dispor de liberdade para criar palavras e recuperar arcaísmos.

    A LISTA DO JÚRI Leyla Perroni-Moisés Ensaísta e crítica literária, coordenadora de pesquisas no Instituto de Estudos Avançados da USP. Arthur Nestrovski Professor de literatura na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Carlos Heitor Cony Escritor e jornalista, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha. João Adolfo Hansen Professor de literatura brasileira da USP, especialista no período barroco brasileiro. Alexandre Barbosa Professor aposentado de teoria literária da USP e colunista da revista "Cult". Walnice Nogueira Galvão Professora aposentada de teoria literária e literatura comparada da USP. Luiz Costa Lima Professor da Universidade Estadual do Rio e da Pontifícia Universidade Católica do Rio. Marcelo Coelho Escritor e articulista da Folha, membro do Conselho Editorial do Jornal. Moacyr Scliar Escritor e colunista da Folha. Silviano SantiagoCrítico literário e escritor.

    Os 10 mais votados 1°- Ulisses (1922) James Joyce (1882-1941). Civilização Brasileira. Retomando parodicamente a obra fundamental do gênero épico - "A Odisséia" de Homero - "Ulisses" pretende ser uma súmula de todas as experiências possíveis do homem moderno. Ao narrar a vida de Leopold Bloom e Stephen Dedalus ao longo de um dia em Dublin (capital da Irlanda), o autor irlandês rompeu com todas as convenções formais do romance: criação e combinação inusitada de palavras, ruptura de sintaxe, fragmentação da narração, além de praticamente esgotar as possibilidades do monólogo interior.

    2°- Em Busca do Tempo Perdido (1913-27) Marcel Proust (1871-1922). Ediouro e Globo, os sete volumes. Ciclo de sete romances do escritor francês, inter-relacionados e com um só narrador, dos quais três últimos são póstumos: "O Caminho de Swann", "À Sombra das Raparigas em Flor", "O Caminho de Guermantes", "Sodoma e Gomorra", "A Prisioneira", "A Fugitiva" e "O Tempo Redescoberto". Ampla reflexão sobre a memória e o poder dissolvente do tempo, o ciclo se apóia em fatos mínimos que induzem o narrador a resgatar seu passado, ao mesmo tempo em que realiza um painel da sociedade francesa no fim do século 19 e início do 20.

    3°- O Processo Franz Kafka (1883-1924). Companhia das Letras. Na obra prima do escritor Tcheco de língua alemã, o bancário Josef K. é intimado a depor em um processo instaurado contra ele. Mas, enredado em uma situação cada vez mais absurda, Josef K. ignora de que é acusado, quem o acusa e mesmo onde fica o tribunal.

    4°- Doutor Fausto (1947) Thomas Mann (1875-1955). Nova Fronteira. Biografia imaginária do compositor alemão Adrian Leverkühn, escrita por seu amigo Serenus Zeitblom durante o desenrolar da Segunda Guerra. Nela, o autor, para recontar o pacto fáustico com o diabo, se vale de aspectos da vida de Nietzsche, da teoria dodecafônica de Shoenberg e do auxílio teórico do filósofo Adorno. O alemão Thomas Mann, filho de uma brasileira, recebeu o Nobel em 1929.

    5°- Grande Sertão: Veredas (1956) Guimarães Rosa (1908-1967). Nova Fronteira. No sertão do Norte de Minas, o jagunço Riobaldo conta para um interlocutor, cujo nome não é revelado, a história de sua vida de guerreiro e de seu amor pelo jagunço Diadorim - na verdade uma mulher disfarçada de homem para vingar o pai morto em luta. A escrita de permanente invenção de Guimarães Rosa reelabora a expressão oral e os mitos do interior do país a fim de criar um quadro épico e metafísico do sertão.

    6°- O Castelo (1926) Franz Kafka. Ediouro. Em busca de trabalho, o agrimensor K. chega a uma aldeia governada por um déspota que habita um castelo construído no alto da colina. Submetida a leis arbitrárias, a população passa a hostilizá-lo. Kafka morreu antes de concluir a obra.

    7°- A Montanha Mágica (1924) Thomas Mann. Nova Fronteira. Imagem simbólica da corrosão da sociedade européia da Primeira Guerra. Ao visitar o primo em um sanatório, Hans Castorp acaba por contrair tuberculose. Permanece internado por sete anos, vivendo em um ambiente de requinte intelectual, em permanente debate com idéias filosóficas antagônicas, até que decide partir para o front.

    8°- O Som e a Fúria (1929) William Faulkner (1897-1962). Edições Dom Quixote (Portugal). A vida da decadente família Compson é narrada por quatro personagens distintos, todos obcecados pela jovem Caddy, neste romance em que a linguagem se amolda à consciência de cada personagem. O americano Faulkner ganhou o Prêmio Nobel em 1949.

    9°- O Homem sem Qualidades (1930-43) Robert Musil (1880-1942). Nova Fronteira. Fio condutor do enredo, o ex-oficial Ulrich é repleto de dotes intelectuais, mas incapaz de encontrar uma finalidade em que aplicá-los. De caráter ensaístico, a obra é uma vasta reflexão sobre a crise social e espiritual do século 20.

    10°- Finnegans Wake (1939) James Joyce. Penguin (EUA). No Brasil, trechos do livro em "Panaroma do Finnegans Wake". Joyce criou nesta obra, que radicaliza seu experimentalismo lingüístico, provavelmente o mais complexo texto do século. A narrativa, repleta de referências simbólicas, mitológicas e lingüísticas que tornam a leitura um desafio permanente, gira em torno do personagem Humphrey Chimpden Earwicker (HCE) e sua mulher Ana Lívia Plurabelle (ALP), que vivem em Dublin.

    Conheça os outros 90 romances mais votados 11° A Morte de Vigílio (1945) Herman Broch (1886-1951). Relógio d'Água (Portugal) 12°Coração das Trevas (1902) Joseph Conrad (1857-1924). Ediouro. 13°O Estrangeiro (1942) Albert Camus (1913-1960). Record. 14°O Inominável (1953) Samuel Beckett (1906-1989). Nova Fronteira. 15°Cem Anos de Solidão (1967) Gabriel García Marquéz (1928). Record 16°Admirável Mundo Novo (1932) Aldous Huxley (1894-1963). Globo. 17°Mrs. Dolloway (1925) Virgínia Woolf (1882-1941). Penguin Books. 18°Ao Farol (1927) Virgínia Woolf. Ediouro. 19°Os Embaixadores (1903) Henry James (1843-1916). Oxford University Press. 20°A Consciência do Zeno (1923) Italo Svevo (1861-1928). Minerva (Portugal). 21°Lolita (1958) Vladimir Navokov (1899-1977). Cia das Letras. 22°Paraíso (1960) José Lezama Lima (1910-1976). Scipione. 23°O Leopardo Tomaso di Lampedusa (1910-1976). Scipione. 24°1984 (1949) George Orwell (1903-1950). Companhia Editora Nacional. 25°A Náusea (1938) Jean-Paul Sartre (1905-1980). Nova Fronteira. 26°O Quarteto de Alexandria (1957-1960) Lawrence Durrell (1912-1990). Ulisseia (Portugal). 27°Os Moedeiros Falsos (1925) André Gide (1869-1951). Gallimard ("Les Faux-Monnayeurs", França). 28°Malone Morre (1951) Samuel Beckett. Edições Dom Quixote (Portugal) 29°O Deserto dos Tártaros (1940) Dino Buzzati (1906-1972). Mondadori ("II Deserto dei Tartari", Itália). 30°Lord Jim (1900) Joseph Conrad (1857-1924). Publicações Europa-América (Portugal). 31°Orlando (1928) Virgínia Woolf. Ediouro. 32°A Peste (1947) Albert Camus. Record. 33°O Grande Gatsby (1925) Scott Fitzgerald (1896-1940). Relógio d'Água (Portugal) 34°O Tambor (1959) Günter Grass (1927). Vintage Books ("The Tin Drum", EUA). 35°Pedro Páramo (1955) Juan Rulfo (1918-1986). Paz e Terra. 36°Viagem ao Fim da Noite (1932) Louis-Ferdinand Céline (1894-1961). Cia das Letras. 37°Berlin Alexanderplatz (1929) Alfred Döblin (1878-1957). Rocco. 38°Doutor Jivago (1957) Boris Pasternak (1890-1960). Italiana. 39°Molloy (1951) Samuel Beckett (1906-1989). Nova Fronteira. 40°A Condição Humana (1933) André Malraux (1901-1976). Record. 41°O Jogo da Amarelinha (1963) Júlio Cortázar (1914-1984). Civilização Brasileira. 42°Retrato do Artista quando Jovem (1917) James Joyce. Ediouro. 43°A Cidade e as Serras (1901) Eça de Queirós (1845-1900). Ediouro. 44°Aquela Confusão Louca da Via Merulana (1957) Carlo Emilio Gadda (1893-1973). Record. 45°As Vinhas da Ira (1939) John Steinbeck (1902-1968). Record. 46°Auto da Fé (1935) Elias Canetti (1905-1994). Nova Fronteira. 47°À Sombra do Vulcão (1947) Malcolm Lowry (1909-1957). Ed Siciliano. 48°O Visconde Partido ao Meio Ítalo Calvino (1923-1985). Cia das Letras. 49°Macunaíma (1928) Mário de Andrade (1893-1945). Scipione e Vila Rica. 50°O Bosque das Ilusões Perdidas (1913) Alain Fournier (1886-1914). Relógio d'Água (Portugal) 51°Morte a Crédito (1936) Louis-Ferdinand Céline (1894-1961). Nova Fronteira. 52°O Amante de Lady Chatterley (1928) D.H. Lawrence (1885-1930). Graal. 53°O Século das Luzes (1962) Alejo Carpentier (1904-1980). Global. 54°Uma Tragédia Americana (1925) Theodore Dreiser (1871-1945). New America Library ("In American Tragedy", EUA). 55°América (1927) Franz Kafka. Livros do Brasil (Portugal). 56°Fontamara (1930) Ignazio Silone (1900-1978). Europa-América (Portugal). 57°Luz em Agosto (1932) Willim Faulkner. Livros do Brasil (Portugal). 58°Nostromo (1904) Joseph Conrad. Record. 59°A Vida - Modo de Usar (1978) Georges Perec (1936-1982). Cia das Letras. 60°José e seus Irmãos (1933-1943) Thomas Mann. Ed. Nova Fronteira. 61°Os Thibault (1921-1940) Roger Martin du Gard (1881-1958). 2 vols. Ed. Globo. 62°Cidades Invisíveis (1972) Ítalo Calvino (1923-1985) . Cia das Letras. 63°Paralelo 42 (1930) John dos Passos (1896-1970) Ed. Rocco 64°Memórias de Adriano (1951) Marguerite Yourcenar (1903-1987). Ed. Nova Fronteira. 65°Passagem para a Índia (1924) E.M. Forster (1879-1970). Publicações Europa-América (Portugal). 66°Trópico de Câncer (1934) Henry Miller (1891-1980). Ibrasa - Instrução Brasileira de Difusão Cultural. 67°Enquanto Agonizo (1930) Willian Falkner. Ed. Exped. 68°As Asas da Pomba (1902) Henry James (1843-1916) . Ediouro. 69°O Jovem Törless (1906) Robert Musil. Ed. Nova Fronteira. 70°A Modificação (1957) Michel Butor (1926). Minuit ("La Modification", França). 71°A Colméia (1951) Camilo José Cela (1916). Bertrand Brasil. 72°A Estrada de Flandres (1960) Claude Simon (1913) Nova Fronteira. 73°A Sangue Frio (1966) Truman Capote (1924-1984). Livros do Brasil (Portugal). 74°A Laranja Mecânica (1962) Anthony Burgess (1916-1993). Ediouro. 75°O Apanhador no Campo de Centeio (1951) J.D. Salinger (1919). Editora do autor. 76°Cavalaria Vermelha (1926) Isaac Babel (1894-1944). Ediouro. 77°Jean Christophe (1904-12) Romain Rolland (1866-1944). Ed. Globo. 78°Complexo de Portnoy (1969) Philip Roth (1933). Editora L&PM. 79°Nós (1924) Evgueni Ivanovitch Zamiatin (1884-1937). Ed. Antígona (Portugal). 80°O Ciúme (1957) Allain Robbe-Grellet (1922). Ed. Minuit ("La Jalousie") 81°O Imoralista (1902) André Gide (1869-1951). Ed. Gallimard ("L'Imoraliste", França) 82°O Mestre e a Margarida (1940) Mikhail Afanasevitch (1891-1940). Ed. Ars Poética. 83°O Senhor Presidente (1946) Miguel Ángel Asturias (1899-1974). Ed. Losada ("El Señor Presidente", Argentina). 84°O Lobo da Estepe (1927) Herman Hesse (1877-1962). Ed. Record. 85°Os Cadernos de Malte Laurids Bridge (1910) Rainer Maria Rilke (1875-1926). Ed. Siciliano. 86°Satã em Gorai (1934) Isaac B. Singer (1904-1991) Ed. Perspectiva. 87°Zazie no Metrô (1959) Raymond Queneau (1903-1976). Ed. Rocco. 88°Revolução dos Bichos (1945) George Orwell. Ed. Globo. 89°O Anão (1944) Pär Lagerkvist (1891-1974) Ed. Farrar, Strauss & Giroux ("Dwarf", EUA). 90°A Tigela Dourada (1904) Henry James. Oxford University Press ("The Golden Bowl", EUA). 91°Santuário (1931) William Falkner. Ed. Minerva (Portugal). 92°A Morte de Artemio Cruz (1962) Carlos Fuentes (1928). Ed. Rocco. 93°Don Segundo Sombra (1926) Ricardo Güiraldes (1886-1927). Ed. Scipione. 94°A Invenção de Morel (1940) Adolfo Bioy Casares (1914). Ed. Rocco. 95°Absalão, Absalão (1936) William Falkner. Editores Reunidos (Portugal). 96°Fogo Pálido (1962) Wladimir Nabokov (1899-1977). Ed. Teorema (Portugal). 97°Herzog (1964) Saul Bellow (1915). Ed. Relógio d'Água (Portugal). 98°Memorial do Convento (1982) José Saramago (1922). Bertrand. 99°Judeus sem Dinheiro (1930) Michael Gold (1893-1967). Editorial Caminho (Portugal). 100°Os Cus de Judas (1980) Antônio Lobo Antunes (1942). Ed. Marco Zero. Onde Encomendar os Livros Os livros que não dispõem de edições brasileiras podem ser encomendadas nas seguintes livrarias: Edições em inglês - em São Paulo, na Livraria Cultura (av. Paulista, 2.073, tel. 0xx11/285-4033) e no Rio de Janeiro, na Livraria Marcabu (r. Marquês de São Vicente, 124, tel 0xx21/294-5994). Ou pela Internet, na Amazon Books (http://www.amazon.com/) Edições em francês - na Livraria Francesa (r. Barão de Itapetininga, 275, tel 0xx11/231-4555, SP) ou, pela Internet, na Librarie Gallimard (http://www.gallimard-mtl.com/) Edições em espanhol - na Livraria Letraviva (av. Rebouças, 2.080, tel 0xx11/280-7992, SP) Edições em italiano - na Livraria Italiana (av. São Luiz, 192, loja 18, tel, 0xx11/259-8915, SP) Faulkner é o mais votado O norte-americano William Faulkner (1897-1962) foi o autor que teve mais livros mencionados pelo júri: sete obras suas foram lembradas, cinco das quais conseguiram pontuação para estar entre as cem melhores. Em segundo lugar na diversidade de títulos, aparecem Beckett e Thomas Mann, que tiveram ambos três livros classificados na lista final. Duas únicas mulheres A inglesa Virgínia Woolf (1882-1941), que emplacou três livros entre os cem romances do século, e a belga Marguerite Yourcenar (1903-1987) são as duas únicas representantes do sexo feminino votadas na lista do Mais!. Os outros 73 autores escolhidos pelos jurados são homens. São 11 os latino-americanos Dez livros de língua espanhola entraram na lista, dos quais só um, "A Colméia!", de Camilo José Cela (1916), foi escrito por um autor nascido na Espanha. Os outros representantes da língua são latino-americanos: três argentinos, dois mexicanos, dois cubanos, um guatemalteco e um colombiano. Somando-os aos dois brasileiros, Guimarães Rosa e Mário de Andrade, há 11 latino-americanos. "Grande Sertão" é o melhor romance brasileiro Livro de Guimarães Rosa é eleito o principal no gênero de todos os tempos no país. Apesar de João Guimarães Rosa ser autor daquele que foi escolhido como o melhor romance da literatura brasileira de todos os tempos, "Grande Sertão: Veredas", a lista elaborada pelo júri a convite da Folha reafirma Machado de Assis como o mais importante romancista do país. O autor carioca, fundador da Academia Brasileira de Letras, tem três obras entre os dez principais romances. Na lista brasileira, assim como na internacional, predominam textos escritos antes de 1950. Essa distância temporal precisa ser vista, segundo João Alexandre Barbosa, com naturalidade, uma vez que ela é necessária para que o julgamento crítico se estabeleça de modo mais adequado. A relação dos 30 maiores romances de todos os tempos só traz dois autores vivos: Jorge Amado e Raquel de Queiroz. Ainda assim, as obras aparecem nas últimas posições e foram escritas no início da carreira dos escritores. Os livros mais recentes a figurar entre os escolhidos são da década de 70, ambos de Clarice Lispector. A ausência da escritora entre os dez primeiros colocados, aliás, foi o aspecto mais comentado pelos críticos. Para Silviano Salgado, tal resultado é esperado, "pois ela está na 'moda' e, no Brasil, como em qualquer parte do mundo, há uma antipatia por quem está na moda". De acordo com Leyla Perrone-Moisés, a escritora tem inclusive, neste final de século, maior repercussão internacional do que Guimarães Rosa. Os dez Mais! Brasileiros 1° Grande Sertão: Veredas (1956) Guimarães Rosa. Leia a respeito na lista dos dez mais internacional. 2° Dom Casmurro (1900) Machado de Assis (1839-1908). Martins Fontes, Ática, L&PM. Considerada a obra-prima do autor, toda ela é uma investigação obsessiva de Bentinho - o narrador - para saber se sua mulher - Capitu - o traiu. 3° Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) Machado de Assis. Ática, L&PM. Brás Cubas relembra depois de morto, sua vida e traça um retrato sutil e cortante da sociedade brasileira de fins do século 19. Repleta de ousadias formais - a começar pelo narrador morto, ruptura do nexo narrativo, capítulos interrompidos -, a obra instala definitivamente o realismo no Brasil. 4° Macunaíma (1928) Mário de Andrade (1893-1945). Sciplione e Villa Rica. Romance mais importante do modernismo, "Macunaíma", "o herói sem nenhum caráter", sincretiza o que Mário considerava as características do povo brasileiro: índio, negro e branco, desleal, ambicioso, coração mole, corajoso, mas preguiçoso. 5° Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915) Lima Barreto (1881-1922). Sciplione e Ática. Crítico feroz da submissão da cultura brasileira aos modelos estrangeiros, o funcionário da marinha Policarpo Quaresma irrita seus colegas ao redigir relatórios em tupi-guarani. Nacionalista, acaba sendo internado em um hospício. 6° Quincas Borba (1892) Machado de Assis. Ed. Ática e Garnier. Subitamente enriquecido por uma herança herdada de Quincas Borba, Rubião vagabundeia com seu cão - chamado também Quincas Borba - , defendendo a filosofia por ele inventada do Humanitismo. Paranóia de teorias como o darwinismo social e positivismo, o Humanitismo unificaria todas as teorias possíveis. 7° Memórias de um Sargento de Milícias (1854-55) Manuel Antônio de Almeida (1831-61). L&PM e Ática. A partir de elementos do romance pitoresco, a obra traça um painel das classes pobres do Rio de Janeiro do século 19 por meio da história de Leonardo Pataca, malandro e boa-vida, e de sua relação com o major Vidigal, chefe de polícia. 8° Vidas Secas (1938) Graciliano Ramos (1892-1953). Record. Brutalizada pela extrema miséria, família foge da seca no Nordeste. A obra é construída em forma de seqüências justapostas dedicadas a cada um dos personagens: Fabiano, o pai, sinhá Vitória, os dois filhos, a cadela Baleia. 9° São Bernardo (1934) Graciliano Ramos. Record. O interior de Alagoas é o cenário para a relação conflituosa entre o fazendeiro Paulo Honório, habituado a submeter todos com que se relaciona e sua mulher, a idealista professora Madalena. 10° Memórias Sentimentais de João Miramar (1924) Oswald de Andrade (1890-1954). Ed. Globo. O irreverente João Miramar relembra as andanças pela Europa e as Saudades da terra natal. Com seus capítulos-relâmpago e intensa desagregação sintática, o livro inaugura a prosa modernista no Brasil. Os outros 20 11°A Hora da Estrela (1977) Clarice Lispector (1926-77). Rocco. 12°A Paixão Segundo G.H. (1964) Clarice Lispector. Sciplione e Rocco. 13° Serafim Ponte Grande (1933) Oswald de Andrade. Globo. 14°O Ateneu (1888) Raul Pompéia (1863-1895) Ática e L&PM. 15°O Tempo e o Vento (1949-1961) Érico Veríssimo (1905-1975). Globo. 16°Fogo Morto (1943) José Lins do Rego (1901-1957). José Olympio. 17°Esaú e Jacó (1904) Machado de Assis. Ediouro e Ática. 18°A Menina Morta (1954) Cornélia Penna (1896-1958). Artium. 19°Menino de Engenho (1932) José Lins do Rego. José Olympio. 20° Os Ratos (1936) Dyonélio Machado (1895-1985) Ática. 21°Iracema (1865) José de Alencar (1829-1877) L&PM. 22°O Amanuense Belmiro (1937) Cyro dos Anjos (1906-1994) José Olympio. 23°Corpo de Baile (1956, 3 volumes) Guimarães Rosa. Ed. Nova Fronteira. 24°Angústia (1936) Graciliano Ramos. Ed. Record. 25°O Cortiço (1890) Aluísio de Azevedo (1857-1913). Sciplione e Ediouro. 26°O Quinze (1930) Rachel de Queiroz (1910) Siciliano. 27° Água Viva (1973) Clarice Lispector. Rocco. 28°Crônica da Casa Assassinada (1959) Lúcio Cardoso (1913-1968) Sciplione. 29°Mar Morto (1936) Jorge Amado (1912) . Record. 30°Terras do Sem Fim (1942) Jorge Amado. Record. Unanimidades no Brasil As únicas obras citadas por todos os jurados na lista dos principais romances brasileiros de todos os tempos foram "Dom Casmurro", de Machado de Assis, "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa, e "Macunaíma", de Mário de Andrade. As únicas mulheres Clarice Lispector, com "A Paixão Segundo G.H.", "A Hora da Estrela" e "Água Viva", e Rachel de Queiroz, com "O Quinze", são as duas únicas mulheres no resultado final da lista brasileira. Os outros 17 autores são homens.

    Fonte(s):

    Texto extraído do Caderno Mais! da Folha de São Paulo do dia 3 de janeiro de 1999. O texto foi redigido por Adriano Schwartz, editor adjunto do Mais!
    • 4 anos atrás
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